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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

os três restaurantes mais bonitos e com as melhores ementas para o porto restaurant week

Depois de eu ter escolhido apenas as melhores ementas da edição anterior do Porto Restaurante Week e de a minha muito estimada Mulher Mistério ter seleccionado apenas os restaurantes mais bonitos de Lisboa na semana passada, é chegado o solene momento da ponderação, do equilíbrio, do bom senso e da harmonia (todas características tendencialmente masculinas). E é por isso que me cabe a mim recomendar agora os restaurantes mais bonitos e com as melhores ementas (um perfeito dois em um) para a Porto Restaurant Week que começa na quinta-feira, dia 1 de Maio, e que irá até dia 11.

Como já sabem, é nestes dez dias que podemos comer óptimos pratos, de óptimos restaurantes, por óptimos preços. O que quer dizer 20 euros por refeição (bebidas não incluídas), 19 para o restaurante e 1 para uma instituição de solidariedade social. 

Os pormenores estão todos no site da Restaurant Week (onde também pode fazer as reservas), mas o que interessa está aqui no blogue do Casal Mistério. E o que interessa é "onde é que eu hei-de ir jantar durante a Restaurant Week?". É para lhe responder a essa pergunta que nós estamos cá. Quem diz nós, diz eu, porque a minha querida Ela já fez as suas sugestões para Lisboa. Por isso aqui vão os três melhores restaurantes que me fariam atravessar a A1 em busca de boa comida e ainda melhor decoração. E também as ementas que escolhemos. Espero que goste. 

 

bbgourmet Bull&Bear 

Decoração moderna, arejada, em tons de preto e branco, com enormes janelas e uma esplanada agradável.

Entrada

Ravioli de cogumelos do bosque em chá de hortelã

Prato principal
Asinhas crocantes de galinha com puré de milho e legumes da horta (também há polvo no forno em crosta de especiarias, o que não deve ser nada mau) 

Sobremesa
Verrine chococaramel

 

Góshò 

É um dos restaurantes mais bonitos do país. Com espaço e mobiliário desenhados pelo arquitecto Paulo Lobo, o Góshò mistura tranquilidade com sofisticação, iluminação com sombras. Destaque para a enorme clarabóia no centro da sala, para a agradável zona do bar e para a iluminação a partir do chão. Imperdível.

Entrada
Ebi no Harumaki – crepe primavera com camarão e legumes

Prato Principal
Gyu niku no yakisoba – massa de ovo salteada com carne barrosã e legumes (também pode escolher o Sushi to Sashimi – 8 fatias de peixe, makimono e makimono dragon)

Sobremesa
Sobremesa especial Porto Restaurant week

 

Barão de Fladgate 

Como pode ver pela fotografia de cima e pela primeira imagem deste post, aqui tem uma das melhores vistas para o Porto e uma das mais tentadoras esplanadas da cidade. Situado nas caves Taylor's, em Vila Nova de Gaia, o Barão de Fladgate tem um espaço clássico e deslumbrante que se mistura na perfeição com uma cozinha surpreendente.

Entrada

Ceviche de dourada com coentros, micro salada de frutas, tomate cherry e salada portuguesa (também há uma óptima tábua de queijos e enchidos ou um mil folhas de alheira de Mirandela – hmmm!)

 

Prato principal

Taco de bacalhau com crosta de broa e presunto, batata a murro e grelos salteados em azeite e alho

Sobremesa

Cremoso de caipirinha, com aguardente de cana, trufa de chocolate crocante ou um prometedor bolo de chocolate recheado com mousse de laranja e regado com molho de chocolate a 70%

 

E agora que passou a mil por este texto um pouco maçador e parou embevecido a olhar para estas fotografias maravilhosas, diga-me lá: do que é que está à espera para marcar? Vá aqui e bom jantar.

