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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

dim sum, light and fun, uma surpresa muito agradável nas amoreiras

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-“Dim o quê?”, perguntou a minha mãe, em choque.

-“Dim Sum, mãe! São pequenos pastéis cozinhados a vapor, super macios. São uma espécie de pastéis de massa tenra orientais, só que saudáveis!”, respondi com tal determinação que a convenci em dois minutos. A minha querida progenitora, tal como eu, está sempre em dieta. Isto da genética é dose... Por isso, lá fomos as duas experimentar este espaço tão discreto, tão discreto, que eu achava que tinha aberto recentemente, e afinal abriu há dois anos, no Amoreiras Shopping Center.

 

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O ambiente

Situado no piso 1, debaixo do corredor dos restaurantes, o Dim Sum Light and Fun passa despercebido, e ainda bem para nós, que arranjámos mesa mal chegámos. Sentámo-nos numa mesa alta, com cadeiras igualmente altas, junto ao balcão e pedimos o menu. O espaço, com uma decoração clean e moderna, é pequeno e atarracado. Não estava cheio, por isso correu bem.

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A ementa

A minha mãe (que odeia sushi, um problema geracional que já desisti de resolver, e que acha que tudo o que é oriental é cru e japonês) estava em pânico. Quando chegou a ementa, deu-me carta branca, responsabilizando-me totalmente pelo sucesso ou pela catástrofe do nosso almoço. Expliquei-lhe que os dim sum são leves, saudáveis e fáceis de comer, que são servidos nos cestos onde são confecionados e é o recheio que os diferencia, existindo uma variedade enorme de opções sejam de camarão, de porco, de vegetais, etc.

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Perante o ar desconfiado da senhora minha mãe, não arrisquei e pedi todas as gyosas que havia na ementa: galinha, camarão, galinha com caril, e vegetais. Foi o melhor que fiz. Estavam todas deliciosas. Gostámos de todas, especialmente as de camarão e vegetais. A de caril é talvez demasiado forte para quem não adora picante. Conquistada a minha mãe, decidi arriscar.

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- “E que tal um Rolo de Camarão com Vermicelli e Vegetais para terminar em beleza?”

- “Venha isso!”, respondeu, empolgadíssma. Erro. Estava a correr tão bem. Este rolo, que tem uma massa tão fininha, tão fininha que é quase transparente, é dificílimo de comer, com pauzinhos chineses então, torna-se uma missão impossível. Além disso, desfaz-se e cola-se no céu da boca (tipo hóstia), e sabe a… nada. Perante a careta da minha mãe, percebi que devia ter pedido mais gyosas ou os crepes de pato pelos quais fiquei a salivar.

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Mas enfim, para memória futura, ficam as deliciosas gyosas. A acompanhar bebemos água (não há Coca-Cola Zero, só há Pepsi), mas poderíamos ter pedido um chá de Flor de Lys (achei que já era demasiado exótico para a minha mãe) ou um espumante (demasiado arriscado para mim, que ia trabalhar a seguir). Como estamos sempre as duas em dieta, saltámos logo para os cafés, sem passar pela “casa” das sobremesas.

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O serviço

As duas funcionárias que nos atenderam não podiam ser mais simpáticas e atenciosas. Explicavam com gosto cada prato: percebia-se que adoravam trabalhar ali e que tinham orgulho no exotismo da ementa. O problema é que raramente conseguem sair do balcão. O restaurante funciona de uma forma meio caótica: o cliente pede primeiro na caixa, se quiser pode sentar-se ao balcão e, nesse caso, é logo atendido e servido ali mesmo. Se optar por uma mesa, tem de ser o próprio a ir buscar os pratos ao balcão à medida que ficarem prontos, trepando por cima dos outros clientes que estão sentados. No nosso caso, como o restaurante não estava cheio, as empregadas fizeram questão de nos levar os pratos à mesa. Mas quando estiver cheio de gente, imagino os pratos a passarem de mão em mão dos clientes que estão ao balcão e nas mesas mais próximas até chegarem ao seu destino, o que não deixa de ser estranho… Por isso, nesses dias, é mais seguro pedir take-away.

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A boa notícia deixo para o fim: sabe quanto pagámos? Menos de dez euros cada uma. Uma última curiosidade: Dim Sum, como tantas palavras chinesas, é composta a partir de outras expressões – Dim significa “pequeno” e Sum significa “amor e cuidado”; mas pode também significar “tocar no coração” na versão mais popular do chinês. Pois a mim, convenceu-me. Para a próxima vou lá com Ele, que tem um espírito mais aberto e aventureiro do que a senhora minha mãe.

 

O bom

A simpatia do serviço

O mau

Os rolos de camarão

O ótimo

As gyosas

 

Dim sum para si também,

Ela

 

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