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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

três vídeos, uma mensagem: alimente esta ideia

Se há Instituição de Solidariedade Social neste país que eu admiro é o Banco Alimentar contra a Fome. Resultado de um trabalho notável de milhares de voluntários e de uma equipa extraordinária que dedica a sua vida a levar bens essenciais aos mais carenciados, prepara agora mais uma campanha de recolha de alimentos a nível nacional. Durante este fim de semana (31 de maio e 1 de junho), 40.800 voluntários vão estar em 1955 lojas por todo o país. Além disso, a partir de hoje e até 8 de Junho, será também possível contribuir na campanha “Ajuda Vale”, que tem o lema “uma ajuda que não pesa mas vale”. Para isso, basta pedir um vale nas caixas dos supermercados com um código de barras específico para os produtos para o Banco Alimentar.

Desta vez, o Banco Alimentar contou com o apoio de três pesos pesados da cozinha para ajudar a divulgar a campanha e alertar consciências: José Avillez, Justa Nobre e Vítor Sobral dão a cara por esta causa de uma forma direta e eficaz. Ora veja:

 

De acordo com os dados da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, em 2013 foram apoiadas 2.254 instituições de solidariedade que entregaram os produtos alimentares a mais de 375 mil pessoas, sob a forma de cabazes de alimentos ou refeições confeccionadas, num total de 23.811 toneladas de alimentos (com o valor estimado de 33.935 milhões de euros), uma média diária de 95 toneladas por dia útil. Incrível, não é? E é um orgulho fazer partes destes números. Por isso, se for como eu - que foge dos hipermercados e dos shoppings aos fins de semana - pode participar sem sair de casa. Como? Basta ir ao Google e escrever http://www.alimentestaideia.net. Depois é só escolher os produtos que quer oferecer, pagar e já está. Não se esqueça: a campanha online está disponível até ao dia 8 de junho. 

Vamos ajudar?

Ela

a rota gastronómica de mick jagger

Aos 70 anos, o vocalista dos Rolling Stones ainda arrasa num palco, faz suspirar gerações e movimenta multidões com uma genica impressionante. Mas sobretudo sabe o que é bom (e o que está na moda) e tem aproveitado o melhor que Lisboa tem para oferecer, desde que aterrou na terça-feira ao fim da tarde, na capital, para o concerto mais aguardado do Rock in Rio. Do aeroporto de Figo Maduro, foi direto ao Station onde esteve a petiscar com o cantor canadiano Bryan Adams. Um encontro de titãs que pôs o restaurante-bar de Tó Ricciardi em polvorosa.  

Mas se pensa que o homem (que, segundo o senso comum, seria considerado "um idoso") foi descansar para o hotel, está muito enganado. Mick Jagger seguiu para a Casa de Pasto, também na zona do Cais do Sodré, onde tinha encontro marcado com a fadista Ana Moura. O jantar que decorreu numa sala privada do restaurante começou por volta das 21h30 e só acabou perto das duas da manhã. Mick Jagger comeu peixe-espada preto e bebeu cerveja e não resistiu às sobremesas: pão de ló, mousse de chocolate e pudim abade priscos, que acompanhou com um vinho abafado de cinco anos da Quinta da Alorna. Um detalhe: os proprietários chegaram a sugerir fechar o restaurante, mas o vocalista dos Rolling Stones recusou.

No dia seguinte, na noite de quarta-feira, o vocalista dos Rolling Stones mostrou mais uma vez que está muito bem informado sobre onde comer e bem em Lisboa: desta vez, optou por comida tradicional portuguesa e foi até ao bairro de Alvalade, ao Salsa e Coentros, um delicioso espaço de dois amigos, com a maravilhosa e divinal escola da Adega da Tia Matilde. Também aqui esteve discreto, acompanhado de dois seguranças e de alguns membros do staff da banda. Comeu filetes de pampo, arroz de perdiz e bolo de chocolate. E mais uma vez optou por cerveja e dispensou o vinho.

Até à hora de fecho deste post, ainda não se sabia onde Mick iria almoçar no dia do concerto, mas a avaliar pelas escolhas anteriores, será certamente um bom restaurante. Depois de se encher com tanta e boa comida portuguesa, o vocalista dos Rolling Stones está pronto para arrasar hoje à noite no Parque da Bela Vista.

