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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

jantar à luz das velas e do luar de santorini

Prometo que é o último post sobre a Grécia. Até já enjoa. Tanta beleza natural, tanto romantismo e tanto pôr do sol. Mas é impossível não partilhar o nosso jantar no restaurante do hotel. Marcámos logo no primeiro dia, porque os lugares são limitados: o restaurante Katikies é um terraço ao ar livre com apenas quatro mesas e uma vista deslumbrante.

Chegámos ainda com as cores de fogo do fim de tarde porque nos avisaram que era a altura mais bonita do dia. Com um rácio de quatro empregados para quatro mesas, o serviço é irrepreensível. Sempre presentes mas nunca a mais. Ao mínimo olhar ou levantar de cabeça, aparecia alguém, discreto e atencioso, sabe-se lá de onde, sempre de sorriso.

O espaço é indescritível. Parece que estamos suspensos sobre o mar, apenas nós, as estrelas, a lua e as velas meticulosamente acesas sobre as mesas, impecavelmente decoradas com pratas, copos de cristal, toalha ou chemins e guardanapos de linho. Mais do que um jantar, é uma experiência inesquecível.

Começámos com uma flûte de champanhe. Nunca demorei tanto tempo a beber um copo. Não queria que o tempo passasse, queria aproveitar cada minuto daquele cenário. Queria fazer rewind a cada momento. Eternizar todo este programa. A ementa era um misto sofisticado de cozinha grega e mediterrânea. Não resisti a pedir um foie-gras de entrada (ai que desgraça... Já vos disse que estava de dieta?). Seguiu-se um-prato-de-peixe-cujo-nome-era-tão-grande-e-sofisticado-que-não-consegui-decorar mas que se resume numa palavra: divinal. A sobremesa parecia uma obra de arte de chocolate, nata, avelã, caramelo e sei lá mais o quê. Já essa desapareceu em três garfadas.

Verdade seja dita, por mais que quisesse estender o jantar, não fosse a ótima conversa (modéstia a parte, tenho sempre assunto e Ele é um ótimo ouvinte), teria sido uma tarefa árdua. Porque com a eficácia do serviço e o tamanho reduzido dos pratos (já se sabe, esta coisa da nouvelle cuisine é sempre inversamente proporcional ao seu sabor) teríamos jantado numa hora. Agora com este cenário, o excelente vinho branco que Ele escolheu e a deliciosa companhia (as estrelas, a lua e o mar, claro!), o jantar prolongou-se noite fora. E por algumas horas, esquecemo-nos que amanhã regressamos a Lisboa.

 

Bom fim de semana,

Ela

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