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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o chef da roulotte de street food que ganhou uma estrela michelin (e onde um prato custa menos de €2)

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Não é gralha. E também não é loucura deste vosso casal amigo (quer dizer, pelo menos neste caso...). Não, senhor. O prestigiadíssimo Guia Michelin atribuiu mesmo este Verão, pela primeira vez na sua História, uma estrela a um restaurante de comida de rua. Na verdade, foram duas as roulottes premiadas com uma estrela Michelin. O impensável aconteceu em Singapura e os premiados foram uma tasca que vende arroz e noodles de porco e outra que se tornou famosa na cidade por fazer uns deliciosos noodles fritos de frango com molho de soja.

Ambos os balcões ficam em food courts sem ar condicionado (o que com o calor de Singapura é sinónimo de destilar três litros de água durante um almoço). Os clientes esperam em pé, numa fila, para fazer o seu pedido e depois podem sentar-se em mesas comuns que servem todos os restaurantes e onde o calor é quase insuportável.

 

como comer sushi como um verdadeiro japonês

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Más notícias: o wasabi não pode tocar no molho de soja. Péssimas notícias: o arroz também não deve ser mergulhado na soja. Terríveis notícias: o sushi não se come com pauzinhos – ou, pelo menos, algum tipo de sushi. 

Eu sei que é informação a mais para um post só, mas depois de anos e anos a ver a minha querida Mulher Mistério a entrelaçar os pauzinhos nos dedos para tentar pegar numa peça de sushi que acaba invariavelmente desfeita em centenas de bagos de arroz espalhados pela mesa, resolvi investigar o assunto: não propriamente o que provoca a descoordenação motora que faz Dela um Eduardo Mãos de Tesoura à mesa, mas antes as mais elementares regras de etiqueta nipónica que a podem ajudar a comer sushi decentemente.

Mas antes que feche os olhos e que imagine uma Paula Bobone de olhos em bico aqui deste lado do computador, deixe-me esclarecer que não se trata apenas das regras de boas maneiras à mesa – mas também da melhor forma de saborear o sushi.

Os conselhos são dados por Naomichi Yasuda, um chef japonês com um restaurante em Tóquio, neste vídeo do Munchies, e por três artigos: um do jornal online Huffington Post, outro da Matador Network e um último do site Gaijin Pot, dedicado ao Japão. Agora abra o caderno de notas e comece a apontar. Mas antes de começarmos, o melhor é lavar as mãos, porque os makis devem ser pegados com os dedos. 

 

massa chinesa com queijo da serra e alecrim (ou como aproveitar a casca do queijo da serra)

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O momento em que nos despedimos pela última vez de um Queijo da Serra é sempre um momento triste e difícil de ultrapassar nas nossas vidas. Esta semana, foi com alguma pena que olhei pela última vez para uma raquítica casca de queijo amanteigado que durou apenas uma semana no prato – cá em casa acho que as crianças aprenderam a gostar de queijo antes de terem aprendido a falar. E foi no momento que que me preparava para começar as cerimónias fúnebres, junto ao caixote do lixo, que parei e olhei para o meu lindíssimo seminovo tacho que a minha querida Mulher Mistério fez a delicadeza de me oferecer. 

– Alô, Terra chama Ele! Acorda, homem! Olha para as infinitas oportunidades que existem ao juntares estas duas preciosidades: um tacho e uma casca de queijo da Serra! Não deites isso fora, seu cérebro de perú!

A voz segura do meu neurónio esquerdo soou-me como uma premonição nos ouvidos. Parei a dez centímetros do saco do lixo e recuei lentamente em modo rewind até ao balcão da cozinha. Parecia o Michael Jackson a dançar o Thriller para trás.

 

 

os 6 melhores pequenos-almoços do mundo

Lamento, mas este texto não é para si. Este texto é especialmente dirigido à minha querida e distinta Mulher Mistério. Por isso, se não quiser ser um cusco incapaz de resistir à tentação de ler a correspondência alheia, faça o favor de seguir em frente e dirigir-se rapidamente para o blog do Flávio Furtado.

Já foi? Óptimo, então posso continuar.

