Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

bolo de baunilha numa caneca para esquecer a gafe do fim da cerimónia dos óscares

Confesso que ainda estou em choque com o que aconteceu ontem no fim da cerimónia dos Óscares. Com os miúdos em férias, fizemos pela primeira vez uma noite de Óscares com os mais velhos que resistiram estoicamente para assistir ao momento mais bizarro da história dos prémios da Academia. Confesso que primeiro estranhei a hesitação do Warren Beatty e ainda pensei: “OK, o homem não era propriamente fã do La La Land”, mas quando, durante o discurso de agradecimento do produtor Jordan Horowitz, vejo alguém a correr lá atrás, no palco, disse: “Oh diabo!” mas nunca pensei que fosse uma barraca deste calibre. Aliás, Jordan Horowitz foi um senhor. Acabou por ser ele a anunciar que afinal o vencedor era outro perante uma plateia estupefacta, garantindo: “This is not a joke!” e cedeu o seu Óscar à incrédula equipa do Moonlight. Só pela presença de espírito merecia um Óscar de consolação.

Nós desligámos a televisão quase às seis da manhã sem sono e cheios de fome. Por isso, decidi fazer um pequeno-almoço antecipado e rápido antes de mandar a malta toda para a cama.

Esta receita, do Buzz Feed, no fundo é o clássico bolo de anos, por isso pode pôr o seus toppings preferidos, como chantilly, pepitas de chocolate ou frutos secos. Dado o adiantado da hora, fiz a versão simplificada.

enhanced-buzz-10254-1375734114-10.jpg

 

 

aprenda a fazer o aperitivo mais famoso do menu dos óscares

Já é um clássico no menu elaborado por Wolfgang Puck para o jantar do Baile do Governador: o Salmão Fumado sobre Brioche em forma de Óscar com Caviar Iraniano é um sucesso e é facílimo de fazer. O chef austríaco mais famoso de Hollywood disponibilizou a receita em grande exclusivo para o Casal Mistério (OK, e para o resto do mundo também) e está decidido: hoje vamos fazer na Mansão Mistério e vamos petiscando esta maravilha enquanto vemos a cerimónia dos Óscares.

oscar-party-governors-ball-recipes-001.jpg

 

 

o que vão jantar as estrelas de hollywood depois da cerimónia dos óscares

Hoje é noite de óscares e não vou revelar os meus favoritos para não dar pistas à nossa família e amigos sobre a nossa identidade. Mas posso tentar adivinhar quem vai levar a estatuteta mais cobiçada de Hollywood para casa: Emma Stone, Casey Affleck, Viola Davies e Mahersahla Ali são as minhas apostas e La La Land vai “varrer” a noite. Não, juro que não sou o Lauro António, mas adoro cinema e conseguimos, apesar da nossa vida caótica, ver quase todos os filmes nomeados.

LaLa-Land.jpg

 

 

yummi real food, óptimas tostas com pão verdadeiro para fugir do carnaval

Hoje é Carnaval, ontem foram os Óscares... Basicamente, há dois rumos a tomar na sua vida: mascarar-se de Manuel Luís Goucha e ir desfilar no Carnaval da Mealhada ou enfiar-se num cinema, às escuras, para não ser confundido com um suíço por estar vestido de forma normal. Não é uma decisão evidente, pois não? Eu ainda tentei encontrar um fato e gravata de lantejoulas e uns óculos roxos, mas não descobri nada que me servisse. Por isso, contrariado, optei pelo cinema. E, como todos nós sabemos, não é possível ir ao cinema sem jantar qualquer coisa no shopping. E é aí que o Casal Mistério entra com a última descoberta de fast food saudável. Chama-se Yummi e já existe há um ano, mas, para nós, estava perdida no Oeiras Parque.

A marca nasceu numa micro-loja na Calçada do Combro, em Lisboa, e servia tostas, tartines e sanduíches para comprar e comer enquanto andava pela rua. No ano passado, mudou-se para o Oeiras Parque mas manteve o essencial - e isso é...

 

...A comida

Aqui o pão é especial, os alimentos são frescos e os pormenores são cuidados.

