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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

mercado de campo de ourique

 

Este mercado não é para velhos…nem para crianças

 

Mercado de Campo de Ourique. Sábado, 21h.

 

Estávamos cheios de curiosidade de espreitar a primeira versão portuguesa do mercado de São Miguel em Madrid. Por isso, decidimos arriscar uma visita logo no primeiro fim de semana depois da abertura. Previmos o caos. E confirmou-se o caos. Pior: levámos a tiracolo a nossa filha pré-adolescente que ficou mais ou menos em estado de choque: “oh mãe, isto é que é sair à noite? Nunca vou sair à noite!”. O mercado estava a abarrotar de gente mas apesar da densidade populacional, estava um frio de rachar. E nem a maralha nem os poucos cogumelos espalhados pelo espaço serviram para aquecer o ambiente. As filas eram de tal forma intermináveis que decidimos dividir-nos. Cada um com a sua hercúlea tarefa: ele na charcutaria, a nossa filha nas bebidas e eu no sushi. Sempre com a ladainha de fundo: "Com licença, com licença!", "Esta mesa está ocupada?", " Posso levar esta cadeira?" Quarenta minutos depois reencontrámo-nos para juntar forças para a próxima batalha: encontrar uma mesa vazia. Detalhe: sem mãos para degladiar, já que estávamos carregados com uma pirâmide de petiscos e sushi, e tabuleiros são um luxo por aquelas bandas. Nova separação familiar. Batalha perdida. Valeu-nos um recanto de um balcão ainda por arrendar que a nossa preciosa filha ocupou com unhas e dentes enquanto nos ligava desesperadamente por telemóvel: “Mãe, pai, corram! Estou no terceiro corredor ao pé da fruta, debaixo de um monte de gente.” Nova corrida, com petiscos numa mão, garrafa de vinho e copos altos na outra. Novo reencontro familiar. Lá petiscámos em pé, esganados de fome e estoirados qual soldados nas trincheiras. Estava tudo ótimo mas o nosso pensamento era só um: “fugir dali o mais rapidamente possível!”

 

O Bom:

 - o conceito de vaguear pelo mercado e petiscar aqui e ali é divertido, sobretudo para a faixa etária dos 20, que não se importa nada de estar horas em pé. E é um ótimo ponto de partida para uma noite de copos

- todo o espaço do mercado ficou muito giro depois de remodelado

- a decoração das tasquinhas/bancas de petiscos está engraçada

- a oferta é diversificada: charcutaria, marisco, sushi, hambúrgueres, crepes, etc., e boa.

 

O Mau e o Péssimo:

- há vinte mesas para centenas de pessoas

- petiscar aqui e ali é muito giro mas é escusado as bebidas serem também à parte

- as filas intermináveis

- a ausência de tabuleiros

- o frio de rachar

 

Por Ela