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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o quiosque do banana café: um almoço de férias durante o trabalho

Ainda não estamos de férias, não é? Nós estaremos em breve. Mas, por enquanto, tenho de me contentar com uma simulação permanente: cada oportunidade que tenho ao longo dos meus dias de escritório, ar condicionado e cabeçadas no computador, aproveito para transformar num pseudo-momento-de-férias. E as minhas horas de almoço são sempre momentos desses: não há empregados de laço a servir, não há mesas com toalha para sentar, não há música clássica de fundo para ouvir.

Ao almoço, quero sentir-me como se estivesse de fato-de-banho e de havaianas nos pés. Quero sentir-me na praia ainda com o corpo cheio de sal e o cabelo tão despenteado como o Vasco Palmeirim. Quero um almoço de Verão – e isso, graças a Deus e à nova geração de empresários da restauração, é possível em Lisboa. Nem sequer precisa de três horas de almoço à antiga para ir até às Docas ou às praias da linha. Basta ter 45 minutos de almoço para ir até à Avenida da Liberdade.

O ambiente 

É uma das poucas vantagens de não estar o calor de Verão que é costume nesta altura do ano: ainda é agradável sentar-se numa esplanada, mesmo vestido de fato, gravata e um colarinho a esganar-lhe o pescoço. E nisso os quiosques da avenida da Liberdade são imbatíveis: estão no centro da cidade e até têm árvores e verde à volta. As cadeiras são básicas, as mesas são banais mas o sítio é simpático e despretensioso.

 

O serviço 

Aqui vai buscar a sua comida ao quiosque. Mas, se for preciso preparar alguma coisa que demore mais, eles entregam-lhe os pratos na mesa. Por isso, não há muito para avaliar. O contacto com os empregados é mínimo e o serviço também não é muito elaborado. Cumpre o que tem de cumprir para um quiosque no centro de Lisboa. 

A ementa 

A limonada

Saladas, tostas, quiches e sumos: é um restaurante de Verão que procura e é um restaurante de Verão que tem. Eu escolhi uma maravilhosa limonada sem açúcar, em homenagem à minha querida Mulher Mistério Sempre em Dieta. E, surpresa, não precisei de acrescentar nada – nem sequer adoçante. Apesar de não ser doce, a limonada também não é demasiado ácida. Além do sumo de limão e de um pouco de água, leva hortelã, o que a torna especial e surpreendente. Vale mesmo a pena experimentar e arriscar não juntar açúcar.

As saladas

Para acompanhar, pedi uma salada de maçã, nozes e queijo feta. Por cima, optei por um molho vinagrete que mais parece um molho de iogurte. A conjugação do doce da maçã com o salgado do queijo feta joga muitíssimo bem. E no molho vinagrete tem uma mistura semelhante entre o ácido do vinagre e a suavidade do creme. As nozes são um detalhe que completa a salada.

As quiches

E, como estava com fome, pedi uma quiche pequena de queijo fresco e espinafres. Vem com uma massa meio folhada e ainda morna. É óptima para comer com a salada. Se preferir, pode optar por uma empada – mas isso não experimentei.

Cheguei ao fim satisfeito e até dispensei a sobremesa. Não fiquei com fome. Agora é continuar a contagem descrescente até às férias.

 

O bom 

A quiche e a salada

O mau 

As cadeiras e as mesas

O óptimo 

A limonada com hortelã

 

Um bom almoço para si onde quer que a esplanada mais próxima esteja,

Ele

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