Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o quiosque do banana café: um almoço de férias durante o trabalho

Ainda não estamos de férias, não é? Nós estaremos em breve. Mas, por enquanto, tenho de me contentar com uma simulação permanente: cada oportunidade que tenho ao longo dos meus dias de escritório, ar condicionado e cabeçadas no computador, aproveito para transformar num pseudo-momento-de-férias. E as minhas horas de almoço são sempre momentos desses: não há empregados de laço a servir, não há mesas com toalha para sentar, não há música clássica de fundo para ouvir.

Ao almoço, quero sentir-me como se estivesse de fato-de-banho e de havaianas nos pés. Quero sentir-me na praia ainda com o corpo cheio de sal e o cabelo tão despenteado como o Vasco Palmeirim. Quero um almoço de Verão – e isso, graças a Deus e à nova geração de empresários da restauração, é possível em Lisboa. Nem sequer precisa de três horas de almoço à antiga para ir até às Docas ou às praias da linha. Basta ter 45 minutos de almoço para ir até à Avenida da Liberdade.

O ambiente 

É uma das poucas vantagens de não estar o calor de Verão que é costume nesta altura do ano: ainda é agradável sentar-se numa esplanada, mesmo vestido de fato, gravata e um colarinho a esganar-lhe o pescoço. E nisso os quiosques da avenida da Liberdade são imbatíveis: estão no centro da cidade e até têm árvores e verde à volta. As cadeiras são básicas, as mesas são banais mas o sítio é simpático e despretensioso.

 

O serviço 

Aqui vai buscar a sua comida ao quiosque. Mas, se for preciso preparar alguma coisa que demore mais, eles entregam-lhe os pratos na mesa. Por isso, não há muito para avaliar. O contacto com os empregados é mínimo e o serviço também não é muito elaborado. Cumpre o que tem de cumprir para um quiosque no centro de Lisboa. 

A ementa 

A limonada

Saladas, tostas, quiches e sumos: é um restaurante de Verão que procura e é um restaurante de Verão que tem. Eu escolhi uma maravilhosa limonada sem açúcar, em homenagem à minha querida Mulher Mistério Sempre em Dieta. E, surpresa, não precisei de acrescentar nada – nem sequer adoçante. Apesar de não ser doce, a limonada também não é demasiado ácida. Além do sumo de limão e de um pouco de água, leva hortelã, o que a torna especial e surpreendente. Vale mesmo a pena experimentar e arriscar não juntar açúcar.

As saladas

Para acompanhar, pedi uma salada de maçã, nozes e queijo feta. Por cima, optei por um molho vinagrete que mais parece um molho de iogurte. A conjugação do doce da maçã com o salgado do queijo feta joga muitíssimo bem. E no molho vinagrete tem uma mistura semelhante entre o ácido do vinagre e a suavidade do creme. As nozes são um detalhe que completa a salada.

As quiches

E, como estava com fome, pedi uma quiche pequena de queijo fresco e espinafres. Vem com uma massa meio folhada e ainda morna. É óptima para comer com a salada. Se preferir, pode optar por uma empada – mas isso não experimentei.

Cheguei ao fim satisfeito e até dispensei a sobremesa. Não fiquei com fome. Agora é continuar a contagem descrescente até às férias.

 

O bom 

A quiche e a salada

O mau 

As cadeiras e as mesas

O óptimo 

A limonada com hortelã

 

Um bom almoço para si onde quer que a esplanada mais próxima esteja,

Ele

um hotel para este verão: o memmo baleeira em sagres

“O que é aquilo? É o super homem? É um ovni? Não! É uma cadeira da piscina a voar.” Chegámos ao Memmo Baleeira ao final da tarde e enquanto Ele fazia o check in, fui com as crianças espreitar o exterior do hotel. Qual é a primeira coisa que as crianças querem ver quando chegam a um hotel? A piscina, claro. Fomos até à varanda, que estranhei estar vazia, abri a porta de vidro e… quando pus o nariz de fora, achei que ia levantar voo. Agrupei os miúdos à minha volta com medo que um fosse pelos ares. A ventania era tal que só tive tempo de me desviar de uma mesa e de duas cadeiras que fizeram questão de me receber literalmente de braços abertos. Empurrei a equipa de futsal para dentro e fechei a porta a correr: “Mãe, é isto que é um tornado?”, perguntou o mais novo. “Não, filho, isto é Sagres!”

A localização privilegiada do Memmo Baleeira é ao mesmo tempo uma vantagem e um problema. E o problema chama-se vento. É de facto uma região linda mas nem sempre ideal para quem não gosta de vento. E quem é que gosta de vento? Os praticantes de windsurf e kitesurf. Ponto. E esses abundam por estas bandas, sobretudo em agosto, o mês fatídico no que a rajadas diz respeito. Por esta altura, talvez tenha sorte. Os meses de junho e setembro costumam ser calmos, e como São Pedro anda louco ou distraído, quem sabe se julho também não é tranquilo, este ano?

O hotel 

É ótimo para passar uns dias ou um fim de semana em família. Descontraído, com uma decoração clean e minimalista, é uma excelente opção para casais novos com crianças pequenas. Os tons claros imperam, com destaque para o branco, a minha cor preferida no que toca a decoração, alguns apontamentos azuis e castanhos. Os quartos são modernos, espaçosos e confortáveis, talvez minimalistas demais, mas prefiro sempre tralha a menos do que a mais. E têm tudo o que precisa, além de uma vista fantástica para o mar. As suites têm uma kitchenette bem equipada, o que é um descanso se precisar de cozinhar qualquer coisa rápida para os miúdos.