Um bom concerto para quem vai,

Ela

 

ambrósio, apetece-me algo... X

Ovo quente + espargos + parmesão!!!! Três ingredientes que eu adoro. Que combinação perfeita! Simples, fácil e deliciosa. Encontrei a receita aqui. E vai ser o meu almoço.

 

Boa quarta-feira,

Ela

 

crédito: Rita Nurra 

sky bar, uma das melhores vistas de lisboa

Depois de um fim de semana animado com a presença da equipa do Real Madrid, que escolheu o Hotel Tivoli, na Avenida da Liberdade, para seu quartel-general durante a final da Liga dos Campeões, o Sky Bar reabre este domingo. O terraço do último andar do Tivoli Lisboa tem uma nova decoração, e está pronto para mais uma temporada primavera/verão.

Ideal para os fins de tarde e para as noites quentes de verão, ao som de boa música e com uma vista deslumbrante sobre a cidade de Lisboa, este é um spot que tem de espreitar nem que seja para um café. Este ano, a grande novidade é o novo look do espaço: mais branco e mais iluminado, com um piso adicional e um bar central.

Mas as novidades não se ficam por aqui. A carta de snacks e cocktails tem uma grande variedade, com destaque para o Prego do Lombo com Presunto em Bolo do Caco, o Skyburger ou as Focaccias e Saladas, acompanhados pelos melhores cocktails, como o Absolut Vanilie In The Sky, o Royal Sky Cosmo, o Mojito, a Caipirinha, os Daiquiris e os Bellinis.

Por isso, durante esta semana, com o regresso do sol e do calor, aproveite para tomar uma bebida ao final da tarde, após um longo dia de trabalho ou de uma sessão de shopping nas lojas da Avenida da Liberdade (isto, claro, se for angolano, chinês ou russo, porque estas lojas não são para a carteira de um pobre povo sufocado pela troika), e depois jantar sob o céu estrelado.

O Sky Bar está aberto todos os dias até ao final de setembro, entre as 17h00 e as 01h00. De terça a sábado, das 19h00 às 23h00, a animação musical é assegurada pelos Djs residentes - Ana Gabriela e Bruno Safara - e na página do Facebook pode acompanhar os eventos do Sky Bar e as ofertas especiais ao longo do verão.

 

Bons fins de tarde,

Ela  

domingo é dia de brunch na quinoa

 

Alexandra e Filipa são duas irmãs muito cúmplices que tinham um sonho comum: produzir bom pão. Tinham, foram à luta, não desistiram e concretizaram-no. Em 2009, criaram a Quinoa, uma padaria que é também uma cafetaria e loja gourmet, e escolheram o sítio certo: apaixonaram-se por um velho antiquário na rua do Alecrim, no Chiado, em pleno coração de Lisboa, num edifício com mais de 100 anos e uma escadaria do século XVIII, que recuperaram e se tornou a imagem de marca do espaço. A decoração clean e arejada e o ambiente familiar convidam quem passe por ali a sentar-se sem pressa numa das mesas e saborear as especialidades da casa.

E a especialidade da Quinoa é o pão biológico. Todos os dias tem 10 tipos de pães diferentes, deliciosos e saudáveis, feitos de forma tradicional, utilizando apenas ingredientes de origem biológica. Já para não falar dos apetitosos bolos, tarteletes, bagels e scones que levam qualquer um à loucura. Aqui pode tomar o pequeno-almoço, um brunch, pode almoçar ou lanchar. À hora de almoço, o Quinoa serve sopas, tartes, saladas, sandes e sumos naturais e na loja gourmet, vende conservas, compotas, azeites, vinhos, patés, chás, biscoitos e chocolates.

Ao domingo, a Quinoa abre portas só para servir o Sunday Brunch Buffet. Um brunch especial (e diferente do que é servido durante os restantes dias da semana) onde pode comer e repetir as vezes que quiser de uma mesa com uma vasta variedade de tentações irresistíveis, tudo por 15,90€.

Horário: segunda a sábado das 09h às 19h e domingo das 09h às 16h (Sunday Brunch Buffet)

Morada: Rua do Alecrim, nº 54, 1200-018 Lisboa

 

Vemos-nos lá amanhã?

