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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o mais genial de todos

Há alguns anos, o crítico de cinema do New York Times A. O. Scott estava numa festa em Cannes, ao lado de dezenas de pessoas a assistir a um espectáculo de fogo de artifício em silêncio, maravilhado com a grandiosidade da cena. A certa altura, Scott começou a ouvir pelo menos 12 vozes atrás de si a comentarem o espectáculo. Primeiro, o jornalista estranhou a variedade de tipos de pessoas que falavam: havia vozes de franceses, de espanhóis, de negros, de brancos, de raparigas irritantes, de homens machões, de animais e até de extra-terrestres. Depois, o jornalista estranhou o insólito de ter várias pessoas a comentarem fogo de artifício como quem comenta um jogo de futebol.

Quando se virou para trás, Scott percebeu finalmente quem é que o tinha feito ignorar um espectáculo daqueles para se focar exclusivamente numa conversa hilariante: as 12 vozes diferentes eram todas de uma única pessoa. A mesma que uns anos antes se virara para o príncipe Carlos e para Camilla Parker Bowles, durante uma cerimónia, e dissera ao microfone:

- Chuck, Cam, great to see you!

Robin Williams era capaz de simular sozinho durante meia-hora uma turbo-conversa de 12 pessoas de nacionalidades diferentes a uma velocidade impressionante. Da mesma maneira que conseguia chamar Chuck ao Príncipe Carlos sem ser ofensivo. Era capaz de nos fazer rir ininterruptamente durante hora e meia. Ou chorar convulsivamente durante quase todo um filme. Porque ele era genial. E toda a gente sabia disso.

Clube dos Poetas Mortos, Bom Dia Vietname, O Rei Pescador, Jumanji, O Bom Rebelde, Mrs. Doubtfire ou a Casa de Doidas são apenas alguns dos seus filmes inesquecíveis. Uns por nos fazerem rir, outros por nos deixarem a chorar. No momento da morte de um dos mais geniais, completos e imprevisíveis actores de sempre, vale a pena ler o texto que o New York Times escreveu sobre si ou reler a marcante entrevista em que assumiu ao jornal The Guardian a sua dependência da cocaína.

Mas mais do que tudo, vale a pena rever esta inesquecível cena de Mrs. Doubtfire a cozinhar...

 

 

 

 

...E as outras cenas que nos marcaram para sempre.

  

 

 

 

E agora vamos rever todos os filmes dele com os miúdos,

Casal Mistério

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