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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

design and wine hotel: clássico por fora, fashion por dentro

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Ele tinha uma reunião no norte do país e isso, para nós, é sinónimo de escapadinha mistério. Distribuída a equipa de futsal por avôs, avós, avodrastas e avodrastos (benditas famílias modernas que oferecem mais ajudas e opções de acolhimento para a prole), rumámos a Caminha. Tinha marcado o Design and Wine Hotel, famoso por ter quartos que andam à roda. Infelizmente (ou felizmente) esses quartos não estavam disponíveis mas decidimos manter a reserva.

 

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No caminho para o hotel, achei por bem ligar para avisar que iríamos chegar tarde. Primeiro telefonema: toca, toca, ninguém atende. Segunda tentativa: idem idem, aspas aspas. Terceira: nada. “Será que fechou? Será que vamos bater com o nariz na porta?” Pânico. Medo. Quarta e desesperada tentativa: Aleluia. Atenderam. “Tudo bem, não há problema, estamos à vossa espera”. Ufa! Que alívio! O GPS levou-nos precisamente para o centro da vila que é simplesmente adorável. Estacionámos à porta e dirigimo-nos ao edifício histórico que alberga o hotel.

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O hotel

A fachada clássica esconde um espaço moderno e arejado. A receção, em tons de branco, é simpática e muito bem decorada, com alguns detalhes surpreendentes, como bicicletas antigas ou uma cabine telefónica britânica. O hotel tem duas áreas distintas: a do edifício histórico, renovado e modernizado por dentro, e a da estrutura high tech que se movimenta e alberga os cinco quartos “volantes”, digamos assim, ao fundo do jardim. Como não conseguimos um quarto em movimento, lá subimos a escadaria preta do edifício principal que nos levou ao nosso quarto estático.

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Os quartos

O quarto é bom, espaçoso e bem decorado. Em tons de preto e branco, dispensava as riscas pretas e encarnadas que atravessam paredes e teto (o que é que esta gente tem contra paredes brancas?), mas Ele, por exemplo, adorou. Depois tem pormenores deliciosos como um nicho na parede com uma máquina de costura antiga e uma secretária que não é mais do que a base dessa mesma máquina de costura. A cama é gigante e confortável, os lençóis são macios e fofinhos. A casa de banho, em tons de preto, tem um duche ótimo e está bem equipada. A única desvantagem é que as três enormes janelas dão para a praça central da vila que, à noite, é uma animação. Se for num fim de semana de festas e romarias, corre o risco de acordar ao som de bombos e tambores e achar que o fim do mundo se aproxima. De resto, recomendo vivamente este quarto… já os outros não são bem o meu género: não sei se não teria sérias dificuldades em adormecer com tanta informação à minha volta. Veja lá:

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O hotel justifica no seu site a decoração vanguardista dos 23 quartos: “são como uma paleta onde as artes tradicionais, como a pintura, a escultura ou a música, convivem com uma expressão mais contemporânea como a street-art ou a video-art”. Eu diria que convivem demasiado nestes quartos. Mas gostos não se discutem, e apesar dos excessos das paredes, os quartos são, de facto, bons e confortáveis. Cinco destes quartos situam-se na tal estrutura móvel, que ainda segundo o site permite aos seus hóspedes “usufruir de diferentes perspetivas sobre a foz do rio Minho, ao longo do dia”. Eu confesso que olhei e voltei a olhar e aquilo não me pareceu que se mexesse grande coisa. Ele ainda disse: “Não, repara, está mais para a direita do que ontem!” Mas acho que era Ele a querer emoção.

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O pequeno-almoço

É bom mas não é excelente. Como sempre, chegámos em cima do fecho e os ovos mexidos estavam secos, frios e quase no fim. Pedimos mais e trouxeram-nos novos: quentes mas secos na mesma. Não há café expresso, por isso, se quiser café com leite, já sabe, só café de filtro. O expresso paga à parte. De resto, como diria a minha querida mãe, “é passable”. A esplanada, onde bebemos o café e que nesta altura do ano é fundamental para aproveitar o tempo de Verão que por aí anda, é simpática e agradável.

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O serviço

Cumpre os mínimos olímpicos. Alguns funcionários eram claramente mais simpáticos do que outros. O campeão dos sorrisos foi um rapaz, com cara de estagiário, que trabalhava no restaurante, e que dobrava guardanapos com uma felicidade contagiante. Na receção, dão sugestões de passeios, restaurantes e atividades na região, como passeios de bicicleta, a €1 por hora. Nós optámos por rumar para outras paragens. Mas isso fica para um outro post num blog perto de si.

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Boas escapadelas,

Ela

 

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