Minha querida e estimada Mulher Mistério, agora que ninguém nos ouve, aqui vai: descobri o mais espectacular ranking que estes olhos já viram. Eu sei que tu achas que estás de dieta (pelo menos, há três anos, por muito que a dieta o desminta...), mas tens de fazer mais uma interrupção. A tua revista preferida, a Condé Nast Traveler, fez um top dos 6 melhores pequenos-almoços do mundo. Exactamente, a tua refeição preferida. Aquela altura do dia em que, por mais dietas que existam, nunca resistes a uma panquecazinha, a uns ovos mexidos com queijo derretido, a um croissantzito com doce ou a uns delicados scones quentinhos (tu insistes nos diminutivos porque achas que assim engorda menos, não é?).

Pois bem, a Condé Nast Traveler reuniu os seis melhores pequenos-almoços que os seus editores já provaram. E há de tudo: desde os ovos benedict mais leves de Londres até ao divinal pão feito ao vapor em Hong Kong. Mas o melhor é leres e veres com atenção.

 

Chiltern Firehouse, Londres, Reino Unido

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De noite, é o restaurante da moda no Reino Unido – aqui tanto podes encontrar o ex-primeiro-ministro David Cameron como a actriz Cara Delevigne. De manhã, é um recanto tranquilo, acolhedor e cheio de charme – e, nessa altura, podes encontrar os tais ovos benedict de galinhas de raça criadas ao ar livre ou aquele que é considerado um dos melhores fiambres do país, curado com ácer. Há mais, especialmente os bolos e as sobremesas, mas acho que para já isto chega para te convencer. Ah, é verdade, quase me esquecia: o chef é o Nuno Mendes que tu adoraste quando experimentaste a comida dele na Taberna do Mercado (está aqui o teu texto).

 

 

 

5 dicas surpreendentes para acabar com o desperdício de comida em casa

Todos os anos, nos Estados Unidos, cerca de 40% de toda a comida acaba no lixo. Isto representa um aumento para o dobro do que se desperdiçava nos anos 70. As pessoas compram comida a mais, os restaurantes cozinham comida a mais e até os pratos cresceram de tamanho e levam comida a mais. Por outro lado, há milhões de pessoas a morrer à fome em todo o mundo.

Infelizmente, o desperdício alimentar não existe só nos Estados Unidos. Em todos os países desenvolvidos – incluindo Portugal – os supermercados deitam fora fruta e legumes que têm mau aspecto e, em casa, muitas vezes a comida vai para o lixo só porque passou o prazo de validade, apesar de ainda estar óptima.

Ainda esta semana, tive de comer dois iogurtes que não me apetecia nada só para explicar ao meu Mini-Misterioso mais novo que um iogurte aguentava dias ou até semanas impecável depois do fim do prazo de validade. E é por isso que hoje tenho aqui 5 óptimas dicas para evitar o desperdício de comida em casa. Os conselhos vêm de um fantástico trabalho que o jornal digital Huffington Post está a fazer ao longo deste mês, com conselhos simples para reduzir o desperdício (e que pode ver aqui).

 

O que fazer aos morangos que estão a apodrecer?

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Chips de morango. Já ouviu falar? Se não ouviu, está na hora de ouvir. E de provar. Quando os morangos começam a ficar muito maduros, quase a apodrecerem, corte-os às fatias e coloque-os num tabuleiro, por cima de uma folha de papel vegetal. Tempere-os com um pouco de pimenta moída no momento e leve-os ao forno, pré-aquecido a 80º C, durante cerca de três a quatro horas. Vá confirmando e retire-os quando estiverem estaladiços. Veja a receita completa aqui

 

vídeo: estrangeiros provam os petiscos portugueses mais estranhos

 

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Num momento em que a cozinha portuguesa está a fazer sucesso internacional – com o restaurante Belcanto considerado pela Condé Nast Traveler o melhor restaurante do mundo (veja aqui) – e em que Portugal está cheio de estrangeiros, resolvemos fazer uma visita turística guiada pelos petiscos tradicionais mais estranhos do País. Desta vez não levámos os turistas a provar o fantástico robalo do Guincho grelhado. Ou as maravilhosas gambas do Algarve ao sal. Ou a fabulosa posta mirandesa na grelha. Ou o indescritível arroz de lingueirão. Ou o divinal cozido das Furnas. Nada disso. Desta vez, decidimos levar sete bocas estrangeiras a provar os mais estranhos petiscos típicos portugueses. Daqueles que até a nós nos fazem pensar duas vezes antes de dar a primeira dentada. Num vídeo com o apoio da Momondo e que pode ver aqui.

