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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casas do côro, um refúgio de charme onde queremos voltar

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Nunca acreditei muito naquela fatídica frase “Não voltes ao lugar onde já foste feliz”. Aliás, sou apologista do oposto. Quando gosto muito de um sítio – porque guardo boas recordações ou porque fui bem tratada – quero muito lá voltar. Foi exatamente com essa sensação que fiquei quando, há muitos anos, passámos um fim-de-semana nas Casas do Côro. Na altura, (acho que foi em 2004 ou seria 2005?, a idade não perdoa!) tinha aberto há pouco tempo, a nossa equipa de futsal era menos numerosa, e havia muito menos quartos e casas no hotel do que há hoje. Por isso, quero muito lá voltar a conhecer toda a parte nova.

 

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O ambiente

O conceito é o do turismo de aldeia… mas em bom! Aqui respira-se bom gosto, sofisticação e conforto. Situadas no coração de Marialva, uma das mais importantes aldeias históricas de Portugal, e encostadas ao castelo, as casas têm uma localização única com uma vista deslumbrante. Plenamente integradas na paisagem, são várias casas típicas de aldeia, em granito, pedra e madeira. Todas construídas e decoradas à imagem do casal de proprietários, Carmen e Paulo Romão, que, ao descobrirem estas casas em ruínas, não descansaram enquanto não as compraram. As obras começaram em 1998 e prolongaram-se por dois anos. Em maio de 2000, as Casas do Côro abriram as portas ao público.

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A gastronomia

Lembro-me que fomos no inverno e a melhor recordação que eu tenho é da espetacular sala de jantar, situada no edifício principal, conhecido como a Casa do Côro, com uma imensa lareira, uma enorme janela e uma decoração com um misto de clássico e contemporâneo, onde cada detalhe foi pensado com paixão e, sobretudo, muito gosto. Na época, o pequeno-almoço era servido aqui (agora, segundo o site, foi criado um novo espaço para o efeito, chamado Atelier do Côro). Mas não tenho dúvidas de que o pequeno-almoço continua a impressionar: recheado de produtos caseiros, como pão cozido em forno de lenha, compotas, mel, sumos naturais (de laranja, maçã, cenoura e de outras frutas da época provenientes da horta biológica), queijo curado, requeijão, chouriço e lombo, ovos retirados directamente das galinhas e feitos no momento, bolos, tarte de maçã, torradas com azeite, entre outros… uma verdadeira perdição.

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Também servem jantares (diria banquetes) no Casão do Côro, sobretudo pratos típicos da gastronomia portuguesa mas com um requinte surpreendente, como cabrito desossado acompanhado com batata assada, castanhas e rolo de verduras, rolo de puré tosco de bacalhau com pão crocante, empadão de perdiz na cocotte, arroz de coentros com garoupa ao vapor, alheira de caça com ovos e arroz de morcela em trouxa de couve com redução de Vinho do Porto, entre outros, só para não dizer a lista toda. E as sobremesas? A palavra “conventual” diz-lhe alguma coisa? São de enlouquecer.

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Os quartos

Além da sala de jantar e da sala de estar, a Casa do Côro tem 5 quartos e uma suite, ideal para casais ou viajantes solitários. A decoração é um misto de clássico e moderno, com móveis antigos a contrastar com objetos contemporâneos e um certo minimalismo nas casas-de-banho. Há ainda mais sete casas independentes, todas diferentes umas das outras, com tipologias distintas, algumas com kitchenette, outras com 2 a 3 quartos, e sala, por isso, é uma questão de gosto e de preço, claro. Foi numa destas que nós ficámos. Apesar de o nosso quarto não ser muito grande, lembro-me de que era super quente e confortável, sobretudo as camas e os lençóis, frescos e suaves. Finalmente, há uma suite eco sustentável, moderna e, ao mesmo tempo, mais intimista e com maior privacidade, ideal para casais em clima de lua-de-mel.

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O exterior

Lá fora, a piscina tem uma vista deslumbrante para o castelo. O hotel tem ainda sauna e jacuzzi, além de um jardim que no verão convida a almoços prolongados. Quando lá estivemos, ainda não havia o espetacular deck com camas sobre a piscina e com a mesma vista de sonho.

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Atividades não faltam por aqui. Os proprietários organizam cruzeiros pelo Douro, passeios pedestres e de BTT, desportos náuticos, entre outros. A mim, basta-me uma excursão até à porta da Loja do Côro, onde se pode comprar algumas das maravilhas caseiras que são servidas ao pequeno-almoço e vários objetos de decoração. E só este deck já me está a encaminhar para aqui para fazer uma reserva.

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Aviso prévio: não é barato, então se formos em família, é caro. Mas isso, já são problemas que não me dizem respeito, não é meu querido Marido Mistério? Eu dou as ideias e tu pagas. Boa?

 

Boa viagem para nós,

Ela

 

fotos: casas do côro

 

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