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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

este oeste, uma esplanada japonesa e italiana para este fim-de-semana

Em alguns casos as primeiras impressões iludem. No caso do restaurante Este Oeste, desiludem. E injustamente. Primeiro, por causa da decoração – que é imponente. Depois por causa da comida – que é diferente. Mas vamos começar pelas primeiras impressões. 

A ementa

Um criaturo senta-se a uma mesa de um restaurante e tudo o que quer é um couvert decente à frente do seu prato. É uma necessidade básica e elementar de qualquer cliente. E é mecânico. Restaurante=couvert. Em casa até se dispensa facilmente o pão antes das refeições, mas nos restaurantes é obrigatório: um pãozinho, um azeitezinho, uma azeitoninha, um grissinozinho, um queijinho, um patêzinho e tudo o mais que acabe em “inho” e saiba bem.

É por isso que fiquei com ar de enjoo depois de uma viagem de barco até às Berlengas quando me sentei na mesa e vi à minha frente uns grissini deslambidos. Mas não há mais nada? Os grissini até podem ser caseiros, até podem não ser nada maus, mas não chegam. É pouco. E por isso atirei-me a uma entrada que parecesse um couvert. 

As entradas 

Chama-se Crostini Este Oeste e é uma pequena pérola do mundo gastronómico. Passo a explicar: pão torrado em forno de lenha com ceviche de peixe branco, salmão, atum – chega? Nãaa – goma tare, cebola, malagueta doce, azeite de trufa e – para acabar em grande – flor de sal. Tudo isto estava simplesmente maravilhoso. Até a pasta que vinha junta, e que sozinha não era lá grande coisa, ficava muito bem misturada com o resto.

Ela pediu uma burrata com tomate cherry e manjericão. Estava boa, mas, comparada com a burrata com pesto e pinhões da Pizzaria Lisboa, não estava deslumbrante. Por isso, Eu-1, Ela-0. 

Os pratos principais 

Ela, fiel à sua dieta, pediu uma óptima ceviche de peixe variados com picante e ponzu. Eu, que não estou de dieta, pedi um Teppan Ebi. E é tudo...

...Não é nada, brincadeirinha. Vou traduzir: quem diz teppan ebi diz camarão black tiger (cozinhado mesmo no ponto) acompanhado de legumes salteados, chips de alho e himalayan salt. Confesso que, para lá do camarão black tiger grelhado na chapa teppan, o que me estava mesmo a apetecer eram as chips de alho. Mas, com a sorte que eu tenho, não havia. Comi o resto que estava óptimo.

A equipa de futsal que nos acompanhou aspirou umas pizzas que eu nem cheirei e adoraram.

As sobremesas 

Para acabar, veio uma hiper-light pizza com Nutella, nozes e avelã (hmmmmmmmm) e uma sobremesa Este Oeste, o que equivale a dizer uma mousse de Oreo, salada de frutas e biscoito de limão siciliano. Não vale a pena dizer como estava, pois não?

 

O serviço

É competente, rápido e profissional. Como tem a cozinha totalmente aberta para a sala de jantar, pode acompanhar as conversas dos cozinheiros, o que é sempre divertido.

 

O ambiente

É o melhor do restaurante. Com um pé direito gigante, janelas enormes para o jardim e o rio e uma decoração que mistura o clássico e o vanguardista, este é um dos restaurantes mais giros de Lisboa hoje em dia. Eu adoro as mesas antigas de ferro e madeira com bancos giratórios presos aos pés de ferro. Mas não aconselho ninguém a sentar-se ali – é muito desconfortável. Mas o melhor é ver as fotografias. Ou ir lá este fim-de-semana – é um óptimo sítio para um almoço em família: você come enquanto as crianças brincam no jardim. 

O bom

A comida

O mau

O couvert

O óptimo

A decoração

 

Bom fim-de-semana para si, onde quer que esteja,

Ele