 

Estrangeiros provam petiscos estranhos portugueses

Agora que chegou o Verão e Portugal está cheio de turistas, convidámos sete estrangeiros para provarem os petiscos portugueses mais estranhos. Veja o que uma polaca acha de uns ovos mexidos com mioleira. Ou como um austríaco reage a uns molhinhos de tripas. Um vídeo com o apoio da momondo. Veja tudo aqui: http://goo.gl/dEQ1GL Os petiscos foram preparados pelo Chef Igor Martinho, no espaço das MOB Cozinhas, no Atrium Saldanha. #video #tastetest #casalmisterio

Publicado por Casal Mistério em Segunda-feira, 4 de Julho de 2016

 

 

5 sugestões para um almoço saudável e fácil para a praia

Há duas hipóteses para sobreviver a um dia de praia sem desfalecer de fome: enfiar-se numa daquelas barracas junto aos toldos e encher-se de hambúrgueres, sanduíches, maioneses fora de prazo e outros atentados declarados à sua saúde; ou levar uma lancheira de casa com qualquer coisa. Eu sei que dá trabalho, pesa e é pouco agradável andar de lancheira atrás. Mas já não estamos a falar daqueles gigantes tijolos de plástico azul e branco da nossa infância. Hoje em dia as lancheiras são confortáveis mochilas em que cabe tudo lá dentro. E isso pode ser a diferença entre uma tarde saudável ou uma tarde para lá das três mil calorias.

Quando o dia de praia começa de manhã levamos sempre wraps (e isso dá um post para cada receita: salmão fumado e queijo Philadelphia, tomate e mozzarella, frango e cebolinho...); quando saímos mais tarde, como hoje, levamos só alguns petiscos saudáveis: é mais rápido, mais simples e mais eficaz.

 

 

os 6 alimentos que anthony bourdain tem sempre na cozinha

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É um verdadeiro choque. Se achava que a cozinha de Anthony Bourdain era feita só de trufas, caviares, reduções de Vinho do Porto e outros alimentos especialíssimos, prepare-se para a desilusão. Numa entrevista à revista Adweek, depois de ter sido considerado um dos 30 nomes mais influentes do mundo na área da comida, o chef e apresentador de televisão confessou quais são os alimentos que tem de ter sempre na sua cozinha e...

...pausa...

...suspense...

...não há cá trufas – há massa de cotovelinhos. Eu sei o que é que está a sentir neste momento, eu já passei por isso mesmo. Mas o melhor é ler as justificações do chef.

 

 

3 formas de manter a alface fresca durante 10 dias no frigorífico

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Cada vez que olho para as alfaces desta casa, no final de cada semana, lembro-me sempre das bandeiras do Sporting no final da época. Não é que a cor mude, mas as folhas estão claramente mais murchas e sem aquele aspecto delicioso do início da semana. Especialmente agora, no Verão, quando se consome salada nesta casa ao ritmo a que a Mota-Engil contrata ex-políticos.

Foi, por isso, com a mais profunda e sincera satisfação que descobri estas três extraordinárias dicas do sempre sábio site The Kitchn. Tudo para conseguir conservar a alface fresca e verdinha, durante 10 dias, no frigorífico. Ou os espinafres. Ou os agriões. Ou a rúcula. Ou os canónigos. Ou qualquer outro verde que goste de juntar à salada. E a primeira é totalmente inesperada.

 

os 11 melhores truques para descobrir se a fruta está mesmo madura

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É uma das grandes falhas deste vosso humilde cozinheiro mistério. Sim, confesso, tenho falhas. E há quem ache que são grandes. Sim, Ela faz questão de me atirar isso à cara.

A minha grande falha (e estou profundamente convencido de que será a única) é não saber escolher fruta. Limito-me a apalpá-la: se estiver mole, é porque é boa; se estiver dura, está verde. É claro que esta técnica infalível cai por terra à primeira mordidela num pêssego farinhento. Ou numa fatia de melão empapada. Ou numa meloa sem sabor. 

