Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

mercy hotel

A ideia era passar uma noite romântica em Lisboa, com direito a um jantar a dois, a um concerto e a uma noite de copos. “No mercy”, sem crianças. Talvez por isso, a nossa escolha tenha sido inspirada: o Mercy Hotel, no Chiado. Como o próprio nome indica, situa-se na rua da Misericórdia, aquela frenética artéria “super in” que liga o Príncipe Real ao Largo Camões.

 

 

 

Optámos por um Quarto Cosy, e o nome não poderia ser mais adequado. O quarto é, de facto, cosy, até demais... Aliás, tudo no hotel é cosy. Da receção ao elevador, do corredor ao bar, até chegarmos ao quarto, tudo é claramente digamos... que aconchegante. Com uma decoração em tons quentes (castanhos, dourados e cinzentos), todo o hotel se apresenta em forma de presente aos hóspedes. Mal entramos no lobby, é impossível não reparar nas gigantescas fitas douradas que percorrem todo o teto da receção quais ondas esvoaçantes.

 

 

 

Mas a cereja no topo do bolo, no que toca a apontamentos dourados, são as portas dos quartos com as ditas fitas com uma enorme laçada ao centro que só apetece desembrulhar. Contive-me porque estávamos acompanhados pelo senhor das malas que, diga-se, não podia ser mais prestável. Depois de nos mostrar todos os cantos e recantos no nosso imenso quarto cosy, fez questão de nos explicar detalhada e demoradamente que, para acedermos à password do Wi-Fi do hotel, teríamos de ligar o comando da TV, pressionar o botão do Menu e pasme-se: carregar na palavra Wi-Fi! Pelo sim, pelo não, explicou-nos o procedimento duas vezes, não fosse o caso de não termos percebido à primeira. O quarto é pequeno mas muito confortável. A casa de banho, toda preta, tem muita pinta. E depois de uma tarde de compras e um duche retemperador, jantámos no fantástico restaurante do hotel, o famoso Umai, do chef Paulo Morais. O jantar – irrepreensível – merece um post à parte.

 

 

O concerto foi excelente e acabámos a noite no bar Park no topo de um parque de estacionamento na calçada do Combro. O regresso ao hotel, por volta das duas da manhã, foi uma bênção... porque isto de dormir em hotéis é muito agradável e romântico mas não há pior do que ter de acordar cedo a tempo do pequeno-almoço. E no Mercy, as portas fecham-se às 10h30! Pelo sim pelo não, decidimos pedir o pequeno-almoço no quarto... que provou ser definitivamente cosy e a cama cinco estrelas, com lençóis e almofadas de luxo. A noite foi de sonho só interrompida por uma pancada tímida a anunciar o room service com o nosso pequeno-almoço que diga-se, era bom mas não espectacular: o café e o leite já vinham misturados (qual galão morno dentro de uma cafeteira) e o sumo de laranja não era natural... mas cumpriu os mínimos.

 

 

Resumindo: bom, simpático, ideal para uma noite bem passada no coração da movida lisboeta...mas não é inesquecível.
Ah! E não se assuste se tropeçar em vários manequins espalhados pelo hotel. Sentados num sofá, em pé, a conversar ou simplesmente a olharem para nós. Fazem parte da decoração e usam peças da última coleção de uma conhecida estilista portuguesa. Uma ideia original mas um tanto ou quanto... creepy.

 

 

 

 

Por Ela