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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

os lugares mais surreais e inacreditáveis do planeta

Fontes naturais que atiram água colorida para o céu, grutas que ardem sem parar há mais de 40 anos, árvores que nascem em cima de telhados de templos antigos, rios com água cor-de-rosa. O site Abduzeedo elegeu os sítios mais surreais do mundo. Aqui fica o top do Casal Mistério.

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Fly Geyser, Nevada, Estado Unidos 

É um fenómeno único. Há vários anos, foram feitas perfurações do terreno à procura de minerais. O problema (ou a vantagem) é que uma fonte de águas termais rebentou e começou a libertar cá para forta uma mistura de água e minerais dissolvidos, num incrível repuxo permanente. São esses mineirais que provocam esta variedade impressionante de cores.

 

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A Onda, Arizona, Estados Unidos 

Esta rocha de areia em forma de onda foi criada pela erosão durante o período jurássico. É uma das principais atracções turísticas junto à fronteira entre os estados norte-americanos do Utah e do Arizona. 

 

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Lago Retba, Senegal 

Parece uma gigantesca piscina de batido de morango, mas é um lago de água salgada separado do Oceano Atlântico por um finíssimo corredor de dunas. Em alguns pontos, a água do Lago Retba, também conhecido por Lago Cor-de-Rosa, tem cerca de 40% de concentração de sal, podendo as pessoas flutuar à superfície com a mesma facilidade com que se flutua no Mar Morto. A extraordinária cor da água é provocada pela alga dunaliella salina que produz um pigmento encarnado, mais visível fora da época das chuvas.

 

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A Porta para o Inferno, Derweze, Turquemenistão 

Enquanto faziam perfurações no meio do deserto de Karakum, no Turquemenistão, geólogos soviéticos descobriram uma gruta de gás natural. Durante os trabalhos, o terreno por cima da gruta desabou, abrindo uma cratera com 70 metros de diâmetro. Para evitarem a contaminação do ar com gás venenoso, as autoridades decidiram queimar todo o gás da gruta. A previsão era que o fogo durasse apenas uns dias, mas durou até hoje. Isto passou-se em 1971, há 43 anos, e a gruta ainda continua a arder.

 

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Monte Roraima, América do Sul 

Calcula-se que tenha sido formado há quase dois mil milhões de anos e que esteja entre as formações geológicas mais antigas do planeta. O monte está na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, mas o seu ponto mais alto fica na Venezuela. A vista lá de cima é impressionante quando o céu fica coberto de nuvens.

 

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Túnel do Amor, Kleven, Ucrânia 

É uma linha de comboio abandonada, à volta da qual cresceram enormes árvores que formam um gigantesco arco com mais de três quilómetros de extensão. Durante a Primavera, as árvores ganham uma cor verde única e o túnel é procurado por milhares de casais apaixonados.

 

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Praia Escondida, Ilhas Marieta, México 

Acredita-se que esta praia dentro de uma enorme cratera, à qual se tem acesso apenas através de um buraco numa rocha pelo qual entra o mar, tenha sido formada na sequência de uma explosão controlada pelo governo mexicano. Estas ilhas desertas eram usadas no início do século XX para a realização de testes militares. Durante anos, o local permaneceu desconhecido e só recentemente, com a partilha de imagens nas redes sociais, se tornou famoso em todo o mundo. Hoje, a Praia Escondida é uma reserva natural, com golfinhos, tartarugas e baleias.

 

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Angkor, Cambodja 

É a maior cidade pré-industrial do mundo, com uma área que se estende por mais de mil quilómetros quadrados de complexas infraestruturas. Criada entre os séculos IX e XIII, foi pela primeira vez encontrada por um homem ocidental em 1586. Esse homem foi o português António da Madalena, um frade capuchinho. Em 1431, a cidade foi saqueada por invasores tailandeses e a população fugiu para Phnom Penh, tendo os enormes e lindos templos de Angkor ficado abandonados. Hoje, uma parte dos templos foi recuperada, outra continua integrada no meio da natureza, com gigantescas árvores a crescerem por cima dos telhados.

 

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Deadvlei, Sossusvlei, Namíbia 

Era um oásis cheio de acácias, mas o curso de água que por ali passava foi alterado por fenómenos naturais. Hoje as árvores secas e o chão esbranquiçado pelo sal provocam esta paisagem arrepiante.

 

Um abraço surreal para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: abduzeedo

o presente de natal ideal para quem gosta de gin (e que ele adorava receber)

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Não sei se hei de partilhar com Ele estes sites... Se ele descobre isto receio bem que o subsídio de férias se vá sem sequer ter tempo de aquecer na nossa conta. Por isso, vou só partilhar consigo, nosso fiel leitor ou leitora que, como Ele, é fã de gin e precisa de uma boa sugestão de presente para o Natal.

O primeiro, spicebox.pt, foi lançado este mês e é nada mais nada menos do que uma extraordinária caixa de especiarias que pode ser utilizada tanto em receitas de cozinha como, obviamente, em gins. A caixa tem 12 especiarias mas pode ser personalizada, basta ir ao site e escolher. Se não for demasiado exigente, aproveite a promoção de Natal (€59,90). A caixa é gira, tem ótimo ar e até pode deixar à vista na cozinha ou perto do seu bar de gins.

