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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

e quem vai passar o dia da mãe a um hotel de charme no alentejo, quem é? quem é?

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Aqui nós damos os presentes por antecipação. E é por isso que hoje estamos solenemente reunidos, à volta deste computador, para anunciar quem foi o vencedor do passatempo que o Casal Mistério organizou com o hotel de charme São Lourenço do Barrocal para o Dia da Mãe.

E quem diz vencedor do passatempo, diz vencedor de uma noite de sonho numa das casas do São Lourenço do Barrocal, com dois quartos e um fantástico terraço para levar uma família de quatro – mãe incluída, como é evidente. É claro que isto não seria um prémio a sério se não incluísse também um fantástico pequeno-almoço preparado com os mais deliciosos produtos regionais da zona de Monsaraz, onde fica a herdade.

 

o presente perfeito para o dia da mãe: temos uma noite grátis para oferecer a toda a família no hotel de charme são lourenço do barrocal, no alentejo

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O Dia da Mãe aproxima-se e o Casal Mistério anima-se. E porquê? Porque temos um presente incrível para dar às mais fantásticas mães deste planeta. Este seu querido casal juntou-se com o novíssimo hotel de charme do Alqueva, o São Lourenço do Barrocal, para lhe oferecer uma noite grátis durante o fim-de-semana do Dia da Mãe. 

 

novidade! novidade! abre esta sexta-feira um novo hotel de charme no alqueva, no alentejo

Por dentro, é assim...

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Por fora, é assim...

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Quase não valia a pena escrever sobre o São Lourenço do Barrocal, o novo hotel de charme que vai ser inaugurado esta sexta-feira, em Monsaraz, no Alqueva, em pleno Alentejo. As imagens são suficientes.

 

 

roteiro para umas férias tranquilas na barragem do alqueva no alentejo

Grande Lago de Alqueva junto ao ancoradouro de Mon

Há algum sítio no Mundo onde consiga nadar durante uma tarde inteira sem ver ninguém à sua volta? Há, pois. E não precisa de fazer uma viagem de 15 horas de avião, com quatro escalas e três trocas de aeroporto? Não, senhor (e senhora, já agora...) Este verdadeiro paraíso na Terra (já pareço um anúncio a uma agência de viagens de Barcarena) chama-se Alqueva e fica numa das regiões mais bonitas do Alentejo. Longe das confusões, das enchentes e das turbas de turistas. Longe das excursões, dos Club Med e das criancinhas aos gritos enquanto dão dolorosos chapões na piscina. Aqui há animais, planícies, barragem e o melhor céu do mundo para ver as estrelas – ah, também há um veleiro e isso faz toda a diferença. Mas, como dizia o esquartejador, vamos por partes.

 

 

monte das falperras, o spot ideal para ver as estrelas durante a hora do planeta

Há dois anos, o céu do Alqueva foi reconhecido como o melhor do MUNDO, ao ser considerado como a primeira reserva a obter a certificação Starlight Tourism Destination, atribuída pela UNESCO e pela Organização Mundial do Turismo. Desde então, a região tem sido invadida por curiosos e fanáticos observadores de estrelas, cometas, meteoritos e afins. Por isso, quando li que a Hora do Planeta se celebra este sábado entre as 20h30 e as 21h30, lembrei-me logo do local ideal para se estar precisamente a essa hora: o Monte das Falperras, onde eu e Ele passámos um fim-de-semana inesquecível.  

“Fal… quê?” perguntei, incrédula, quando Ele me sugeriu passar uns dias neste monte. Fui procurar no dicionário e mais baralhada fiquei já que a única definição que encontrei foi “lugar de ladrões”. Mas mal entrei no site do monte, respirei de alívio. Afinal, Ele não estava louco! De frente para a barragem, uma casa térrea pintada de branco e forrada a xisto olha de cima para uma piscina com uma localização ímpar, no meio de uma típica paisagem alentejana, mas com um pormenor que faz toda a diferença: tem como pano de fundo o grande Lago do Alqueva. Inspirada pelas fotografias, marquei um fim-de-semana só para nós os dois. Já estávamos a precisar de fugir da equipa de futsal!

