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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

onde almoçar com esta chuva? na carpacceria do mercado de campo de ourique (uma refeição só de carpaccios)

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E aos 13 dias do 10º mês do ano da graça de 2014, somos obrigados a reconhecer: acabou o Verão – que, este ano, nunca chegou a começar. Perante esta pequena hecatombe atmosférica, há que fazer duas coisas:

1º) Tirar os Kispos da naftalina;

2º) Descobrir um sítio onde almoçar decentemente sem me afogar na chuva (como o meu Kispo está sempre pronto a ser usado, mesmo ao lado da minha caixa de Bombocas e das minhas pastilhas Gorila, passei directamente para este ponto).

E a solução está... aqui: chama-se Contessa e é uma magnífica carpacceria no Mercado de Campo de Ourique.

 

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O ambiente 

Primeiro, a chuva. O Mercado de Campo de Ourique tem a grande vantagem de ter um parque de estacionamento à porta, a enorme vantagem de não ser um shopping e a gigantesca vantagem de não estar no centro de Lisboa, a zona preferida de António Costa para organizar corridas de catamarãs em dias de aguaceiros. E, como eu prefiro andar de carro do que andar de barco pela cidade, isso para mim já bastaria. Mas o mercado tem mais: uma decoração com charme e acolhedora, um ambiente tranquilo e várias mesas vazias à hora do almoço.

Da primeira vez que lá fomos, logo a seguir a ter aberto, íamos tendo um enfarte do miocárdio quando vimos as hordas que se movimentavam desesperadamente em direcção às poucas mesas que havia livres. De, facto, o mercado não é grande e as mesas não são muitas. Mas esse é um problema da noite. À hora do almoço, já lá fui duas vezes e sentei-me sempre sem precisar de pedir colo a ninguém. 

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O único defeito do Mercado de Campo de Ourique é a alergia aguda que a equipa gestora do espaço tem a tabuleiros. Convenhamos que, num mercado onde é preciso ir buscar a comida a um sítio, a bebida a outro e a sobremesa a um terceiro, dá jeito ter alguma superfície plana onde se possa transportar estas três coisas ao mesmo tempo, pelo menos nos casos das pessoas que, como eu, ainda não conseguiram implantar um terceiro braço.

Desta vez, resolvemos assim: eu fui buscar a comida e Ela foi buscar a bebida (porque será?), o primeiro a despachar-se tratou da sobremesa, enquanto o outro esperou na mesa mais próxima. Não foi muito prático, mas está ultrapassado.

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A ementa 

Este é um restaurante de carpaccios. Muitos carpaccios. Óptimos carpaccios. A escolha é grande. Há carpaccio de polvo, de atum, de salmão ou de novilho. E podem vir no prato, numa bruschetta ou num wrap. 

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Nós optámos pelo carpaccio de salmão no prato. São finíssimas fatias de um salmão muito fresco, acompanhadas com uma salada ibérica de óptima alface e boa rúcula, cebola roxa e alcaparras. Por cima vem um molho de azeite e sumo de lima que corta na perfeição a gordura do salmão. Veio servido numa tábua com um papel impermeável a separar a madeira da comida. Ao lado, vêm duas pequenas tostas de pão alentejano para acompanhar. 

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É claro que, mesmo com as tostas de pão alentejano, isto não servia sequer para dar energia ao dedo mindinho da mão esquerda de qualquer um de nós. Por isso, pedimos um tártaro de atum que vem acompanhado com uma salada de alface e rúcula e com uma finíssimas e estaladiças tostas feitas com uma óptima massa. O tártaro estava razoável, mas muito longe do delicioso carpaccio. Por isso, para a próxima experimentamos os outros carpaccios.

Se, só com os carpaccios, ficar com fome, a Contessa tem duas sopas frias muito tentadoras: uma vichyssoise e um gaspacho. Nós não experimentámos, mas ficámos com vontade.

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O serviço 

É tudo feito no momento. E isso tem vantagens, mas também tem desvantagens. Quando vi só um empregado a preparar os carpaccios e três casais à minha frente, fiz uma reserva mental de meia hora de espera em pé. Mas, também aí, houve surpresa. O tártaro foi preparado noutra ponta do quiosque e os carpaccios foram mais rápidos do que eu pensava. Ao fim de 12 minutos, estava servido.

A empregada da caixa foi muito simpática, o cozinheiro, menos falador.

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As crianças 

Não há menú infantil e carpaccio pode não ser o prato ideal para um miúdo de 6 anos. Mas o mercado tem dezenas de opções. Alguma há-de agradar-lhes.

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O bom 

O mercado

O mau 

A falta de tabuleiros

O óptimo 

O carpaccio de salmão

 

Um abraço para a Contessa onde quer que ela esteja,

Ele