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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

10 novos restaurantes que temos mesmo de experimentar em 2017

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É a minha mais inflexível resolução de Ano Novo. No primeiro domingo do ano, a Família Mistério reúne-se no mais cerimonioso conselho familiar para debater o assunto mais importante do ano: quais as prioridades para os próximos 12 meses. Como já pode seguramente desconfiar, cá em casa as prioridades são os mais urgentes restaurantes a visitar. Aqueles que nos deixam de Oceano Atlântico na boca só de ler a primeira breve descrição. E em 2017 há maravilhosos motivos para nos fazer pegar já nos talheres. Estas são as nossas prioridades para o Ano Novo.

 

Puro 4050, Porto

Abriu no Verão passado, no Largo de São Domingos

T: 22 201 1852

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Na verdade, não é bem um restaurante – é mais um mozzarella bar, seja lá isso o que for. O que sei é que é dos mesmos donos do Cantina 32 (que eu adorei e que pode conhecer aqui) e isso significa que a carta é da responsabilidade do chef Luís Américo, para mim um dos mais talentosos da cidade.

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Na ementa, pode escolher vários tipos de deliciosas mozzarellas de búfala, que é o mesmo que dizer deliciosas e ultra-cremosas bolas de queijo fresco que me deixam a babar durante um mês inteiro. E, claro, também há burrata. Depois, pode combinar as mozzarellas com presuntos, mortadelas, copas, bresaolas, carpaccios ou outros tipos de carnes cruas e semi-cruas italianas. Se quiser uma refeição mais a sério, também tem focaccias fininhas e estaladiças, massas, risottos ou carnes. Mas, para mim, acho que as mozzarellas e a charcutaria italiana chegam para me fazer feliz durante todo o ano.

 

Tapisco, Lisboa

Abre até ao fim de Janeiro, no Príncipe Real

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É o novíssimo projecto de Henrique Sá Pessoa, o mesmo chef por trás do Alma e do Cais da Pedra (que pode conhecer aqui). O restaurante vai ser lançado pelo grupo Multifood (dono do Honorato e dos outros espaços de Sá Pessoa) ainda durante este mês (pelo menos, é a previsão) e, para já, sabe-se simplesmente que será uma mistura de tapas espanholas com petiscos portugueses.

Eu sei que não há ainda grandes detalhes sobre o espaço. Mas, desde que experimentei os fantásticos petiscos de Sá Pessoa no Mercado da Ribeira (veja aqui) que sonho com um restaurante dele com este conceito.

 

Amor É, Porto

Abriu em Setembro passado, na Praça Guilherme Gomes Fernandes

T: 914 639 052

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O LSD é um dos meus restaurantes preferidos no Porto (pode conhecer aqui) e a Casa de Pasto da Palmeira é outro dos meus restaurantes preferidos do Porto (também pode conhecer aqui), por isso, quando soube que os donos destas duas preciosidades iam abrir um novo espaço na cidade, comecei com palpitações que ainda não pararam. Antes pelo contrário, agravaram-se quando eu percebi que o Amor É tem na ementa pratos como canoli de atum e alga nori, tártaro de vitela crocante com gema de ovo, quinoto de espargos com açafrão ou um mil-folhas de lima com este aspecto...

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A ementa não foi criada pelo mesmo chef que esteve na origem da Casa de Pasto e do LSD, mas promete. Está assente em petiscos para dividir e mistura ingredientes portugueses com outros orientais.

 

Nómada, Lisboa

Abriu em Agosto passado, na Avenida Visconde de Valmor

T: 917 779 737

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Quando um novo restaurante consegue reunir o ex-chef executivo, o ex-sub-chef, o ex-chefe de sala e o ex-consultor de vinhos do Sushic, eu diria que, se calhar, poderia ser melhor começar a chamar ex-Sushic ao restaurante de Almada. A verdade é que todas estas almas especializadas em sushi se juntaram no novo Nómada, em Lisboa.

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A ementa tem tentações como uns cones crocantes cobertos por frutos secos e recheados com tataki de salmão, um escabeche japonês feito com tempura de peixe e um caldo a acompanhar ou um carpaccio de lírio dos Açores acompanhado com chips de raiz de aipo. Agora, diga-me lá: o que é que eu ainda estou aqui a fazer à frente do computador, em vez de estar lá com uns pauzinhos na mão?

 

Oficina, Porto

Abriu em Setembro passado, na Rua de Miguel Bombarda

T: 22 016 5807

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É o novo restaurante do chef Marco Gomes e do galerista Fernando Santos, mas o que torna a Oficina um sítio obrigatório para 2017 não é só isso – o restaurante fica dentro de uma antiga oficina de automóveis e promove a relação entre a arte e a gastronomia num espaço onde pode encontrar obras de Pedro Cabrita Reis, entre outros. Mas não é só: regularmente, são organizados jantares temáticos em que personalidades ligadas à cultura vão falar de comida; e alguns artistas serão convidados a criar pratos em conjunto com o chef para serem integrados na ementa.