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O segundo site que eu temo que ele descubra, theginbox.pt, tem tudo o que um gin lover sonhou ter em casa e acaba de lançar duas novas caixas completas: O Gift Pack (€68,50), composto por uma Mini Gin Box com quatro especiarias essenciais: Pimenta Rosa, Cardomomo, Flor de Hibisco e Zimbro, dois copos de Gin, uma colher de bar e um copo medidor, vai levá-lo à loucura, apesar de Ele ter tudo isto é muito mais em casa. É assustador, parece a Imelda Marcos a olhar para uma montra de uma sapataria.

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Até pelo Starter Kit (€45) que inclui as especiarias fundamentais para a preparação da maior parte dos gins que estão à venda em Portugal, uma colher de bar e um copo medidor, ele vai suspirar. Um kit criado a pensar nos principiantes, mas não me parece que Ele se ofenda. Também vai querer de certeza.

10155546_309168269280407_3654710645099273123_n.jpgO meu medo é esse. É que ele descubra a The Gin Box e as suas maravilhosas caixas e entre numa espiral de loucura. São caixas, caixinhas e caixotes de kits e acessórios para fazer Gin tónico de todas as maneiras e feitios. As caixas da The Gin Box estão à venda online, nas lojas do El Corte Inglés, nas melhores garrafeiras e lojas gourmet do país.

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Ups! Já falei demais! Só vejo uma solução. Vou mandá-lo hoje para a cozinha o dia todo, para inventar novas receitas, com sorte, esquece-se de espreitar o blog e talvez este post lhe passe despercebido.

 

Bom domingo,

Ela

empadas de alheira de caça com grelos? bolachas de cerveja? conheça esta surpreendente casa de chá em belém que vale a pena

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Gosto de surpresas. E esta semana tive uma óptima surpresa. Num daqueles dias em que parecia que andava com um duche constantemente em cima de mim, tal era o dilúvio, entrei a correr na primeira porta aberta que encontrei junto ao Centro Cultural de Belém. E felizmente era a porta do Saboreia Chá e Café.

Eu sei que o nome parece mais o slogan publicitário da Confraria do Chá do que outra coisa qualquer, mas não se deixe intimidar. Vale a pena vir aqui – por várias razões.

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A ementa 

Em primeiro lugar, pelas empadas. Eu sei que estamos numa casa de chá, mas não fui capaz de lhe esconder esta informação durante mais tempo. Aqui há empadas. Muitas empadas. E especiais empadas. Só para lhe abrir o apetite: já provou empadas de alheira de caça com grelos? Ou empadas de espinafres com requeijão? Ou empadas de bacalhau? Ou de camarão? Ou de espinafres com farinheira? Pois é isso que pode encontrar no Saboreia Chá e Café. E vale muito a pena esse encontro: seja para lanchar a meio da tarde, como eu fiz; ou para trazer para um jantar de última hora em casa, como eu me arrependi de não ter feito.

Em segundo lugar, o Saboreia Chá e Café (oh, que raio de nome!) vale a pena pela tentadora quantidade de bolachas e biscoitos caseiros, como as roscas ou os palitos de noz. Produzidas pela Casa Velha, são vendidas em sacos transparentes atados com um laço em ráfia. Têm um óptimo aspecto, são deliciosas e dão um fantástico presente para alguém. Eu não resisti e, depois de comprar um saco de bolachas de cerveja, abri-o avidamente e devorei metade do que estava lá dentro. Além de muitíssimo fininhas e estaladiças, têm um ligeiro sabor a cerveja e não são muito doces: o único travo adocicado é o dos grãos de açúcar mascavado que estão colados por cima das bolachas.

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O pódio dos motivos que fazem o Saboreia Chá e Café valer a pena fica completo com os bules, chávenas, frascos, caixas de chá e outros acessórios que aqui estão à venda. Também há doces, compotas e xaropes de chá verde, capilé ou tangerina à venda para levar para casa.

Além desta parte de loja, o Saboreia Chá e Café tem ainda uma boa pastelaria com uns queques com óptimo aspecto e pães de ló individuais. E, claro, há os chás. De afrodisíaco a chá de alcaçuz, passando pelos mais tradicionais, a escolha é enorme. Eu optei por um chá de pistácio, surpreendente mais ligeiramente enjoativo de mais, que veio servido numa caneca de vidro transparente. Sinceramente continuo a preferir o chá servido num tradicional bule e chávena, mas também não é por aí.

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O ambiente 

A casa de chá do CCB é só uma das várias que existem em Portugal: Cascais, Tavira, Parque das Nações, etc.. A marca é um franchising espanhol e a decoração é semelhante em todos os espaços: sóbria e engraçada. Uma das paredes está coberta com um papel a imitar uma estante cheia de livros, o chão tem enormes losangos cor de tijolo e beges e os guardanapos são kleenexes em caixas decoradas com desenhos de pautas de música ou de azulejos antigos. Além disso, os bules e as chávenas à venda ajudam a dar vida ao espaço com cadeiras de estilos diferentes.