 

Uma boa Restaurant Week para si, onde quer que esteja,

Ele

comida de tricot? há doidos para tudo…

Parece que é mas não é. Mas que tem graça, lá isso tem. É no mínimo original. A artista plástica Jessica Dance e o fotógrafo David Sykes decidiram homenagear a arte de tricotar e a diversidade gastronómica que se encontra nos cafés britânicos e nos restaurantes de fast food um pouco por todo o mundo. Ela tricotou, ele iluminou e fotografou. O resultado é este:

A atenção ao detalhe impressiona. São muitas horas à volta de duas agulhas e novelos de lã (Deus me livre! Eu nem um cachecol consigo fazer!). Jessica confessou ao site it´s nice that que “o bacon foi o que me fez perder mais tempo. Queria mesmo ter a certeza de que a gordura ficaria convincente, tal como as salsichas!” Imagino! Santa paciência!

O pior é que estas réplicas são tão perfeitas que até nos dão uma certa fome. Não deixe de espreitar o trabalho de Jessica e de David nos respetivos sites.

 

Boa quarta-feira,

Ela

 

#somostodosmacacos e comemos bananas (saiba em que restaurantes)

Enquanto o mundo está a discutir se o gesto do Dani Alves foi genuíno ou uma campanha de marketing, nós estamos a comer – bananas, claro. Enquanto Neymar dizia no Instagram #somostodosmacacos, nós investigávamos. Enquanto você está a ler este post, nós já temos as nossas profundas conclusões para partilhar com o Mundo. #Somostodosmacacos. E requintados. Gostamos de comer bananas. Especialmente boas bananas. Aqui fica então a nossa homenagem a Dani Alves e a Neymar: os melhores sítios de Lisboa e Porto para comer bananas. Lamentamos, mas não tivemos tempo de procurar os restaurantes que servem bananas em Villarreal...

Começamos pelos pratos principais. No Assinatura, em Lisboa, pode provar um maravilhoso filete de peixe espada com banana. O chef António Gomes, do restaurante Típico, no Hotel Corinthia, em Lisboa, também já preparou um prato especial com banana para um Lisboa Restaurant Week no ano passado. Mas já não está na ementa. Só para deixar água na boca, aqui fica: era um filete de peixe espada e banana braseados, servidos com puré de cenoura perfumado com cardamomo e acompanhado com chips de batata doce. Talvez agora o prato volte à ementa.

Sobremesas temos em Lisboa e no Porto. Chakall tem este fantástico cheesecake de banana com chocolate quente e morangos frescos no Volver

E Pedro Lemos criou esta divinal Banana da Madeira no seu inconfundível restaurante do Porto. É feito com um brownie, uma redução de vinho da Madeira, caramelo, banana e uma mousse de banana. É servido com um sorvet de limão e bocadinhos de chocolate.

Se não tiver paciência para se enfiar num restaurante, tem sempre a hipótese Santini e passear-se pelas ruas da cidade com o fantástico gelado de banana da marca.

Ou optar por uma solução radical e enfiar-se no restaurante Meia Banana, em Vila Nova de Gaia, ou no Bananeiro, em Matosinhos. Se nada disto for suficiente para si, resta-nos sempre o José Cid. É carregar no play e ouvir bem alto...

 

 

...pode ser que alguém consiga ouvir em Espanha.

 

Um abraço ao Dani Alves e ao Neymar, onde quer que eles estejam,

Ele

gostamos de...

... edamame, mais conhecido por soja verde. Gostamos, não. Adoramos! Este preparado feito com grãos de soja ainda dentro da vagem, encontrado sobretudo no Japão, Hawai, China e Coreias é simplesmente delicioso e, melhor ainda, NÃO ENGORDA. As vagens são fervidas em água e sal, e servidas inteiras. Depois come-se como comemos o nosso belo e bom tremoço, ou se tiver paciência, pode eventualmente descascá-los. 

Boa terça-feira,

Ela

 

créditos:http://www.kevinandamanda.com/recipes/appetizer/10-minute-restaurant-style-steamed-edamame.html

não gostamos de...

