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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

Il gattopardo

O restaurante preferido de Sócrates

 

Existe pior cartão-de-visita do que ser o restaurante favorito do ex-primeiro-ministro mais pedante e enervante de que há memória? Não… mas o Il Gattopardo não tem culpa. E Sócrates tem milhares de defeitos, mas ninguém o pode acusar de falta de gosto (exceção feita à escolha das namoradas). Fui convidada pela minha mãe para almoçar e confesso que até torci o nariz. Nem o restaurante nem o ambiente têm muito a ver comigo, mas enfim, sempre que lá fui, comi bem, por isso lá acedi. Além disso, adoro cozinha italiana.

Enquanto nos dirigíamos para a mesa, fui-me deliciando com a paisagem: um banqueiro na mesa do fundo numa espécie de reunião de negócios, um conhecido empresário muitíssimo bem acompanhado, dois políticos com um ar conspirativo e ufa… nada de Sócrates. Constatação: era a cliente mais nova do restaurante. Sorriso na cara. Já não me acontecia há algum tempo! Que felicidade. Il Gattopardo 1 – Restaurantes da moda – 0.

 

 

O ambiente

Volto a olhar com mais atenção. Empate. Os restaurantes da moda recuperam no que toca à decoração. O restaurante do Hotel D. Pedro Palace transporta-nos para o cenário do filme de Visconti. A ideia deve ser mesmo essa, mas definitivamente não é o meu género. O ambiente é luxuoso, elegante, sóbrio e ligeiramente démodé. Será provavelmente o único defeito do Il Gattopardo: a decoração antiquada.

 

O serviço

Cinco estrelas. Impecável. Os empregados estão sempre atentos e presentes, sem se fazerem notar. Basta levantarmos os olhos da mesa para recebermos um olhar solícito de volta. Os pratos chegam da cozinha a um ritmo vertiginoso e os copos estão sempre cheios.

 

 

A ementa

Couvert

Uma variedade infinita de pãezinhos das mais diversas cores e feitios, grissini, e um prato de azeite a acompanhar dão início ao festim. Dois minutos depois, somos presenteadas por uma cortesia do chef: um pratinho redondo com croquetes de carne, bolinhas de queijo creme e amêndoas, e folhadinhos de massa estaladiça com recheio de camarão.

 

Entrada

Pedi, para começar, um queijo de cabra gratinado em folhas de espinafres e croutons: maravilhoso e na dose certa.

 

Prato Principal

Depois, deliciei-me com uns filetes de dourada com risotto de tomate: muito bons, com uma apresentação apelativa, mas confesso que me soube a pouco. É o drama da nouvelle cuisine. Por isso, não consegui recusar a sobremesa.

 

Sobremesa

Optei por uma tarte de maçã com gelado de nata. E só aqui é que o chef siciliano Michele Bono falhou ligeiramente: a tarte (ótima, esclareça-se) era muito doce, por isso, o gelado de nata tornou o prato ligeiramente enjoativo. Se calhar optava por um gelado de limão.

 

No final, veio o café para mim e a conta para a minha mãe. Uma divisão justa e agradável. Quando saímos, olhei novamente em redor. Nem sinal do Sócrates. Um almoço perfeito.

 

 

O Bom – A comida e o serviço

 

O Mau – A decoração

 

O Péssimo – O risco de levar com José Sócrates na mesa do lado

 

Por Ela

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