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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

muffin de maçã no microondas para fazer em apenas 6 minutos? irresistível!

Tenho de confessar que sou uma privilegiada. Fui super mimada, ontem, no Dia da Mãe. Os meus filhos foram amorosos mas o meu querido Marido Mistério foi, como sempre, inexcedível. Entre flores, presentes e várias surpresas, tive ainda direito a um almoço e a um jantar especial. E claro, sobrou comida para uma semana. Como sou poupadinha, peguei num puré de maçã, que restou de uma das mil receitas que ele fez, para preparar este delicioso muffin de maçã. A receita do blog Civilized Caveman Cooking suscita-me uma dúvida existencial: é uma sobremesa, um lanche ou um pequeno-almoço? Pode ser o que nós quisermos, como é evidente! E por isso vou fazer hoje mesmo para começar a semana em grande. São só 5 minutos de preparação e 1 minuto no microondas.

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um muffin de queijo, ovos e legumes com menos de 100 calorias? quero, claro!

Diz a autora desta receita que são 50 calorias de ovo, 20 calorias de legumes e 20 calorias de queijo por muffin. Saudáveis, fofinhos, super saborosos e portáteis, são um ótima ideia para um jantar light, um almoço no escritório ou mesmo um lanche na escola. E a fibra dos legumes enche durante mais tempo. O melhor de tudo? Pode fazer de véspera, porque aguentam no frigorífico durante uma semana. Depois, é como preferir: ou come frio ou aquece no micro-ondas.

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Ingredientes  

Para 12 muffins

  • 1 chávena e meia de cenouras descascadas e picadas
  • ½ chávena de um pimento cortado em pequenos cubos
  • ½ chávena de ervilhas congeladas
  • ½ chávena de milho congelado
  • 8 ovos
  • Sal e pimenta q.b.
  • 12 colheres de sopa de queijo mozarella cortado

 

Pré-aqueça o forno a 190º C. Unte muito bem uma forma de 12 muffins, se não tiver, use formas individuais. É muito importante que as formas fiquem bem untadas. Numa taça grande, junte as cenouras, os pimentos, as ervilhas e o milho e agite para os misturar bem. Coloque cerca de três colheres de sopa da mistura de legumes em cada forma de muffin ou o suficiente para encher cerca de 2/3 da forma. Distribua de forma igual em todas. Reserve.

Num copo de medida, abra os ovos e bata-os. Junte sal e pimenta e volte a bater os ovos. Coloque entre duas a três colheres de sopa de ovo em cada cavidade ou forma, distribuindo igualmente por todas. Finalize com uma colher de sopa bem cheia de queijo. Leve ao forno entre 18 e 20 minutos ou até os muffins ficarem com um aspeto ligeiramente dourado. Vão crescer no forno mas vão baixar depois de arrefecerem. Espere 10 minutos antes de os retirar das formas. Use uma faca pequena para ajudar a soltar os muffins e retire-os com uma colher. Depois desta receita, fiquei fã número um da autora do blog Averie Cooks. Não deixe de espreitar a receita original.

 

Boas receitas, de preferência boas e light,

Ela

 

receita e foto: averiecooks

o novo spot cool da comporta: a padaria que não é uma padaria

Eram seis e meia da tarde quando chegámos à Comporta. Tínhamos uma hora e meia de paz entre o início da ventania na paradisíaca praia de Soltroia e o princípio do massacre dos mosquitos na pitoresca aldeia alentejana. Não era muito tempo, mas era o tempo suficiente para experimentar um novo micro spot que abriu no centro da aldeia há menos de dois meses. Dentro de uma daquelas lojas cool onde um biquiní pode facilmente custar tanto quanto a roda de um carro, a Padaria é um balcão e duas mesas. Bem decorada ao estilo hippie chic que tomou conta da Comporta nos últimos anos, serve copos de vinho, tostadas, sumos naturais e umas maravilhosas ostras do Sado.

Na rua tem mais três mesas minúsculas com troncos de árvores a fazerem de bancos, ao lado de uma esplanada de um café/taberna local com mesas e cadeiras da Coca-cola, onde é frequente encontrar um velhinho agarrado a uma cerveja enquanto protesta aos gritos contra o Mundo.

O ambiente 

É neste cenário que é fácil encontrar os habitantes hippie chics da Comporta: mulheres descalças a passear-se na rua com um panamá Brent Black de 500 euros na cabeça, homens de chinelos nos pés mas que trocam de óculos escuros três vezes ao longo do dia... É esta a clientela da Padaria: homens e mulheres demasiado preocupados em parecer despreocupados.

Mas, se não se incomodar em ouvir a palavra "Instagram" pronunciada num tom suficientemente alto para se tornar ouvido e suficientemente britânico para se tornar reparado, vale a pena passar por aqui. Preferencialmente durante a semana, especialmente antes da segunda quinzena de Julho.

 

A ementa 

Nada aqui é barato. Antes pelo contrário. Mas é bom. E original.

