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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

3 magníficas sangrias para refrescar este fim-de-semana de calor

Tenho uma confissão a fazer: gosto tanto de sangria como o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais gosta da Galp. Não é que alguma marca de sangrias alguma vez me tenha pago uma viagem a Paris para ver um jogo do Euro, mas é que cá em casa cada vez que o calor aperta a sangria desliza. A regra é muito simples: por cada grau centígrado a mais é um jarro de sangria a menos. E, como neste fim-de-semana as temperaturas vão subir pelo menos três graus, já tenho aqui três receitas de sangria para animar a minha querida Mulher Mistério.

 

Sangria de Espumante e Limoncello com Framboesas

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Esta receita do blog Damn Delicious é mais fácil de fazer do que descobrir um político com um convite para o Euro. Tudo o que precisa de fazer é misturar num jarro três chávenas de espumante (a receita original é com Prosecco, mas eu prefiro o nosso espumante bruto), uma chávena de Limoncello bem gelado, uma chávena de framboesas congeladas e seis raminhos de hortelã fresca. Coloque muito gelo e delicie-se: não há calor que resista. Veja a receita completa aqui.

 

 

e que tal uma sangria de cidra para brindar a este delicioso fim de semana de verão?

Tenho de confessar uma coisa: desde que o meu Filho Mistério mais velho chegou a casa com uma garrafa de Somersby vazia debaixo do braço (irra, que raio de moda!) que eu me tenho dedicado a investigar os malefícios da cidra para a saúde dos adolescentes. Agora preciso de confessar um bocadinho mais: quanto mais investigo, mais fico encantado com a bebida (espero que ele não leia este post...).

E foi durante uma das minhas expedições internáuticas anti-cidra que descobri esta maravilhosa receita do blog How Sweet It Is: sangria de cidra. Agora estou pacientemente à espera de um fim-de-semana em que ele não esteja em casa para a poder experimentar tranquilamente sem ouvir aquele embaraçoso: 

- Mas então a cidra não era péssima?...

Enquanto, não tenho esse momento de paz, resolvi partilhar a receita convosco. Vejam lá se não é maravilhosamente simples?

 

 

como fazer a sangria mais portuguesa de todas para apoiar a nossa selecção

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Uma verdadeira sangria portuguesa tem de levar coentros e Maçã Bravo-de-Esmolfe. E se for para beber durante a final do Euro, então tem de ser verde, encarnada e amarela – com as cores da bandeira nacional. Pois bem, meus caros concidadãos, é isso mesmo que temos hoje aqui, na Mansão Mistério: a sangria mais portuguesa de todas. Daquelas que faria o Viriato rebentar de orgulho e o Ronaldo rebentar com os franceses. Por cada golo de Portugal em Paris, vai ser um golo de sangria cá em casa. 

 

 

sangria branca de lima e melancia para acalmar os nervos durante o jogo de portugal

Oh, meu Deus, faltam 4 horas para o jogo começar e eu já estou tão enervada que nem consigo trabalhar. Já que temos todos os feriados de volta, devia também ser proibido trabalhar em dia de jogo… Por isso, já só penso no onze inicial e… na sangria que vou preparar esta tarde para ver a meia-final. Sim, porque jogo sem minis ou sangrias é a mesma coisa que o Cristiano Ronaldo sem abdominais! Não dá. Não existe. Não acontece. Impossível.

Por isso, já tenho todos os ingredientes prontos para quando chegar a casa preparar esta maravilhosa sangria de melancia que descobri no blog For Rent. Sim, porque, posso não ser um ás na cozinha, mas sou o Cristiano Ronaldo das sangrias!

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5 sangrias de espumante para fazer este verão (e brindar ao jogo de portugal)

Verão sem sangria é como um jornalista da CMTV sem microfone. No meu caso, fico perdido, a olhar para o infinito sem qualquer apoio para suportar os dias de intenso calor. E então se a sangria for de espumante, podem trazer os tambores e os gigantones porque vamos ter festa. 

É claro que, mal o dia 21 de Junho surgiu no calendário, eu surgi na Internet incessantemente em busca de cinco salvações para as minhas férias de Verão. E, depois de muito trabalho e ainda mais sofrimento, cheguei a esta magnífica finalíssima de cinco deliciosas sangrias de espumante. São todas fáceis de fazer e deliciosas de beber. Agora, vá lá buscar o jarro e o gelo que isto vai aquecer.