Bom fim de semana,

Ela

as dez suites mais caras do mundo (parte 2)

E eis que chegámos às cinco magníficas (se quiser, reveja aqui as outras cinco). Algumas deslumbrantes, outras nem tanto, mas todas de um luxo inigualável e, nalguns casos, inimaginável:

 

5 - The Royal Villa, Grand Resort Lagonissi

Localização: Atenas, Grécia

Preço médio por noite: €25 531,14 

Metros quadrados: 410

É um dos refúgios mais procurados pelas estrelas de Hollywood. Leonardo di Caprio e Mel Gibson já alugaram este pequeno paraíso. A Royal Villa do Grand Resort Lagonissi combina o glamour mediterrânico com a decoração clássica grega. A villa tem dois quartos, cada um com lareira e casa de banho de mármore (alguém me explica esta obsessão por mármore?), e ainda uma casa de banho de visitas. Tem um mordomo privado, que fica alojado nas imediações com uma entrada separada. Tem um deck privativo de frente para o mar, um ginásio totalmente equipado e uma mesa de massagens.

 

 

as dez suites mais caras do mundo (parte 1)

Eu sei. Tenho a mania das grandezas. Ele queixa-se muito. Mas é mais forte do que eu. Vivo à procura do melhor hotel, da melhor esplanada, do melhor restaurante, do melhor quarto, da melhor piscina. E ele tem muita sorte de não me dar para procurar o melhor vestido, o melhor par de sapatos ou a melhor joia. Sempre procuro coisas que dá para nós os dois e para toda a família. “Dá” é como quem diz “daria”… porque esta lista é basicamente inacessível a um pobre casal assalariado e que já gastou uma parte das poupanças numa loucura chamada Katikies. Mas, como sou muito generosa, fiz esta pesquisa a pensar nos ex-membros do conselho de administração do BPN, no Duarte Lima que já se viu livre da pulseira eletrónica e pode marcar as próximas férias (não lhe aconselho o Brasil, claro, nem os países que tenham acordo de extradição com Brasília), no Rendeiro, e em todas essas pessoas a quem a vida lhes corre de feição.

Cada lista tem obviamente os seus critérios e eu inspirei-me no sugestivo site Bilionaire.com que, tal como eu, coloca um critério fundamental à frente de todos os outros: o bom gosto. Por isso, há quartos ainda mais caros do que estes? Talvez, mas esses não cabem neste post, porque eu (tal como este maravilhoso site com qual me identifico tanto, sabe-se lá porquê) sou contra imitações de frescos da Roma Antiga, camas redondas giratórias, espelhos no teto, ipads de ouro e jacuzzis com o logo da Playboy. Sim, tudo isto existe! O site Bilionaire.com seguiu três critérios: preço, tamanho e comodidades, tendo em conta o estilo e a exclusividade. E como gosto de criar expectativa, resolvi variar. Vou mostrar-vos do décimo para o primeiro lugar... que é como quem diz, do menos estupidamente caro para o mais insanamente caro. Além disso, nem sempre o mais caro é o mais bonito. Tudo isto em dois posts porque não vos quero cansar!

 

10 - The Apartment, The Connaught Hotel

 Localização: Londres, Reino Unido

 Preço médio por noite: €17 170,66

 Metros quadrados: 285

Provavelmente a suite mais bonita da lista do Bilionaire.com. Provavelmente por isso é que comecei por esta. O Connaught Hotel remodelou recentemente a penthouse de dois quartos de modo a parecer que entrámos em casa de um colecionador privado e chamou-lhe “O Apartamento”. A sala está repleta de arte, móveis escolhidos a dedo, antiguidades e livros de edição limitada. O quarto principal da suite tem uma cama com dossel de seda e dois terraços em forma de deck com vista para os telhados e chaminés de Mayfair. A suite tem ainda à disposição um mordomo para servir jantares privados com menus de luxo. Ah! Pequeno grande pormenor: antes da sua chegada, o hotel, se assim o desejar, deixa no Apartamento vestidos de seda Lanvin, casacos Balenciaga e Louboutins. Isto, sim, é serviço de luxo. 