... de hortelã. Não gostamos, não. Não gosto. Ele gosta. Não fosse Ele um chef que descobre sempre qualidades ocultas em ingredientes que os comuns mortais não percebem para que servem. Vou ser franca: não gosto nem na canja, nem na sangria, nem em nada. Fico sempre com a sensação de que a hortelã se sobrepõe e anula totalmente o sabor dos outros ingredientes. Como diria o Sinhozinho Malta: estou certa ou estou errada? Concorda comigo ou com Ele?

Boa terça-feira,

Ela

 

créditos:http://arinarin.tumblr.com/post/15483700891/mint-leaves-and-strawberries  

 

miradouro de são pedro de alcântara, uma esplanada deslumbrante para almoçar em dias como este

Era uma tarde de sol, o calor aquecia o chão e secava o ar, tudo o que me apetecia era uma salada. (Agora já entrou no espírito faroeste? Óptimo!) Por um lampejo de sorte, encontrei um restaurante de saladas.

- Boa tarde, vou querer uma salada de frango, se faz favor.

- Peço desculpa, mas já não temos saladas.

É neste momento que me sinto o Astérix com o céu a cair-me em cima da cabeça. Senta-se um homem, com a sua família numerosa e sem a sua formosa companheira de jornada, a arfar debaixo do calor da cidade e a sonhar com a frescura de uma salada e... não há saladas?! Às dez para as duas da tarde, não há saladas?!

Refeito do choque inicial, fixei nos olhos a simpática empregada espanhola (o desemprego em Espanha está a mudar-se para Portugal), inspirei profundamente, olhei para a vista magnífica e pensei: com uma esplanada destas, com uma vista destas, tudo se desculpa.

 

O ambiente 

Este é daqueles pontos que não merece grandes explicações. Basta uma frase – é uma esplanada num jardim com uma das melhores vistas de Lisboa – e várias fotografias:


Para acabar, uma legenda: Sabe o que é isto que viu aqui em cima? A sé, o castelo de São Jorge, a Mouraria, a baixa, o rio e os principais bairros típicos da cidade. Pois é... E aqui pode ver esta vista de dia, de noite ou quando o sol se estiver a pôr. O quiosque do Miradouro de São Pedro de Alcântara está aberto todos os dias das 10h às 21h, às sextas e sábados fecha às 2h da manhã. De dia, o ambiente é calmo e descontraído, com sombra, sol, mesas, cadeiras e espreguiçadeiras, onde pode descansar e ver a vista enquanto bebe uma óptima imperial ou uma caipirinha. À noite, há boa música, concertos e DJs. É um sítio deslumbrante para passar por lá ao fim do dia, antes de ir jantar fora. Ou, se quiser mais animação, para passar por lá a seguir ao jantar antes de ir para a noite. E não precisa de levar a camisolinha às costas como o seu avô: aqui há aquecimentos na esplanada e mantas para emprestar.


O serviço

Além da empregada espanhola, há também brasileiros e portugueses. Não sei se os donos do quiosque têm algum acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, mas a multiculturalidade ajuda a dar um ambiente urbano-negligé ao local. Apesar de serem poucos (menos do que deviam), os empregados cumprem em eficiência e simpatia. Pode demorar um bocadinho mais do que seria de esperar? Talvez. Mas, com uma vista assim, ninguém protesta.


A ementa 

As sanduíches

Ultrapassado o choque inicial das saladas, acabei no choque calórico das tostas. Também podia ter optado por um chouriço assado, mas um choque calórico sempre é melhor do que um apocalipse calórico. A equipa de futsal sub-18 que me acompanhou lambuzou-se com umas sanduíches de salmão fumado e queijo Philadelphia. Eles adoraram, mas eu fiquei um bocadinho desapontado com o pão. Na verdade, não se pode verdadeiramente chamar pão a umas baguetes congeladas e mal cozidas, com a côdea branca e mole... 


