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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

katikies, o paraíso existe mesmo e é aqui

Chegámos a Fira, a capital de Santorini, já ao fim da tarde, com o sol a pôr-se no mar. Apanhámos um táxi até Oia, no norte da ilha, onde se situa o nosso hotel. Que ilha encantada! Parece um postal, um quadro, uma ilustração. Ou tudo isto junto. É daqueles sítios que, por mais que tenha visto fotografias, por mais que me tivessem dito que era lindo e maravilhoso, supera as mais altas expectativas, mais ainda quando o táxi para em frente a um hotel como o Katikies.

Embasbacada, perguntei baixinho ao meu querido Marido Mistério:

- Que banco é que assaltaste?

Riu-se e explicou:

- Marquei há séculos. Não foi tão caro quanto pensas.

Sinceramente, nem quis saber mais nada. Pensaria no assunto quando aterrasse em Lisboa. Estava em êxtase. Os hotéis em Santorini acompanham as encostas, e o Katikies não foge à regra. Por isso o andar térreo, que dá acesso à rua, é o primeiro e último andar ao mesmo tempo, já que os quartos e as varandas com as piscinas e os seus variados recantos vão descendo pelas escarpas até ao nível do mar. Por isso, foi no último andar – na receção – que fomos recebidos com um sorriso rasgado por dois funcionários, vestidos com calças e pólo brancos. Aliás, aqui o branco é quem mais ordena. O branco das paredes, das varandas, dos quartos, das casas de banho, dos lençóis, dos édredons… e o azul, obviamente. Nos seus diferentes tons: o azul do Mar Egeu, o turquesa das várias piscinas do hotel e, claro, o do céu.

Todos os detalhes do hotel primam pela simplicidade e pelo bom gosto. Desde o labirinto de escadas que acompanha toda a encosta e que nos leva do quarto ao restaurante, do restaurante às varandas, e destas às piscinas ou de volta ao quarto. Mal abrimos a porta, tínhamos à nossa espera uma garrafa de vinho e frutas frescas num quarto tão imaculado que, de cada vez que Ele se atirava para cima da cama, eu mandava-o sair, com pena de estragar o cenário. A única cor que nos entrava pelo quarto era o azul do mar através de janelas gigantes e de uma varanda de onde não conseguimos arredar pé. O empregado que nos fez a visita guiada perguntou se gostaríamos de ter o pequeno-almoço (americano com champanhe: ui!) no terraço. Claro que sim. É que se quiséssemos, também nos serviriam à beira da piscina. Deixe estar. Não se incomode. Aqui está ótimo. A piscina pode esperar. Temos o dia todo. Não temos horários. Não temos miúdos (se bem que adorava que eles estivessem aqui agora – só durante uma hora – para verem toda esta paisagem incrível).

Com um hotel assim vai ser difícil sair para explorarmos a ilha. Para já, vamos ficar por aqui a olhar para este pôr-do-sol enquanto me belisco. Amanhã é dia de explorar Santorini. Hoje é dia para namorar.

Tenho ou não um marido incrível? Acho que vou casar outra vez…

Ela

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