Foi, por isso, com enorme alegria e profunda satisfação que encontrei este milagroso artigo do Huffington Post. Aqui estão os melhores truques que aprendi:

 

 

vídeo: levámos 5 miúdos a almoçar num restaurante michelin para celebrar o dia da criança

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Qual a melhor maneira de celebrar o Dia da Criança se não for sentado à mesa com uma magnífica refeição à frente? O problema é que aquilo que é magnífico para um inspector do Guia Michelin pode não ser tão magnífico assim para uma criança de seis anos. E, por isso, decidimos lançar o desafio ao chef Joachim Koerper, detentor de uma honrosa estrela Michelin no restaurante Eleven, em Lisboa, e outra acabadinha de ganhar no Eleven Rio, no Rio de Janeiro: será possível conquistar cinco crianças dos 5 aos 8 anos com amuse bouches, peixes marinados e pratos de autor?

 

 

 

as dicas essenciais de gordon ramsay para fazer a massa e o arroz perfeitos

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A única forma segura de interagir com Gordon Ramsay é esta: ele na Austrália e nós aqui, à frente do computador, protegidos dos seus inflamados ataques de fúria por milhares de quilómetros de distância. E é assim que pode conhecer as dicas essenciais do chef mais polémico do mundo da culinária para fazer a massa e o arroz perfeitos. E se ele diz que são perfeitos, é melhor não duvidar porque senão ele mete-se no avião para lhe explicar pessoalmente, no mesmo tom de voz com que fala com os seus cozinheiros. Agora pegue no bloco de notas e toca a decorar tudo.

 

neste título só preciso de lhe dizer três simples palavras: risotto de morangos

Abra essas goelas de espanto que este texto é um verdadeiro golpe de Estado culinário. Descobri a mais inesperada, surpreendente, original e impensável receita de risotto. Uma receita que é capaz de misturar a cremosidade do risotto com a doçura da fruta. Uma receita que consegue dar-lhe um prato perfeito para os dias de calor.

Senhoras e senhores, meninos e meninas, apresento-lhes o risotto de morango. Como é que eu nunca me lembrei de uma combinação destas na minha intensa vida de provador oficial do reino cibernético? Porque infelizmente nunca antes tropecei nesta maravilha do fantástico site Food52. Foi nessa meca da cozinha que descobri esta tentação irresistível.

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rolinhos de massa folhada recheada com queijo, o aperitivo ideal para petiscar durante a tarde

As escolhas gastronómicas nesta casa parecem as variações da meteorologia em Portugal. Tanto optamos por refeições hiper-saudáveis, como estas bolachas de batata doce que a minha querida Mulher Mistério ensinou a fazer aqui, como mergulhamos em receitas ultra-calóricas, como estas divinais mini-panquecas holandesas que eu descobri aqui. E hoje é dia de caloria. Por isso, é que eu tenho esta espectacular receita de rolinhos de massa folhada recheados com queijo, do fabuloso site Food52.

Há dois anos, já me tinha deixado encantar por esta receita de triângulos de massa filo com parmesão e alecrim, do inigualável Gordon Ramsay, que pode ver aqui. Mas agora, quando descobri a massa folhada recheada com queijo, entrei num admirável mundo novo. Só de ver o queijo derretido a sair de dentro da massa, já me dá tremuras. 

Tudo o que vai precisar para fazer esta delícia é de uma boa massa folhada, queijo parmesão (ou outro de que goste mais, eu adoro o queijo de São Jorge mais curado), alecrim, pimenta preta moída no momento, 1 ovo e um pouco de farinha para polvilhar em cima do balcão.

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como fazer o húmus mais cremoso e delicioso do mundo

Pare! Antes de começar a barafustar contra este género de títulos definitivos e ligeiramente irritantes (eu sei, admito...), deixe-me explicar: a revista Bon Appétit – que está para o mundo da culinária assim como o Dicionário da Etiqueta, da Paula Bobone, está para o mundo do Cláudio Ramos – elegeu esta como a melhor receita de 2015. E não é só. O conceituado site Food52 diz que a receita é simplesmente genial. E os críticos gastronómicos não se cansam de elogiar a textura tipo creme de pasteleiro, a leveza tipo nuvem e o sabor tipo viciante.

Perante todos estes tipos, não tive outra alternativa senão apresentar-me aqui hoje, com um baraço ao pescoço, para assumir que, de facto, tive de fazer este título. A receita é maravilhosa e é do genial chef israelita Michael Solomonov, responsável pelo não menos genial restaurante Zahav, em Filadélfia, nos Estados Unidos. Mas vamos deixar-nos de conversas e passar à acção.

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