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O serviço 

É o único senão – além, claro, do nome. Numa casa especializada em chá, eu estava à espera de uma empregada especializada em chá. Mas, apesar de simpática, não me conseguiu responder às perguntas que lhe fiz sobre o meu adorável chá de pistácio.

 

O bom 

A variedade de chás

O mau 

O facto de a empregada não conhecer bem os chás

O óptimo 

As empadas e as bolachas e biscoitos caseiros

 

Um bom chá de fim-de-semana para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: saboreia chá e café e zomato

pão de alho com alecrim e tomilho, um petisco perfeito para um dia de frio

Fim de semana de frio e o que é que apetece? Estar à lareira, claro. A fazer o quê? A comer, evidentemente. E a beber, óbvio. E hoje o que é que me apetece? Uma das minhas entradas preferidas. Costumo pedir muitas vezes nos restaurantes mas é facílima de se fazer em casa: senhoras e senhores, apresento-vos o… pão de alho. Esta receita que descobri no delicioso site Sunday Suppers leva alecrim e tomilho e é isto mesmo que eu vou fazer e depois, comer à lareira.

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um hambúrguer com ovo de codorniz estrelado? é a nossa sugestão de programa para este fim-de-semana

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Não sei o que é que andei a fazer nos últimos 12 meses. Bom, saber até sei, mas isso agora não é o mais importante. O mais importante é o que andei a fazer esta semana, num dia específico que não posso estar aqui a detalhar para não me espalhar no meu mistério. O que andei a fazer foi a experimentar uma hamburgueria que abriu em Lisboa no final do ano passado e que, por qualquer razão que a razão desconhece, eu ainda não conhecia.

Basicamente , foram 12 meses de desperdício hamburgológico, quando, na verdade, eu podia ter estado a ingerir, durante este tempo todo, milhares de calorias de prazer. Foi tempo perdido, mas foi um tempo perdido que eu tenciono recuperar rapidamente.

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O ambiente 

Antes de mergulharmos de chapão na maravilhosa comida, vamos fazer um voo de reconhecimento sobre o ambiente. E vale a pena perder algum tempo aqui porque o ambiente é diferente do habitual. Em primeiro lugar, este é um restaurante descontraído. E quando digo descontraído, digo des-con-tra-í-do. Do mais bué-fixe-bacano possível (eu sei que estas expressões já não se usam desde o tempo em que o Vasco Granja tinha o monopólio dos desenhos animados em Portugal, mas confesso que tenho uma certa vergonha de dizer as expressões, tipo, de hoje em dia). 

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O B' Perfect fica no meio de um triângulo formado por duas escolas (a Filipa de Lencastre e o Colégio do Largo) e uma universidade (o Instituto Superior Técnico), por isso o ambiente é juvenil (o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social também fica ali perto, mas isso é mais do domínio da infantilidade patológica...). E a organização do espaço está pensada para isso. Algumas mesas têm bancos às cores, outras têm cadeiras. Há uma parede de pedra e uma balança antiga num canto. E pode acontecer ver dois casais que não se conhecem sentados a dividir a mesma mesa de quatro. É o conceito de restaurante em estilo comuna.

Isto, às vezes, pode ser bom. Quando chegámos, não havia mesa disponível, por isso sugeriram que nos sentássemos num canto vazio de uma mesa de seis. Para quem queria desesperadamente experimentar este restaurante, foi uma sugestão maravilhosa – mesmo que tivesse passado o almoço a ouvir os desgostos amorosos da miúda do lado.

Antes, já tinha feito o meu pedido. Mal entrei no B' Perfect, passei por um balcão onde fica a cozinha e a caixa registadora. Ainda de pé, fiz o meu pedido e paguei. Depois, levei as bebidas para o lugar. E esperei um pouco. No meu caso, os hambúrgueres demoraram menos de 10 minutos a sair – o empregado levou-os à mesa.

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A ementa 

E é assim que chegamos à parte mais importante deste texto: os hambúrgueres. Primeiro, a carne: são 150 gramas de carne de vaca, bem temperada, saborosa, razoavelmente alta e servida no ponto certo – marcada por fora e rosada por dentro.

Depois o pão: confesso que começo a ficar um pouco maçado com o excesso de bolo do caco. Hoje em dia, tudo tem bolo do caco: hambúrgueres com bolo do caco, pregos com bolo do caco, sanduíches com bolo do caco, tostas de bolo do caco, torradas de bolo do caco... Calma, madeirenses, isto parece a anexação da Europa. Eu adoro bolo do caco. Mas também adoro pão – bom pão. E aqui há um óptimo pão. São umas bolas grandes, com a forma de um brioche, mas que não sabem a brioche. São muito leves, mas também muito pouco doces. E têm uma vantagem acrescida: vêm para a mesa ligeiramente torradas, o que lhes dá um toque especial.

