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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

e o óscar vai para… o vila vita parc resort & spa

Que Portugal está na moda no que ao turismo diz respeito já ninguém tem dúvidas e a gala dos World Travel Awards que decorreu ontem na Sardenha, em Itália, veio provar isso mesmo. Portugal venceu em 23 categorias a nível europeu, mais nove do que no ano passado. Só temos razões para celebrar!

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um dos restaurantes com mais charme do algarve: pizzas, ceviches e petiscos feitos com produtos da horta

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Este é um restaurante de detalhes. Primeiro a localização: estamos no meio de um pinhal, rodeados de árvores, pinhas e caruma, uma das paredes é totalmente feita de vidro – nos dias de vento está fechada, nos dias de calor está toda aberta, é como se estivesse a jantar no meio do pinhal. Depois a decoração: tudo foi pensado, desde a manteiga embrulhada em papel vegetal aos talheres entregues dentro de baldes de latão, passando pelas latas de conservas onde é servido o couvert. Finalmente a comida: o atum vem do mercado de Olhão, o patê é caseiro, a focaccia é cozida num forno a lenha à nossa frente e alguns dos ingredientes vêm da horta do hotel.

Mas há mais.

 

o melhor bolo de praia deste verão: a fabulosa bola de berlim de alfarroba

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É uma das grandes invenções do Universo. A alfarroba está para mim tal como o arroz está para os chineses. Se tudo levasse alfarroba, o mundo seria um lugar melhor. Eu poderia ser feliz a comer spaghetti de alfarroba, risotto de alfarroba, bolo-rei de alfarroba, arroz doce de alfarroba. Mas isso é ainda um sonho. A realidade, por enquanto, é a mais recente criação da doçaria algarvia: a bola de Berlim de alfarroba.

Em vez da esquálida e desinteressante farinha de trigo, esta maravilhosa bola de Berlim leva uma discreta e delicada farinha de alfarroba. No meio, tem um equilibrado e suave creme de pasteleiro. E por cima leva uma finíssima camada de açúcar quase em pó. Esta combinação resulta na promoção da bola de Berlim à Liga dos Campeões dos bolos de praia. Primeiro, porque a alfarroba lhe dá um toque levemente amargo e aveludado que faz lembrar o cacau. Depois, porque a bola de Berlim fica menos gordurosa e enjoativa. E finalmente porque se torna bastante mais saudável.

 

 

os melhores restaurantes que experimentámos em 2015

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Chegou o dia de todos os balanços. E cá em casa os balanços são feitos com o garfo e a faca na mão. Depois de um fim-de-semana a rever tudo o que comemos em 2015, chegou o momento de nos sentarmos à mesa. Este é o top 7 dos melhores restaurantes que experimentámos pela primeira vez este ano. São as maiores surpresas que tivemos. De fora desta selecção nacional da comida, deixámos os restaurantes consolidados, aqueles com estrelas Michelin (é difícil comparar um Belcanto com uma Cevicheria). De resto, está aqui aquilo de que mais gostámos e que queremos repetir. 

 

 

o restaurante mais escondido do algarve (e onde come o melhor tártaro de atum com gelado de wasabi e muito mais!)

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O primeiro prato que lhe servem no restaurante Vistas, no Algarve, é intragável. Mesmo. Literalmente. Ao ponto de não se conseguir tragar de maneira nenhuma.

Na verdade, nem é suposto. Quando se senta à mesa daquele que é um dos melhores e mais discretos restaurantes do Algarve, no Monte Rei Golf & Country Club, na Serra do Caldeirão, ao pé de Tavira, a primeira coisa que lhe colocam na mesa é um prato com uma pequena moeda branca no meio. Depois, antes que pegue no garfo e na faca, o empregado despeja por cima um pouco de água e a moeda cresce até se transformar, como que por magia, num guardanapo enrolado.

Esta não é apenas uma graça de início de refeição. É o melhor retrato do restaurante: um espaço clássico, com uma decoração tradicional, mas onde toda a gente o procura surpreender em cada detalhe. E as maiores surpresas vêm da cozinha.