As tostas

Eu pedi uma tosta de espargos em pão fininho muito bom. Vinha com um creme branco no meio, o que acabava por tornar a segunda metade da tosta um pouco enjoativa, mas o pão era bom e estava acompanhado com umas folhas de rúcula que tinham sobrado das saladas (ainda vi as últimas, com bom aspecto, a serem servidas na mesa do lado).


As bebidas

Os sumos de laranja naturais estavam frescos, saborosos e com pouca água misturada, o que hoje em dia começa a ser uma raridade.

No final, pagámos 34 euros e registámos: apesar de a baguete não ser parisiense, este é um spot delicioso para os próximos meses. E então se houver saladas, o céu cai-me mesmo em cima da cabeça (mas desta vez por um bom motivo).

 

O bom 

As tostas

O mau 

A baguete

O óptimo 

A vista

 

Um abraço para o Astérix, onde quer que ele esteja,

Ele

vai um ressuscitador de cadáveres para começar a semana de trabalho?

Chegados ao terminus (viva o Gabriel Alves e o seu sempre útil dicionário de futebolês) de um fim-de-semana alargado e a umas horas de começar mais uma laboriosa semana de quatro dias, é preciso tomar uma atitude drástica para não desanimar. E quando digo drástica, digo DRÁSTICA. Chama-se Corpse Reviver, o que pode subtilmente ser traduzido por ressuscitador de cadáveres. É a bebida ideal para curar ressacas de álcool, de trabalho ou, neste caso, de descanso. E porquê? Porque esta mistura explosiva de gin, absinto, vinho branco e Cointreau é a receita indicada para despertar os sentidos do corpo humano. Acha que é mais uma liberdade poética sem significado? Erro! Está estudado e mais do que provado. Este magnífico cocktail, que é obrigatório experimentar pelo menos uma vez na vida, terá sido inventado por Harry Craddock, um barman americano que fugiu da Lei Seca, nos Estados Unidos, e acabou a trabalhar no Hotel Savoy, em Londres. Pela primeira vez publicado, em 1930, no Savoy Cocktail Handbook, começou por ser servido ao pequeno-almoço, a quem chegava ao lobby devastado pelo que tinha bebido na véspera. É muito fácil de preparar e ainda vai a tempo para o beber como aperitivo para o jantar de hoje. Mas tenha cuidado. Como Craddock avisava, se for bebido muito depressa, "pode voltar a matar o corpo outra vez!"

Junte duas colheres de sopa de gin, vinho branco (a receita original recomenda Lillet), sumo de limão espremido e Cointreau num shaker com gelo. Agite bem e passe por um filtro para um copo de cocktail. Deite uma lágrima de absinto, misture com um stick e coloque uma ginja para enfeitar. Beba e anime-se – porque amanhã é segunda-feira. 

 

Ingredientes 

- 2 colheres de sopa de gin

- 2 colheres de sopa de vinho branco (de preferência Lillet)

- 2 colheres de sopa de sumo de limão espremido

- 2 colheres de sopa de Cointreau

- 1 lágrima de absinto

- Gelo

- 1 ginja

 

Uma boa semana de trabalho para si, onde quer que esteja,

Ele

como servir um jantar à downton abbey

Sempre que vejo o Downton Abbey, fico com uma inveja enorme daquelas personagens. Dos que vivem em cima, obviamente. Imagino a canseira que deveria ser a vida desta gente, nesta altura, no princípio do século XX. Ser acordada pela minha criada pessoal, ser vestida e penteada por ela, dez vezes ao dia: toilette para a manhã, traje para passear, roupa para montar, vestido de noite para o jantar. Adorava ter vivido nessa época nem que fosse por uma semana… ou por uma tarde, vá: vestir a pele de lady Mary Crawley!