 

9 - Suite Presidencial, Hotel Cala di Volpe

Localização: Porto Cervo, Sardenha, Itália

Preço médio por noite: €18 997,48

Metros quadrados: 450

Situado no paraíso do glamour que é Porto Cervo, o recreio do jet set internacional fundado nos anos 60 por Aga Khan, o hotel Cala di Volpe é o símbolo máximo do luxo da ilha. A suite presidencial tem três quartos, um solário, uma área de fitness e uma enorme piscina privada. Toda a suite está decorada no clássico estilo sardenho, com tetos com barrotes de madeira e chão de tijoleira terracota. Um espaçoso terraço tem uma vista extraordinária sobre a costa da Sardenha.

  

8 - Shangri-La Suite, Shangri-La Bosphorus

Localização: Istambul, Turquia

Preço médio por noite: €19 278,65

Metros quadrados: 366

A Shangri-La Suite é o único quarto do sexto andar deste hotel de Istambul com vista para o romântico Estreito do Bósforo. Com dois quartos, esta suite tem três terraços privativos de onde se podem ver os sete edifícios mais emblemáticos que se destacam no céu de Istambul. Os lençóis de linho, o chão da casa de banho aquecido, a TV escondida no espelho e os produtos Bulgari são alguns dos luxos à disposição dos hóspedes desta suite.  

 

7 - Suite Presidencial, Mandarin Oriental

Localização: Pudong, Xangai, China

Preço médio por noite: €19 325,97

Metros quadrados: 788

A Suite Presidencial do Mandarin Oriental de Xangai ocupa todo o 25º andar do hotel. Com um pé direito de 4,8 m, este apartamento de dois quartos tem uma adega própria, uma cozinha totalmente equipada, um wine bar, uma sala de reuniões e uma sala de jantar. Só a casa de banho, com os seus 50 metros quadrados, é maior do que a maioria dos apartamentos de Hong Kong e está recheada de pequenos luxos de Ormonde Jayne. Os hóspedes recebem de presente roupões e quimonos de seda. Há ainda dois jardins privados no telhado do edifício com uma vista deslumbrante sobre a cidade, isto se a poluição deixar ver alguma coisa…   

  

6 - Royal Suite, Hôtel Plaza Athénée

Localização: Paris, França

Preço médio por noite: €19 727,37

Metros quadrados: 450

Há dois anos, a Royal Suite do Plaza Athénée, o maior quarto de hotel de Paris, foi totalmente remodelada. Os novos interiores têm a assinatura de Marie-José Pommereau, co-fundadora da versão francesa da Architectural Digest e decoradora das melhores e mais luxuosas casas francesas. O resultado: um ambiente inspirado no século XVIII mas com todos os luxos high-tech, incluindo televisões escondidas atrás de espelhos, um jacuzzi e uma sauna. A suite tem quatro quartos (cada um com a sua casa de banho privativa), três salas e uma cozinha própria. Confesso que esta não tem nada, mesmo nada a ver comigo, mas é impossível passar ao lado da maior suite de Paris, e menos ainda ignorar o icónico Plaza Athénée...

 

Veja aqui a continuação desta maravilhosa e pornográfica lista,

Ela

as primeiras fotos do novíssimo mercado da ribeira

Para quem, como eu, estava cheio de curiosidade de ver em primeira mão o recém-inaugurado Mercado da Ribeira, aqui estão as primeiras imagens que a Time Out disponibilizou na página oficial do Facebook deste novo projeto que, diga-se, tem tudo para ser um sucesso: boa onda, ótimos restaurantes, excelentes chefs e animação pela noite fora. A decoração é parecida com a do Mercado de Campo D´Ourique, mas mais moderna, bem mais arejada, e com muito mais mesas e cadeiras, já que o espaço é bem maior. Para já, deixo-vos as imagens. Fica a promessa de uma Crítica Mistério num post perto de si.

Bons petiscos,

Ela

 

Créditos: Arlindo Camacho

 

15 receitas viciantes de espargos

Adoro espargos. Sou capaz de os comer de todas as maneiras e feitios. É quase um vício. Por isso quando descobri estas incríveis receitas em que os espargos são os grandes protagonistas, decidi fazer esta lista. Já fiz o árduo trabalho de pesquisa, agora só falta o meu querido Marido Mistério ir para a cozinha.

 

1. Com pancetta. 

Um par criado no paraíso. Descubra a receita completa no delicioso Food52.

 

2. Num risotto vegan.

Se quiser espreitar a receita completa, clique aqui.