As tostadas

As tostadas são substancialmente diferentes de uma tosta. Sem uma segunda fatia de pão a cobrir o recheio, são mais leves e têm combinações diferentes: hummus e rúcula, tomate e presunto, queijo feta, mel e orégãos, e pera abacate. Optei pela de tomate e presunto e convenceu-me – feita no momento, tem bom pão, bom presunto, bom tomate e bom azeite, o que, somando todos os bons, dá um fantástico petisco.

As ostras

Eu e a minha querida Mulher Mistério partilhámos um copo de vinho branco estupidamente gelado e duas doses de ostras que é como quem diz: duas ostras para cada um, a cinco euros a dose! Ah, e tal, compensa: estamos num sítio único com vista para o mar. Infelizmente, não. Estamos no meio do passeio, com carros a estacionar à nossa frente, tias a fazer compras e habitantes locais a beber minis. Mas este é o espírito da Comporta.

As ostras estavam óptimas, mas é possível comê-las a um preço mais razoável. Se pegar no carro e for até à Carrasqueira, pode comprá-las directamente no viveiro onde os senhores da Comporta as vão buscar. E, pelo caminho, ainda pode ver o lindo porto palafítico da aldeia.

Os muffins e os sumos 

A nossa equipa de futsal deliciou-se com um muffin de chocolate com pedaços (um pouco doce demais), um muffin de caramelo e nozes (melhor) e um sumo natural de melancia (maravilhoso). 

A Padaria tem ainda carpaccios e uma espécie de piquenique para levar para a praia: o "Faz-te à praia" é um pack de papel, com uma lata de conserva, tomate, pão, ervas, salada de couscous, empada e um muffin.

O serviço 

Há o tal problema da pronúncia britânica e do tom afectado que abre as vogais no fim de cada frase. Mas também é exigência a mais. O casal que gere a Padaria é muito simpático, conversador e preocupado em saber se os clientes gostaram ou não. E isso é o mais importante. Pagámos 30 euros por um lanche, mas senti-me bem ali. E era bem capaz de voltar – num fim-de-semana de calor como este, a uma hora sem mosquitos.

 

Um abraço para as melgas da Comporta, onde quer que elas estejam,

Ele

o meu pequeno-almoço à badocha americano no starbucks

Pergunta inocente: há quanto tempo não assiste à seguinte cena?

Um senhor de cabelo branco entra num café, tira a carteira para pagar a conta na caixa e deixa cair as moedas ao chão. Do outro lado do balcão, ouve-se:

- Deixe estar que eu o ajudo.

A rapariga, com pouco mais de 20 anos, dá a volta, sai de trás do balcão e ajuda o senhor a apanhar as moedas. Depois, volta para o seu lugar e continua a atender os outros clientes.

Eu sei que deveria ser um comportamento básico de qualquer pós-adolescente. Mas, sinceramente, costumo ouvir com mais frequência pessoas a dizerem "Oh velho despacha-te!" do que "Deixe estar que eu o ajudo". Aqui, no Starbucks, não. E eu gosto disso. Gosto disso e gosto que me tratem pelo primeiro nome, sem o habitual "Senhor" antes. E gosto da decoração despretensiosa. E gosto do ambiente descontraído. E gosto dos clientes a trabalharem com os seus computadores no colo. E gosto da música que alterna entre o fado tradicional e o indie rock sueco. E gosto da Internet gratuita sem ninguém nos perguntar se não queremos consumir mais nada. E gosto das extensões com fichas triplas onde podemos ligar o computador à corrente sem pedir licença. E gosto das canecas. E gosto dos sofás. Basicamente, gosto de me sentir em casa. E aqui isso é possível.

É claro que tudo isto se paga. E não é pouco. €1,10 por uma bica lisboeta ou um cimbalino portuense é uma excentricidade. Mas, como aqui eu não bebo café expresso, a crueldade da conta dilui-se na simpatia do serviço.

Este é um sítio para tomar um bom pequeno-almoço americanizado no meio de um shopping, parecendo que está sentado no meio da sua sala. O café preto de saco, à antiga, é uma maravilha que eu não dispenso de vez em quando. Ela é mais capuccino, cafe latte, macchiato e outras maravilhas com quatro dedos de espuma. Eu também gosto dessas Nespressisses. Mas, de vez em quando, sabe bem um café preto de saco, sem leite, em caneca grande.

Para acompanhar alterno entre os deliciosos bagles e os divinais blueberry muffins. Mas há mais hipóteses: bolos fantásticos, bolachas gigantes de chocolate, donuts, croissants, etc. E até há produtos sem glúten ou com leite de soja.

Eu sei que lá em casa vigora actualmente a ditadura da dieta. Mas é exactamente por isso que, de vez em quando, fujo para a minha sala de estar colectiva no Starbucks. E, enquanto como meio quilo de açúcar, escrevo tranquilamente textos como este.

O bom 

O serviço

O mau 

O preço

O óptimo 

O ambiente

 

Um bom café para si, onde quer que esteja,

Ele