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E por falar em ementa, aqui encontra pequenos tesouros gastronómicos como uma açorda de perdiz vermelha ou medalhões do lombo maturados durante 30 dias e cobertos de Queijo da Serra. O que há na Oficina é comida tradicional e tentadora.

 

O Asiático, Lisboa

Abriu em Outubro, na Rua da Rosa

T: 21 131 9369

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É asiático, mas não tem sushi. O chef Kiko Martins, dono do Talho (que pode conhecer aqui) e da Cevicheria (à qual fomos aqui) quis mostrar a cozinha asiática menos conhecida em Portugal. É por isso que aqui vai poder provar um rosbife tailandês com gamba do Algarve, Som Tam de papaia verde e tapioca ou um pho e gyoza de rabo de boi com carpaccio de wagyu e salada vietnamita. Para sobremesa, talvez arrisque num caril doce com bolo de coco, manga picante e gelado de iogurte.

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Eu sei que é tudo ligeiramente excêntrico, mas também é irresistível experimentar. O espaço mistura bar, esplanada e uma decoração arrojada com uma enorme árvore dentro da sala principal. 

 

Euskalduna Studio, Porto

Abriu em Dezembro passado, na Rua de Santo Ildefonso

T: 935 335 301

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Não tem ementa, só tem 16 lugares e só abre ao jantar de quarta a sábado. Eu sei que são restrições a mais, mas a ideia é mesmo essa: servir jantares cuidados, com um acompanhamento quase personalizado. Cada jantar tem 10 pratos e mais alguns mimos do chef e custa 70 euros por pessoa. Quando liga a reservar, perguntam-lhe o que é que gosta mais e menos – e depois o seu jantar será feito com base nas respostas que der.

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O chef à frente deste projecto é Vasco Coelho Santos, que também tem o BaixóPito, na Baixa do Porto, e que, aos 29 anos, já passou pelas cozinhas do Mugaritz, Arzak ou El Bulli. Algumas das suas especialidades são o bacalhau à brás em versão finger food, a raia em manteiga noisette, barbatana assada, pickle e germinado de mostarda ou a versão original do nigiri feito com sardinha fumada, puré de abacate e ovo de codorniz cozinhado a baixa temperatura. Tentador ou não?

 

Leopold, Lisboa

Abre em Janeiro, no Palácio Belmonte, junto ao Castelo de São Jorge

T: 21 886 1697

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Era um dos mais criativos restaurantes de Lisboa, na Mouraria. Com uma cozinha essencialmente assente em vegetais – e sem hipótese de fazer grandes cozinhados por causa do espaço e da ausência de um exaustor –, este restaurante com apenas 10 lugares tornou-se conhecido em toda a cidade.

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Em Maio, o Leopold fechou e agora vai reabrir em Janeiro no Palácio Belmonte, com uma cozinha mais equipada e com uma sala para 22 pessoas. O conceito mantém-se o mesmo: só serve jantares, apenas em menu de degustação e com produtos naturais e de qualidade. Muda o espaço: o Palácio Belmonte é um dos mais espectaculares de Lisboa.

 

Terminal 4450, Porto

Abriu no final de 2015, no Porto de Leixões, em Leça

T: 919 851 933

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O espaço é grande, arejado e fica num antigo terminal de passageiros na margem Norte do Porto de Leixões. A ementa tem as mais deliciosas e variadas peças de carne. O costeletão maturado durante 45 dias deixou-me logo em estado de choque. E as pipocas com manteiga e pimentão doce que lhe trazem com o couvert são de provocar tremuras em qualquer corpinho mais resistente.

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Como sobremesa, tem uma Bola de Berlim que é outra maldade.

 

Rabo d'Pêxe, Lisboa

Abriu em Dezembro de 2015, no Saldanha, e mudou de chef em Maio passado

T: 21 314 1605

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Tem sushi, tem peixe grelhado e tem carne. No fundo tem quase tudo – e quase tudo vinha, no início, dos Açores. Nós já fomos lá almoçar no início do ano (veja aqui todos os detalhes), mas estou ansioso por voltar desde que o chef mudou e agora é Paulo Morais que está à frente da cozinha. Ex-responsável por dois dos melhores restaurantes japoneses de Lisboa nos últimos anos – o QB, em Oeiras, e o Umai, no centro da cidade –, Paulo Morais é capaz de me fazer atravessar o país de uma ponta à outra só para provar o seu sushi. Em 2017, não vai escapar.

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Agora só tenho de ir ali correr a maratona para começar a abater todas as calorias que vou ingerir este ano.

 

Um óptimo ano para si onde quer que os novos restaurantes estejam,

Ele

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