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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

os dois melhores arraiais de lisboa

Lisboeta que se preze sai à rua esta semana. Para uma “jola”, uma sardinha, um pão com chouriço, um manjerico, um bailarico, uns empurrões, filas intermináveis e um bom banho de multidão. Desde que se vá embuído do espírito popular e de uma paciência de santo, a diversão é garantida. E quais os arraiais que não vamos perder? Já que não conseguimos ir a todos, há dois obrigatórios: o da Vila Berta e o da Bica.

A Vila Berta, uma histórica vila operária, na Graça, regressou em grande às Festas de Lisboa em 2010, e de ano para ano tem vindo a conquistar fãs. De 9 a 15 de junho, os moradores, amigos e vizinhos decoram o bairro e convidam ao bailarico pela noite dentro, com sardinhas na brasa, bifanas e petiscos, imperiais fresquinhas, rifas, manjericos, luzes, grinaldas, lanternas, canteiros arranjadinhos, bares, mesas e cadeiras, chuva de balões e velas acesas no altar do Santo António. No ano passado, até uma carrinha de gelados Santini (a famosa Vantini) tinha! Este ano, já lá está estacionada! O dia de hoje e o último dia (15 de junho) são dedicados às crianças, com animação e jogos alusivos à quadra, desde o meio-dia até à meia-noite. Além disso, este ano o arraial tem um cariz solidário: leve uma embalagem de arroz ou outro artigo alimentar e deixe no posto de recolha da Junta de Freguesia localizado na entrada do bairro. 

A Bica é o arraial verdadeiramente vertical, no sobe-e-desce do percurso do elevador, entre a tradição bairrista e o ritmo dos bares quase sobre carris que fazem as noites de um dos bairros mais animados da capital. Com o Bairro Alto logo ali, a Bica é um corrupio de sardinhas, febras, baile e a festa que se faz dentro e fora de portas de cada espaço. Vê-se de tudo: atores de novelas da TVI e artistas intelectualóides tentam passar despercebidos no meio dos populares, músicos de jazz deixam-se embalar pelos acordes do bailarico, onde mulher dança com mulher e homem com homem, numa tradição que ultrapassa todas as recentes lutas embandeiradas pelas cores do arco-íris. Há festa durante todo o mês e também aqui é impossível não se deixar contagiar pelo ambiente e pela animação.


Do que é que está à espera? Venha daí, deixe a preguiça em casa e saia à rua. Venha divertir-se a sério. De preferência antes de quinta-feira, que aí é a loucura.

E vivam os Santos Populares, 

Ela

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