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petisco de fim de tarde no algarve: as óptimas ostras a 1 euro em cacela velha

Aqui não vamos para ser bem atendidos, vamos para comer como em poucos outros sítios do País. Estou a falar de ostras, claro.

 

O ambiente 

Não espere nada de muito sofisticado. Nem nada de pouco sofisticado. Sofisticado é uma palavra que ainda não chegou à Casa da Igreja. E ainda bem. Fazem falta sítios como este – que não mudam com os anos e que mantêm o estilo claramente castiço. Aqui, os bancos são corridos, o ar condicionado é uma porta aberta para a rua e as toalhas de mesa são daquele papel meio ondulado das tascas de antigamente. Aqui, quando entramos de xanato no dedo, areia nos pés e cabelo no ar, depois de um longo dia de praia, sentimo-nos como o Príncipe Carlos a entrar no McDonald's: claramente overdressed. O restaurante (não sei bem se lhe podemos chamar restaurante) é simples e quer manter-se simples.

 

 

o licor de laranja orangea, a melhor surpresa do ozadi hotel em tavira

Fomos jantar ao renovado Ozadi, em Tavira, porque estávamos com curiosidade de conhecer o hotel e o restaurante, claro. Ele mais do que eu, porque confesso que não me apetecia nada enfiar-me num hotel em plena estrada nacional 125. Apetecia-me olhar para o mar não para os carros a passar. Mas lá fui pouco convencida. E ainda bem que fomos.

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o prato divinal que não pode perder por nada deste mundo se estiver no algarve

Todos os anos, no Verão, eu faço o meu sacrifício anual. Há quem vá a pé a Santiago de Compostela, há quem corra uma maratona, há quem convide a sogra para jantar – eu vou ao Ideal em Cabanas de Tavira. Canso-me menos do que a correr a maratona, mas desgasto-me mais.

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não é miami mas é quase: conheça o novo hotel pestana alvor south beach

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Tem mar – na verdade o oceano até é o mesmo –, tem uma decoração a lembrar South Beach e está a 100 metros da praia, com três vantagens: não precisa de apanhar um avião, fala português e é bem mais barato. Se não tem orçamento para ir a Miami, experimente ir até ao Alvor. O grupo Pestana abriu, no início do mês, um novo hotel de 4 estrelas inspirado no espírito e na decoração de South Beach, e eu já estou doida para fazer as malas, pegar na Família Mistério e passar aqui uns dias.

 

 

o spot ideal para beber um copo ao fim da tarde no algarve (já viu bem esta vista deslumbrante?!)

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Um jovem alto e espadaúdo sai da praia ao fim do dia (sim, estou a falar de mim...) e tudo o que quer é beber um gin tónico decente enquanto olha abazurdido para uma paisagem deslumbrante. Assim mesmo, sem sequer vestir uns calções: fato de banho molhado, pés envolvidos numa densa camada de areia, gin tónico de um lado, vista deslumbrante do outro. Que mais é que um jovem alto e espadaúdo (peço desculpa por repetir este detalhe, mas é importante reterem esta informação a meu respeito) pode querer para ser feliz?

Só mesmo estar perto do Guarita Terrace. O bar, no topo da Praia Verde, foi remodelado este ano e tem uma das vistas mais inacreditáveis do Algarve. Sentado aqui, vê o enorme areal até quase ao início da ria Formosa, uma parte do pinhal da Praia Verde e o mar a perder de vista. Só é pena que aqui o sol se ponha em terra, mas o fim do dia ganha uma cor única.

 

 

3 hotéis de sonho no algarve (e estes são novos e fantásticos…)

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Se fôssemos de férias amanhã, escolheria qualquer um destes três hotéis para passar uns dias. Aqui em casa, já se sabe, Ele cozinha e eu viajo, por isso, neste campo, a chef sou eu. E estes refúgios (sim, ainda existem refúgios no Algarve) têm tudo o que nós gostamos: bom gosto, charme e preços aceitáveis (se bem que no pico do verão a expressão “preços aceitáveis” pode tornar-se um mito!).

 

 

 

despedida do algarve: a maravilhosa anchova grelhada da esplanada do sem espinhas

Quando entro num restaurante e ouço o empregado dizer-me:

- Boa noite, cavalheiro...