O pequeno-almoço 

Não sei se tivemos azar mas nesse fim de semana estava particularmente caótico. Esperámos numa fila para entrar no restaurante, esperámos que nos pusessem a mesa e esperámos ainda pela reposição das travessas que estavam praticamente todas vazias. Mas só aqui nos deparámos com o caos, porque, de uma forma geral, o serviço foi sempre simpático e atencioso.

A varanda 

Quando não está vento, (e não tivemos essa sorte) é verdadeiramente o spot do hotel. Com uma vista deslumbrante para o mar e para o porto de Sagres, é o lugar ideal para beber um copo ao fim da tarde enquanto assiste ao pôr do sol no mar e está de olho nas crianças a correr e a brincar no imenso relvado ao lado. Imperdível.

As praias 

Nós optámos por percorrer as praias da região à procura de uma sem vento. Missão impossível nesses dias. Começámos pelo Martinhal, mesmo ali ao lado, que é linda… mas não se conseguia estender a toalha. Tentámos o Zavial, outra praia maravilhosa, idem idem, aspas, aspas. Decidimos subir pela costa vicentina. Só que aqui, levanta-se outro problema: as praias mais abrigadas são de difícil acesso, não são vigiadas e não têm bar ou restaurante de apoio. Nós não quisemos arriscar por causa dos miúdos, além de que o meu querido Marido Mistério fica deprimido se não tem um sítio para beber uma imperial ou comer umas amêijoas. Por isso, acabámos onde? A petiscar num restaurante maravilhoso, no centro de Vila do Bispo... Uma experiência que será devidamente relatada por Ele num outro post perto de si.

O bom

Os quartos

O mau

O vento

O ótimo

A varanda

 

Bom fim de semana, de preferência sem vento,

Ela 

carta a paulo bento: o que os jogadores deviam ter comido para evitar as lesões

Caro Paulo Bento,

Ómega 3 e ómega 6 não são marcas de relógio. São os nomes de dois nutrientes que tu devias idolatrar todos os dias de manhã, ao acordar. Se o tivesses feito, se calhar os jogadores de Portugal não teriam caído no relvado à mesma velocidade que os pinos caem num jogo de bowling. É simples. Basta comer muitos alimentos com ómega 3 e ómega 6 e as hipóteses de sofrer uma lesão muscular vêm por aí abaixo tal como a selecção veio na classificação do Mundial.

Preparámos uma lista para colocares na carteira com os alimentos que têm estes nutrientes com nomes tão estranhos, mas que, por isso, evitam as lesões musculares. Por favor, decora os nomes dos alimentos e, para a próxima, pede ao cozinheiro da equipa para os introduzir nas receitas maravilhosas que prepara para os nossos jogadores. É fácil: lentilhas, espinafres, alho, óleo de peixe e leite – muito leite.

 

Para dar uma ajuda extra, ainda encontrámos aqui uma receita agradável para copiares: quesadillas de frango e espinafres. Ora, pega lá na caneta e toma nota. Junta os espinafres, o frango às tiras e o queijo. Coloca-os numa tortilla aberta ao meio e leva a um grelhador. Quando o queijo estiver derretido, como numa tosta, tira e serve. Não te esqueças: acompanha com um copo de leite. Pode ser que assim os jogadores aguentem mais de 15 minutos em campo sem se agarrarem à coxa. Agora mete-te lá no avião e anda embora. Daqui a quatro anos há mais. Mas leva os espinafres.

 

Ingredientes

- Frango assado

- Espinafres baby

- Queijo da ilha

- Tortillas

 

Um abraço para ti e para o preparador físico da selecção onde quer que ele esteja,

Ele

 

créditos fotos: www.sloatgardens.com; www.realsimple.com

o almoço na esplanada do guilty

Conheci o Olivier há uns seis anos. Estava eu a entrar para almoçar no restaurante Cave Real, em Lisboa, e estava ele a parar o seu Bentley (ou seria um Jaguar?) em segunda fila, obrigando os outros carros a abrandarem e a desviarem-se. Como o carro estava com os quatro piscas ligados, pensei que ele fosse buscar qualquer coisa rapidamente ao restaurante. Mas não. Entrou, sentou-se a uma mesa com uns amigos e almoçou calmamente. Durante mais de uma hora e meia, o Bentley ficou parado literalmente no meio da rua enquanto Olivier conversava tranquilamente. Nesse dia, não falei com Olivier. Mas fiquei a conhecê-lo – o suficiente.

Ao longo destes últimos anos, procurei sempre evitar os restaurantes de todos os chefs que estacionam o carro no meio da estrada enquanto vão almoçar. E como não conheço mais nenhum que faça isso, limitei-me a procurar evitar os restaurantes de Olivier. No outro dia cedi. Peguei no telefone, liguei para o Guilty e tentei marcar uma mesa para almoçar durante a semana. Do outro lado, atendeu-me um empregado simpático que me perguntou para que horas era, quantas pessoas eram... e, depois de ter ouvido todas as informações, respondeu que não aceitava reservas para o almoço. É claro que podia ter começado por dizer isso e ter-nos poupado os dois a desperdiçar um precioso minuto das nossas vidas. Mas não: preferiu conversar um pouco comigo. 

Depois de todos estes episódios, como pode imaginar foi com uma enorme boa vontade que entrei no Guilty. Mas...


O ambiente 

Já lá tinha estado a jantar há uns anos – outra recaída – e tinha achado o ambiente um bocadinho fashion demais: música muito alta, mulheres a dançar em cima dos balcões, pessoas a falar aos gritos. É um estilo, mas não é o meu estilo.

Ao almoço, o ambiente é completamente diferente. Não há euforia, não há barulho. O que há é uma agradável esplanada onde se está bem. Como fui lá num destes maravilhosos dias de Verão, agradeci que tivessem descido uns plásticos transparentes dos lado para nos proteger da chuva e dos olhares das pessoas que passavam na rua.