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A seguir, os recheios: o B' Skinny (€6,50) traz mozzarella fresca, agridoce de manjericão e hortelã, rúcula e tomate; o B' Stronger (€6,50) vem com cogumelos frescos, queijo gouda, cebola caramelizada, alface e tomate; o B' Smart (€7) é um hambúrguer com 150 gramas de carne de aves, molho tártaro, piso de manjericão e hortelã, rúcula e tomate; o B' Toque (€7) é um hambúrger de vaca – apesar do nome que engana – e vem com manteiga de alho, dois ovos de codorniz, alface e tomate. Eu optei pelo B' Perfect (€7,50) numa tentativa frustrada de auto-elogio e comi uns bons cogumelos frescos (grandes e saborosos), uns pimentos bem grelhados, queijo gouda, rúcula e tomate.

Apesar do pão, os hambúrgueres são servidos no prato com umas boas batatas fritas às rodelas (talvez um pouco acastanhadas de mais), estaladiças e temperadas com ervas aromáticas e dois óptimos molhos à parte: uma maionese de alho e coentros e uma mostarda antiga fantástica.

Por mais 50 cêntimos pode optar por ter o seu hambúrguer B' Different, o que equivale a dizer ter um ovo de codorniz estrelado extra, uma das óptimas opções do B' Perfect Burgers. Não preciso de dizer que foi isso que pedi, pois não?

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As sobremesas

Como estava em dia de trabalho non-stop, não tive tempo para provar as sobremesas. Mas fiquei a babar, especialmente pelo B' Brownie (€3) e pela Delícia (€2,50).

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O serviço 

Se este é um restaurante em que metade da clientela ainda está na escola, também é um restaurante em que metade dos empregados acabou de sair da escola. Toda a gente aqui é nova, muito nova. E a idade pós-escolar tem várias vantagens: além de bem dispostos e ultra disponíveis, raramente dizem que alguma coisa não é possível. No nosso caso, apesar de não haver mesa, desenrascaram uma alternativa. E foram rápidos, mais rápidos do que as próprias sombras.

 

As crianças 

Há uma opção B' Student que é basicamente um hambúrguer com cheddar, cebola caramelizada, alface e tomate (€5,50) e há outros argumentos para vir aqui com a família: além de um enorme jardim ao lado (no Verão, há esplanada), ao fim-de-semana o restaurante transforma-se num sítio perfeito para as famílias que vivem ao pé da Praça de Londres.

Agora só me falta lá voltar para experimentar mais um óptimo hambúrguer com um delicioso ovo de codorniz a cavalo. Que grande invenção! 

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O bom 

Os hambúrgueres

O mau 

Outra vez os bancos sem encosto (isto persegue-me)

O óptimo 

Os ovos de codorniz estrelados

 

Um abraço para todas as codornizes onde quer que elas estejam,

Ele

 

fotos: b' perfect burgers

sextantio, o hotel de luxo que é uma aldeia italiana do século XVI

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Esqueça aqueles edifícios impessoais com corredores enormes e quartos e quartos seguidos com portas iguais de um lado e do outro. O Sextantio é algo de único e completamente diferente. O seu nome completo, Sextantio Albergo Diffuso, explica o conceito deste hotel, que está distribuído por entre as casas dos residentes de uma aldeia do século XVI, no topo de uma montanha na região de Abruzzo, em Itália. Os quartos estão espalhados por entre as várias casas e edifícios da aldeia. São 29 e são surpreendentes.

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A traça original dos edifícios foi mantida e os quartos conseguem ser antigos e modernos ao mesmo tempo mas com todo o conforto do século XXI: chão aquecido, internet, casas de banho com assinatura de Philippe Starck, como a famosa banheira em forma de ovo, e lareiras restauradas que ainda conseguem fazer um lume imponente e aconchegante. Há também uma pequena “cantina” onde se pode tomar o pequeno-almoço ou um digestivo e um restaurante que serve gastronomia típica da região.

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A ideia é viver como os locais, bom, com condições “ligeiramente” melhores, a começar pela decoração dos quartos. Mas, pelo menos, não corre o risco de se sentir isolado num qualquer bar de hotel ou num quarto igual a tantos outros no meio de um infindável corredor com um ar condicionado incontrolável. Aqui, a cerca de duas horas de carro do aeroporto de Roma, vai sentir-se um aldeão em pleno meio rural italiano.

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A partir de 150 euros por noite, pode dormir num destes maravilhosos quartos com lareira, tomar banho numa destas banheiras magníficas, desfrutar de uma paisagem de sonho, aproveitar para conhecer a história, a arquitetura e o património local de uma região de uma beleza rara, e, sobretudo, namorar, namorar muito, porque este ambiente não pode ser mais romântico.

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Será que Ele percebeu a indireta? O melhor é ser mais direta porque os homens adoram fazer-se de parvos: podes marcar, meu querido Marido Mistério. Podes escolher o fim de semana, não sou esquisita. O preços dos aviões? Sei lá. Não posso ser eu a tratar de tudo, não é?

