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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

este é um dos 10 destinos mais surpreendentes do mundo, segundo a lonely planet: e fica em portugal (conheça todos)

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Estes são os melhores destinos para viajar em 2017. Se tem lá em casa um bilhete oferecido pelo seu padrinho, se tem milhas acumuladas no cartão de crédito, se não tem nada disto mas quer conhecer sítios deslumbrantes e irresistíveis, este texto é para si (quer dizer, o texto não tem muito interesse – o que vale mesmo a pena são as fotos).

O incontestável guia de viagens Lonely Planet publicou a sua eleição anual dos melhores destinos para viajar. São os sítios que todos devíamos conhecer em 2017. Estão lá as melhores cidades para visitar, os melhores países para conhecer ou as melhores viagens para poupar. Mas está lá também a minha lista anual favorita: os destinos naturais mais surpreendentes que temos mesmo de conhecer. São 10 regiões que normalmente não aparecem nos roteiros turísticos mais convencionais, mas que são de cortar a respiração. E, como não podia deixar de ser, estão lá os nossos Açores. 

Nós já aqui tínhamos escrito que o arquipélago é o sítio mais bonito de Portugal e cada vez que podemos pegamos nas malas e mudamo-nos para a paisagem deslumbrante do Pico, ou para as fajãs incríveis de São Jorge, ou para as quedas de água únicas das Flores, ou para os vulcões impressionantes do Faial, ou para as lagoas de cortar a respiração de São Miguel. Os Açores são um verdadeiro paraíso no meio do Atlântico – e serão seguramente um destino de Viagem Mistério para 2017.

Conheça as 10 regiões eleitas pela Lonely Planet.

 

 

cinco hotéis únicos para passar umas férias inesquecíveis no sítio mais bonito de portugal: os açores, claro!

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Depois de dois dias com cheirinho a verão, adotei as havaianas e já só penso nas próximas férias. Apesar da chuva. É-me indiferente. Adoro marcar e planear férias. Pena que depois passem a correr… mas enfim. Um dos destinos preferidos da nossa Família Mistério é os Açores. Já lá estivemos três vezes com as crianças e, todos os anos, elas perguntam-nos quando é que voltamos outra vez.

E os miúdos não são os únicos a adorar este espetacular e selvagem destino. Recentemente, o Washington Post considerou o arquipélago “um paraíso indomado” e a edição holandesa da revista Traveler, da National Geographic, colocou os Açores em primeiro lugar na sua lista dos 20 locais mais bonitos do mundo para visitar em 2016.

 

 

dois novos refúgios de sonho mesmo em cima da lagoa das sete cidades, nos açores

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É segunda-feira e está de neura? Tenho a solução para os seus problemas. Que tal começar a semana a planear as suas férias de verão? Com este sol maravilhoso, já só penso em férias... E, meu querido Marido Mistério, encontrei o sítio ideal para passarmos uma semana de sonho. Fica nos Açores, o teu destino preferido (reparem na minha técnica infalível para o convencer), em cima (literalmente, em cima) da Lagoa das Sete Cidades, na ilha de São Miguel. E temos duas opções: podemos ir os dois, sozinhos, sem crianças e ficamos na espetacular e romântica Casa dos Barcos, ou podemos ir com os miúdos e uns amigos e enchemos a maravilhosa e incrível Casa Grande.

 

peixe dos açores + carne dos açores + um chef talentoso só podia dar nisto: um restaurante novo e fantástico em lisboa

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– Então e a dieta está a resultar?

– Está!

– Quanto é que perdeste?

– Quase um quilo.

– Ah... Ok...

Chegar a um restaurante à hora marcada e ficar mais de 15 minutos à espera de um amigo tem como recompensa poder ouvir diálogos tão interessantes como este entre uma mulher curiosa e um homem profundamente optimista com o seu peso. Principalmente se o espaço a separar as mesas não for maior do que um pé do Marques Mendes. E é isso que acontece no novíssimo restaurante Rabo d'Pêxe, em Lisboa.

 

 

novidade! novidade! acabou de abrir um hotel espetacular nos açores!

Adoro dar boas notícias. E esta não é boa, é ótima! Soubemos, graças à nossa querida leitora Sara Pinheiro, que acabou de abrir na ilha de São Miguel um eco beach resort que promete. Situado entre a serra e o mar, o Santa Bárbara é ideal para férias em família. Até famílias numerosas como a nossa. Com uma localização única, de frente para o mar com uma praia com mais de um quilómetro de areia e ao mesmo tempo com vista para a montanha da Lagoa do Fogo.

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novidade! novidade! já abriu o furnas boutique hotel termal & spa, um refúgio de sonho na ilha de são miguel, nos açores

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Acabadinho de abrir, o Furnas Boutique Hotel Thermal & Spa, na ilha de São Miguel, nos Açores, é o lugar ideal para quem precisa de descansar e fugir do stress do dia-a-dia. (Eu! Eu! Eu! Eu!) Rodeado pela imbatível natureza selvagem dos Açores, este paraíso situa-se precisamente nas Furnas, onde se verifica a maior concentração de águas termais na Europa. (Era tudo o que eu precisava! Infelizmente já me sinto na Idade das Termas).

 

 

a salada de rosbife açoriano do to.b no chiado

Já não é a primeira vez que tenho esta conversa num restaurante:

- Desculpe, enquanto a comida não vem, não tem um bocadinho de pão e manteiga para ir comendo qualquer coisa?

- Pão, só se for o pão dos hambúrgueres; e manteiga não temos.

- Não, eu estava a pensar mais numa coisa tipo couvert...

- Pois, eu posso arranjar-lhe um pão mas não é isso que está a pensar.