E aqueles jantares? O meu querido Marido Mistério contorce-se no sofá da sala de tanta inveja. O sonho dele não era ser o Lord Grantham mas ter um Carson. Aquele mordomo é bom demais para ser verdade: sofre mais pelos patrões do que os próprios e consegue ser mil vezes mais snob do que os habitantes do andar de cima.

Pois bem, resolvi fazer uma surpresa ao meu querido Marido Mistério, pesquisei, pesquisei e pesquisei e encontrei um manual de instruções com tudo o que preciso para dar um jantar digno de Downton. Digam lá se não é um guia extraordinário? Desde as regras de etiqueta à disposição da própria mesa, passando pela forma como se devem dobrar os guardanapos, pela arrumação dos convidados e pela seleção dos aperitivos, vinhos e digestivos. Há ainda um guia de boas maneiras para os empregados servirem decentemente e outro para os anfitriões se comportarem corretamente.

Depois de ler isto tudo, estou pronta para receber a rainha de Inglaterra cá em casa. Só me falta o mordomo. E o criado de libré. E um pormenor ou outro. Não faz mal. Mascaro a nossa equipa de futsal et voilá: regressámos ao início do século XX. Se recusarem, é fácil: basta uma leve ameaça de apreensão de telemóvel que os ponho rapidamente em sentido, mais direitos que o próprio Carson.

Bom fim de semana,

Ela

 

funky, uma sugestão para ir abanar o capacete hoje à noite

Ainda não percebi bem se tenho idade para isto ou não. Mas como não conto partilhar convosco a minha data de nascimento, nem a minha profissão, nem a minha morada e muito menos o meu nome, o melhor é deixar a conversa por aqui. De qualquer forma, sempre que entro numa discoteca e acho que a música está um bocadinho a atirar para o alta demais, começo a pensar se tenho idade para isto. E foi exactamente isso que pensei no fim-de-semana passado no Funky, "o bar/nightclub mais cool de Lisboa". Como tinha visto a página do bar no Facebook e conseguido incrivelmente juntar sozinho todas as palavras que lá estavam escritas, formei uma ideia nesta cabeça que está para o universo da inteligência como o Chipre está para a União Europeia: vamos a um bar, com cadeiras, mesas, um ambiente simpático e música cool em fundo. 

O Funky, de facto, tem um bar, tem cadeiras, tem mesas, tem um ambiente muito simpático, mas não tem música cool em fundo – tem música disco em cima de nós. Pelo menos, para alguém com uma provecta idade como a minha. De resto, o espaço é magnífico: a decoração é vintage e acolhedora, os empregados são prestáveis e simpáticos e o dono é o Hernâni Miguel, que é o mesmo que dizer um dos mais antigos homens da noite do Bairro Alto, onde tinha o famoso Targus. Tal como os outros empregados, Hernâni sorri para os clientes, confirma se já foram atendidos e assegura que tudo está a correr bem. Frequentado por publicitários, jornalistas, escritores e todo o género de pessoas que costumava ir ao Targus, o Funky está dividido em zona de bar, onde pode ficar sentado a conversar, e zona de dança, onde pode ouvir DJs ou concertos ao vivo. 

Problema grave: o gin tónico. Apesar de toda a disponibilidade e boa vontade do barman, não se consegue fazer um gin decente com água tónica Snappy (não tenho bem a certeza se a marca era mesmo esta, mas se não era estava lá perto). Além de ser doce demais, não joga com nada – é mais refrigerante do que tónica. E como eu não pretendo beber um sumo de gin, para a próxima prefiro passar. Nem os copos em balão, nem as folhas de coentros, nem as cascas de limão cuidadosamente cortadas e espremidas para nós conseguem fazer esquecer aquela água tónica que ainda hoje me persegue o paladar. É mau demais para ser verdade. E não joga com o preço: um gin Bombay corrente com uma água tónica destas por 9 euros???

Da próxima vez, experimento a imperial. Aí não há hipótese de falhar, pois não?