...sinto-me de volta ao século XVII.

Então, se o mesmo empregado se vira depois para alguma das crianças e lhe diz:

- O que é que a menina vai desejar?...

...não me restam dúvidas: encarnei no corpo do Dartacão e estou à frente da Milady, pronto para derrotar o temível Cardeal Richeleão.

Como sou o mais devoto admirador dessa obra-prima dos desenhos animados que foi "Dartacão e os Três Moscãoteiros", entrei no Sem Espinhas da Praia do Cabeço a imaginar os saltos acrobáticos de Mordos e a sonhar com o charme contagiante de Arãomis. E é importante deixar bem claro um ponto prévio: este Sem Espinhas está para o seu homónimo da Manta Rota tal como o Dartacão está para a personagem original de Alexandre Dumas: não tem qualquer comparação.

Eu tinha ido há uns anos ao restaurante da Manta Rota e confesso que gostei de lá comer como de ver o Passos Coelho a fazer carreirinhas na praia. Não me convenceu: nem o ambiente (demasiado sofisticado) nem a comida (caril de gambas?!).

Mas mal cheguei à praia do Cabeço para o jantar de despedida das nossas férias (infelizmente, já lá vão) percebi que tinha entrado num mundo diferente.

O ambiente 

O restaurante está em cima da praia e tem uma esplanada com uma maravilhosa vista para o mar. Decorado com madeira rústica e cadeiras de realizador às cores, é simples, alegre e despretensioso. Tanto sabe bem almoçar aqui de fato-de-banho (confesso que, no Verão, é coisa que só fazemos quando estão menos de 12 graus no areal e caem mais de 5 mm de chuva por hora) como jantar já com o duche tomado e o cabelo penteadinho. 

O ambiente é simpático – é frequente encontrar alguns jogadores de futebol sentados em mesas numerosas, às vezes com as crianças a guincharem um pouco alto demais – e o local é agradável. Sempre que estiver bom, aproveite a esplanada.

 

O serviço 

Cavalheiros, Meninas, Donzelas e Miladys. Prepare-se para uma educação enternecedora. E para um serviço atencioso. E para um atendimento rápido. E para uma cerimónia agradável. Tudo isto de T-shirt e calções. Que mais é que uma pessoa pode pedir?

A ementa 

O peixe

Aqui come-se peixe. Muito bom peixe. E, quando eu digo peixe, não digo robalos e douradas – que é aquilo que se serve em 90% dos restaurantes portugueses. Não. Peixe a sério, como pregado, anchova, salmonete, cherne, garoupa – sempre no singular, como dizem as peixeiras na praça.

Nós optámos por dividir. Pedimos dois camarões tigre mais pequenos (que o Pedro Passos Coelho não permite sequer os médios) e uma anchova de meio quilo. Primeiro arrumámos os camarões, depois tratámos da anchova.

Confesso que gostei imenso do camarão tigre. Muito bem grelhado, nada seco e acompanhado com um fantástico arroz de alho. Mas a grande surpresa da noite foi a anchova. Deliciosa, tem um sabor completamente diferente dos robalos ou das douradas. O excesso de gordura dá-lhe uma consistência única. Grelhada de uma forma digna do Conde Rocãforte, vinha tostada por fora e molhada por dentro. Simplesmente maravilhosa.

As entradas

Antes, pedimos meia dúzia de ostras muito boas, mas infelizmente não tão boas como as da Casa da Igreja – além de custarem um euro e meio, não têm o mesmo sabor a mar. E uma óptima muxama de atum.

Esta é para mim uma das melhores entradas que existem no Algarve. Inventada pelos fenícios há dois mil anos, a muxama é um lombo de atum passado por flor de sal e seco ao calor. Depois é cortado em fatias finíssimas e servido com azeite. A muxama do Sem Espinhas é maravilhosa, mas eu acho que fica ligeiramente atrás da muxama do Estaminé na Ilha de Faro. Temos de lá voltar para um jogo mata-mata à Scolari entre os dois restaurantes e tirar as teimas de vez.

