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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

quinta dos bons cheiros, provavelmente o melhor pequeno-almoço que já comemos na vida

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"Isto não é um hotel. É a vossa casa!" Foi desta forma incrivelmente simpática que fomos recebidos pela proprietária da Quinta dos Bons Cheiros, perto da Ericeira, à chegada para as duas noites fantásticas que ali passámos. Elisabeth Árias estava à porta à nossa espera, com um sorriso e uma curiosidade natural de quem estudava quem iria receber em sua casa. Sim, Elisabeth vive aqui com a família. E a Quinta dos Bons Cheiros é um sonho antigo tornado realidade. É ela que recebe os hóspedes e é ela que cozinha para os hóspedes também.

 

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Explicou-nos logo que só nos dava as chaves da porta principal e da garagem porque os três quartos da casa não têm chave. “Afinal estamos em casa e na nossa casa não há chaves, não é?”. Olhámos um para o outro aterrorizados, mas, pensando melhor, quem é que quereria entrar pelo nosso quarto adentro? Ninguém, espero eu. Ainda por cima, íamos com um casal amigo, por isso não corríamos grandes riscos de que os senhores do quarto ao lado nos assaltassem durante a noite. Pelo menos, até hoje, felizmente isso nunca aconteceu...  

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O ambiente 

Elisabeth encaminhou-nos até à sala de estar e de jantar, onde servem o pequeno- almoço entre as 9h30 e as 11h00. A decoração é clássica, em tons de branco, cor-de-rosa claro e alfazema, mas com alguns pormenores kitsch, como o espelho da parede por cima do Honesty Bar e um ou outro objeto mais “fofinho”, como diria uma amorosa que trabalha comigo.

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Seguiram-se os três quartos: Baunilha e Arte, Alfazema Azul e Casinha Flor de Oregão. E o nomes resumem bem os tons da decoração de cada um: baunilha, beje e branco no primeiro, tons de azul e alfazema no segundo e, cor-de-rosa, lilás e verde no último. Não vou dizer em qual ficámos para manter a nossa identidade secreta, mas posso garantir que o nosso quarto era confortável apesar de a cama ser pequena. O duche é bom e os turcos são ótimos, muito macios e fofinhos (sem aspas, são mesmo fofinhos).

Num dos quartos, a casa de banho fica lá dentro, apenas separada por um vidro com a hipótese de correr umas cortinas para aqueles momentos mais privados. Genericamente, a decoração é acolhedora, mas com alguns detalhes um pouco espampanantes demais: há candeeiros feitos de corpetes, armário cujas paredes laterais são esculturas e abat-jours com máscaras à Eyes Wide Shut.

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O serviço 

A decoração dos quartos, tal como a do resto da casa, é feita de pormenores que refletem na perfeição o espírito da proprietária, que adora uma boa conversa. Se é daqueles que prefere estar no seu canto e detesta socializar com estranhos, este refúgio não é para si, porque Elisabeth Árias gosta de conhecer os hóspedes, de falar, de partilhar as suas conquistas e as suas angústias. Eu, que adoro falar, achei-lhe a maior graça.

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Gostei da atenção e do cuidado com que Elisabeth recebe os seus hóspedes: à chegada estava à nossa espera no quarto uma limonada dos bons cheiros. À noite, depois do fantástico jantar num restaurante que ganhará vida num próximo post, tínhamos um moscatel. Os detalhes aqui importam e isto leva-nos ao ponto alto da nossa estadia na Quinta dos Bons Cheiros... 

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... O pequeno-almoço 

Não há palavras para descrever o pequeno-almoço preparado pela própria Elisabeth. Tudo ótimo, tudo fresco, tudo natural, tudo acabado de fazer, tudo maravilhoso e de um requinte que mete muitos cinco estrelas a um canto: ovos feitos a pedido, iogurte natural grego com muesli e pêssego, cereais, compotas caseiras, pão quente e croissants, sumo natural de abacaxi, queijos vários, fiambre, paio, tarte de maçã caseira, iogurtes caseiros, frutos secos, figos secos e fruta fresca, mas com um aspeto e uma apresentação tão cuidada numa mesa tão rica que raramente se encontra num bom hotel. Vê-se que Elisabeth adora cozinhar e fá-lo com gosto. Por isso, além do pequeno-almoço, prepara pequenas refeições e jantares a pedido.

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Não deixe de passar por aqui num destes fins de semana de inverno. Conforto, aconchego, simpatia e tranquilidade são ingredientes garantidos, já para não falar do fator gastronómico que aqui é, sem dúvida, de cinco estrelas. Além disso, a Ericeira é um lugar lindo para conhecer no inverno. Por enquanto, a Quinta dos Bons Cheiros só tem 3 quartos (2 dentro de casa e um fora do edifício principal) mas, para o ano, Elisabeth vai construir mais 6 quartos e uma piscina.

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Se gosta de se sentir mimado, este é o local certo para uns dias de descanso. Se for muito ativo, aqui também não se perde: passeios de bicicleta, de jeep, aulas de ioga, de surf, massagens, arranja-se tudo, desde que seja com marcação prévia. Os preços rondam os cem euros por noite, mas atenção que não se aceita multibanco nem cartões de crédito, por isso, vá com a carteira recheada.

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Boa viagem,

Ela

 

fotos: quinta dos bons cheiros

 

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