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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

sugestão para uma noite de frio e chuva como a de hoje: provar as óptimas cervejas artesanais da cerveteca

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Como é que um homem pode ter oportunidade de transcender a sua existência insignificante numa noite gelada e chuvosa de sábado? E uma mulher? E os dois juntos? Desta vez, reconheço humildemente que a resposta não é nossa, mas sim do Hugo, um admirável leitor preocupado com a qualidade da vida bebericadora do Casal Mistério. Quando referimos aqui a degustação de cervejas artesanais que iria haver, no princípio de Outubro, no restaurante Astória, no Porto, o Hugo teve a amabilidade de nos falar pela primeira vez da Cerveteca, um bar exclusivamente de cervejas artesanais que abriu há poucos meses em Lisboa.

É claro que as sugestões dos leitores são ordens para o Casal Mistério, especialmente quando incluem as palavras "cerveja", "artesanal" e "novo" tudo na mesma frase. 

E foi assim que chegámos à Cerveteca, na Praça das Flores.

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O ambiente 

Como nós não somos propriamente pós-adolescentes programados para desligar a bateria só depois das 4h da manhã, temos este hábito um pouco exótico de frequentar bares antes da meia-noite. Quando entrámos na Cerveteca pouco passavam das 23h. Lá dentro estava apenas um casal de estrangeiros maravilhado com a oferta interminável de cervejas e uma mesa com quatro pessoas. Tinha pouca gente, mas como era um dia de semana, percebe-se.

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Pelo menos, deu para ver melhor a decoração. E vale a pena reparar em alguns pormenores. No tecto, há um enorme candeeiro feito com compridos copos de cerveja. Junto ao balcão, estão mais três garrafas penduradas com uma lâmpada lá dentro. Algumas mesas têm o tampo de vidro colocado por cima de traves de madeira. Num canto, encontra um confortável sofá de sala de estar.

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A decoração é sóbria e despida – talvez até um pouco despida demais: quase um quarto da sala, mesmo junto à entrada, não tem mesas e a maioria dos lugares sentados é com bancos sem encosto, o que para pessoas que já sofrem com dores nas cruzes, como nós, é um problema. Mas a parte mais importante não são as cadeiras ou as mesas – é um enorme armário que ocupa quase uma das paredes e que tem tudo quanto é cerveja artesanal.

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As cervejas 

Pode comprar para levar para casa ou comprar para beber ali. Há cervejas portuguesas, belgas, neo-zelandesas, dinamarquesas, norueguesas... Há cervejas mais doces e mais amargas, mais fortes e mais leves. Há o que quiser.

Se lhe apetecer uma cerveja de garrafa, é só escolher no tal armário gigante; se preferir uma cerveja de pressão, pergunte no balcão. Há cerca de dez marcas disponíveis e que vão variando regularmente. Nós chegámos ali como dois marcianos a entrar na Feira da Ladra pela primeira vez na vida. E por isso tivemos de receber um mini-curso intensivo de cervejaria antes de optarmos. Acabei por escolher uma American Dream de pressão, óptima mas ligeiramente adocicada. Ela pediu uma Praga mais normal e mais gelada. Ainda pedimos mais duas cervejas por sugestão da empregada. Eu, uma BrewDog (mais vermelha, mais gelada e um pouco menos amarga); Ela, uma Weihenstephaner pela qual ficou deslumbrada. Apesar da dificuldade do nome, é fácil de beber (um pouco adocicada demais para o meu gosto, mas perfeita para Ela).

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A comida 

Apesar de termos ido à Cerveteca apenas para experimentar a cerveja, depois de um concerto onde estivemos a abanar o capacete (somos muita malucos!), podíamos perfeitamente ter ido para petiscar alguma coisa. Há uma boa oferta de conservas, queijos e algumas sanduíches que nos deixaram a reflectir seriamente sobre a hipótese de jantarmos uma segunda vez, mesmo sendo quase meia-noite. Eu marquei duas que ainda me vão fazer lá voltar para experimentar: a sanduíche de salmão fumado com mostarda de ervas e a sanduíche de presunto com manteiga de cerveja.

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O serviço 

A primeira pessoa a receber-nos foi uma empregada muito simpática e disponível. Respondeu a todas as nossas perguntas com a mesma paciência com que uma educadora de infância explica a uma criança que não pode beber a tinta da caneta apesar de ser muito divertido ficar com a boca toda azul. E foi ela que nos aconselhou as óptimas cervejas que experimentámos. Tão boas que dá vontade de lá voltar numa noite de frio e chuva como a de hoje.

 

O bom 

Aguns detalhes da decoração, como os candeeiros

O mau 

As poucas mesas

O óptimo 

As cervejas

 

Bom mau tempo para si onde quer que esteja,

Ele

 

fotos: cerveteca

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