 

3. Com mais pancetta, pinhões e alho francês.

A receita com todos os detalhes está aqui.

 

4. Com sumo de limão, ervas, gengibre e outros milagres.

Este molho inspirado na cozinha tailandesa é uma delícia. Toda a receita no site do costume.

 

5. Numa salada primavera, com ovos mal cozidos.

É a salada ideal para um almoço de primavera. Encontra a receita aqui.

 

6. Numa sopa cremosa com coco e erva-príncipe.

Mais uma receita com inspiração tailandesa. Também do Food52.

 

7. Num spaguetti com cogumelos e uma colher de ricotta com ervas.

Quer esta receita? Vá aqui.

  

8. Em raspas, com parmesão e hortelã.

Esta faria sem hortelã. Mas isso sou eu. Qualquer dúvida, vá aqui.

 

9. Em pizzas caseiras.

Qual Telepizza, qual quê! Vá aqui e faça esta delícia em casa.

 

10. Frito com molho de miso.

Imagine os espargos depois de mergulhados no óleo... Hum! Já estou com água na boca. Os truques desta receita estão aqui.

 

11. Com cogumelos e molho de ostras.

Sabia que o molho de ostras é o acompanhamento ideal para os espargos? Fiquei a saber aqui.

 

12. Assado com ovo escalfado, molho de limão e mostarda.

Impossível resistir a juntar um pão crocante a esta receita, também da Food52.

 

13. Com um ovo picado e pedaços de torrada.

Atenção: são pedaços de torrada, não são croutons! A receita está onde? No site do costume.

 

14. Picado com alho-francês e wasabi.

Uma excelente entrada, não acha? Os pormenores em Food52.

 

15. Com malagueta e limão.

Quem gosta de picante? Ui. Saiba mais aqui.

 

Boas receitas,

Ela

 

como a minha filosofia de vida mudou graças ao novo go natural do colombo

O Go Natural já existe há dez anos. (Que medo: lembro-me como se fosse hoje da abertura da primeira loja). Durante estes dez anos, cresceu, criou novas receitas, introduziu o sushi e reinventou-se. Com a minha obsessão pelas dietas, sempre fui uma cliente mais ou menos fiel. Optava quase sempre pelas sopas, pelas saladas ou pelos wraps. Confesso que sou muito “grab and go” à hora de almoço. Mas agora, tudo mudou. E alterei a minha filosofia de vida para o “grab and stay”. Isto porque o Go Natural teve a brilhante ideia de passar da embalagem para o prato (Aleluia!) e estreou este novo conceito no Alegro, em Alfragide, e mais recentemente na loja do Colombo. Aqui os pratos são preparados no momento, e nós podemos ver o chef a trabalhar na cozinha. E temos duas opções: escolher os ingredientes e fazer a nossa própria salada ou pedir ao chef para nos preparar um dos pratos do dia. É todo um mundo novo que vale a pena explorar. A loja no Colombo até parece maior com a cozinha à vista de todos. E no final, vai ver que o seu prato vai acabar assim:

E não é que já me viciei em dois pratos? A salada de tataki de salmão com rebentos de soja e wasabi peas (para aqueles dias em que não tenho muita fome) e os couscous de camarão com legumes salteados (para aqueles dias em que tenho alguma fome). A salada é leve e o salmão super fresco. As wasabi peas poderiam ser o dobro que não sobraria nenhuma. Os couscous são ótimos e os legumes salteados combinam na perfeição com os camarões que, diga-se, se fossem mais também não sobraria nenhum no prato. Fora as massas e os outros pratos feitos na altura que, neste momento difícil da minha vida (já vos disse que estou de dieta… outra vez?), não posso nem olhar para não cair em tentação.

O bom

O serviço, que é rápido e atencioso

 

O mau

As embalagens (depois de experimentar os pratos feitos na hora, não consigo voltar às massas embaladas)

 

O ótimo

A salada de tataki de salmão com rebentos de soja e wasabi peas

 

Go Natural, que tal alastrar o novo conceito a todas as lojas? Agradecida.