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Bom fim de semana,

Ela


fotos: sextantio 

adega velha, o melhor restaurante do país para almoçar enquanto ouve o cante alentejano mesmo ao lado

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A melhor coisa do cante alentejano é a expressão "cante": não há cá cantos ou cantares, há cantes, assim mesmo entre a pronúncia cantada do Alentejo e a pronúncia poupadinha dos Açores (os 30% finais de cada palavra ficam sempre por dizer).

A segunda melhor coisa do cante alentejano é a comida alentejana: é normalmente à volta de um balcão cheio de copos de vinho, fatias de queijo, tiras de presunto, rodelas de enchidos e maravilhosos nacos de pão ainda quentes e estaladiços que se canta o cante. E, por isso, quando a Unesco eleva o cante alentejano a património imaterial da humanidade, está a elevar com ele, e sem saber, a "comide" alentejana a património material do planeta.

Eu, por mim, já decidi: este fim de semana coloco na cabeça uma boina à Janita Salomé e faço-me à estrada a caminho do melhor sítio do mundo para almoçar enquanto se ouve um grupo de alentejanos a cantar o Eu Ouvi Um Passarinho.

 

mini bolo de chocolate sueco para animar as tardes de estudo da nossa prole mistério

Semana de testes é sinónimo de miúdos estafados e profundamente infelizes. Ontem olhavam para os livros com um ar quase tão revoltado como o do Mário Soares depois de visitar José Sócrates na prisão de Évora. Por isso, decidi fazer um lanche especial para animar a sessão de estudo dos mais velhos. E o que é que põe um sorriso na cara de uma criança (além do fim dos testes, claro)? Um bolo de chocolate, óbvio, e quando descobri esta receita no fantástico blog I Am a Food Blog, decidi alegrar a tarde deles, optando por servir em taças individuais.

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a renovada rua das flores, um passeio imperdível em plena baixa do porto

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Descobrimos a Rua das Flores por acaso. Mergulhada no GPS do meu telemóvel à procura do restaurante LSD, no Largo de São Domingos, quando levantei a cabeça fiquei encantada. Senti-me uma autêntica turista numa cidade que até conheço relativamente bem. Depois de longos meses de obras de requalificação, a Rua das Flores tem uma nova cara e muita animação. No final do épico almoço no LSD, decidimos abater as calorias num passeio à descoberta dos encantos desta rua tão pitoresca.
Ainda no Largo de São Domingos, já a entrar na Rua das Flores, a Taberna do Largo é um convite a entrar. Anuncia à porta vinhos e petiscos e, de facto, aqui encontra vinhos, queijos, enchidos e muitos outros produtos regionais portugueses. Pode entrar, sentar-se e provar ou comprar e levar para casa.

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À direita, uma loja de decoração e artesanato chamou-nos a atenção. O sugestivo nome “Memórias” explica o conceito. Ideal para encontrar presentes de Natal originais, muitos deles feitos à mão.

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Na porta ao lado, fica o Museu de Marionetas do Porto. Um programa muito giro para ir com as crianças. São três andares de um mundo encantado de bonecos puxados por fios e não só, onde se revive a história e os momentos marcantes do Teatro de Marionetas no Porto.

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Uns passos em frente e deparamo-nos com a Livraria Chaminé da Mota, um alfarrabista com uma imensa coleção de livros sobre a Primeira Guerra Mundial e onde Ele se perdeu durante horas, para meu desespero (sim, Ele tem outros interesses para além da gastronomia, bastante mais maçadores, na minha modesta opinião).

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Abandonei-o no meio do pó dos livros antes de começar a espirrar e, em boa hora, porque foi o meu prodigioso faro que me levou a atravessar a rua e entrar na maravilhosa Mercearia das Flores. Um espaço muito giro, bem arranjado onde se pode comprar ou degustar conservas, biscoitos, azeites, vinhos, cervejas artesanais e toda uma panóplia de produtos regionais e biológicos. Uma excelente ideia muito ao estilo do Vira-Latas, da Ericeira.

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Já a Ele cheirou-lhe a vinho, claro, e entrou no Vinofino, onde se pode petiscar e beber ou comprar bons vinhos. E, se quiser, ainda lhe entregam as compras em casa.

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Nessa altura, já estava eu embasbacada a olhar para um homem a fazer bolas de sabão gigantes no meio da rua. Até que... novamente o meu faro colocou-me em alerta máximo. Desta vez, cheirou-me a chocolate. Não era para menos: estava diante da Chocolataria das Flores, onde se podem provar chocolates e biscoitos artesanais acompanhados de um aconchegante chocolate quente. Que delícia de lugar!

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No número 221, a Ourivesaria Aliança reabriu com um novo encanto: em baixo, tem uma casa de chá, no primeiro andar uma ourivesaria, e nos dois últimos recuperou-se o conceito de prêt-à-porter. Vale a pena entrar para espreitar os detalhes arquitetónicos do edifício, impecavelmente mantidos e restaurados.

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Mas a Rua das Flores continua a surpreender: mais uns passos, mais uma chocolataria, desta vez, a Equador, que também já visitámos no Chiado e é pura e simplesmente uma tentação. Só o cheiro a chocolate artesanal alimenta-nos por algumas horas.