No interior do restaurante, e quando está pouca gente, pode ver que a decoração é moderna e simples, transformando o espaço num local agradável. É claro que à noite, com a música alta, "agradável" é uma palavra mais difícil de usar. Mas eu já decidi: para mim, o Guilty passou a ser um restaurante exclusivamente para almoçar. 

A ementa 

O couvert

Mal chegámos, pedimos uma focaccia enquanto escolhíamos. Entretanto, esperámos que trouxessem o couvert antes da focaccia. Mas ainda continuamos à espera...

A focaccia acabou por chegar passados poucos minutos. É boa e temperada com azeite, sal e alecrim. Mas podia estar um pouco mais bem cozida e estaladiça. No meio é fininha, mas nas pontas é um pouco mole demais.

As saladas

Da outra vez que aqui tinha vindo, provei os hambúrgueres – que são bons. Também já ouvi elogios às pizzas. Mas com um Verão tão quente e agradável como este e, tendo ao meu lado a minha querida e sempre em dieta Mulher Mistério, resolvi experimentar as saladas. E não me arrependo.
A salada caprese vem bem servida. Num prato grande, traz uma óptima mozzarella de búfala. Já passei por vários restaurantes que anunciam na ementa mozzarella de búfala e depois servem mozzarella de plástico. Mas aqui não: a mozzarella é consistente por fora e cremosa por dentro e vale mesmo a pena. 
O tomate é outra surpresa: saboroso, muito encarnado e suficientemente maduro. A rúcula é fresca e o manjericão é delicioso. O que mais se nota nas saladas do Guilty é a qualidade dos alimentos. Não são saladas com grandes invenções mas são saladas com ingredientes frescos e saborosos. E é isso que torna um prato delicioso.
Por cima, vêm umas óptimas fatias de pão torrado, um molho de vinagre balsâmico espesso e adocicado e umas gotas de azeite de trufas que, infelizmente, se destacam mais pelo aroma do que pelo sabor: não sei se o problema foi molho de vinagre balsâmico doce a mais ou azeite de trufas a menos.
Ela pediu uma salada de "chèvre chaud", que é o mesmo que dizer salada de queijo de cabra quente no terreno mundo das pessoas que vivem em Portugal e falam português, como é o nosso caso. No entanto, apesar do pedantismo do nome, estava fantástica também. Vem com alface, rúcula, espinafres, tomate cherry, queijo de cabra gratinado, nozes e molho de mostarda Dijon e mel com azeite de trufas. 
As sobremesas
Entre a focaccia dividida por dois e a salada, achei que seria suficiente. Mas não foi. Uma hora depois estava a comer uma fatia de bolo de noz no café à frente do escritório. Estou arrependido de ter deixado escapar as pizzas Nutella, Mascarpone (com mel e amêndoas torradas) ou o calzone de pêra (com canela, gelado de baunilha, caramelo e amêndoas torradas).
O preço
Na falta de gente a dançar em cima dos balcões, este é destacadissimamente o grande problema do Guilty. A salada caprese era, de facto, óptima, a mozzarella de búfala é cara e o azeite de trufas é caríssimo. Mas 13 euros por uma salada é demais. E a caprese nem era das mais caras: a salada de chèvre custa 15 euros e a tropical 17,50 euros. Um excesso.
O serviço 
Tirando o telefonema inicial e a impossibilidade de marcar mesa, tudo correu bem. A empregada que nos atendeu foi muito simpática e conseguiu um equilíbrio perfeito entre o bom humor e a boa educação. É uma felicidade ser atendido, nos dias de hoje, por alguém que diga umas graças sem ser inconveniente.
O bom 
O serviço
O mau 
O preço
O óptimo 
A mozzarella de búfala
Um abraço para o Bentley do Olivier, onde quer que ele esteja,
Ele

yabba-dabba-doo! Quem quer dormir como os flintstones?

Ok, o vintage está na moda. O regresso ao passado está a dar, mas confesse lá que é a primeira vez que ouve falar de “Stone Age Chic”. Como é que a Idade da Pedra pode ser chique? Ah, pode, pode. Este fantástico hotel das cavernas é a prova viva disso mesmo. Se sempre quis saber como é que era a vida no tempo dos Flintstones vai adorar o Kagga Kamma, nas Montanhas Cederberg, na África do Sul, onde os quartos são construídos em grutas rodeadas por cavernas com pinturas rupestres com 6 mil anos.

Mas, homens e mulheres das cavernas do século XXI, não se assustem! Este resort de 4 estrelas tem todo o conforto da era moderna. Os quartos ocupam dez mini grutas diferentes com uma vista para as montanhas espetacular. Não se pode dizer que seja um luxo de imobiliário. Os quartos são pequenos e simples mas valem pela originalidade. As suites-cavernas foram construídas a partir de formações rochosas que mal se distinguem da natureza envolvente. Todas têm um terraço privativo e custam 193 euros por noite.

E ainda, existe o “Outcrop Open Air Room” (o meu preferido), onde os hóspedes podem dormir ao relento, sob as estrelas, desfrutando de um espetáculo celestial único onde não se vislumbra um resquício de poluição. Atividades não faltam por aqui: piscina, bicicletas de montanha, safaris, expedições noturnas para observação de estrelas, passeios pedestres, montanhismo, piqueniques… neste espaço imenso sem fim à vista e que é uma reserva natural desde 1988, a 250 km da Cidade do Cabo.

Os quartos não são caros, o pior mesmo é a viagem de avião…

Quem sabe um dia?