Ela

salad (ela)

Socorro, Ele hoje não está em casa! O que é que eu vou fazer para o almoço sem ser insultada pela minha equipa de futsal? Sim, sou alvo de troça por ser um zero à esquerda na cozinha. Um deles teve a audácia de dizer que o meu bife não estava frito, estava cozido, imagine-se! E o mais grave é que era verdade! Mas hoje estou decidida a recuperar a minha autoestima, a curar o meu orgulho ferido. Por isso, pus o avental, abri o frigorífico e comecei a inventar. Como tinha imensa alface do cabaz que encomendamos todas as semanas decidi fazer uma salada. Por estranho que pareça, os nossos filhos adoram salada. Juntei tomate cherry, cebola e beterraba e acrescentei maçã às fatias fininhas, fiambre cortado aos quadradinhos e uma embalagem de ricota. Et voilá:

Não é que desta vez fui aprovada? Até pelo crítico gastronómico da casa que, quando chegou, ainda se lambuzou e rapou a saladeira!

 

Ingredientes:

alface

- tomate cherry

- cebola

- beterraba

- maçã

- fiambre

- ricotta

 

Um resto de um ótimo domingo,

Ela

 

mercado da ribeira abre amanhã ao público

Acabadinhos de aterrar mas sempre em cima do acontecimento: O novo Mercado da Ribeira reabre ao público já amanhã, com um conceito totalmente inovador. E nós estamos lá caídos. O projeto de revitalização do espaço, idealizado e concretizado pela revista Time Out (que ganhou o concurso público lançado pela câmara há mais de três anos), vai ter 30 espaços de restauração e bebidas e cerca de 750 lugares sentados (500 de área coberta e 250 de esplanada). O Mercado de Campo d´Ourique que se cuide. Para já, ainda antes da inauguração, 1-0 para o Mercado da Ribeira só pelos lugares sentados.

A ousada e original Time Out decidiu transformar-se num espaço e, por isso, João Cepeda, o diretor da versão lisboeta da publicação, chama ao novo Mercado da Ribeira a primeira revista para ler, comer e beber. Garante que é “o primeiro projeto editorial a três dimensões do mundo”. Com um investimento de cinco milhões de euros, tem como objetivo a fusão da atividade tradicional do mercado com projetos gastronómicos, culturais, de comércio e lazer. E deverá criar mais de 300 postos de trabalho diretos.

Uma das estrelas maiores da nova praça de restauração é Dieter Koschina: o chef do Vila Joya, recentemente considerado o 22º melhor restaurante do mundo, estreia-se em Lisboa com o Tartar-ia. Especializado em tártaros, salgados e doces, vai ter criações com salmão, vaca, porco, bacalhau fresco ou mesmo só com produtos vegetarianos.

Além disso conte com espaços dos chefs Alexandre Silva, Miguel Castro e Silva, Henrique Sá Pessoa, Marlene Vieira ou Vítor Claro; representações de restaurantes como o Sea Me, O Prego da Peixaria, Café de São Bento ou Honorato; os chocolates da Arcádia, as conservas da Conserveira de Lisboa, os gelados do Santini, as propostas da Garrafeira Nacional e de João Portugal Ramos, as artes da Vista Alegre ou, entre outros, bares da Super Bock, da Sumol e Compal ou da Delta. Tudo isto está à sua espera a partir de amanhã (18 de maio) a partir do meio-dia. O horário é de domingo a quarta das 10h à meia-noite; de quinta a sábado das 10h às duas da manhã.

Encontramo-nos lá amanhã?

Bom fim de semana,

Ela

  

jantar à luz das velas e do luar de santorini

Prometo que é o último post sobre a Grécia. Até já enjoa. Tanta beleza natural, tanto romantismo e tanto pôr do sol. Mas é impossível não partilhar o nosso jantar no restaurante do hotel. Marcámos logo no primeiro dia, porque os lugares são limitados: o restaurante Katikies é um terraço ao ar livre com apenas quatro mesas e uma vista deslumbrante.

Chegámos ainda com as cores de fogo do fim de tarde porque nos avisaram que era a altura mais bonita do dia. Com um rácio de quatro empregados para quatro mesas, o serviço é irrepreensível. Sempre presentes mas nunca a mais. Ao mínimo olhar ou levantar de cabeça, aparecia alguém, discreto e atencioso, sabe-se lá de onde, sempre de sorriso.

