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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o melhor filme sobre comida (para ver este fim-de-semana)

Olhe bem para esta fotografia: é impressionante, não é? O tostado por fora, o mal passado por dentro, o tamanho, a consistência, o cheiro... Se calhar, cheiro através de fotografia é capaz de ser algum exagero, mas apetece trincar o computador e devorar o ecrã, não apetece? Foi isso que eu senti quando ontem me sentei na sala de cinema para ver O Chef. Não é que seja o novo E Tudo o Vento Levou. Não é. É simplesmente o melhor filme sobre comida desde Ratatouille. E isso, para mim, é quase tão bom como sentar-me à mesa do Tromba Rija com um estômago insuflável.

Muitíssimo bem filmado, O Chef é um filme divertido, com um óptimo elenco (Jon Favreau, Dustin Hoffman, Scarlett Johansson, Sofia Vergara, Robert Downey Jr.) e uma história engraçada. Mas isso é o habitual. O que distingue este filme dos outros é a comida. E o cuidado com que ela é tratada aqui. Desde Favreau a escolher os alimentos no mercado, a cortar os legumes, a preparar a carne, a cozinhar um spaghetti com alho e salsa, a arranjar um prato, a virar cuidadosamente uma tosta, tudo aqui é saboroso. Os planos da câmara são aproximados, os sons são maravilhosos, as luzes são perfeitas. Ouvir o actor a passar uma faca com manteiga por cima de uma tosta e depois trincar delicadamente o pão com o som do estaladiço a ser esmagado pelos dentes é uma experiência única. São 115 minutos de "foodporn": alimentos fantásticos a serem cozinhados de uma forma única.

Jon Favreau é um fanático por comida e cozinha. Está agora até a construir um forno para pizzas em casa. Por isso, deu atenção a todos os detalhes gastronómicos neste filme que ele próprio escreveu, realizou e protagonizou. Para o aconselhar durante as filmagens, contratou um chef profissional, Roy Choi, um dos mais famosos cozinheiros dos Estados Unidos. Choi fez apenas uma exigência: a cozinha que aparecesse no filme tinha de ter todos os pormenores de uma cozinha de restaurante.

A partir daqui, tudo é uma reprodução milimétrica de um ambiente gastronómico, saboroso e delicioso. Começando por aquele naco de carne que está no início deste post e que aparece no filme. Chama-se brisket e é uma parte da vaca próxima do peito que só é cortada assim nos Estados Unidos. Está envolvida em músculo, por isso precisa de ser cozinhada com muito cuidado. No Texas, o brisket é fumado num forno a lenha com os fumos da madeira e do carvão durante 10 a 14 horas. O resultado é uma carne que se desfaz na boca.

Não aguento mais: das duas uma, ou vou para a mesa ou volto para o cinema.

 

Um bom filme para si onde quer que esteja,

Ele