 

Sangria de Toranja e Melancia

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Esta receita do blog Whitney Bond é especialmente dedicada à minha querida Mulher Mistério. Desde que descobri aqui que a toranja emagrece que a tento convencer a beber todo o tipo de sangrias e afins porque têm umas rodelas de toranja. E esta sangria tem rodelas e sumo. Espalhe as rodelas de meia toranja no fundo de um jarro, com açúcar por cima, e esmague bem com um pilão ou uma colher de pau. Despeje o espumante (a receita original sugere uma combinação de espumante com vinho branco Sauvignon Blanc, mas eu só vou usar espumante) e o sumo de toranja e misture tudo. Acrescente uns cubos de melancia, uns pedaços de morango, 7Up, muito gelo e pode servir. Para saber as quantidades certas de cada ingrediente, veja a receita completa aqui.

 

 

sangria de rosé e morangos para se deliciar durante o jogo da nossa seleção

Chegou finalmente o verão e o calor, e tudo o que apetece são bebidas light, frescas e cheias de fruta. Eu tenho esta teoria de que a sangria não engorda muito porque costuma estar recheada de fruta, o alimento que os nutricionistas tanto adoram. OK, pode ter um bocadinho ou outro de álcool, ou um bocadinho ou outro de açúcar mas pode sempre substituir por adoçante ou não pôr de todo. Eu elegi esta deliciosa sangria, que descobri no blog da ótima Jennifer Meyering, para ser a bebida oficial do jogo de hoje cá em casa. Para os mais distraídos, que eventualmente estejam refundidos numa cave, hoje é dia de Portugal-Áustria.

E para fazer esta maravilha, só precisa de uma garrafa de vinho rosé, vodka com sabor a morango, Sprite, açúcar ou stevia (eu não costumo pôr açúcar e fica ótima) e morangos, cortados às fatias. Se quiser saber as quantidades certas de cada ingrediente espreite aqui a receita original.

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sangria de inverno com pêra e romã, uma bebida diferente para acompanhar a consoada

Um de Dezembro. Estou oficialmente imbuído do espírito natalício. Para me transformar no Pai Natal só preciso de começar a falar com renas todos os dias de manhã, porque a barba branca já tenho. Estou em contagem decrescente para esse grande momento que é a consoada: a festa, a reunião da vasta e alargada Família Mistério, a disputa com o meu cunhado para ver quem tem a árvore de Natal maior, a troca de presentes e, claro está, o fundamental, o essencial, o inexcedível, o indescritível jantar de Natal.

Confesso que acordo todos os dias a meio da noite com sonhos: não sonhos-sonhos, mas sonhos-doces. É verdade. Já fiz sonhos cá em casa e cada vez que acordo a meio da noite dá-me um vontade súbita de descer até à cozinha e comer, comer, comer. Até agora tenho resistido, mas não sei quanto mais tempo vou conseguir aguentar.

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sangria gelada ou granizado de sangria? escolha o nome que eu faço em apenas 5 minutos!

Estou doida para chegar a casa e celebrar a chegada do fim-de-semana com a pompa que o acontecimento merece! Ainda por cima, tenho há séculos no congelador um saco de frutos vermelhos congelados que, por várias vezes, me levou a questionar porque raio teria comprado aquilo. Encontrei a resposta nesta fantástica receita do incrível blog gimme some oven. A autora da receita original chama-lhe "frozen sangria", que traduzida à letra, significa sangria gelada, mas eu prefiro apelidá-la de "granizado de sangria". Depois de passar o verão a comprar granizados com as cores mais incríveis para os miúdos, eis que agora chegou a minha vez de beber um granizado mas... com muito estilo. Esta receita é tão fácil e rápida que demora apenas cinco minutos a fazer. Não acredita? Então veja!

e agora a pergunta mais importante da semana: onde é que se comem os melhores percebes? e o melhor camarão com arroz de alho?