As tostas

As tartines desapareceram com a mudança, mas as tostas são de pão alentejano e têm sempre alguma coisa que marca a diferença: Rosbife com mostarda de Dijon e salada de alface e rúcula temperada com azeite de trufa e vinagre balsâmico; Mozarella e tomate fresco com molho de tomate seco; Salmão fumado com espinafres e cebola salteados e queijo creme; Frango com chutney de manga, salsa e manteiga de alho; Beringela com cogumelos, queijo mozarella e molho pesto; ou uma simples tosta mista, com queijo, fiambre e azeite de orégãos. É difícil escolher, mas eu não hesitei: sempre que na mesma frase estão as palavras azeite e trufa, eu abro a boca. O pão das tostas é óptimo: macio e escuro, estaladiço e bem torrado. O rosbife é bom: fininho, fresco e muito mal passado. E a mostarda é fantástica: picante, saborosa e óptima para desentupir o nariz em dias de frio. Só o azeite de trufas é que passa tão despercebido como um chinês a andar de bicicleta em Pequim. Foi pena, mas foi bom.

 

Os pratos e as sanduíches

Se não quiser tostas, tem duas alternativas: comida no prato - o rosbife (que Ela pediu e que perde um bom bocado em relação à tosta), um hambúrguer com tomate fresco e molho de pepino, ou o salmão fumado e um prato vegetariano que vêm ambos acompanhados com couscous; e sanduíches - são as mesmas opções das tostas, mas em pão de chapata, o que não me pareceu tão entusiasmante.

 

Os acompanhamentos

Primeiro quer as boas ou as más notícias? Pareceu-me ouvi-lo dizer "as más, venham elas!", não foi? Então, aqui vão. A minha extremosa Mulher Mistério entusiasmou-se com um apetitoso arroz de alho a fumegar na fotografia "meramente ilustrativa", claro está. Mas o entusiamo durou dois minutos. Foi o tempo de colocar a primeira garfada na boca e perceber que os bagos estavam colados em pequenos blocos de arroz requentado. Eu entusiasmei-me com a salada de alfaces temperada com vinagrete de limão (também pode ser com vinagrete de amora) e sementes de sésamo. Realmente o vinagrete é interessante e as sementes de sésamo surpreendentes, mas as alfaces, que davam o nome à salada, estavam meio plastificadas e a mistura não se salvou. O que vale é que tínhamos pedido mais alguma coisa: Ela uma deliciosa sopa de beterraba sem batata (cremosa e saborosa, mas em copo descartável) e eu umas óptimas batatas fritas cortadas às rodelas com casca e orégãos (muitíssimo estaladiças mas com um nadinha de óleo a mais).

 

O serviço

Simpático, atencioso, rápido e prestável. Mesmo quando eu pedi para acrescentar um ingrediente ao prato (é melhor não revelar qual para não ser descoberto), o empregado não hesitou um segundo e juntou sem cobrar.

 

O ambiente

A zona de restauração do Oeiras Parque é confusa, cheia de gente, em espaço totalmente aberto (sem os recantos, por exemplo, do Colombo) e com os carrinhos dos tabuleiros sujos por todo o lado. Resumindo: não é um sítio simpático. Mas tem um óptimo cinema, com pouca gente e cadeiras muito confortáveis.

 

A conta

Por toda a refeição, com duas Coca-colas como bebidas, devíamos ter pago €18,40. Pagámos €19,40: o empregado enganou-se e cobrou uma Coca-cola a mais. De qualquer maneira, vale a pena. E assim não tem de se mascarar.

O óptimo

A tosta de rosbife com mostarda de Dijon

O bom

As batatas fritas com casca e orégãos

O péssimo

O arroz de alho

 

Um bom ex-feriado para si, onde quer que esteja,

Ele

e a grande desilusão da noite dos óscares é...

...o Jantar. Não, não estou a falar dos maravilhosos revueltos de tomate, cebolinho e parmesão preparados pela minha querida Mulher Mistério para nos irmos entretendo enquanto assistíamos ao evento, estou a referir-me ao Jantar (com letra maiúscula) de Meryl Streep no filme Um Quente Agosto (August: Osage County, no original), seguramente a mais intensa e bipolar cena do cinema recente. 

Em 20 minutos de humor e raiva, ironia e sarcasmo, silêncios e gritos, gargalhadas e choros, amor e ódio, compaixão e sadismo, há tudo o que o cinema deve ter. Foram 18 páginas de um guião genial, quase quatro dias de filmagens exemplares e muitas semanas de preparação intensa.  

Desde o início da rodagem do filme que Meryl Streep insistiu para que os actores vivessem durante todos aqueles meses ao lado uns dos outros e convivessem permanentemente para se parecerem mais com uma família. Streep passou grande parte das 24 horas de cada dia com Margo Martindale, que interpreta a sua irmã, a conversar e a beber copos de vinho para lhe copiar tiques e expressões. Quando começaram as gravações, Margo apercebeu-se de que as duas tinham surpreendentemente uma gargalhada parecida. E depois realizou: “Mas esta é a minha gargalhada! Eu nunca tinha visto a Meryl a rir-se assim”.