Yabba-Dabba-Doo,

Ela

 

morangos com nutella e avelãs: uma sobremesa feita pelos filhos mistério

Acho que é o primeiro sério contributo da nossa pequena equipa de futsal para o desenvolvimento do mundo gastronómico. Não é a invenção da pólvora, mas é um ovo de Colombo: fácil, evidente e eficaz.

Ao verem-me entrar na sala com uns deliciosos morangos biológicos saídos da horta, os pequenos gremlins rebelaram-se: estavam fartos de fruta, queriam um doce. Perante a ousadia, eu tinha duas hipóteses: preparar um sumo de morango e despejar-lhes pelo couro cabeludo abaixo ou ouvir qual a sugestão que tinham para partilhar com o Mundo. Reconheço que estive a alguns nanosegundos de optar pela primeira hipótese. Mas depois comecei a pensar na trabalheira que daria lavar o chão, trocar o forro das cadeiras e ouvir a minha querida Mulher Mistério chamar-me infantilóide, irresponsável ou criançola – as suas três ofensas preferidas.

Resultado, resolvi ouvi-los. E no meio de tanta inconsciência culinária, tiveram uma óptima ideia: fazer uns morangos de Nutella. Confesso que tinha deixado esse género de alimentos na adolescência quando lanchava, dia sim, dia sim, um frasco de Tulicreme com um bocadinho de pão. Mas, desde que descobri a Nutella, tenho vindo a regressar ao mundo do creme de chocolate. Por isso, voltei para a cozinha rodeado de quatro bocas a salivar e preparámos os cinco a sobremesa – mais eles do que eu. Colocaram meio frasco de Nutella num pequeno tacho com um pouco de leite e natas light e deixaram derreter em lume brando. Ainda quente, deitaram a Nutella por cima dos morangos e colocaram umas avelãs a acompanhar. É fácil, é rápido e é uma delícia. Além disso, faz uma vistaça. Estou a pensar usar como sobremesa num jantar de cerimónia cá em casa. E tem uma vantagem: os miúdos tratam de tudo sozinhos.

Um último esclarecimento: é claro que o prato fotografado é o meu – nos deles, mal se viam os morangos, era só Nutella.

 

Ingredientes

- Morangos

- Nutella

- Leite

- Natas light

- Avelãs

 

Uma boa sobremesa para si onde quer que a Nutella esteja,

Ele

 

cinco bebidas que fazem perder peso

Eu sei. Estou obcecada. Mas o verão já começou e ainda me faltam quatro quilos para ficar apresentável de biquíni. Aqui ficam cinco bebidas-milagre que, garantem os especialistas, aceleram o metabolismo e ajudam a queimar calorias, logo, a emagrecer. Os sacrifícios que uma pessoa faz para passar no teste da areia...

1. Sumos detox 

Basicamente é atirar para dentro de um liquidificador ou da Bimby (depende do que tiver em casa) fruta ou legumes ou uma mistura dos dois. Cítricos têm uma forte capacidade desintoxicante. Gengibre, cenouras cruas e maçãs são altamente recomendados para estes sumos porque são muito ricos em fibra, por isso, ajudam ao funcionamento do intestino. Além disso, são antioxidantes. Dizem os nutricionistas que estes sumos libertam as toxinas, os químicos e os venenos que nós ingerimos (cruzes, aposto que é tudo o que é bom!) e ao mesmo tempo emagrecem. Só é pena parecerem sopas frias!

2. Sumos de vegetais 

Parece que os crucíferos (o quê? Importa-se de repetir?) são os melhores para emagrecer e têm um baixo teor calórico. São eles a abóbora, os brócolos, o repolho, a couve-flor, as couves de Bruxelas, o nabo, as couves, entre outros. Todos são ricos em fibras (além de saciarem, são ótimos para ajudar a digestão), ácido fólico e vitamina C. Cá entre nós, eu adoro comer brócolos e couves de Bruxelas, agora beber?????? Não sei se consigo, sinceramente. Por isso, vou saltar diretamente para o ponto seguinte.

3. Chá verde 

Uma chávena de chá verde por dia fornece os antioxidantes de que precisamos e ajuda a queimar calorias mais rapidamente, acelerando o metabolismo. Dá energia e, o melhor de tudo, diminui o apetite. Os japoneses adoram chá verde e acreditam que também ajuda a reduzir o stress e a relaxar melhor. Sugestão: faça um bule de chá, despeje o conteúdo para uma garrafa de água vazia de litro e meio e ponha no frigorífico durante a noite. No dia seguinte, leve para o trabalho, e vá bebendo ao longo do dia.

4. Sumo de arando vermelho e pera 

Tanto o arando vermelho (um primo do mirtilo) como a pera são ricos em vitamina C, ajudam a perder peso porque aceleram o metabolismo, e ao mesmo tempo, fornecem energia. O arando vermelho previne vários tipos de infeções na bexiga, como a bactéria E-coli. A pera acrescenta magnésio, potássio, fósforo e cálcio ao sumo. Mais completo é difícil!

5. Café 

Consumido com moderação, o café tem muitos benefícios para a saúde. Tem antioxidantes que combatem os radicais livres e também diminuem o risco de vários tipos de cancro, de diabetes e de doenças cardíacas. Além disso, a cafeína acelera o metabolismo e ajuda a queimar calorias. Mas atenção: não pode incluir nem leite nem açúcar.

 

Por isso, já sabe: se estiver de dieta, quando se sentir esganado ou esganada de fome (ou seja, quase sempre), beba qualquer uma destas bebidas. Além de não engordar, ainda emagrece. Não acredita? Experimente!