A casa

Confesso que parti de Lisboa com medo de me dececionar, porque muitas vezes o que vemos nas fotografias não é bem aquilo que encontramos in locco. Não foi o caso. Aquilo que vi online foi exatamente o que encontrámos. Minto, foi bem melhor, porque a paz e os sons da natureza não se conseguem ver nem sentir nas fotografias. Muito menos a simpatia do casal anfitrião: os arquitetos Inês e Diogo. 

E por todo o monte (que pertencia à família dele: do Diogo, não do meu querido Marido Mistério) se sente o toque simples e minimalista tão distinto dos arquitetos. Todos os espaços se resumem a duas palavras: branco e xisto. Uma combinação vencedora em todos os cantos da casa: nos seis quartos, simples e confortáveis, todos com terraços privados virados para a barragem, separados entre si por umas cortinas brancas; na sala comum, onde uma lareira convida os hóspedes a por ali ficarem nas noites de inverno; na sala do pequeno-almoço, com uma única mesa para todos os hóspedes; e até na sala de televisão, onde coabitam o mínimo e o indispensável: o aparelho propriamente dito e um sofá branco. E aqui o bom-gosto abunda nos pormenores: nos gigantescos blocos de xisto que povoam o chão, no aproveitamento dos nichos herdados da versão original da casa, transformados em mesinhas de cabeceira ou em pequenos armários embutidos nas paredes, e nas banheiras quadradas de cimento afagado.

O jardim 

Mas o melhor do Monte das Falperras é o seu exterior. O simpático alpendre com vista para a piscina com o Alqueva a servir de moldura é maravilhoso, sobretudo, ao final da tarde, quando o pôr-do-sol arrepia. Aliás, ficámos horas ali: só nós, a cama branca, dois livros e o pôr-do-sol… e claro, um copo de ótimo vinho branco alentejano (que comprámos no supermercado). Em redor da piscina, foram criados vários recantos à sombra das árvores com camas de exterior improvisadas (que é como quem diz colchões-forrados-com turcos-brancos-colocados-em-cima-de-estrados-de-madeira). E da piscina, temos aquela sensação de perspetiva em que a água parece desaguar na barragem. Depois, é aquele maravilhoso som do silêncio alentejano interrompido pelo barulho das cigarras. Um sonho!

O pequeno-almoço 

Quando nos sentámos pela primeira vez na única mesa da sala do pequeno-almoço, não estávamos preparados para o choque calórico que se seguiu: pão alentejano, compotas caseiras, queijos frescos de cabra feitos na queijaria mais próxima, um bolo acabadinho de cozer, sumos, chás, cafés: tudo fresco, ótimo e caseiro. Só há um drama: o pequeno-almoço é a única refeição que se pode fazer no Monte das Falperras, o que, a avaliar pela experiência matinal, é no mínimo, um crime.

E assim passámos um fim-de-semana delicioso, entre livros, mergulhos na piscina e a paisagem alentejana como cenário... e descobrimos finalmente o significado da palavra descanso.

Só quando estava no carro de regresso a Lisboa e à nossa equipa de futsal é que me dei conta de que me esqueci de perguntar ao Diogo e à Inês porque raio se lembraram de chamar àquele paraíso escondido Monte das Falperras. Não faz mal. Pergunto para a próxima. Este é daqueles lugares a que vamos voltar, sem dúvida alguma. Só tenho pena de não podermos ir já este fim-de-semana. Sim, porque este é o lugar ideal para se estar no próximo sábado, na Hora do Planeta. Já imaginou o mundo às escuras e você iluminado pelas estrelas do céu do Alentejo refletidas nas águas do Alqueva?

O Ótimo 

O alpendre e o pequeno-almoço

O Bom 

A decoração da casa e dos espaços exteriores, o jardim e a piscina

O Mau 

Não servem refeições além do pequeno-almoço

O Péssimo 

As palhinhas do teto dos terraços dos quartos caem em cima das nossas cabeças (vale a pena investir numa placa transparente protetora)

 

Boa Hora do Planeta, de preferência debaixo de um imenso céu estrelado,

Ela