As sobremesas

A tarte três delícias é qualquer coisa de absolutamente estratosférico. Juntar num bolo figo, amêndoa e alfarroba é pedir a Cristo para descer à Terra e jantar connosco. Não há forma moderada de descrever o que é isto. Por isso o melhor é calar-me e procurar rapidamente outro sítio onde exista alguma coisa tão boa como esta. As crianças pediram também um tradicional D. Rodrigo que estava fantástico.

Para acabar toda esta loucura, ainda estive quase, quase, quase a pedir um shot de aguardente de medronho bem gelada. Mas achei que era capaz de ser demais. Especialmente depois de ter bebido uma garrafa de Esporão branco. Fica para a próxima.

 

O bom 

A simpatia e a descontração do serviço

O mau 

Os guinchos dos filhos dos futebolistas

O óptimo 

A anchova grelhada e a frescura do peixe

 

Um abraço para o Dartacão onde quer que ele esteja,

Ele

vamos andar por aqui...

Vão ser poucos mas bons. Durante alguns dias vamos estar por estas bandas: Tavira, Cabanas, Cacela Velha. Na minha modestíssima opinião, a melhor zona do Algarve: mais calor, água mais quente e praias mais vazias. Mas só até ao primeiro dia de agosto porque além de não gostarmos de multidões (se bem que por aqui nunca há muita gente) adoro Lisboa em agosto. Por isso, estas praias que se preparem porque a Família Mistério anda por aí, e garanto-vos, a nossa equipa de futsal não passa despercebida.

Boas férias para nós,

Ela

afinal o algarve em agosto é o paraíso

Confesso que sou daquelas que se recusa a ir para o Algarve na primeira quinzena de agosto. Filas para todo o lado, toldos a abarrotar, a ponta da nossa toalha debaixo do chapéu de sol da família ao lado, lancheiras que parecem autênticos frigoríficos, garrafões de vinho (sim, garrafões, já vi), famílias inteiras do bebé à bisavó sentada, muito maçada, numa gigantesca cadeira, a olhar para o relógio, a rezar para se ir embora. Um filme de terror. Até que vi estas imagens das piscinas da China durante o verão. E tudo mudou na minha cabeça. É tudo uma questão de perspectiva. Perante isto, a praia da Quarteira é um resort de cinco estrelas. Por isso, já não está aqui quem falou.

Boa praia ou piscina, se for o caso. E se estiver cheia de gente, lembre-se sempre destas imagens, vai achar que está no paraíso! 

Ela

aldeia da pedralva, o sítio ideal para um reencontro ao estilo amigos de alex

Não sei se acontece consigo mas eu estou numa fase de regresso ao passado. Deve ser desta perigosa aproximação dos quarenta, agora dou por mim em jantares com os amigos da escola primária, os encontros com os ex-colegas da faculdade, toda a gente parece querer recuperar o tempo perdido. Como estou muito bem resolvida com o meu passado, nunca vou com grandes expectativas para estes encontros, mas não deixam de ser divertidos: ver que a estupenda da turma está mais gorda e mais velha do que eu, que o garanhão da faculdade é um pai de família barrigudo cheio de filhos e sem um pingo de graça, que o génio da aula acabou por ser pior sucedido que o maior cábula de todos nós, e depois há aqueles que nunca mudam, que continuam convencidos que ainda são adolescentes. Esses pararam no tempo, mandam as mesmas piadas de há quinze anos, mas normalmente são a animação do grupo. E porque é que me lembrei disto tudo agora? Porque estive com a nossa imensa Família Mistério no sítio ideal para encontros deste tipo, mais prolongados é certo, ao estilo de "Amigos de Alex": a Aldeia da Pedralva, em Vila do Bispo. Imagine-se a si e ao seu grupo de amigos da escola ou da faculdade reunidos, anos depois, numa aldeia em que vocês seriam os únicos aldeões.