Boa sorte,

Ela

 

créditos: http://www.lifespan.com

madpizza: o restaurante das pizzas integrais

Não comemos ontem os americanos, vamos comer hoje uma magnífica pizza. Não é que esteja propriamente de neura, mas dá-me ideia de que tenho mais fome de comida do que os jogadores da selecção têm fome de bola. E depois desta pequena desgraça frente à cultura dos hambúrgueres ontem à noite, o que me apetece mesmo é dar-lhes uma lição calórica: é possível comer fast food saudável, meus senhores (tal como também é possível cortar aquele simulacro de cabelo do defesa americano que deu a cotovelada ao Raúl Meireles).

O mundo não tem de ser uma americanice em que no fim todos acabamos sentados em cima de 125 quilos de banha enquanto vemos um jogo de basebol e devoramos um pacote de Cheetos. E a prova disso está no MadPizza, um restaurante de pizzas saudáveis. Como é que é? É isso mesmo que acabou de ler: pizzas saudáveis, feitas num forno a lenha e vendidas num shopping: já estão no Amoreiras Plaza e no Tivoli Fórum em Lisboa; no Oeiras Parque e no Cascais Shopping.

A comida 

A massa é integral e extra-fina, o que é bom a dobrar: come saudável e come pouco. E os ingredientes colocados por cima alternam entre espinafres, rúcula, tomate cherry, cogumelos, pinhões, manjericão ou mozzarela fresca. É claro que também há queijo derretido a sair por fora, presuntos calóricos e até massa normal. Mas só se quiser ir por aí. Se preferir seguir na linha Carolina Patrocínio, aqui tem várias opções.

Eu tenho duas pizzas que adoro (e olhem que não sou de usar esta palavra muitas vezes).

 

Primeiro, a pizza Santorini com rúcula, mozzarela fresca, tomate cherry, orégãos e azeite. Eu peço para colocarem os ingredientes apenas depois de a pizza sair do forno só com um levíssimo molho de tomate. Por isso, rúcula, tomate e mozzarela ficam frios por cima da massa quente e super estaladiça. É uma óptima mistura para o Verão: fresca e leve. Eu como facilmente uma pizza sem ficar à beira da asfixia, como me acontece nos Pizza Huts e afins.

Depois, costumo pedir também a pizza Natural, com espinafres baby, tomate cherry (eu sei que sou um bocadinho repetitivo), cogumelos frescos, pinhões e azeite. Esta pode ir com todos os ingredientes ao forno ou não, dependendo de como gosta dos cogumelos: crus ou cozinhados. Eu prefiro-os crus, mas cozinhados também são óptimos.

Todas estas pizzas passam por dentro de um imponente forno a lenha (desde que seja possível ter um forno a lenha dentro de um shopping eu sou um homem feliz) e saem dali super-mega-hiper-crocantes, o que para mim é meio caminho andado para o paraíso gastronómico.

O preço 

Estamos a falar de pizzas gourmet pelo preço de pizzas de linha de montagem. Na MadPizza, os preços variam entre os €5,90 e os €8,90 e ainda há algumas saladas razoáveis – mas, para dizer a verdade, não é pelas saladas que vai querer vir aqui. Recentemente, estrearam duas novidades: pizzas dobradas, como se fossem uma focaccia, uma com camarão e a outra com presunto, e que custam €9,80. Se quiser, todas as pizzas são entregues em casa: gratuitamente durante a semana até às 15h; nos outros horários, paga uma taxa de €1,65.

O serviço 

É o normal de um shopping: rápido, eficaz e um pouco impessoal. A única excepção foi a vez em que encontrei o dono a atender ao balcão do Amoreiras Plaza. Aí o serviço foi mais atencioso e até trouxeram a pizza e a salada à mesa.

O ambiente 

A decoração é simples e clean, assente em branco, verde e encarnado escuro. Tem um aspecto saudável e light e é agradável de se ver. É raro encontrar um restaurante que percebe a beleza da simplicidade.

 

O bom 

Os ingredientes frescos

O mau 

O preço das pizzas dobradas

O óptimo 

A massa integral

 

Uma boa pizza saudável para si onde quer que esteja,

Ele

crie o seu próprio bar de gin em casa para ver o jogo de portugal esta noite

É domingo. Amanhã temos de acordar cedo. Começa mais uma semana de trabalho e Portugal entra em campo às onze da noite... Para muito boa gente, não dá jeito nenhum sair de casa a esta hora para ir ver o jogo a um bar ou a um restaurante. Por isso, só há uma opção: transformar a nossa casa num bar de gin e convidar os amigos. É rápido, divertido e faz uma vistaça. Só precisa de seguir estes ótimos conselhos do Wit & Delight. Primeiro crie um cartaz com o nome do espaço onde os seus amigos vão passar a noite. Por exemplo: G+T Bar. (Ponha as crianças da casa a tratar disso! Adoram, sentem-se importantes porque estão a ajudar e ficam entretidas)

Depois é só colocar os ingredientes em cima da mesa:

- gin, vodka, Pimm's e outro licor como St. Germain

- água tónica, água com gás e ginger beer

- ervas aromáticas como hortelã, alecrim, manjericão, tomilho e estragão

- sumo natural fresco de toranja, lima ou limão

- pepino, lima e limão cortados às fatias

- uma mistura de água gelada com açúcar

- muito gelo

Os utensílios para ter à mão:

- pilão

- espremedor de frutos para sumos

- misturadores para os copos

- tábua de madeira + faca

- doseador de bebida

- copos

Faça ainda um outro cartaz com sugestões de receitas para pendurar em cima do bar.

E escolha algumas receitas boas de cocktails, como este apetecível Garden Tónico. É fácil de preparar. Encha o copo com gelo. Deite gin, Campari e Pimm's. Acrescente pepino, folhas de hortelã e limão. Preencha o resto do copo com água tónica e sirva.

