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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

a nossa noite de óscares

 

A noite de Óscares é demasiado especial para ser apenas mais uma noite em frente à televisão aqui em casa. Por isso, decidi criar um evento que, se correr bem, poderá tornar-se uma tradição anual: vou entrar na cozinha e fazer uma ceia digna de uma passadeira vermelha: elegante e light.

 

Ementa para a noite dos Óscares:

Aperitivo – pimentos padrón (já o vi fazer várias vezes: é só lavá-los e atirá-los para dentro de uma frigideira com azeite a ferver até ficarem escuros, porque não gosto deles muito picantes e quanto mais cozinhados menos picantes). Enquanto os passamos pelo sal e metemos um e outro à boca, entre goles de vinho para apaziguar a língua em chamas, ouvimos a maravilhosa Jennifer Lawrence vencer o Óscar de Melhor Atriz Secundária pela sua brilhante prestação em “Golpada Americana”. Se bem que o meu coração também se inclina para Julia Roberts que, além de continuar linda de morrer, mostra que é muito mais do que a pretty woman em “Um Quente Agosto”. Para qualquer uma delas seria o segundo Óscar.

 

E ainda antes de voltar para a cozinha, torço ferverosamente por Jared Leto para Melhor Ator Secundário, pela sua exímia atuação em “O Clube de Dallas”. Pensando bem, não ficamos nada mal servidas se subir ao palco o Bradley Cooper: sempre é um colírio para os olhos. Até de rolos na cabeça, aquele homem é giro, caramba.

É nesta altura que o meu querido marido mistério me faz uma tromba descomunal e eu fujo para a cozinha. Para fazer o quê? Aceitam-se apostas. Qual é o único prato que uma pessoa que não sabe cozinhar consegue fazer? Claro! Ovos mexidos. Sim, mas não são uns ovos mexidos quaisquer!

 

Prato principal – Ovos mexidos com parmesão e cebolinho. Parto os ovos e deito-os para uma taça. Misturo com um garfo três ou quatro vezes, só para partir a gema e não deixar ficar com a consistência de uma omolete. Passo o cebolinho por azeite a ferver, com o lume no máximo. Atiro os ovos e o parmesão previamente lascado lá para dentro. Mexo com uma colher de pau, e ao fim de 20/30 segundos desligo o lume, para não deixar os ovos secar. Continuo a mexer até as claras cozinharem. Depois retiro os ovos rapidamente da frigideira para eles não continuarem a cozinhar e acrescento tomate cherry.

Quase duas horas depois (porque isto tudo parece muito fácil quando é Ele a cozinhar mas, com a minha mania das limpezas, os meus timings são outros!), regresso à sala com a minha obra-prima nas mãos, mesmo a tempo de ouvir a diva Meryl Streep receber o seu quarto Óscar, se bem que Cate Blanchett (e a sua Jasmine) é uma adversária de peso.

Quanto ao Melhor Ator Principal, apesar do meu coração pender para Leonardo Di Caprio (que está magnífico em “O Lobo de Wall Street”), acho que ainda não vai ser desta que o menino bonito de Scorcese leva o Óscar para casa. Porque este é o ano de Mathew MacConaughey. A sua impressionante transformação e sacrifício para protagonizar “O Clube de Dallas” vão ser recompensados esta noite. 

 

E quando tento levantar-me do sofá para fazer uma sobremesa (ou seja, ir buscar Santini ao congelador), o meu corpo não deixa, e ferro a dormir antes de serem anunciados o Melhor Realizador e o Melhor Filme. Mas convenhamos, haja resistência e idade para gramar com uma maratona destas até de madrugada sem pestanejar.

 

Boa noite de Óscares,

Ela

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