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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

roteiro para umas férias tranquilas na barragem do alqueva no alentejo

Grande Lago de Alqueva junto ao ancoradouro de Mon

Há algum sítio no Mundo onde consiga nadar durante uma tarde inteira sem ver ninguém à sua volta? Há, pois. E não precisa de fazer uma viagem de 15 horas de avião, com quatro escalas e três trocas de aeroporto? Não, senhor (e senhora, já agora...) Este verdadeiro paraíso na Terra (já pareço um anúncio a uma agência de viagens de Barcarena) chama-se Alqueva e fica numa das regiões mais bonitas do Alentejo. Longe das confusões, das enchentes e das turbas de turistas. Longe das excursões, dos Club Med e das criancinhas aos gritos enquanto dão dolorosos chapões na piscina. Aqui há animais, planícies, barragem e o melhor céu do mundo para ver as estrelas – ah, também há um veleiro e isso faz toda a diferença. Mas, como dizia o esquartejador, vamos por partes.

 

Para dormir

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O Monte das Falperras é um turismo rural tranquilo, apenas com seis quartos e que fica de frente para a barragem do Alqueva. O interior é decorado com paredes brancas ou de xisto (a banheira, por exemplo, é em pedra) e o exterior é feito de recantos: há um alpendre maravilhoso onde se pode deitar numa cama com vista para a barragem e há vários colchões brancos espalhados pela propriedade e colocados em cima de estrados, à sombra das árvores.

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A piscina parece que está suspensa para aproveitar melhor o visual para o grande lago do Alqueva. Fica perto de Mourão e é um dos hotéis mais tranquilos onde já estivemos. Mas se quer saber mais detalhes, o melhor é carregar aqui.

 

Para passear

É o programa obrigatório para quem vem ao Alqueva: alugar um veleiro antigo – típico dos canais holandeses, e que foi trazido da Holanda para o Alentejo – e dar um passeio pelo grande lago com almoço a bordo. É um programa caro se alugar o barco só para duas pessoas, mas se dividir com um ou dois casais de amigos sai mais barato. Evite é ir num grupo, porque eles também organizam passeios assim.

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O passeio à vela percorre uma parte da barragem e pode pedir para parar em algumas das ilhas desertas que existem a meio do grande lago. Há inclusivamente uma ilha com areia na barragem. Pode também combinar o almoço quando fizer a marcação. Não se esqueça de pedir o fantástico pão do Telheiro feito ainda num velho forno a lenha, os divinais queijos frescos caseiros, as óptimas azeitonas dali, o delicioso paio ou os magníficos petiscos para ir picando ao longo da viagem. 

Quem organiza estes passeios é o restaurante Sem Fim, que fica no sopé de Monsaraz. Se não marcar o barco, vale a pena almoçar ou jantar no restaurante. Além de ter uma vista maravilhosa para o castelo, é um antigo lagar de azeite e tem uma galeria de arte lá dentro e uma esplanada fantástica lá fora. Tel: 266 557 471.

 

Para comer 

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Primeiro, temos de falar do restaurante Adega Velha, em Mourão. É um dos mais castiços e típicos restaurantes do país. Fica numa antiga adega de vinho, com pipas gigantes espalhadas pelas salas, onde os empregados vão enchendo os jarros para servir aos clientes. Está decorado com uma invejável colecção de rádios antigos, o chão de xisto e paredes com quatro barrigas do Fernando Mendes de espessura. Ao jantar aqui, é costume encontrar alentejanos a conversar e a cantar junto ao balcão de entrada enquanto bebem um copo de vinho caseiro. O vinho é feito pelo proprietário e a comida é maravilhosa: espargos selvagens com ovos mexidos, sopa da panela, sopa de cação, cozido de grão ou perdiz estufada – tudo coisas leves, como se pode ver... Mas se quiser conhecer melhor o restaurante, o ideal é ir aqui.

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Segunda hipótese, o restaurante Sabores de Monsaraz. Situado à entrada da vila, mesmo no topo do monte, tem uma vista magnífica sobre o campo e a barragem. Além disso, está à entrada das muralhas, que vale mesmo a pena visitar, e tem uma ementa razoável: não se come tão bem como na Adega Velha, mas é bom. Experimente o paio e o queijo de entrada, as migas gatas com bacalhau e coentros ou o borrego assado.

 

Outras opções

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Pode alugar um kaiak e ir conhecer sozinho as várias ilhas e reentrâncias da barragem. É preciso ter cuidado com as correntes e com a sua resistência – convém que seja suficiente para voltar. Se estiver mesmo numa de fazer desporto, este é um dos melhores spots para praticar ski aquático. Neste caso, tem de se meter no carro e andar uns quilómetros até à aldeia do Alqueva. Não é muito longe, mas não é propriamente ao lado das Falperras. O passeio vale a pena porque lhe dá a oportunidade de ver as enormes comportas da barragem. Depois, vá até ao cais ancoradouro e apanhe o barco. Mesmo que não saiba fazer ski, pode sempre tentar aprender. Tel: 965560613. Preço: €130/hora

Finalmente, há ainda a opção mais famosa do Alqueva: os barcos de recreio que pode alugar na Amieira – não precisa de ter carta de marinheiro para isso – e andar a dois com o seu Ele ou a sua Ela pelo Alqueva. São barcos com cabine e onde fica a dormir. É engraçado, mas é um pouco caro. E se estiver vento, pode ser também ligeiramente enjoativo – sobretudo à noite.

 

Umas férias tranquilas para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: monte das falperras; sem fim; câmara municipal de reguengos de monsaraz; sabores de monsaraz; marina da amieira

 

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