 

Ingredientes 

- 3 colheres de sopa de gin

- 2 colheres de chá de Campari

- 4 a 5 folhas de hortelã

- 1 fatia de pepino

- 2 a 3 colheres de chá de Pimm's

- 1 fatia de limão

- 1 água tónica

 

Boa sorte e bom jogo para nós,

Ela  

 

créditos:http://witanddelight.com

a praça, o novo restaurante do lx factory, para ver o portugal-estados unidos


Acabou de abrir. Tem um mês de vida e já me conquistou por completo. Estou doida para lá ir. Adoro a decoração, o conceito, tudo. Só falta mesmo experimentar, e o mais provável é ir já amanhã com um grupo de amigos ver o Portugal-Estados Unidos. A Praça abriu em maio no Lx Factory e tem tudo para ser um sucesso.

Com uma decoração que mistura o moderno e o antigo, com um toque vintage e retro, tem uma originalidade que só abona a favor da fiabilidade dos produtos usados: uma montra de vidro fria exposta em plena sala com os ingredientes que vão ser usados na cozinha.

A cozinha mistura o melhor da gastronomia portuguesa e italiana: tem a típica pasta fresca, petiscos para “picar” e a especialidade da casa é música para os meus ouvidos: bife com molho de pesto. Eu adoro, amo, sou fanática por pesto. Como é que o meu querido Marido Mistério nunca se lembrou desta combinação? Bife e pesto??? Que delícia.

Os produtos e ingredientes chegam todos os dias de várias praças portuguesas. Terá sido assim que surgiu o nome do restaurante, já que o lema, segundo explicam na recente página de facebook, é “da praça para si”.

A ideia, garantem, é receber os clientes como recebem os amigos em casa. E isso é, no mínimo, simpático. Com música ambiente que varia entre o chill out e o lounge, tem também um bar que serve gins tónicos e cocktails. Ah! E ainda... e ainda, tem esplanada, que apetece nesta altura do ano.

Convencido meu querido Marido Mistério? Vamos lá amanhã? Chegávamos lá por volta das nove da noite, tu experimentavas um gin tónico enquanto eu ficava roída de inveja a olhar para ti a beber uma água das pedras (maldita dieta!), depois tu petiscavas enquanto eu me deliciava com o bife com molho de pesto (a minha loucura de fim de semana). No fim, para terminar em grande, víamos Portugal a entrar em campo às onze da noite e, meia-hora depois, já estávamos a ganhar por 3-0.

Eu acredito!

Bom jogo,

Ela  

quem ganha hoje? pretzel ou waakey?

Hoje é dia de jogo entre os nossos rivais: Alemanha-Gana. Ou melhor: Pretzel-Waakey. E claro que estamos todos a torcer pela vitória do Pretzel. Não temos outro remédio, não é? Não, juro que ainda não enlouqueci de fome (socorro, o verão começa hoje e ainda tenho quatro quilos para perder!!!). Estou a falar dos pratos típicos mais conhecidos da Alemanha e do Gana. Não podia ser de outra forma. Já se sabe. Confesse que nos imagina um casal obeso, obcecado por comida. Pois é, acertou em cheio. Pelo menos é assim que me vejo, apesar d´Ele ser irritantemente magro. Bem, voltando às especialidades gastronómicas dos nossos rivais: a Alemanha tem os famosíssimos Pretzels, uns bolos caseiros tão bons que não vai conseguir parar de comer. Aqui tem a receita.

O Gana tem o Waakey, uma espécie de feijoada à moda do... Gana. Não é mais do que uma mistura de arroz e feijão cozidos juntos. A partir daí, pode incluir tomate, carne, condimentos e outros ingredientes a seu gosto. A receita desta bomba calórica está aqui.

Quem ganha? Vamos a apostas?

Bom sábado e bom jogo,

Ela

um restaurante com uma das vistas mais bonitas do país

Ao longe, vê isto...

...depois, aproxima-se um pouco e vê isto...

...mais um bocadinho e já vê isto...

...quando põe o primeiro pé no Museu Machado de Castro, vê isto...

...e quando chega à esplanada e olha à sua volta vê isto...

Agora diga-me lá: estamos ou não perante um caso sério, um assunto delicado, uma questão grave, uma pergunta difícil? É esta a esplanada mais bonita do País? 

Resposta: não sei porque infelizmente ainda não percorri todas as esplanadas do País (não percebo como é que não me lembrei disso antes!), mas tenho a certeza de que, neste campeonato, a esplanada do Loggia passou as primeiras eliminatórias e já chegou à fase do mata-mata, como Luís Felipe Scolari gosta de dizer. 

 

O ambiente 

Viemos aqui parar quando fomos dormir à Quinta das Lágrimas para escrever esta crítica mistério. No meio de uma noite de calor pouco típica da cidade de Coimbra, queríamos jantar numa esplanada. E, entre os casamentos, os baptizados e as camisas à Jorge Gabriel que enchiam o hotel, os senhores ainda não se tinham lembrado de montar a esplanada do restaurante Arcadas. Viemos, por isso, ter ao Loggia por recomendação de um empregado. No Museu Machado de Castro, colado à Universidade de Coimbra, o restaurante, aberto há pouco mais de um ano, tem uma vista deslumbrante para o Mondego, os telhados da cidade, a Sé Velha e a "cabra", o famoso sino na torre da universidade que tocava para marcar as horas do despertar e do recolher dos estudantes. 

As cadeiras são agradáveis, os chapéus-de-sol são bonitos e até existem uns sofás brancos em que apetece adormecer a ver o pôr do sol. Quando fica escuro, a parede do restaurante ilumina-se, dando uma luz suave e acolhedora à esplanada. E mesmo no interior há enormes janelas que lhe mostram quase toda a vista do exterior.