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Aliás, o fim ou o princípio da rua, depende por onde começa a andar, é um choque calórico: a Gelataria Farggi que, além dos gelados, tem também crepes, baguettes e saladas; a Nata Lisboa com os seus imperdíveis pastéis de nata; e, na porta ao lado, outro espaço com as irresistíveis bolas da praia.

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Depois deste passeio, já me está a dar a fraqueza. Novo dilema: em qual das esplanadas me vou sentar?

 

Bons passeios,

Ela

ovos com espinafres e presunto no forno: a receita ideal para abrir as hostilidades esta semana

Esta receita do blog super cool Donal Skehan é uma versão diferente dos clássicos ovos cocotte. Pode servir ao pequeno-almoço, ao almoço ou ao jantar, depende do seu tempo e da sua paciência. Não é que seja difícil mas não será o ideal para um dia em que esteja com pressa de manhã. Mas dá um belo pequeno-almoço de fim de semana ou mesmo um ótimo brunch para a manhã do dia de Natal.

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é novo, fica no porto, tem um chef com 28 anos e já é um dos melhores restaurantes do país

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O assunto é sério. Ainda estou em choque. Preparo-me para abandonar o meu lar e rumar para o Porto. Já fiz a mala, já arrumei as minhas trusses, já coloquei o babete. Arrisco-me a ser ofendido por todos os marialvas da Madragoa, mas tenho de o dizer: descobri no Porto aquele que concorre seriamente no campeonato dos melhores restaurantes do país. Ok, está dito. Agora não há nada a fazer. Podem vir o Anthony Bourdain e o Robert Parker aos pulos chamar-me analfabeto gastronómico. Mas é o que eu acho. E, neste caso, por uma vez na vida, Ela até está de acordo comigo. Esta preciosidade abriu em Março e chama-se LSD. E o nome faz algum sentido: este restaurante é de fritar os neurónios de qualquer pessoa que goste de comida.

 

A ementa 

Começa a loucura com o couvert (€2,00). Para a mesa vem logo uma maragnífica (maravilhosa+magnífica) manteiga fumada feita no restaurante e uma deliciótima (deliciosa+óptima) pasta de caril com amendoins lado a lado com três tipos de pão: sementes de girassol, broa e pão normal. Só esta entrada já seria suficiente para nos deixar em sentido. Mas o problema é que o almoço foi num crescendo até às nuvens.

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As entradas

Começámos com um espectacular escalope de foie gras (€9,00) salteado por cima de um divinal puré de castanhas (somos os dois verdadeiros hooligans no que toca a castanhas), com erva doce e um pouco de vinagre de framboesas. A mistura é perfeita. E seria o momento mais explosivo da tarde se, logo a seguir, não tivessem chegado duas deliciosas canilhas de queijo de cabra (€5,00) com texturas de beterraba e peta-zetas a rebentarem na boca. As canilhas são pequenos tubos estaladiços com o queijo de cabra por dentro. E a beterraba vem em gelado (muito bom) e em pó. Espalhadas pelo prato estão as peta-zetas. A ligação entre o ligeiro adocicado do gelado de beterraba e o salgado do queijo de cabra está magnífica. Para mim, o único problema deste prato é o facto de as peta-zetas terem mergulhado no líquido do gelado, tendo perdido mais de metade da sua capacidade de estalarem na boca.

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Nesta fase do almoço, eu já estava a fazer contas ao preço das portagens para ver se me ficaria muito caro ir almoçar todos os dias ao Porto. E ainda nem sequer tinha experimentado o melhor.

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Os pratos

Depois de termos dividido as entradas, separámo-nos como se estivéssemos a assinar o divórcio. Ela pediu um fantástico naco de atum (€18) com batata doce (em pedaços e em puré), manteiga de ervas e salada de ervas. O atum estava muitíssimo bem cozinhado, encarnado por dentro e marcado por fora, e trazia por cima a óptima manteiga de ervas. A batata doce, cor de laranja viva, desfazia-se na boca.

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Eu optei pelo lombo de veado (€20) com beterraba e castanha (duas castanhas a zero). E descobri um dos melhores acompanhamentos que já experimentei nesta curta vida levada com uma mentalidade de criança de 6 anos: cevadotto de beterraba, queijo de cabra e laranja. E aqui fazemos uma pausa dramática. Este assunto é delicadíssimo e requer toda a sua concentração. Faça de conta que está a ver um filme do Manoel de Oliveira e que precisa de apanhar cada palavra dita para tentar compreender a história: o cevadotto é um risotto de cevada, servido num tachinho pequeno com uma mistura de cores e sabores absolutamente arrebatadora. Além de mais leve do que o risotto, é também muito mais surpreendente. Uma pequena Mona Lisa da culinária.

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Ultrapassada esta fase, já nada nos poderia surpreender. Verdade?