O espaço é indescritível. Parece que estamos suspensos sobre o mar, apenas nós, as estrelas, a lua e as velas meticulosamente acesas sobre as mesas, impecavelmente decoradas com pratas, copos de cristal, toalha ou chemins e guardanapos de linho. Mais do que um jantar, é uma experiência inesquecível.

Começámos com uma flûte de champanhe. Nunca demorei tanto tempo a beber um copo. Não queria que o tempo passasse, queria aproveitar cada minuto daquele cenário. Queria fazer rewind a cada momento. Eternizar todo este programa. A ementa era um misto sofisticado de cozinha grega e mediterrânea. Não resisti a pedir um foie-gras de entrada (ai que desgraça... Já vos disse que estava de dieta?). Seguiu-se um-prato-de-peixe-cujo-nome-era-tão-grande-e-sofisticado-que-não-consegui-decorar mas que se resume numa palavra: divinal. A sobremesa parecia uma obra de arte de chocolate, nata, avelã, caramelo e sei lá mais o quê. Já essa desapareceu em três garfadas.

Verdade seja dita, por mais que quisesse estender o jantar, não fosse a ótima conversa (modéstia a parte, tenho sempre assunto e Ele é um ótimo ouvinte), teria sido uma tarefa árdua. Porque com a eficácia do serviço e o tamanho reduzido dos pratos (já se sabe, esta coisa da nouvelle cuisine é sempre inversamente proporcional ao seu sabor) teríamos jantado numa hora. Agora com este cenário, o excelente vinho branco que Ele escolheu e a deliciosa companhia (as estrelas, a lua e o mar, claro!), o jantar prolongou-se noite fora. E por algumas horas, esquecemo-nos que amanhã regressamos a Lisboa.

 

Bom fim de semana,

Ela

um dia em santorini

Não vou descrever o pequeno-almoço de reis que tivemos no “nosso” terraço porque é quase pornográfico. Digo apenas que estava divinal (sim, trouxeram mesmo champanhe, não era espumante!) porque já parece tortura chinesa para quem está enfiado num escritório a ler-nos.

Depois do pequeno-almoço, seguimos à risca as sugestões do staff do hotel: de manhã, um passeio de veleiro até à cratera do vulcão, seguido de um almoço no porto de Amoudi, e à tarde, um passeio por Oia.

Saímos do hotel rumo ao porto de Amoudi sem pressa. É tão bom termos tempo. Só sei o que é isso quando estou de férias. Fomos a pé pelas pitorescas ruas de Oia, espreitando os outros hotéis, restaurantes e lojas até chegarmos a uma imensa escadaria desenhada em pedra que nos levou até ao porto. Lá estava um velho marujo, à nossa espera, num veleiro só para nós! Que espetáculo. Perguntou-nos logo se os nossos fatos de banho eram novos. Nem por isso, porquê? "Porque depois de mergulhar nas águas quentes do vulcão, nunca mais serão os mesmos". Tradução: vou destruir o biquíni. Paciência, já tenho um pretexto para comprar outro. Lá partimos, em ritmo de passeio rumo à caldeira do vulcão.

Quando chegámos, nem esperei que o nosso Capitão Iglo lançasse a âncora. Mergulhei, sem dó nem piedade, doida para experimentar aquela água. Água... que é como quem diz uma argamassa que é uma mistura de água com restos de lava. O resultado é um tom verde esmeralda do outro mundo, com a temperatura a atingir, nalguns sítios, os 33 graus. Confesso que primeiro estranha-se, depois entranha-se, e depois quer-se ficar ali para todo o sempre. E ali nadámos e nadámos, e explorámos a cratera do vulcão que, em algumas zonas, mete algum respeito. Quando me pus a nadar, qual Esther Williams, e de repente me vi sozinha rodeada de mar e de um vulcão por todos os lados, dei por mim a pensar: E se isto decide eclodir agora ao fim de 3500 anos? Nunca se sabe. Felizmente, o vulcão não acordou, e por ali ficámos a mergulhar e a aproveitar a vista de Santorini a partir do mar.