 

O bom 

A decoração e o ambiente

O mau 

O volume excessivo da música na zona do bar

O péssimo 

A água tónica

 

Uma boa abanadela de capacete para si, onde quer que esteja,

Ele

conheça o restaurante mais caro do mundo (fica aqui ao lado, em ibiza)

Esqueça a definição de um jantar como a conhece. Este é todo um conceito original que mistura luz, som, tecnologia e gastronomia (de duas estrelas Michelin) num espetáculo único. Chama-se SubliMotion e infelizmente não é para qualquer um. São 20 pratos para um máximo de 12 pessoas, por 1500 euros por cabeça. Subiu direitinho para o primeiro lugar do top dos restaurantes mais caros do mundo.

É a concretização do sonho do conceituado chef espanhol Paco Roncero, depois de anos de pesquisa e investigação: um lugar onde a arte da culinária e a inovação tecnológica se juntam para criar “uma experiência sensorial e emocional sem precedentes”. Como? Vou tentar explicar: imagine um sistema de luz e som que projeta uma série de ambientes em 360º, ao mesmo tempo que controla a temperatura e a humidade da sala. Cada vez que um prato é servido, o ambiente em que os clientes estão inseridos muda radicalmente. Ou seja, você pode comer no gelo, debaixo de água, na praia ou no campo.

A própria mesa é interativa e inteligente e vai projetando imagens diferentes ao longo da refeição. Tudo isto chega a ser surreal e transcende a própria experiência gastronómica. Já para não falar da ementa que viaja do Polo Norte ao Polo Sul numa exploração incrível de sabores do mundo. Desde um aperitivo gelado que chega num iceberg a uma rosa que se desfaz na boca, tudo é surpreendente.

SubliMotion é sobretudo um espetáculo, de cerca de duas horas e meia, cuja fórmula é simples: 90% de gastronomia e 10% de emoção. E é esta loucura? Não muito longe daqui: em Ibiza, no primeiro Hard Rock Hotel a abrir na Europa, mais precisamente na Playa d´en Bossa. A inauguração está prevista para 18 de Maio de 2014. Que tal começarmos a juntar dinheiro, meu querido Marido Mistério? É, sem dúvida, mais um sítio para a nossa já imensa lista dos-locais-que-temos-de-ir-pelo-menos-uma-vez-na-vida.

Espreite o vídeo de apresentação do SubliMotion e vai perceber por que este restaurante já é o mais caro do mundo: 

 

 

Bom fim de semana,

Ela

40 coisas que o 25 de abril nos deu nos últimos 40 anos...

...além da liberdade, da democracia e do fim da guerra colonial.


1 - A Coca-cola

2 - A erradicação da Spur Cola

3 - Os festivais de música (e não estamos só a falar do Rock in Rio)

4 - As novelas brasileiras (para Ela, mais o "Roque Santeiro"; para Ele, a "Guerra dos Sexos")

5 - As manifestações (especialmente as que acabam com as raparigas agarradas aos polícias de choque)

6 - A caipiroska, a morangoska e todas as outras comidas e bebidas com nomes proto-soviéticos

7 - Os caramelos para cá da fronteira de Badajoz

8 - O inter-rail de mochila às costas

9 - As companhias de aviação low-cost, por muito difícil que seja arranjar lugar para as pernas

10 - Os hostels e a sua decoração trendy

11 - O fim da ditadura das pastilhas Gorila

12 - O MacDonalds, a Pizza Hut e afins

13 - A festa do Avante (incluindo os comícios do Jerónimo de Sousa)

14 - A televisão privada (mesmo contando com o Macaco Adriano, do Big Show SIC)

15 - As entrevistas hilariantes do Bernardino Soares sobre a Coreia do Norte

16 - O Otelo Saraiva de Carvalho a contracenar com a Julie Sargeant

17 - A Fnac e as outras mega-livrarias

18 - O Emmanuelle e as mais de 15 sequelas que foram feitas a seguir

19 - O carpaccio, com pesto, com rúcula e com tudo aquilo a que temos direito

20 - O sushi, o sashimi, o temaki, o niguiri, o uramaki e todas as outras comidas japonesas acabadas em "i"

21 - A dieta mediterrânica, que de dieta tem muito pouco

22 - Os chocolates Daim (hmmmmm!)