Não, não estou no Burkina Faso a tentar explicar o conceito do couvert num restaurante. Estou no To.B, do Chiado, a tentar não desfalecer enquanto espero pela comida. Da primeira vez que tive esta conversa, há uns anos, noutro restaurante de Lisboa, acabei com uma sanduíche de manteiga à minha frente – o empregado não sabia mesmo do que é que eu estava a falar. Aqui acabei por esperar sem nada à frente – e por quase esquecer a conversa. O To.B pode não ser um restaurante perfeito, mas tem comida fantástica.

 

 

kampai, um restaurante de sushi com peixe fresco dos açores

Ir a um restaurante japonês já é bom. Ir a um restaurante japonês com um chef que trabalhou no Aya é melhor. E então ir a um restaurante japonês com um chef que trabalhou no Aya e que tem peixe fresco que vem dos Açores, oh, meus amigos, já estou agarrado ao telefone a chamar um táxi. Eu vou só dar-lhes três pequenas pistas sobre aquilo de que estamos a falar: lula gigante dos Açores, atum gordo dos Açores e lírio delicioso dos Açores. (Eu gosto de repetir a palavra Açores para tudo ficar bem claro)

E onde é que encontra isto? Em São Miguel? Na Terceira? No Faial? Nada disso. Em Lisboa, no Kampai. Tem esse ligeiro inconveniente de ficar mesmo ao lado da Assembleia da República. Mas se conseguirmos evitar encontrar o Manuel Alegre a declamar poesia ou o Miguel Relvas, de avental à cintura, num encontro da maçonaria, não temos mais nada a temer.

A ementa 

O peixe

Começámos com uma pequena discussão: Ela queria sashimi de salmão, eu queria peixe dos Açores; Ela queria o de sempre, eu queria aquilo que torna o Kampai um restaurante especial. Salmão importado da Noruega há em qualquer restaurante japonês, sashimi de peixe fresco vindo directamente dos Açores só há aqui. É claro que a força da argumentação ganhou à argumentação da força. Ela ficou convencida, eu fiquei com um atum maravilhoso.

No Kampai, tem duas fantásticas hipóteses de sashimi: o toro e o chu toro. O toro é a melhor parte do atum, a que fica na barriga e que tem mais gordura. É, de longe, o sashimi mais saboroso e, no Japão, pode valer milhares de dólares o quilo. No Kampai uma dose de sashimi de toro de um atum dos Açores custa 30 euros. Não são os milhares de dólares do Japão, mas também não é barato. Por isso, optámos pelo sashimi de chu toro, uma zona intermédia, menos gordurosa do que o toro mas muito mais saborosa do que o atum habitual. É um bom compromisso qualidade/preço. No Kampai uma dose, que chega perfeitamente para duas pessoas, custa 18 euros.

É claro que, depois de ter experimentado esta pequena maravilha da natureza, Ela já tinha desistido do salmão. Passámos então para um sashimi de lírio, outro peixe difícil de encontrar em Portugal Continental. Não é um atum açoriano, mas é muitíssimo bom também.

Feitas as entradas, foi a vez dos pratos mais elaborados. E num japonês, com um calor destes, um prato elaborado é um tataki. O aji tataki é feito com alho francês e um delicioso chicharro. Tem um nome estranho mas é apenas um carapau açoriano.

Antes do fim, ainda provámos a lula gigante (também típica das ilhas) e as vieiras salteadas (a única excepção não açoriana da noite): salteadas com manteiga, molho mirin (uma espécie de vinho de arroz que é doce), cogumelos e legumes, são imperdíveis. 

Para acabar saltámos directamente para os cafés. Mas foi com alguma pena minha que não experimentei o gelado de chá verde (dos Açores) e a Tarte de Maracujá (vale a pena dizer de onde?).

 

Os vinhos

É claro que, na ementa, não podiam faltar os vinhos dos Açores. E não comece já a torcer o nariz por não estarmos a falar do Douro. Além do famoso verdelho da ilha do Pico (o vinho licoroso que, no século XVIII, exportava quase toda a sua produção para a corte dos czares da Rússia), os Açores têm óptimos brancos. Nós pedimos uma garrafa de Frei Gigante, um fantástico vinho, também do Pico, que já ganhou vários prémios internacionais e que foi classificado com um brilhante 16 pela Revista de Vinhos.

 

O couvert

Desta vez ficou para o fim porque simplesmente não consta: nem ocidental nem oriental, nem açoriano nem japonês. E faz falta ter alguma coisa para entreter enquanto se espera pelo pedido.

O serviço 

Quase toda a ementa foi escolhida pelo empregado. Dissemos apenas que queríamos peixe dos Açores, explicámos o que não gostávamos e pedimos sugestões. Ele fez o resto. E muito bem feito. Hoje em dia é mais difícil encontrar um empregdo assim do que um salmão a nadar no rio Tejo.

O ambiente 

Pequeno detalhe ligeiramente desagradável: o autoclismo da casa-de-banho não funcionava. Não foi dramático, porque os empregados iam lá despejar água mas, num restaurante, não é uma falha muito aconselhável.

De resto, a decoração não incomoda, mas também não encanta. Os quadros dentro de escotilhas de barcos são de gosto duvidoso e os desenhos de navios pesqueiros na parede são de estilo um bocadinho piroso. No entanto, os clientes são civilizados, as cores discretas, o ruído reduzido e o restaurante uma excelente escolha de Verão. Afinal de contas, em dias de calor como este, que mais é que se podia pedir além de peixe fresco muitíssimo bem cozinhado?

 

O bom 

O vinho

O mau 

A decoração

O óptimo 

O peixe dos Açores

 

Um abraço para todos os açorianos, onde quer que eles estejam,

Ele