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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

há uma linha que separa o dia da noite no equador bar e bistrot…

10295264_723385867704088_4630163955057769949_o.jpg... E nós fomos de dia. O que foi uma pena. O restaurante tem todos os ingredientes para ser um sucesso e estava vazio. Tem uma excelente localização, no coração do Chiado, uma decoração original, com paredes forradas com postais antigos, e uma ementa apetecível, com sabores do mundo. Apesar de tudo isto, tinha apenas uma mesa ocupada: a nossa.

920109_550412631668080_1498831658_o.jpgO ambiente

O Equador é daqueles restaurantes que vistos da rua, apetece entrar, e não dececiona. Tem o charme de um bistrot num espaço em que o passado foi preservado, como os azulejos que enchem metade das paredes ou o chão com mosaicos antigos. Uma das paredes laterais está totalmente forrada com postais antigos, comprados na feira da Ladra.

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Outra parece um imenso quadro de ardósia onde já esteve a ementa, nesse dia tinha um texto corrido, e no meio da ardósia, um curioso espelho pintado. As mesas são sóbrias, de madeira escura, tal como as cadeiras, sendo que estas não são muito confortáveis. Por aqui ficámos, porque o segundo andar nem sequer estava aberto nesse dia.

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A ementa

A ideia é servir sabores do mundo. E, de facto, o menu inclui pratos norte-americanos (como o t-bone e o bom e velho hambúrguer), tailandeses (como o Tom Yam Kung, um caldo ácido-picante com camarão, cogumelos, tomate cherry e coentros), portugueses (como a coxa de pato estaladiça com molho agridoce, a tranche de salmão e o prego de atum), indonésios (como o Nasi Goreng, um arroz salteado com legumes e ovo estrelado).

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Só que, pelo menos ao almoço, o mundo reduz-se a isto. A escolha não é muita. Fomos com um amigo nosso que optou pela coxa de pato (€14,40). E escolheu bem porque gostou imenso.

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Já Ele pediu a tranche de salmão assado “beurre blanc” de limão (€14,40), acompanhado com legumes salteados e batata sautée (com cebola e ervas) e… não adorou. Achou o salmão seco e os acompanhamentos pouco surpreendentes. Eu tive mais sorte, porque pedi o prego de atum (€9,90), que não era mais do que um delicioso e bem feito lombo de atum em bolo do caco com maionese de wasabi. Vinha acompanhado de batatas fritas que eram simplesmente razoáveis. Como era dia se semana e estávamos cheios de pressa, não houve tempo para sobremesas.

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O serviço

Quando entrámos não vimos vivalma. Tivemos de falar alto uns com os outros para aparecer alguém para nos receber. Fomos simpaticamente atendidos por uma única funcionária que, com muita pena dela, nos explicou que não havia hambúrgueres e que o chef não tinha feito o prato do dia… Por isso, se a oferta já não era muita, ficou substancialmente reduzida.

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Pelo que percebi, à noite o conceito é outro, e o Equador é mais bar e tapas, e deve abrir o segundo piso. Por isso, presumo, que seja bem mais animado. Por isso, fica a promessa de um regresso, desta vez, à noite, para uma experiência que espero sinceramente que seja totalmente diferente.

1272827_602700009772675_1225877338_o.jpgO bom

O prego de atum

O mau

A tranche de salmão

O péssimo

O restaurante vazio

 

Boas viagens gastronómicas,

Ela