23 - As Oreo cookies e todas as outras bolachas recheadas

24 - O Nespresso (não confundir com as outras cápsulas de café)

25 - A Internet e estes vossos amigos que tanto vos prezam

26 - Os graffiti (nada a ver com aquelas frases "João+Ana love forever")

27 - A difusão dessa maravilhosa expressão "A brigada do reumático"

28 - As músicas do Chico Buarque

29 - A democratização do Santini

30 - As pipocas no cinema (bom, isto, se calhar, não foi tão bom assim...)

31 - O novo Chiado e todas as lojas fantásticas que continuam a abrir

32 - A baixa do Porto e a onda de turistas que não páram de chegar

33 - Os desenhos animados checoslovacos do Vasco Granja

34 - A vodka russa

35 - As dezenas de cervejas belgas

36 - A oficialização do salazar como um respeitável artigo de cozinha

37 - As anedotas do Samora Machel

38 - As roulotes de cachorros quentes para quem sai da noite às cinco da manhã

39 - Os bigodes à Manuel Galrinho Bento

40 - E, especialmente, a liberdade de escrever coisas super-mega-hiper-inteligentes como tudo o que está neste blog

 

E só para acabar...

 

 

 

 

 

Bom 25 de Abril,

Casal Mistério

ambrósio, apetece-me algo... IX

Estou a sonhar com estas chips de cebola cheias de maionese:


 

Mas se calhar o melhor é ficar-me por este aperitivo mais light:

Melhor ainda seria ficar de boca fechada, não?

Ela, a sofredora

 

créditos: mybakingaddiction.comnoperfectdayforbananafish

o meu pequeno-almoço à badocha americano no starbucks

Pergunta inocente: há quanto tempo não assiste à seguinte cena?

Um senhor de cabelo branco entra num café, tira a carteira para pagar a conta na caixa e deixa cair as moedas ao chão. Do outro lado do balcão, ouve-se:

- Deixe estar que eu o ajudo.

A rapariga, com pouco mais de 20 anos, dá a volta, sai de trás do balcão e ajuda o senhor a apanhar as moedas. Depois, volta para o seu lugar e continua a atender os outros clientes.

Eu sei que deveria ser um comportamento básico de qualquer pós-adolescente. Mas, sinceramente, costumo ouvir com mais frequência pessoas a dizerem "Oh velho despacha-te!" do que "Deixe estar que eu o ajudo". Aqui, no Starbucks, não. E eu gosto disso. Gosto disso e gosto que me tratem pelo primeiro nome, sem o habitual "Senhor" antes. E gosto da decoração despretensiosa. E gosto do ambiente descontraído. E gosto dos clientes a trabalharem com os seus computadores no colo. E gosto da música que alterna entre o fado tradicional e o indie rock sueco. E gosto da Internet gratuita sem ninguém nos perguntar se não queremos consumir mais nada. E gosto das extensões com fichas triplas onde podemos ligar o computador à corrente sem pedir licença. E gosto das canecas. E gosto dos sofás. Basicamente, gosto de me sentir em casa. E aqui isso é possível.

É claro que tudo isto se paga. E não é pouco. €1,10 por uma bica lisboeta ou um cimbalino portuense é uma excentricidade. Mas, como aqui eu não bebo café expresso, a crueldade da conta dilui-se na simpatia do serviço.