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Sobremesa

Mentira. Depois de uns minutos a olharmos indecisos para a ementa, seguimos o conselho da ultra-simpática empregada e fomos pelo figo, queijo da serra e azeite com crumble de broa de mel e noz (€6). Confesse lá, teve a mesma reacção que nós tivemos, não foi? Figo, queijo da serra e azeite?! Mas o que me apetecia mesmo agora era um doce...

Erro! O figo não é bem figo, é confitado. O queijo da serra não é bem queijo da serra, vem numa levíssima espuma. E o azeite não é bem azeite, é uma bola de gelado de azeite ligeiramente doce. A combinação destas três surpresas, quando colocadas na boca em simultâneo, é o vulcão dos Capelinhos a entrar em erupção. Então se juntar o crumble que, no fundo, são grãos tostados e caramelizados de broa de mel e noz, acabou de entrar no paraíso. É claro que, estando nós no Porto, tivemos de acompanhar a sobremesa com um Tawny 10 anos.

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O serviço 

Há dias em que tudo corre bem. Desde a recepção:

- Boa tarde, eu guardei-lhes uma mesa na sala interior porque acho mais agradável, mas se preferirem ficar nesta sala não tem qualquer problema.

À indumentária descontraída e simpática: todos os empregados estão vestidos com umas jardineiras de ganga e T-shirts amarelas.

Passando pela simpatia: a empregada conseguiu estar sempre com um sorriso na cara, típico de quem adora o que está a fazer.

E pela atenção: o gerente veio à mesa levantar os pratos principais e perguntar se tínhamos gostado de tudo.

Todos os empregados aqui conhecem os pratos que servem com detalhe, dão opinião sobre cada coisa que se pede, esclarecem e aconselham. Não estão ali simplesmente para servir. Estão ali para o ajudar a ter uma refeição perfeita. E é isso que distingue os empregados competentes dos empregados excepcionais.

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O ambiente 

A decoração tem a sobriedade do bom gosto e a modernidade da ousadia. Os pratos têm diferentes cores, mas são todos naquela louça baça envernizada que Ela anda há anos a ver se consegue encontrar cá para casa. As mesas são de pedra e o chão é de cimento afagado. Tudo em tons de cinzento (claro e escuro) e preto. Numa das paredes vêem-se os tijolos pintados de preto por cima. Noutra, estão uns pratos pendurados. Todo o ambiente é muitíssimo acolhedor e familiar. Nós fomos lá almoçar num fim-de-semana. E o que se viu mais foram famílias: do avô até aos miúdos. É um espaço alegre e muitíssimo agradável de estar. E ficar. E ficar. E ficar.

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As crianças 

Nós fomos sem crianças. Mas desde que lhes descrevemos este almoço que elas babam só de nos ouvirem. Se quiser, tem menu infantil, com bife, ovo e batata, uma bebida e um gelado por €12.

Agora só precisamos de referir o nome do responsável por tudo isto: desde o cevadotto de beterraba até à espuma de queijo da serra, passando pelos gelados de azeite ou de beterraba. Chama-se João Pupo Lameiras, tem 28 anos e já é um dos pequenos génios gastronómicos deste país. Eu sou fã – dele e do Porto.

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O bom 

O ambiente, a decoração e o serviço

O mau 

Só talvez as peta-zetas que estalavam pouco

O óptimo 

A comida

 

Um abraço para todos os jovens génios deste país onde quer que eles estejam,

Ele

 

fotos: lsd e casal mistério

queijo no forno com pistácios, nozes e sementes de sésamo

Esta é uma receita invencível! Encontrei-a no Gourmande in the Kitchen e não imagino melhor maneira de começar o seu dia do que a ver estas fotografias. Só corre mal numa única situação: se os seus convidados não gostarem de queijo. Aí é uma catástrofe. Mas quem é que não gosta de queijo, Deus meu? Está claramente no meu Top Ten de delícias para me lambuzar na época natalícia que está aí a chegar como um foguete desgovernado.

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qual a melhor maneira de partir um ovo? e qual o segredo do bacalhau à brás cremoso? josé avillez explica

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Não sei se se apercebeu, mas estreou o programa de rádio que representa o maior serviço público alguma vez colocado ao dispor da humanidade. Infelizmente para a Deco, não estou a falar do Directo ao Consumidor. Nem do Ser Português... Mostrar Portugal. E muito menos do Portugalex (é impressionante a minha cultura radiofónica!). Não senhor. Estou a falar do grande, do único, do tremendo O Chef sou Eu, da Rádio Comercial. São oito preciosos minutos e dezassete preciosíssimos segundos, durante os quais José Avillez dá dicas de cozinha e partilha receitas. Tudo isto com a gastronómica moderação de Pedro Ribeiro, Nuno Markl, Vanda Miranda e Ricardo Araújo Pereira. E com a inesgotável sabedoria culinária de Vasco Palmeirim.

Mas, voltando umas linhas acima, porque é que O Chef Sou Eu é neste momento o maior exemplo de serviço público? Porque em menos de dez minutos respondeu a duas perguntas que me atormentavam há anos. Vamos a isso.

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1 - Qual é a melhor maneira de partir um ovo? 