A ementa 

O aperitivo

Mal cheguei pedi um Porto tónico convencido de que iria beber um vinho do Porto branco seco com água tónica e uma rodela de limão. Mas não. O que me chegou à mesa foi um copo muitíssimo bem arranjado com umas quatro ou cinco bolinhas de groselha, duas cerejas cortadas ao meio, uma folha de hortelã e meia rodela de toranja mergulhadas no Porto seco com água tónica. Há muito tempo que não bebia um Porto tónico tão bom, perfeitamente equilibrado entre sabores doces e ácidos. Nesta altura, já o sol começava a desaparecer por trás da Sé Velha.

Por mim, podia ficar assim o resto da noite que estava muitíssimo bem. Mas não fiquei.

O couvert

Com Ela a salivar de inveja para a minha bebida, só a consegui descansar quando chegou o couvert. Bem arranjado, numa caixa de madeira, trazia três tipos de pão: um preto, um de sementes e um branco. Perfeito, se não faltasse o obrigatório: um bom azeite e um pouco de sal. Só depois de pedirmos é que chegou uma garrafa de azeite Principal high selection vintage muitíssimo bom e um frasco com flor de sal.

As entradas

Ela pediu um carpaccio de vitela com rúcula fresca e um cremoso de maçã que estava bom e ainda mais bem servido. Eu arrisquei num gustatio, uma selecção de entradinhas do dia, que dividi com dois dos famintos elementos mais novos da família. Aqui só para nós, acho que Ela escolheu melhor. A minha selecção de entradas incluia uma salada de ovas de bacalhau (boa), uma salada de pota (uma lula gigante) que estava um pouco rija, uma salada de bacalhau com grão (banal), uma salada de atum com feijão frade (insossa), uns cogumelos salteados com bacon (sem graça), uma espetada de chouriço e abacaxi com cebola frita (boa) e umas bolinhas de mozzarella com tomate, picles e azeitonas (razoáveis). 

Antes de começar à procura de sinónimos de "alarve" no dicionário para descrever a quantidade de comida que ingeri, devo esclarecer que tudo isto vem em pequenas doses e foi dividido por três. De qualquer forma, é uma entrada muito bem servida para o preço (€8). Só é pena não ser nada de espectacular.

Os pratos principais

Eu e Ela escolhemos uns filetes de salmonete com aromas primaveris (porquê esta necessidade meio Manuel Luís Goucha de complicar o nome dos pratos?!) que depois descobri tratarem-se de uns óptimos filetes de salmonete com um misto de legumes. A criançada dividiu-se entre um bom naco de vitela muito mal passado (não veio tão mal passado como tínhamos pedido) e uns secretos de porco ibérico com migas do chef. Estava bom e estas duas doses chegaram para os quatro (atenção que não estamos propriamente a falar de crianças que comam pouco, para não dizer mais).

As sobremesas

Houve, no entanto, ainda espaço para sobremesas. Um divinal leite creme da Quinta das Lágrimas (os donos são os mesmos), um prato de fruta laminada (quem é que vai pedir uma coisa destas com doces como aqueles que havia, meu Deus?!), uma trilogia de chocolates (um pouco enjoativa demais para o meu gosto, mas que desapareceu em poucos segundos) e aquele que se apresenta como o melhor pão de ló do universo (já não bastava ser o melhor do mundo, agora decidimos subir a parada). Vamos lá conversar seriamente sobre este assunto: o bolo é bom, é muito bom, mas está longe de ser o melhor pão de ló da região centro, quanto mais do universo. Já comi melhores pães de ló em Alfeizerão que se apresentam apenas como pão de ló. Sem melhor, sem mundo e sem universo. Não é muito mais honesto?

O serviço 

Muito simpático. Mas tivemos o azar de ser atendidos por uma estagiária que estava a servir à mesa como quem poderia estar a pastar caracóis na Serra da Malcata. Chamou "bolinhas" ao grão, disse que as rodelas de cebola frita eram lulas e demorou uns exactos 37 minutos a trazer o couvert para a mesa. No entanto, não conseguimos deixar de lhe sorrir. A rapariga era tão simpática e o restaurante tão agradável que não fomos capazes.

O preço 

Por tudo isto, com um óptimo vinho branco Principal (o tinto acabou de ser considerado um dos dez melhores vinhos do Mundo), pagámos 25 euros por pessoa. O que, para a qualidade da comida e o deslumbramento da vista, é uma raridade.

 

O bom 

O Porto tónico e a comida

O mau 

Chamar bolinhas ao grão

O óptimo 

A vista

 

Um bom jantar numa esplanada assim, onde quer que ela esteja,

Ele

carta para o meu querido marido mistério

Meu querido Marido Mistério,

Como aturas diariamente as minhas neuras, porque em vez de cerveja tenho de beber chá e em vez de vinho tenho de beber sumos, venho por esta forma sugerir-te a solução para todos os nossos problemas: um presente de verão (porque não?) ou, melhor, um presente de dia-da-mulher-que-está-sempre-de-dieta (já que existem dias para tudo, porque não inventar este, tão justo e tão pouco valorizado?). Como sou super generosa, não quero uma coisa só para mim! É uma coisa para a casa, para todos! E o que é? Um Stacked Optic-Glass Beverage Server, que é o mesmo que dizer um dispensador de bebidas frescas.

Já me estou a imaginar a abrir a torneira de cada recipiente ao ritmo de cada golo de Portugal durante o Mundial (sim, eu sou uma otimista por natureza, já me esqueci que houve um jogo com a Alemanha). 1-0, um copo de chá verde; 2-0, um copo de água aromatizada; 3-0, um copo de limonada; 4-0, uma ida à casa de banho; e por aí em diante. Vai ser uma loucura, uma bebedeira psicológica. Vá lá... Não é assim tão caro! E é fantástico para as festas de anos da nossa equipa de futsal... Para te facilitar a vida (não quero que te falte nada) aqui está o link. É só clicar e pagar. Não custa nada!