Nas semanas antes da cena do Jantar, os actores juntaram-se em casa de Meryl Streep para treinarem. E, na véspera da gravação, organizaram eles próprios um jantar em casa da actriz, onde afinaram como é que cada um se comportava à mesa em grupo.  

O resultado é uma das mais memoráveis cenas da história do cinema (que incrivelmente não foi premiada este ano). Tinha de ser uma refeição, claro.

 

 

 

Bons filmes para si, onde quer que esteja,

Ele

o momento da noite dos óscares

Durante a cerimónia, Ellen DeGeneres desafiou as estrelas a tirarem uma selfie com ela e colocou-a no twitter. Em menos de uma hora, a foto tinha sido partilhada mais de 1,2 milhão de vezes até o twitter ir abaixo! E, claro, já bateu todos os recordes de partilhas e visualizações! Pudera… Quem não gostaria de estar nesta selfie?

Boa ressaca dos Óscares,

Ela

a nossa noite de óscares

 

A noite de Óscares é demasiado especial para ser apenas mais uma noite em frente à televisão aqui em casa. Por isso, decidi criar um evento que, se correr bem, poderá tornar-se uma tradição anual: vou entrar na cozinha e fazer uma ceia digna de uma passadeira vermelha: elegante e light.

 

Ementa para a noite dos Óscares:

Aperitivo – pimentos padrón (já o vi fazer várias vezes: é só lavá-los e atirá-los para dentro de uma frigideira com azeite a ferver até ficarem escuros, porque não gosto deles muito picantes e quanto mais cozinhados menos picantes). Enquanto os passamos pelo sal e metemos um e outro à boca, entre goles de vinho para apaziguar a língua em chamas, ouvimos a maravilhosa Jennifer Lawrence vencer o Óscar de Melhor Atriz Secundária pela sua brilhante prestação em “Golpada Americana”. Se bem que o meu coração também se inclina para Julia Roberts que, além de continuar linda de morrer, mostra que é muito mais do que a pretty woman em “Um Quente Agosto”. Para qualquer uma delas seria o segundo Óscar.

 

E ainda antes de voltar para a cozinha, torço ferverosamente por Jared Leto para Melhor Ator Secundário, pela sua exímia atuação em “O Clube de Dallas”. Pensando bem, não ficamos nada mal servidas se subir ao palco o Bradley Cooper: sempre é um colírio para os olhos. Até de rolos na cabeça, aquele homem é giro, caramba.

É nesta altura que o meu querido marido mistério me faz uma tromba descomunal e eu fujo para a cozinha. Para fazer o quê? Aceitam-se apostas. Qual é o único prato que uma pessoa que não sabe cozinhar consegue fazer? Claro! Ovos mexidos. Sim, mas não são uns ovos mexidos quaisquer!

 

Prato principal – Ovos mexidos com parmesão e cebolinho. Parto os ovos e deito-os para uma taça. Misturo com um garfo três ou quatro vezes, só para partir a gema e não deixar ficar com a consistência de uma omolete. Passo o cebolinho por azeite a ferver, com o lume no máximo. Atiro os ovos e o parmesão previamente lascado lá para dentro. Mexo com uma colher de pau, e ao fim de 20/30 segundos desligo o lume, para não deixar os ovos secar. Continuo a mexer até as claras cozinharem. Depois retiro os ovos rapidamente da frigideira para eles não continuarem a cozinhar e acrescento tomate cherry.

Quase duas horas depois (porque isto tudo parece muito fácil quando é Ele a cozinhar mas, com a minha mania das limpezas, os meus timings são outros!), regresso à sala com a minha obra-prima nas mãos, mesmo a tempo de ouvir a diva Meryl Streep receber o seu quarto Óscar, se bem que Cate Blanchett (e a sua Jasmine) é uma adversária de peso.

Quanto ao Melhor Ator Principal, apesar do meu coração pender para Leonardo Di Caprio (que está magnífico em “O Lobo de Wall Street”), acho que ainda não vai ser desta que o menino bonito de Scorcese leva o Óscar para casa. Porque este é o ano de Mathew MacConaughey. A sua impressionante transformação e sacrifício para protagonizar “O Clube de Dallas” vão ser recompensados esta noite. 

 

E quando tento levantar-me do sofá para fazer uma sobremesa (ou seja, ir buscar Santini ao congelador), o meu corpo não deixa, e ferro a dormir antes de serem anunciados o Melhor Realizador e o Melhor Filme. Mas convenhamos, haja resistência e idade para gramar com uma maratona destas até de madrugada sem pestanejar.

 

Boa noite de Óscares,

Ela