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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o sítio ideal para beber um copo ao fim da tarde: o novo topo mesmo em frente ao castelo de são jorge

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Quando vejo um bar novo que é elogiado em tudo quanto é site e blog, desconfio logo. E quando percebo que esse bar fica dentro do Centro Comercial Martim Moniz, muito obrigado mas já estou a caminho de casa. A esta minha característica tão vincada a minha querida Mulher Mistério chama "santa estupidez". Evidentemente, eu acho que Ela está a exagerar – especialmente na parte da "santa". E é por ter consciência deste grave diagnóstico de desconfiança crónica que aceitei ir até ao TOPO. Arrastado, mas fui.

 

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O ambiente

Primeira conclusão: o Centro Comercial Martim Moniz é muito mau. E não estou a falar de rusgas de polícia nem de operações da ASAE. Estou mesmo a falar da arquitectura estilo anos 80: os vidros espelhados, a cor bege-indisposição-gástrica, as palavras Martim Moniz escritas a amarelo (os "M") e verde (o resto das palavras)... enfim, tudo aquilo é demasiado Tomás Taveira para mim. No entanto...

...No entanto, nada, porque depois de ver esta fachada dantesca ainda tem de passar por um segurança de centro comercial e subir num elevador pouco recomendável até ao 6º andar.

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E só aí é que finalmente pode respirar fundo. Apesar de toda esta envolvência assustadora, o TOPO está decorado como se fosse as Ilhas Faroé perdidas num Atlântico Norte de mau gosto. É extraordinário o que se pode fazer num centro comercial daqueles. No interior, o chão é de cimento afagado e o balcão e as mesas são de madeira clara.

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No exterior (que é o que vale mesmo a pena) tudo está revestido a madeira: o chão e os bancos corridos que também fazem de mesa para apoiar o copo ou o prato de petiscos. Por cima, uma estrutura em palhinha dá sombra e um ambiente acolhedor à esplanada. Tudo tem um ar rústico, cool e descontraído. Tão descontraído que infelizmente se esqueceram de colocar uns almofadões nos duros bancos corridos da esplanada (o único defeito que estas costas identificaram).

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No interior, o TOPO serve almoços e jantares. Mas nós fomos apenas para aproveitar a vista e o gin tónico de fim de tarde de frente para o Castelo de S. Jorge. E essa é a grande vantagem do TOPO. Apesar de a partir do terraço ver alguns dos prédios do Martim Moniz, consegue também ter uma das vistas mais aproximadas do castelo e da Mouraria. Com a luz de fim de tarde típica de Lisboa, acredite que vale mesmo a pena.

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As bebidas

E valerá ainda mais a pena se na sua mão direita tiver um Gin Mare com maçã desidratada e uma casca de limão e na mão esquerda um pratinho de croquetes de alheira de caça. O gin é servido com uma boa água tónica Schweppes Premium (infelizmente não têm Fever Tree) num copo de balão largo e com umas pedras de gelo robustas (bela linguagem esta, hã?). O que quer dizer que está aprovadíssimo. Além disso, a maçã desidratada dá-lhe um discreto sabor adocicado cortado pelo limão.

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Ela, que está cada vez mais rebelde, preferiu um Gin Garden, um cocktail feito com (surpresa!) gin, hortelã, xarope de açúcar, sumo de limão e clara de ovo (o que lhe dá uma agradável espuma por cima). Para mim, estava doce demais, para Ela estava maravilhoso.

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A acompanhar as bebidas, e para evitarmos um índice de alcoolemia perigoso às sete e meia da tarde, tivemos de pedir um dos petiscos que são servidos na esplanada, uma vez que aqui não há aperitivos. Escolhemos uns bons croquetes de alheira de caça, servidos quentes com a crosta crocante e o recheio suave e saboroso.

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O serviço

Fomos atendidos por dois empregados mais eficientes do que sorridentes que se desdobraram para servir toda a esplanada (felizmente não estava cheia). Não esperámos mais de cinco minutos pelas bebidas e outros cinco pelos croquetes, o que é um bom cartão de visita.

 

O bom

O gin tónico

O mau

A ausência de almofadas na esplanada 

O óptimo

A decoração e a vista

 

Um bom copo de fim de tarde para si onde quer que esteja,

Ele

 

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fotos: andré mata; topo

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