Este é um sítio para tomar um bom pequeno-almoço americanizado no meio de um shopping, parecendo que está sentado no meio da sua sala. O café preto de saco, à antiga, é uma maravilha que eu não dispenso de vez em quando. Ela é mais capuccino, cafe latte, macchiato e outras maravilhas com quatro dedos de espuma. Eu também gosto dessas Nespressisses. Mas, de vez em quando, sabe bem um café preto de saco, sem leite, em caneca grande.

Para acompanhar alterno entre os deliciosos bagles e os divinais blueberry muffins. Mas há mais hipóteses: bolos fantásticos, bolachas gigantes de chocolate, donuts, croissants, etc. E até há produtos sem glúten ou com leite de soja.

Eu sei que lá em casa vigora actualmente a ditadura da dieta. Mas é exactamente por isso que, de vez em quando, fujo para a minha sala de estar colectiva no Starbucks. E, enquanto como meio quilo de açúcar, escrevo tranquilamente textos como este.

O bom 

O serviço

O mau 

O preço

O óptimo 

O ambiente

 

Um bom café para si, onde quer que esteja,

Ele

o pensamento da semana V (especialmente dedicado a ele)

"O meu marido acha que comida saudável é tudo o que se come antes do fim do prazo de validade".

Rita Rudner, escritora e comediante americana

 

crédito: http://www.versesfrommykitchen.com/

restaurant week lisboa: desta vez é ela que escolhe

Ele só sabe olhar para ementas e pratos. Eu, claro, gosto é de ver ambientes e a decoração dos espaços. Na anterior Restaurant Week foi Ele quem sugeriu os melhores lugares para aproveitar os descontos, tendo em conta os menus. Desta vez, sugiro eu, tendo em conta a decoração do restaurante. Como adoro comer e não sou esquisita, gosto de jantar fora em sítios agradáveis, com bom gosto. Por isso aqui fica a minha seleção em Lisboa. Uma opção diga-se, meramente estética.

 

Sushi Café Avenida, Rua Barata Salgueiro

Can the Can, Terreiro do Paço

Rossio Restaurante, Altis Avenida 

Open Brasserie Mediterrânica, Santa Marta Hotel

Largo, Rua Serpa Pinto

  

O resto já sabe: por apenas 20 euros, dos quais 1 euro reverte a favor de instituições de responsabilidade social, pode jantar nestes restaurantes, mas atenção que é um menu específico, previamente escolhido. Para saber pormenores, antes de reservar, vá aqui. A ideia da Restaurant Week é “a democratização do acesso à restauração de luxo, contribuindo em simultâneo para causas sociais”. Ou seja, trocado por miúdos, vamos jantar a um restaurante caro, onde não podemos ir todos os dias, a um preço acessível e ainda contribuímos para uma boa causa. Esta edição, que em Lisboa decorre entre 24 de abril e 4 de maio, reverte a favor da AMI e do Movimento Mulheres de Vermelho.

E agora, um pouco de História (atenção que as próximas linhas vão ser escritas pelo professor José Hermano Saraiva que há em mim!): 

O primeiro Restaurant Week nasceu em Nova Iorque, em 1992, no âmbito de uma parceria com a Fashion Week, com o objetivo de aumentar o volume de vendas na designada Slow Season (a chamada época baixa da restauração). Nessa primeira edição, participaram 90 restaurantes. Hoje em dia, conta com a adesão de mais de 10.000 restaurantes e realiza-se em grandes cidades, como Madrid, Milão, Boston, Londres, Amesterdão e São Paulo. Portugal já conta com 30 edições entre as cidades de Lisboa, Porto, Loulé e Cascais. Ao todo, a Restaurant Week já serviu mais de 150.000 refeições e já atribuiu mais de €150.000 solidários.

Ufa, demasiada informação! Já passou! O que está à espera? Aproveite estes preços, seja solidário e faça já a sua reserva.

 

Bom jantar,

Ela

 

PS - Se quiser recordar a nossa experiência na última Restaurant Week, clique aqui.

 

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