Regressámos ao porto de Amoudi mesmo à hora de almoço. Este porto é utilizado sobretudo por iates, veleiros e barcos de pescadores locais. Por aqui não passam os ferries, por isso é tão tranquilo. Almoçámos num restaurante literalmente em cima da água. Mesas e cadeiras estendem-se ao longo do cais. O nome do restaurante não poderia ser outro, senão o cartão de visita de Santorini: Sunset. Sentámo-nos. Mais uma vez sem pressa. Comemos um peixe grelhado bom (não me perguntem qual, porque me vi grega para perceber o empregado que nos tentou explicar, num inglês macarrónico, que peixe era aquele) e um vinho melhor ainda. A verdade, nua e crua, é esta: por mais que viaje, não encontrei até hoje um país que grelhe o peixe como o nosso.

Abatemos o almoço a subir a escadaria de volta ao centro de Oia. Antiga colónia de pescadores, é hoje uma deliciosa aldeia de capelas brancas com cúpulas azuis, com uma vista espetacular sobre a caldeira. E assim passámos o resto da tarde. A explorar as ruas pavimentadas, as ruelas coloridas e os becos encantados. A entrar e a sair de lojas, joalharias e galerias de arte, a beber cafés e sumos nos bares e restaurantes com terraços com vista para um pôr de sol que se confirmou, mais uma vez, mágico.

Regressámos ao hotel, ao "nosso" terraço, para tomar um aperitivo antes do jantar, que merecerá com certeza um post especial.

Até amanhã,

Ela

 

 

katikies, o paraíso existe mesmo e é aqui

Chegámos a Fira, a capital de Santorini, já ao fim da tarde, com o sol a pôr-se no mar. Apanhámos um táxi até Oia, no norte da ilha, onde se situa o nosso hotel. Que ilha encantada! Parece um postal, um quadro, uma ilustração. Ou tudo isto junto. É daqueles sítios que, por mais que tenha visto fotografias, por mais que me tivessem dito que era lindo e maravilhoso, supera as mais altas expectativas, mais ainda quando o táxi para em frente a um hotel como o Katikies.

Embasbacada, perguntei baixinho ao meu querido Marido Mistério:

- Que banco é que assaltaste?

Riu-se e explicou:

- Marquei há séculos. Não foi tão caro quanto pensas.

Sinceramente, nem quis saber mais nada. Pensaria no assunto quando aterrasse em Lisboa. Estava em êxtase. Os hotéis em Santorini acompanham as encostas, e o Katikies não foge à regra. Por isso o andar térreo, que dá acesso à rua, é o primeiro e último andar ao mesmo tempo, já que os quartos e as varandas com as piscinas e os seus variados recantos vão descendo pelas escarpas até ao nível do mar. Por isso, foi no último andar – na receção – que fomos recebidos com um sorriso rasgado por dois funcionários, vestidos com calças e pólo brancos. Aliás, aqui o branco é quem mais ordena. O branco das paredes, das varandas, dos quartos, das casas de banho, dos lençóis, dos édredons… e o azul, obviamente. Nos seus diferentes tons: o azul do Mar Egeu, o turquesa das várias piscinas do hotel e, claro, o do céu.

Todos os detalhes do hotel primam pela simplicidade e pelo bom gosto. Desde o labirinto de escadas que acompanha toda a encosta e que nos leva do quarto ao restaurante, do restaurante às varandas, e destas às piscinas ou de volta ao quarto. Mal abrimos a porta, tínhamos à nossa espera uma garrafa de vinho e frutas frescas num quarto tão imaculado que, de cada vez que Ele se atirava para cima da cama, eu mandava-o sair, com pena de estragar o cenário. A única cor que nos entrava pelo quarto era o azul do mar através de janelas gigantes e de uma varanda de onde não conseguimos arredar pé. O empregado que nos fez a visita guiada perguntou se gostaríamos de ter o pequeno-almoço (americano com champanhe: ui!) no terraço. Claro que sim. É que se quiséssemos, também nos serviriam à beira da piscina. Deixe estar. Não se incomode. Aqui está ótimo. A piscina pode esperar. Temos o dia todo. Não temos horários. Não temos miúdos (se bem que adorava que eles estivessem aqui agora – só durante uma hora – para verem toda esta paisagem incrível).

Com um hotel assim vai ser difícil sair para explorarmos a ilha. Para já, vamos ficar por aqui a olhar para este pôr-do-sol enquanto me belisco. Amanhã é dia de explorar Santorini. Hoje é dia para namorar.

Tenho ou não um marido incrível? Acho que vou casar outra vez…

Ela

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