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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

e as melhores areias do país são... tchan, tchan, tchan...

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Ai, que vem aí polémica! Ok, podem não ser definitivamente as melhores areias do país, mas são, para já, as melhores areias que eu já provei nesta minha curta vida de pai de família a caminho da adolescência. E também os melhores queques. E ainda os melhores ouriços. Sim, senhor, estamos a falar da Ericeira, até onde eu fui arrastado no outro dia para levar um Filho Mistério a uma festa de anos. É verdade: fui até lá arrastado e voltei deslumbrado. Além de ser uma vila pitoresca e junto ao mar – duas coisas que qualquer ser humano empertigado, como eu, aprecia – tem óptimos sítios para comer – uma coisa que qualquer ser humano lambão, também como eu, não dispensa.

Primeiro descobri esta deliciosa mini-esplanada do Vira-Latas, depois esbarrei de frente com uma das melhores casas de bolos com que alguma vez sonhei nas minhas longas e intermináveis noites a salivar por comida. Chama-se Casa Gama e é um pequeno tesouro da doçaria regional (etah, grande expressão de profissional da crítica gastronómica!).

Já tinha lido algumas coisas sobre a Casa Gama, mas nunca pensei que fosse aquilo que encontrei.

 

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Primeiro, simplicidade: o espaço está decorado com umas enormes latas de diferentes cores, onde são guardados os bolos, e que foram encomendadas há mais de 40 anos a uns latoeiros de Torres Vedras e da Malveira. 

Depois, a tradição: a Casa Gama foi fundada em 1963 e, desde então, sempre foi gerida pela família Gama. Primeiro pelo pai de Francisco Gama, depois pela mãe, agora por ele próprio.

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Finalmente, os bolos: eu trouxe umas fantásticas areias, feitas de forma artesanal, todas com tamanhos e feitios diferentes e algumas ainda agarradas umas à outras. Nota-se que foram feitas à mão, com carinho e cuidado e são simplesmente divinais – doces, leves e com grandes grãos a soltarem-se, como se fossem grãos de areia, de cada vez que lhes damos uma dentada. Melhor ainda: vêm embaladas num cartucho de papel, dobrado no topo e fechado com um cordel, à antiga.

É claro que não consegui ficar pelas areias. Trouxe também uns deliciosos queques quase indescritíveis e uns maravilhosos ouriços: são um bolo típico da Ericeira, que parece uma queijada, mas que é feito com amêndoa. Moles e molhados são um bocadinho doces de mais para mim, mas os miúdos adoraram.

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Se preferir uns bicoitos, umas tortas ou quaisquer outros bolos, também há aqui. Por isso, meta-se no carro: além de um passeio agradável, faz sempre um lanche maravilhoso. E isso é quase tudo aquilo de que um ser humano precisa ao fim-de-semana.

 

Bons bolos para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: casal mistério e mauro mota/ericeiramag

 

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