Espero ansiosamente uma resposta tua ou uma encomenda pelo correio.

 

Beijinhos

da tua Mulher Mistério  

 

 

sábado é o dia nacional do gin tónico e vai haver descontos em todo o país

No domingo, Portugal entra em campo para defrontar os Estados Unidos no Mundial – e, na véspera, nós comemoramos. Como é que é?! Começa a loucura casaleira: comemoram na véspera do jogo?! Sim, senhor. Mas não é por qualquer receio infundado de que Portugal não consiga derrotar um país que começou a jogar futebol já depois de o Pequeno Saul ter aprendido a andar de bicicleta. Não, senhor. Nós comemoramos de véspera porque sábado é o Dia Nacional do Gin Tónico. E faça favor de se levantar da cadeira quando falamos de uma solenidade desta magnitude.

Graças a essa autêntica instituição da República que já é a Gin Lovers, no sábado haverá celebrações de copo na mão por todo o País. E nem sequer o farão passar por esse suplício que é ouvir um discurso de meia hora do Presidente da República. Este é um Dia Nacional como deve ser: com bebidas a preços reduzidos, restaurantes com pratos especiais e um mega-mercado exclusivamente dedicado e esses dois heróis globais: o gin e a água tónica.

Feita a introdução, vamos aos detalhes mais interessantes. Primeiro, o mercado. Entre as 13h e as 18h, decorrerá no Vestigius Wine & Gin, no Cais do Sodré, em Lisboa, uma feira onde pode comprar gins, águas tónicas, folhas e especiarias, copos, utensílios e outras coisas absolutamente essenciais para quem gosta de gin. Em parceria com a garrafeira Delidelux, haverá ainda promoções.

Mas este não é o único motivo para ir ao Vestigius Wine & Gin no sábado. Entre as 13h e as 23h, terá vários gins premium à venda no bar com 50% de desconto.

Se no fim-de-semana não estiver por Lisboa, consulte a lista de restaurantes, bares lojas e garrafeiras de todo o país que aderiram a este dia emblemático (não se percebe porque é que ainda não é feriado...) com descontos especiais. Poderá também procurar quais os chefs que vão preparar pratos especiais inspirados no gin para celebrar a data: do Marmòris de Vila Viçosa ao Porto Palácio, passando pelo Can the Can ou o Eleven, haverá muita escolha.

E se nada disto for suficiente para si, então carregue aqui e veja a lista dos 54 espaços, espalhados por 12 distritos, que aderiram ao Dia Nacional do Gin Tónico. E não aderiram só com bandeirinhas e cartazes, aderiram com descontos a sério que vão até dois gins pelo preço de um.

Agora confesse lá: no 10 de Junho não tivemos nada disto...

Um feliz Dia Nacional do Gin Tónico para si onde quer que esteja,

Ele

onde brindar ao novo rei felipe de espanha? no novo restaurante el tomate de lisboa

Estava o príncipe Felipe (peço desculpa, o Rei Felipe VI – tenho alguma alergia a reis espanhóis chamados Felipe) a dar aquele beijo apaixonado à sua Letizia e eu a pensar: onde é que posso brindar à sucessão em Espanha, sentado à mesa, esta noite? Afinal de contas, este Felipe parece ser mais pacífico do que os outros Felipes e quem nos levou Olivença até foi um Carlos. 

Pus-me à procura de um sítio para jantar em encontrei o novíssimo El Tomate, no Príncipe Real, em Lisboa. Tudo batia certo: um restaurante espanhol, numa praça de um príncipe que se tornaria Rei. Está decidido: é lá que quero ir jantar esta noite. O novo El Tomate, aberto há dois meses em Lisboa e há cerca de um ano no Mercado do Bom Sucesso, no Porto, serve sopas, saladas, tostas, bruschettas e um prometedor "naco de vitela de primeira qualidade", garantem os donos, feito na chapa e acompanhado com três molhos numa tábua de madeira.

Isto já me chegava para deslocar estas pernas de Cristiano Ronaldo em sprint até ao Príncipe Real. Mas, nesta fase da dieta, a poucos dias do Verão, Ela precisa de argumentos mais fortes. À falta de site na Internet e perante uma página de Facebook que teve a última actualização no dia 22 de Janeiro (alô, El Tomate, estamos no ano da graça de 2014, dá para actualizarem o Facebook, por favor?!) resolvi, então, ligar para lá. Atendeu-me um simpático senhor, com pronúncia do Norte que me explicou por alto o que podia comer ali: 

- Esta bem apessoada tosta de alheira;

- Um simpático gaspacho;

- Esta charmosa sopa;

- Uma bem descrita tosta de queijo chèvre, cogumelos e vinho do porto;

- Uma adequada salada de salmão fresco;

- Uma tentadora salada de rosbife;

- Ou uns petiscos da moda, como os pimentos padrón ou os choquinhos com molho tártaro.

É claro que tudo isto é recomendado à consignação: ainda não lá fomos, por isso o elogio pode ser devolvido a qualquer momento, mas lá que à distância parece bem, lá isso parece.

Vamos fazer o seguinte negócio: se já lá foi, deixe-nos a sua opinião; se nós formos lá antes, deixamos aqui a crítica. Eu, por mim, ia lá hoje brindar ao príncipe Felipe (isto vai custar-me passar a chamar-lhe Rei), mas Ela diz que, se avisarmos quais são os sítios que vamos visitar, somos logo descobertos. Por isso ainda estamos a decidir. Por enquanto, fica a dica.

 

E viva la España, onde quer que ela esteja,

Ele

Pág. 1/3