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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

convento de belmonte, uma surpresa no interior do portugal profundo

Confesso que fui um bocado arrastada para esta pousada. Tinha espreitado o site e não me pareceu que fosse o meu género de hotel. Mas como tínhamos um jantar por aquelas bandas, perto da Guarda, Ele insistiu em passarmos ali a noite. Por isso, ia muito desconfiada.

dsc_1995.jpgChegámos à meia-noite e meia, podres e cansados, e fomos recebidos por um solícito rececionista encantado por partilhar connosco a história da pousada. Coitado, era o único ser acordado num raio de vários quilómetros, por isso, ficou feliz por poder conversar com alguém sobre o convento. Enquanto nos guiava até ao quarto, passámos pelo hall de entrada, pelo bar, pelos antigos claustros, por duas salas, uma antiga capela, uma imensa escadaria e um corredor interminável. E em cada parede, uma peça, uma janela ou uma obra de arte, todas originais do convento. E cada uma tinha uma história. Nada contra, adoro aprender coisas novas, e o senhor era de facto um amor, mas à meia-noite e meia?! Depois de o GPS nos ter levado por montes e vales sem saída?!

 

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O quarto 

Ao fim de uns imensos 15 minutos, lá conseguimos atingir a porta do quarto. Zacarias de seu nome. Todos os quartos do convento de Belmonte têm nomes de padres ou freis. E o nosso Zacarias era enorme, confortável e muito simpático. A cama era grande com um excelente colchão. As almofadas, os lençóis e os edredões eram de um branco imaculado e de um conforto sem igual. Sabem aquelas camas em que apetece atirar-nos para cima e ali ficar horas a fio?

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dsc_2110.jpgTambém as toalhas de banho são boas, grandes e fofas. A casa de banho era enorme, cabia toda a nossa família mais uns primos lá dentro, à vontade. Em cima de uma secretária antiga, uma garrafa (muito gira, toda estilizada) de água da fonte local chamou-me logo a atenção. Além da garrafa ter muita pinta, a água é provavelmente das melhores que provei na vida. Uma cortesia do hotel durante a estadia, mas se quisermos levar para casa são €22. (Eu disse que a garrafa era gira!)

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O hotel 

Dos quartos às salas, todo o hotel tem uma decoração propositadamente antiquada a fazer lembrar o interior de uma quinta dos nossos avós: em cada canto, deparamo-nos com sofás aparentemente velhos, peças de ferro forjado, móveis que são verdadeiras relíquias, objetos do antigo convento, entre outras preciosidades. Não é propriamente a decoração que escolheria para minha casa mas enquadra-se na perfeição na traça e nos corredores do edifício antigo, que data do século XIII. Mas, ao mesmo tempo, a pousada transmite modernidade e conforto. A zona da piscina, de fundo preto, e com uma vista deslumbrante, é um bom exemplo de como o antigo e o novo se encontram na perfeição por aqui.

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O pequeno-almoço 

Acordámos mesmo em cima da hora limite do pequeno-almoço. Chegámos tarde e éramos os únicos na imensa sala de jantar do convento. E ao contrário de muitos hotéis (que a essa hora nos olham de lado ou começam a levantar o buffet a uma velocidade estonteante), as empregadas receberam-nos com um enorme sorriso. E com esse mesmo sorriso, foram buscar ovos mexidos acabadinhos de fazer (dos melhores que tenho comido), mais queijo fresco e tudo o que estava em falta. O pequeno-almoço é digno de um hotel de 5 estrelas: além dos ovos e queijos vários, bolos e compotas caseiros, sumos naturais, pão variado, croissants, a lista é infindável. O serviço, tanto aqui como na receção, foi impecável, simpático e atencioso.

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Convém esclarecer que o convento de Belmonte pertence à rede das Pousadas de Portugal mas é um franchising, por isso, tem um site próprio e uma estrutura independente. Antes de regressar a Lisboa, ainda tivemos tempo para dar um mergulho na piscina do hotel e aproveitar a paz e o sossego daquela varanda com uma vista deslumbrante sobre o vale do Zêzere e a serra da Estrela. O balanço não pode ter sido mais positivo. Sobretudo para mim que ia com as expetativas baixas. Não há nada melhor do que ser agradavelmente surpreendida. E este hotel conquistou-me, em especial pelo conforto, serviço, simpatia... e pelo preço. Se marcar, como nós, à última hora, paga €104 por noite, com o pequeno-almoço incluído.

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O Bom

A recuperação do convento

O Mau

A decoração, apesar de adequada ao conceito, não faz o meu género

O Ótimo

As camas e o pequeno-almoço

 

Bom fim de semana,

Ela

 

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