A Aldeia 

A Aldeia da Pedralva é o sítio perfeito para encontros e reencontros. Foram precisos dois anos para descobrir os proprietários e comprar as casas abandonadas e em ruínas e mais dois para a sua reconstrução (benditos empreendedores!), tentando manter a traça original: uma aldeia tipicamente portuguesa, em plena Costa Vicentina. E se gosta de passar férias entre amigos, este é o sítio certo. Então se organizar um grupo suficientemente grande para ocuparem as casas todas, fica com a aldeia por sua conta. Com uma enorme vantagem: se lhe apetecer estar sozinho, refugia-se na sua casinha. O ambiente é um misto de rural com hippie chic. E o espírito é mesmo o de uma aldeia: com ruas empedradas, casinhas caiadas de branco, dois restaurantes, uma receção, um bar, uma piscina e até comércio local. E há dias de feira e tudo, com bancas que vendem artesanato e produtos locais. Mais pitoresco é difícil!

As Casas 

São muitas e variadas. Desde as mais pequenas, com um quarto, que acomoda duas pessoas, até um máximo de oito pessoas na Casa de Campo de três quartos com pátio. Todas elas recuperadas, todas diferentes umas das outras. São simples, funcionais e sem luxos. Mas quem escolhe ir passar férias a uma aldeia, não anda à procura de luxos, certo? Apesar de recuperadas, ainda mantém as paredes e algumas estruturas antigas, por isso, sente-se no ar aquele ligeiro cheiro a mofo ou a humidade das casas das serras, pouco habitadas. Ou seja, se sofrer de alergias, leve um carregamento de anti-histamínicos... Mas conte com limpeza diária, produtos de higiene, jogos de toalha completos, kitchenette totalmente equipada e aquecimento em pedra irradiante. Pode optar pelo pequeno-almoço no buffet ou servido diretamente na sua casa. Ah, um pormenor: nem todas as casas pertencem à gestão da aldeia. Algumas são alugadas diretamente pelos proprietários, como a Casa da Pedralva.

Os Restaurantes 

A pizzaria Pizza Pazza é mais famosa do que a própria aldeia. É simplesmente maravilhosa. Para além de ser um restaurante alegre e colorido que nasceu muito antes da reconstrução da Pedralva, as pizzas são deliciosas, de massa fina e estaladiça, oferecendo grande variedade na combinação dos mais exóticos ingredientes. O ambiente, multicultural, (já que quem aqui vem são na sua maioria estrangeiros que descobriram este segredo tão bem guardado muito antes dos portugueses) é propício aos tais reencontros de que falava no início deste post. Aqui apetece ficar à conversa até às tantas da madrugada. Regada por um bom vinho, rapidamente a conversa regressa ao passado e por ali se fica horas a fio.

Entretanto, com o desenvolvimento do turismo na aldeia, surgiu em 2011, o Sítio da Pedralva. Com uma gestão autónoma da das casas, serve comida tradicional portuguesa: como Farinheira à Brás; Croquetes de alheira com mayonese Dijon; Queijo Camembert no forno com frutos silvestres e mel regional; Saladas de polvo à Pedralva; Peito de frango recheado com alheira, abóbora e grelos salteados com sésamo e molho de vinho do Porto; Lombinhos de porco preto, xerém de morcela e grelos salteados; Carapaus fritos com açorda de tomate assado e poejo; Polvo à Lagareiro... (chega? Ou quer que continue? É que já engordei, só com esta pequena amostra!) Com uma decoração simples onde predomina o branco das mesas e das paredes, tem apontamentos com cores fortes a contrastar. Simples e com bom gosto. Vale mesmo a pena uma visita.

As Atividades 

Aqui é que se pode divertir a valer com os seus ex-colegas de escola: piscina, surf, BTT, trekking, mergulho, passeios de barco, observação de golfinhos, ou simplesmente aproveitar as excelentes praias da Costa Vicentina, como Cordoama, Amado, Carrapateira e Arrifana (e estas são as mais conhecidas), entre muitas outras de mais difícil acesso, mas também por isso mesmo, deslumbrantes.

Do que é que está à espera? Ainda precisa de saber mais? Crie um evento no Facebook do estilo: "Reencontro da Melhor Turma de Sempre na Pedralva" (sim, porque a nossa é sempre a melhor!) marque um fim de semana, encha a aldeia de ex-coleguinhas e divirta-se!

Bom regresso ao passado,

Ela