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Eu sei que nem tudo é uma questão de tamanho, mas no caso dos percebes vale a pena sair de casa com uma fita métrica na mão. Quanto maiores, mais carnudos, mais tenros e mais saborosos. Os percebes estão para mim no Olimpo da culinária. São o marisco mais estranho, mas também aquele que tem o sabor mais aproximado com o do mar. Talvez a par das cracas, mas com uma enorme diferença: os percebes são maiores. E assim voltamos ao início da conversa: os percebes devem ser degustados de babete ao pescoço e fita métrica na mão. O babate protege-nos das incontroláveis esguichadelas de água salgada que são uma permanente ameaça à domingueira camisinha branca, a fita métrica garante-nos que estamos a comer marisco decente.

Foi assim que eu saí de casa num destes dias (sim, numa figura relativamente ridícula...) à procura dos percebes mais avantajados da região de Lisboa. E encontrei-os, como já suspeitava, na Praia das Maçãs, ao pé de Sintra. O restaurante chama-se Búzio, mas deve ter sido uma desatenção do pai no dia do registo, porque este é o paraíso do percebe. Felizmente não é só. Por isso o melhor é fazer um rápido flashback até ao início de tudo.

 

 

a sangria do amor, que é como quem diz, um delicioso e incrível espumante com amoras

Hoje acordei apaixonada. Apaixonada pela vida, pelos meus queridos filhos, e claro, pelo meu querido Ele. E decidi celebrar o amor e a vida. Como? Dando abraços a desconhecidos na rua? Não. A prender cadeados em pontes? Não? A cantar serenatas à chuva? Não. A fazer a chamada sangria do amor... há lá bebida mais romântica? O blog da jacquelyn clark acha que não e quem sou eu para discordar?

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sangria de vinho verde com melão, pepino, hortelã, lima e manjericão

Quando descobri esta receita não resisti a partilhar. Primeiro, porque adoro sangria, depois porque adoro melão e uvas, e terceiro porque adorei descobrir num blog de uma americana a receita de uma sangria de vinho verde português. E gostei mais ainda da descrição que ela faz do nosso vinho verde: "sempre fui fã do italiano Prosecco (gasoso e, claro, seco), por isso fiquei fascinada quando descobri o seu parente mais suave, o vinho verde português. Se o Prosecco é como a língua italiana – impetuoso e um pouco atrevido, o vinho verde é como o português – subtil e aveludado, como um suspiro". Fiquei rendida a esta descrição, e por isso, mais rendida fiquei a esta deliciosa e surpreendente receita do blog The Bojon Gourmet.

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sangria cítrica com vinho do porto (mas sem açúcar)

Já experimentou fazer sangria sem açúcar?

Porquê?

Porque nós, já.

E resulta?

Se resulta!

Mas é doce?

Claro que é.

Depois de passarmos a fase dos porquês, vamos à receita. Só precisa de juntar todos aqueles refrigerantes que é habitual juntar nas sangrias dos restaurantes em versão sumo natural. E os meus sumos naturais preferidos são os sumos cítricos. Ao lado do doce da hortelã e do vinho do Porto, faz uma mistura perfeita.

 

 

sangria branca de pêra e maçã para um fim de tarde em dieta

Vou confessar-vos um segredo: o pior da dieta é não poder beber um copo de vinho branco, uma cerveja estupidamente gelada ou as maravilhosas sangrias que inundam as festas ou os fins de tarde por esta altura. Não resisto. Adoro. E sofro. Porque queria beber e não posso. Até que descobri esta receita do fantástico blog Love Grows Wild. E pensei: pêra e maçã não engordam, certo? Então posso beber! Ah e tal, tem um bocadinho de vinho, de licor, de açúcar… qual é o mal? Se é só um bocadinho… e posso pôr adoçante em vez de açúcar! Que se lixe. Vou fazer.

 

 

o bar do peixe no meco

Peço desculpa por actualizar o blog apenas a esta hora, mas a culpa é da CMTV. Depois de ontem ter esperado uma hora à frente da televisão para ouvir a primeira entrevista com o Dux do Meco, depois de ter sido coagido a ver três vezes a mesma peça repetida sobre a reconstituição da noite do acidente no CM Jornal, depois de ter percebido que afinal a primeira entrevista com o Dux era a repetição incansável da frase "Neste momento apenas falo com as autoridades", depois de ter visto o José Carlos Castro amuado no ar porque provavelmente achou exagerada a expressão "primeira entrevista" para ouvir alguém dizer que não falava, depois de ter percebido que o Dux afinal era mais inteligente do que as jornalistas que o perseguem na rua, depois de ter desperdiçado metade da minha Noite dos Namorados com o Meco, o Dux e a CMTV, hoje de manhã tomei uma decisão importante na minha vida: fui almoçar ao Bar do Peixe, na praia do Meco.