Segundo os rigorosos dados estatísticos de José Avillez, 99,9% da população parte mal os ovos. Tenho de admitir que sim, eu partia-os mal. O erro é bater o ovo contra uma esquina para abrir uma racha na casca. Isto faz com que estilhaços de casca possam entrar para dentro do ovo e contaminá-lo fatalmente. Meus queridos 99,9% de companheiros de erro, a maneira correcta de partir um ovo é batê-lo contra uma superfície plana e depois abrir. É simples e é a melhor maneira de acabar com os minúsculos e irritantes bocadinhos de casca no meio da sua omelete.

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2 - Qual é o segredo de um bacalhau à Brás cremoso? 

Pois é, grande drama da humanidade. Grande dúvida do planeta. Agora está tudo esclarecido. O segredo é usar dois ovos e uma gema por pessoa. E porquê dois ovos e uma gema? O chef é ele e o chef explica: a temperatura de coagulação das gemas é mais elevada do que a temperatura de coagulação da clara. Ao ter mais gemas do que claras e ao parar de cozinhar quando as claras coagulam, fica com o bacalhau mais cremoso: as claras cozinhadas e as gemas líquidas. É ou não é genial? É ou não é digno de chef? É ou não é de dar mais uma estrela a esta criatura? Por mim, eram já cinco estrelas Michelin para José Avillez.

Amanhã, encontramo-nos às 8h30 à frente do rádio?

 

Boas dicas para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: josé avillez 

6 destinos de férias que parecem saídos de um conto de fadas (e que tem mesmo de visitar – um é em portugal)

 

É bonito, não é? Não é a nova casa de José Sócrates em Paris. É um dos mais espectaculares e encantadores castelos do Mundo. O maravilhoso blog Hand Luggage Only, onde eu vou sempre que me dá aquela vontadezinha irritante de ter 20 milhões de euros na Suiça para poder viajar para onde me apetece, fez uma fabulosa selecção dos destinos de férias que parecem saídos de um conto de fadas da Disney. E sabe o que é o mais reconfortante de tudo? É que para ir a um destes destinos seleccionados pelo Hand Luggage Only não precisa de muito dinheiro: o Castelo da Pena fica em Portugal, no topo da serra de Sintra. Mas primeiro vamos começar pela neve que o Inverno está quase a chegar.

Neuschwanstein-Castle_s.jpgCastelo de Neuschwanstein, Alemanha 

Foi aqui que Walt Disney se inspirou para o castelo da Bela Adormecida. Construído no século XIX no sudoeste da Baviera, junto à fronteira com a Áustria, é hoje uma das principais atracções turísticas do país. Cada Verão, recebe cerca de 6 mil turistas por dia. No Inverno, podia receber-nos a nós...

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Castelo da Pena, Sintra, Portugal 

Tal como o Castelo de Neuschwanstein, é um dos melhores exemplos do romantismo arquitectónico. Com uma diferença: o castelo da Pena foi o primeiro edifício deste estilo a ser construído na Europa, 30 anos antes de Neuschwanstein. À sua volta, há um maravilhoso parque natural com 200 hectares de verde.

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Castelo de Eilean Donan, Escócia 

Fica numa pequena ilha no lago Duich, onde só habita uma pessoa, e foi feito em homenagem a um mártir celta da alta Idade Média. Construído no século XIII por um Rei que era canhoto, tem uma das duas únicas escadas em espiral para canhotos que existem em castelos na Grã-Bretanha. Mesmo destro, gostava de lá ir.

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Floresta de Bambu, Japão 

Não há dúvida que é uma das paisagens naturais mais bonitas do mundo. Mas o melhor de tudo é o som provocado pelo vento nos enormes bambus. Fica a cerca de 30 minutos de comboio de Quioto, mas por mim podia ficar a quatro horas que ia lá na mesma.

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Lagos Plitvice, Croácia 

Até agora os cientistas já conseguiram identificar 1.267 diferentes plantas neste parque natural no centro da Croácia. Só de orquídeas há aqui 55 espécies diferentes. Uma grande quantidade destas plantas é protegida por lei.

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Colmar, França 

É uma das cidades mais coloridas do mundo e tem um dos mais bonitos mercados de Natal. Por isso, é um óptimo destino para visitar. Especialmente nesta altura do ano.

Agora, é fazer as malas. Eu começo por Sintra. E acho que vou já hoje. Pelo caminho, sempre compro uns travesseiros da Piriquita.

 

Bons contos de fadas para si onde quer que eles estejam,

Ele

 

fotos: hand luggage only

crumble de maçã para fazer em 5 minutos no micro-ondas

Não é novidade para ninguém que sou um desastre na cozinha, por isso tudo quanto seja rápido e fácil é a minha praia. Ao contrário dos bons cozinheiros e dos grandes chefs, que defendem acerrimamente o forno, eu adoro o micro-ondas (há lá melhor invenção?). Por tudo isto, esta maravilhosa receita do blog pinch of yum, que demora cinco minutos a fazer no micro-ondas, é música para os meus ouvidos. Pode fazer ao pequeno-almoço, como sobremesa ou ao lanche.

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