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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casa da calçada, o refúgio ideal para um fim-de-semana a dois

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Já partilhei aqui que o meu querido Marido Mistério está convencido de que descobri o mundo com Ele. Invariavelmente, diz frases bombásticas aos nossos filhos do género:

– Fui eu que mostrei à vossa mãe o que são lapas.

– A vossa mãe nunca tinha experimentado lingueirão antes de me conhecer.

– A mãe descobriu o gin tónico comigo.

Os miúdos reviram os olhos e eu deixo-o acreditar nisso. Fica tão feliz só de imaginar que eu não tive uma vida antes dele. E é melhor deixarmos as coisas assim. Para quê remexer no passado, não é? Mas finalmente vou ter de lhe dar razão. Foi graças a Ele que descobri a maravilhosa cidade de Amarante, situada a menos de uma hora do Porto. Confesso a minha ignorância e o meu profundo desinteresse, ao ponto de já me irritar a insistência dele para irmos lá passar o fim-de-semana. Mas quando lá cheguei arrastada, fiquei pura e simplesmente rendida. O centro histórico da cidade é lindo e o hotel onde ficámos faz parte da paisagem. Situado numa mansão do século XVI, a Casa da Calçada tem uma vista deslumbrante sobre o rio Tâmega.

 

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O ambiente

Toda a decoração do hotel respeita a traça e a história do edifício, ou seja, é clássica, sóbria e elegante, muito Relais & Chateaux. Tanto as salas como os quartos, que foram renovados em 2001, têm mobiliário e detalhes antigos mantendo o conforto. O nosso quarto, com vista jardim, era enorme e espaçoso. Em tons de bordeaux, castanho e verde, era demasiado pesado para o meu gosto mas seria o quarto ideal para a minha mãe, por exemplo.

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Os quartos

À entrada, um corredor dá acesso a um closet do lado esquerdo, onde cabia a Família Mistério toda lá dentro (além do cofre e do minibar), e à casa de banho do lado direito – também ela gigante, toda em mármore e dividida em dois espaços distintos (a zona da retrete e do bidé está separada por uma porta de vidro). Tem banheira e ótimos produtos de higiene (da marca Castelbel que eu adoro), o duche é bom e as toalhas são ótimas: brancas, grandes e fofinhas.

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A cama, tal como o quarto, é enorme e confortável, com lençóis frescos e uma colcha branca leve. Todo o mobiliário é antigo, imponente e bem conservado: desde a poltrona de leitura à secretária idêntica à do escritório do meu avô, do espelho de corpo inteiro à banqueta forrada a tecido, aos pés da cama.

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E claro, não faltam as comodidades dos tempos modernos, como televisão por satélite e ar condicionado. Mas o melhor do quarto é, sem dúvida, a vista bucólica que entra pelas duas enormes janelas que dão para o jardim.

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A vista

Aliás, a vista é o ex libris deste hotel situado em pleno centro histórico de Amarante, com a ponte, o rio e a catedral mesmo em frente. A zona é animada e tem muita vida. E apesar de o hotel ter piscina exterior e um imenso jardim para desfrutar, o que apetece nesta altura é explorar a cidade e passear ao longo do rio.

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O nosso spot preferido foi mesmo o terraço do bar do hotel (where else?) de frente para o rio, onde Ele se deliciou com um fantástico porto tónico e eu com uma fresquíssima taça de espumante Casa da Calçada, ao fim da tarde. Os empregados, competentes e solícitos, trouxeram um prato de aperitivos sem pedirmos, o que achámos simpático mas também é o mínimo num hotel de cinco estrelas.

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O pequeno-almoço

Depois de uma noite muitíssimo bem dormida, tivemos de acordar cedo porque o pequeno-almoço só é servido até às 10h30. Enfim, lá descemos à sala de jantar, meio contrariados meio ensonados, onde encontrámos um buffet distribuído por duas grandes mesas com basicamente tudo o que se espera de um hotel de cinco estrelas: cereais, bolos, inúmeras variedades de pães (preto, integral, cereais e normal), croissants e diversas tostas, várias travessas de fruta, frutos secos, ovos mexidos, bacon e panquecas com molho de chocolate; tacinhas de Nutella, queijo fresco, queijo flamengo, fiambre, presunto e chouriço, entre outras coisas.

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Estava, de facto, tudo bom mas nada espetacular ou surpreendente. Digamos que cumpre, mas não se compara com o jantar de uma estrela Michelin que tivemos na véspera naquela mesma sala. Só que para saber tudo sobre essa experiência inesquecível terá de ler o próximo post aqui.

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O bom

Os quartos

O mau

A decoração demasiado pesada (para o meu gosto, é certo)

O ótimo

A localização e a vista

 

Leia também:

 

Um ótimo fim-de-semana (porque amanhã já é sexta! Yupi!),

Ela

 

fotos: casa da calçada

 

Nota: Todas as despesas das visitas efetuadas pelo Casal Mistério a restaurantes, bares e hotéis são 100% suportadas pelo próprio Casal Mistério. Só assim é possível fazer uma crítica absolutamente isenta e imparcial.

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