Acordei cedo (por volta das 11h, para um sábado não está mal), meti a equipa de futsal na camioneta e atravessei a Ponte 25 de Abril com um sorriso na cara. Meia hora depois, estava no Meco, sentado à mesa de frente para o mar. E foi aí que percebi a falta que o sol me tem andado a fazer - a mim e ao José Carlos Castro. É que um bocadinho de luz natural depois de duas semanas como estas é melhor do que um Guronsan depois de uma noite no Lux. 

 

 

O ambiente

É provavelmente um dos restaurantes mais bem localizados nos arredores de Lisboa. Mesmo em frente ao mar, com uma esplanada enorme sobre a areia e com uma gigante parede de vidro a separar a sala interior da praia, tem vista para um dos melhores cenários, onde o sol gigante se põe em cima do mar. Um pouco barulhento, confuso e com música alta de noite, é sempre melhor escolher a esplanada quando puder. Mas o interior é clean e simples. É uma mistura da sofisticação dos restaurantes de praia da Comporta com a descontracção do ambiente do Meco. E tem duas enormes vantagens em relação à Comporta: é mais perto de Lisboa e não está constantemente a ouvir a senhora da mesa ao lado a repetir "Olá querida, 'tá boa?" para cada pessoa que passa.

 

 

O serviço

Há duas estações do ano no Bar do Peixe: a estação Cheia de Gente e a estação Assim-Assim. Na primeira, o serviço é mais caótico e demorado. Falham alguns detalhes, mas há sempre um enorme esforço para que tudo corra bem. Na segunda, o serviço é rápido, eficiente e especializado - os empregados sabem responder às suas perguntas sobre a comida e sabem sugerir aquilo que deve pedir. Em qualquer uma das duas estações, não há empregados mal-encarados nem a fazerem um frete. Se não o atendem melhor, é porque não conseguem. No entanto, o que realmente interessa aqui não é o serviço, é...

 

 

...A Ementa

Os petiscos

Este é um dos poucos restaurantes que tem lapas. Grelhadas com manteiga e alho, são uma especialidade nos Açores e na Madeira e um verdadeiro desperdício no continente. Existem aos milhares nas rochas das praias ao longo de toda a costa, mas raramente são apanhadas e distribuídas pelos restaurantes. No Bar do Peixe, costuma haver - e é um petisco maravilhoso e surpreendente, que mistura o sabor a mar com o da manteiga e alho. Para além das lapas, vale a pena experimentar as amêijoas (boas, mas piores do que as lapas) e os perceves (óptimos, mas piores do que os da praia da Adraga). Tudo isto vem acompanhado com pão torrado com manteiga - uma maravilha perfeita para quem está de dieta (como deve calcular, não é o meu caso...).

 

 

O peixe

É fresco e muitíssimo bem grelhado. Pescado na zona, é um peixe que se separa em lascas brancas, brilhantes e compactas. Nós comemos um robalo com quase um quilo, escalado e cozinhado no ponto - húmido e com a quantidade ideal de sal. Não é fácil grelhar um peixe de um quilo e este estava perfeito - chamuscado por fora e suculento por dentro.

 

 

As bebidas

É fundamental falar disto antes de nos despedirmos. Se puder não ter de guiar a seguir ao almoço, é o ideal. Porque aqui bebe algumas das melhores caipiroskas do mercado. Não são doces demais nem ácidas de menos - são perfeitas e com gelo picado. Se conseguir, prove também a sangria branca ou de espumante. Sempre ajuda a ver a CMTV com outros olhos.

 

O óptimo

O peixe e as lapas

O bom

As caipiroskas e as sangrias

O mau

O barulho

 

Um bom dia de sol para si, especialmente se estiver junto à praia,

Ele