Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

os 6 melhores pequenos-almoços do mundo

Lamento, mas este texto não é para si. Este texto é especialmente dirigido à minha querida e distinta Mulher Mistério. Por isso, se não quiser ser um cusco incapaz de resistir à tentação de ler a correspondência alheia, faça o favor de seguir em frente e dirigir-se rapidamente para o blog do Flávio Furtado.

Já foi? Óptimo, então posso continuar.

Minha querida e estimada Mulher Mistério, agora que ninguém nos ouve, aqui vai: descobri o mais espectacular ranking que estes olhos já viram. Eu sei que tu achas que estás de dieta (pelo menos, há três anos, por muito que a dieta o desminta...), mas tens de fazer mais uma interrupção. A tua revista preferida, a Condé Nast Traveler, fez um top dos 6 melhores pequenos-almoços do mundo. Exactamente, a tua refeição preferida. Aquela altura do dia em que, por mais dietas que existam, nunca resistes a uma panquecazinha, a uns ovos mexidos com queijo derretido, a um croissantzito com doce ou a uns delicados scones quentinhos (tu insistes nos diminutivos porque achas que assim engorda menos, não é?).

Pois bem, a Condé Nast Traveler reuniu os seis melhores pequenos-almoços que os seus editores já provaram. E há de tudo: desde os ovos benedict mais leves de Londres até ao divinal pão feito ao vapor em Hong Kong. Mas o melhor é leres e veres com atenção.

 

Chiltern Firehouse, Londres, Reino Unido

Chiltern-Firehouse-London-nov-nicole-franzen.jpg

De noite, é o restaurante da moda no Reino Unido – aqui tanto podes encontrar o ex-primeiro-ministro David Cameron como a actriz Cara Delevigne. De manhã, é um recanto tranquilo, acolhedor e cheio de charme – e, nessa altura, podes encontrar os tais ovos benedict de galinhas de raça criadas ao ar livre ou aquele que é considerado um dos melhores fiambres do país, curado com ácer. Há mais, especialmente os bolos e as sobremesas, mas acho que para já isto chega para te convencer. Ah, é verdade, quase me esquecia: o chef é o Nuno Mendes que tu adoraste quando experimentaste a comida dele na Taberna do Mercado (está aqui o teu texto).

 

 

Upper House, Hong Kong, China

hotel-breakfast-sept-upper-house-hong-kong-amanda-

Aqui não tens as galinhas de raça britânica, mas tens um pão cozinhado ao vapor que a Condé Nast Traveler diz que está ao nível da consistência de um algodão doce. O conselho é: esquece as tostas e os ovos e pede o Upper East Breakfast. Além do tal pão recheado com lombo de porco doce cozinhado a baixa temperatura, tem também umas papas de arroz com milho e caranguejo que são qualquer coisa do outro mundo. E nem vale a pena falar dos amendoins tostados ou do dim sum de porco ou de camarão. Eu sei que parece demais para um pequeno-almoço mas eles dizem que é imperdível.

 

Hotel d' Angleterre, Copenhaga, Dinamarca

Hotel-d-Angleterre-Copenhagen-jan-nicole-franzen.j

Sabe nadar (não és tu, é a comida...)? Então está aqui. Este hotel com 260 anos é um dos mais emblemáticos da Dinamarca e tem um pequeno-almoço divinal. Além da quantidade gigantesca de peixes – salmão fumado, camarão dos fiordes ou o tradicional arenque em picles caseiros –, tem deliciosas carnes fumadas, óptimo pão, croissants feitos todos os dias e os tebirkes, um bolo em camadas que é recheado com uma massa de marzipan e coberto por sementes de papoila. Por mim, já lá estava.

 

Hotel du Palais, Biarritz, França

Hotel-du-Palais-Biarritz-matt-hranek.jpg

O segredo é a pimenta fumada que é usada em quase tudo e que dá um sabor totalmente surpreendente às coisas mais banais, como os ovos mexidos molhados e deliciosos, cozinhados na perfeição. A Condé Nast Traveler elogia ainda os fabulosos brioches, feitos todos os dias pelo mestre pasteleiro do hotel, as carnes frias e as tartes de fruta. Eu sei que tu não gostaste especialmente de Biarritz – San Sebastian é outro campeonato –, mas se calhar valia a pena experimentar.

 

Park Hyatt Saigon, Vietname

Park-Hyatt-Saigon-Vietnam-mar-JASON-LANG.jpg

Ok, voltámos aos pequenos-almoços exóticos – e bota exótico nisso. Espero que estejas preparada para isto: aqui a especialidade é o pho, aquela sopa de fios de arroz com caldo de carne e tiras de vaca que me parece tão fácil de comer em jejum como um prato de almôndegas com molho de tomate. No entanto, os editores da Condé Nast Traveler garantem que cai lindamente se for acompanhado por um tradicional café vietnamita servido por cima de um pouco de leite condensado. Acho que isto é capaz de não ser o teu género de pequeno-almoço.

 

Otahuna Lodge, Nova Zelândia

Otahuna-Lodge-alan-jensen-sept.jpg

Acredito que este pequeno-almoço seja mais o teu género. Em primeiro lugar, porque não há ementa: tu escolhes o que gostas mais e eles preparam. Depois, porque quase tudo é caseiro e chega directamente da horta do hotel. Uma das combinações que encantaram os homens e mulheres da Condé Nast foi o presunto caseiro com o melão acabado de apanhar na horta ali ao lado. Por cima, levava ainda um fio de azeite com infusão de baunilha e um vinagre balsâmico com 20 anos. Se isto não for suficiente para te deixar a salivar como um São Bernardo em pleno Agosto, então prepara-te porque também costuma haver pão de banana, muffins de framboesas ou scones de tâmaras. Tudo feito ali ao teu lado.

Agora é só escolheres. Tirando a sopa vietnamita em jejum, alinho em tudo.

 

Um óptimo pequeno-almoço para ti onde quer que estejas,

Ele

 

fotos: condé nast traveler 

 

2 comentários

Comentar post