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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

novidade! novidade! vai abrir um novo restaurante com os melhores tártaros de lisboa

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Primeiro, vamos lá esclarecer essa dúvida que lhe atormenta a cabeça desde que leu este título sensacionalista aqui em cima: como é que este maduro sabe que estes são os melhores tártaros se o restaurante ainda não abriu? Boa pergunta. Ainda bem que se lembrou de a fazer porque eu estava mesmo a pensar nisso agora. Na verdade, os tártaros já existem, o espaço é que vai ser novo.

Estou a falar da Tartar-ia, esse paraíso da comida saudável, fresca, requintada, biológica e semi-Michelin de Lisboa. O restaurante, idealizado pelos responsáveis do Vila Joya (Dieter Koschina incluído), já existe no Mercado da Ribeira, em Lisboa, com uma ementa de magníficos tártaros que me deixa de boca escancarada cada vez que passo lá à porta. Agora os proprietários anunciaram, na sua página de Facebook, que vão abrir um novo espaço em Lisboa. Ainda não se sabe onde será, como será ou quando será. Sabe-se apenas que o local já está escolhido, que os preparativos estão a andar e que a ementa vai assentar em deliciosos e criativos tártaros preparados por alguns dos melhores chefs que o mundo já conheceu.

O conceito do espaço no Mercado da Ribeira é um verdadeiro santuário de quem gosta de comer bem e de forma leve. E enquanto o novo espaço não abre, o melhor é ficarmo-nos pelo que já existe para ir abrindo o apetite.

 

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Os tártaros

Na primeira Tartar-ia, que existe actualmente no Mercado da Ribeira, em Lisboa, a ementa está dividida em três tipos de tártaros: de peixe, de carne e vegetarianos. As receitas foram todas criadas por chefs de topo, entre os quais está o responsável pela cozinha do Vila Joya, Dieter Koschina, com duas estrelas Michelin. Os ingredientes usados são biológicos e, sempre que possível, comprados directamente no mercado a produtores locais. Todos os meses, há um chef convidado que prepara um novo tártaro do mês.

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Tanto podemos comer aqui um delicioso tártaro de arenque e beterraba, um fabuloso tártaro de salmão, um grandioso tártaro de queijo Fourme d'Ambert ou um glorioso tártaro de novilho. E há mais: tártaros de atum, de robalo, de beringela ou de novilho com um toque asiático. Todos os que já provei são deliciosos, mas os de arenque, de salmão e de novilho são verdadeiramente imbatíveis.

Apesar de ser dos menos surpreendentes, o tártaro de novilho clássico é absolutamente divinal e parece melhorar cada vez que o provo de novo. A carne é fresquíssima, muitíssimo macia e cortada na perfeição. Depois leva um tempero verdadeiramente viciante que mistura alcaparras, molho Tabasco, cebolinho e cebola roxa. Por cima, vêm uns croutons de pão saloio sem uma ponta de gordura a mais. E a acompanhar uma divinal espuma de batata, que é um puré com a leveza de um algodão doce, e uma salada de rúcula bem temperada. 

Tudo isto misturado é um verdadeiro sonho. E chega perfeitamente como refeição se optar pelo tártaro com 150 g (€15).

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Se preferir arriscar num tártaro mais exótico, tem o bife tártaro asiático que também é divinal (€18,75 por 150 g). Mistura a mesma deliciosa carne com coentros, óleo de sésamo, molho agridoce, cogumelos shitake, foie gras, ervilhas panadas com wasabi e flores comestíveis. O resultado é um sabor bastante mais forte e intenso, mas fabuloso na mesma.

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Os tártaros de peixe

Em alternativa, pode também experimentar o tártaro de salmão com espuma de abacate (€13,50 por 150 g) que a minha querida e prezada Mulher Mistério tanto gosta. Ou então o tártaro de arenque e beterraba (€12,50 por 150 g). Pode parecer estranho mas é um sonho. O arenque é suficientemente salgado e a beterraba ligeiramente adocicada. Para compor, vêm ainda umas rodelas de rabanete e uns miolos de pistácio. Tudo junto num pouco de molho extra-suave. É fresco, leve e tremendamente surpreendente. Eu sei que estou a adjectivar de mais, mas é mesmo muito bom.

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A única coisa de que se pode queixar na Tartar-ia é do caos absoluto em que se transformou o Mercado da Ribeira (encontrar um sítio para se sentar aqui pode ser tão difícil como descobrir um pneu na barriga da Carolina Patrocínio), mas tem sempre duas opções: optar por um lugar dos poucos lugares exclusivos ao balcão do restaurante (costuma não ser difícil) ou então esperar pelo novo espaço que vai abrir em Lisboa. A escolha é sua.

 

Um óptimo tártaro para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: tartar-ia; mercado da ribeira; casal mistério