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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

os hambúrgueres do honorato são...

... uma grande desilusão. E as batatas fritas também. E o mata-bixo.

Da primeira vez que fomos ao Honorato, na Rua de Santa Marta, a expectativa era elevadíssima. Com uma óptima comunicação, cartazes a prometerem o melhor hambúrguer de Lisboa e críticas altamente elogiosas, achei que ia jantar à Meca do Hambúrguer. Mas não. 

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O serviço 

Marcámos uma mesa para dez pessoas, para as 20h30, sendo que erámos mais crianças do que adultos (eu estou evidentemente incluído no grupo das crianças). Estava um trânsito infernal e chegámos 20 minutos atrasados. Previa-se o caos. Mas não foi.

Tínhamos uma mesa gigante à nossa espera e dois simpáticos empregados, com uma paciência infinita, a recolher os pedidos, as alterações aos pedidos, as alterações às alterações aos pedidos e por aí adiante. Ao fim de dez minutos de indecisões para escolher um hambúrguer, lá se conseguiu chegar a um consenso. Nesta fase da noite, eu já estava com um belo gin tónico à minha frente e Ela com uma pobre Coca-cola light (é o que dá a mania das dietas). Os empregados mantinham o sorriso na cara – e isso vale muito.

Da segunda vez que experimentámos o Honorato, há poucas semanas, fui sozinho com a minha querida Mulher Mistério almoçar ao restaurante do Chiado. Aí a experiência foi mais tranquila: o restaurante estava quase vazio e tudo funcionou bem, rapidamente e sem problemas.

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Os gins 

Tem uma variedade de marcas razoável, é servido num copo decente e acompanhado por um conjunto de águas tónicas amplo e sofisticado (ao contrário de muitos bares de gin que fecham acordos de exclusividade com uma única marca de água tónica). Mas, para mim, as receitas são um bocadinho ousadas demais.

Nota-se que as especiarias e as frutas usadas no gin tónico fazem sentido e ligam bem. Mas o resultado final, que mistura frutos exóticos e desidratados, acaba por ser excessivamente doce. Por isso, aqui vai o meu conselho para o povo mais clássico: se preferir um gin sóbrio, faça a sua mistura.

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A entrada

Enquanto esperávamos, da primeira vez que lá fomos, trouxeram-nos um prato com umas coxinhas de frango supostamente com queijo derretido no interior. Chamavam a esta pequena entrada "mata-bixo", mas podiam chamar-lhe "mata-expectativas". Secas, com um aspecto pouco inspirador e sem qualquer vestígio de queijo derretido, podem ser uma óptima solução para miúdos que gostam de acumular na boca, durante largos minutos, uma bola de comida como se fosse uma bola de argamassa. Mas não são uma grande escolha para quem prefira uma entrada que não embuche.

Já da última vez, no Chiado, a coxinha de frango foi promovida a uns croquetes de alheira (€1,50) que vieram frios e igualmente secos. Não tão grandes como as coxinhas, mas secos. E isso é fatal.

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Os hambúrgueres

Os autoproclamados "melhores hambúrgueres de Lisboa" têm, de facto, óptimo aspecto nas fotografias, mas, das duas vezes em que nós lá fomos, ficaram a quilómetros de distância de um Ground Burger, em Lisboa. Ou a hectómetros de uma Tavi, no Porto.

No restaurante da Rua de Santa Marta, eu pedi um hambúrguer com queijo gorgonzola (€9,95), que leva ainda agrião e tomate. Ela também (copia-me em tudo). Eu pedi batatas fritas. Ela pediu salada (a mania das dietas, parte II). Mas, neste caso, é melhor estar de dieta. As batatas fritas eram em palitos e vieram moles e mal fritas, o que é verdadeiramente dramático. Em compensação a salada vinha bem temperada, com milho e alface fresca.

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Quanto aos hambúrgueres, vinham bem passados demais e até ligeiramente secos. Mesmo no almoço que tivemos no Honorato do Chiado, onde pedimos dois hambúrgueres de picanha pela módica quantia de €9,95 cada um, o problema da falta de graça e de sabor da carne manteve-se. O da minha querida Mulher Mistério vinha ligeiramente menos bem passado do que o meu, mas isso não representou nenhuma promoção a nível de sabor – mesmo tratando-se de picanha. E as batatas fritas continuavam moles e desenxabidas.

Salvou-se o queijo gorgonzola (que é bom) e o pão (que não é mau). No entanto, não chega para um país onde a taxa de hamburguerias por habitante quase rivaliza com a taxa de taxistas por manifestação.

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A sobremesa

Aqui só há uma sobremesa. E, neste caso, isso não é obrigatoriamente mau. Trata-se de uma cremosa mousse de chocolate (€3,60) servida dentro de um boião de vidro e acompanhada com bocadinhos de bolacha crocante por cima. De longe, o melhor que comemos.

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O ambiente

O restaurante da Rua de Santa Marta é giro, animado, com uma decoração moderna e tem bom ambiente. Fomos num fim-de-semana à noite, por isso tivemos direito a DJ. O problema é que o responsável musical deve ter achado a nossa conversa pouco interessante e decidiu aumentar o volume da música até ao nível da pista de dança do Urban às 3h da manhã. Por sorte, alguém se deve ter queixado e o entusiasmo do DJ foi travado de um momento para o outro. 

Já ao Honorato do Chiado fomos num dia de semana. E aí não há lugar a momentos musicais. O espaço é grande e em open space, mas, às 14h, estava praticamente vazio, o que nos dá a sensação de estarmos a comer no meio de um shopping totalmente deserto.

Na casa-de-banho, encontra um ambiente mais intimista, com o espaço iluminado com uma luz encarnada tipo bordel tailandês (sim, eu conheço os bordéis tailandeses) que não faz muito o meu género.  

 

O bom 

A mousse de chocolate

O mau 

As batatas fritas, moles e mal fritas

O péssimo 

O "mata-bixo"

 

Um abraço ao Honorato, onde quer que ele esteja,

Ele

 

fotos: honorato

 

Nota: Todas as despesas das visitas efetuadas pelo Casal Mistério a restaurantes, bares e hotéis são 100% suportadas pelo próprio Casal Mistério. Só assim é possível fazer uma crítica absolutamente isenta e imparcial.

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