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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

croquetes com crosta de amendoim, picapau, amêijoas e gambas ao sal: onde comer os melhores petiscos

O mundo parou na semana passada para conhecer as novas estrelas Michelin do país. Nós paramos hoje para conhecer os melhores petiscos para acompanhar uma cervejinha bem gelada. As estrelas Michelin são uma maravilha, mas fim-de-semana alargado que se preze exige um bom petisco com uma imperial ao lado. E quando falamos de petiscos não podemos evidentemente deixar de falar de croquetes, de picapau, de amêijoas ou de gambas. Daqueles petiscos que nos deixam a boca a aguar como se fosse as cataratas do Niagara.

 

Os Croquetes com Crosta de Amendoim, da Tasca da Esquina, em Lisboa

Tasca da Esquina - Croquetes 2.jpg

Se um croquete satisfaz muita gente, um croquete com crosta de amendoim satisfaz muito mais. Esta divinal criação do mundo da croqueteria é uma invenção da fantástica Tasca da Esquina, em Lisboa, e é também uma das 73 fabulosas receitas do primeiro livro do Casal Mistério (que encontra aqui).

Os croquetes da Tasca da Esquina são um dos petiscos que fazem parte do couvert, juntamente com um bom pão saloio, um paté de salmão, espadarte e atum com um forte sabor a mar, umas azeitonas tenrinhas e temperadas com orégãos e um fantástico queijo de entorna que é aquele queijo pequenino alentejano muitíssimo saboroso e amanteigado.

Mas o que nos traz aqui hoje são os divinais croquetes. Feitos com um recheio hiperleve, que quase parece um creme, levam uma crosta de amendoim crocante que é qualquer coisa do outro planeta. O recheio leva chouriço, carne de vaca, vinho branco e uma pitada de colorau – tudo na medida certa, leve, desfiado e tão cremoso que quase se desfaz na boca. O exterior mistura o pão ralado com o amendoim picado, o que torna a crosta ainda mais crocante e saborosa. Com uma boa mostarda a acompanhar são irresistíveis.

 

 

petisco de fim de tarde no algarve: as óptimas ostras a 1 euro em cacela velha

Aqui não vamos para ser bem atendidos, vamos para comer como em poucos outros sítios do País. Estou a falar de ostras, claro.

 

O ambiente 

Não espere nada de muito sofisticado. Nem nada de pouco sofisticado. Sofisticado é uma palavra que ainda não chegou à Casa da Igreja. E ainda bem. Fazem falta sítios como este – que não mudam com os anos e que mantêm o estilo claramente castiço. Aqui, os bancos são corridos, o ar condicionado é uma porta aberta para a rua e as toalhas de mesa são daquele papel meio ondulado das tascas de antigamente. Aqui, quando entramos de xanato no dedo, areia nos pés e cabelo no ar, depois de um longo dia de praia, sentimo-nos como o Príncipe Carlos a entrar no McDonald's: claramente overdressed. O restaurante (não sei bem se lhe podemos chamar restaurante) é simples e quer manter-se simples.

 

 

o bar do peixe no meco

Peço desculpa por actualizar o blog apenas a esta hora, mas a culpa é da CMTV. Depois de ontem ter esperado uma hora à frente da televisão para ouvir a primeira entrevista com o Dux do Meco, depois de ter sido coagido a ver três vezes a mesma peça repetida sobre a reconstituição da noite do acidente no CM Jornal, depois de ter percebido que afinal a primeira entrevista com o Dux era a repetição incansável da frase "Neste momento apenas falo com as autoridades", depois de ter visto o José Carlos Castro amuado no ar porque provavelmente achou exagerada a expressão "primeira entrevista" para ouvir alguém dizer que não falava, depois de ter percebido que o Dux afinal era mais inteligente do que as jornalistas que o perseguem na rua, depois de ter desperdiçado metade da minha Noite dos Namorados com o Meco, o Dux e a CMTV, hoje de manhã tomei uma decisão importante na minha vida: fui almoçar ao Bar do Peixe, na praia do Meco.

Acordei cedo (por volta das 11h, para um sábado não está mal), meti a equipa de futsal na camioneta e atravessei a Ponte 25 de Abril com um sorriso na cara. Meia hora depois, estava no Meco, sentado à mesa de frente para o mar. E foi aí que percebi a falta que o sol me tem andado a fazer - a mim e ao José Carlos Castro. É que um bocadinho de luz natural depois de duas semanas como estas é melhor do que um Guronsan depois de uma noite no Lux. 

 

 

O ambiente

É provavelmente um dos restaurantes mais bem localizados nos arredores de Lisboa. Mesmo em frente ao mar, com uma esplanada enorme sobre a areia e com uma gigante parede de vidro a separar a sala interior da praia, tem vista para um dos melhores cenários, onde o sol gigante se põe em cima do mar. Um pouco barulhento, confuso e com música alta de noite, é sempre melhor escolher a esplanada quando puder. Mas o interior é clean e simples. É uma mistura da sofisticação dos restaurantes de praia da Comporta com a descontracção do ambiente do Meco. E tem duas enormes vantagens em relação à Comporta: é mais perto de Lisboa e não está constantemente a ouvir a senhora da mesa ao lado a repetir "Olá querida, 'tá boa?" para cada pessoa que passa.

 

 

O serviço

Há duas estações do ano no Bar do Peixe: a estação Cheia de Gente e a estação Assim-Assim. Na primeira, o serviço é mais caótico e demorado. Falham alguns detalhes, mas há sempre um enorme esforço para que tudo corra bem. Na segunda, o serviço é rápido, eficiente e especializado - os empregados sabem responder às suas perguntas sobre a comida e sabem sugerir aquilo que deve pedir. Em qualquer uma das duas estações, não há empregados mal-encarados nem a fazerem um frete. Se não o atendem melhor, é porque não conseguem. No entanto, o que realmente interessa aqui não é o serviço, é...

 

 

...A Ementa

Os petiscos

Este é um dos poucos restaurantes que tem lapas. Grelhadas com manteiga e alho, são uma especialidade nos Açores e na Madeira e um verdadeiro desperdício no continente. Existem aos milhares nas rochas das praias ao longo de toda a costa, mas raramente são apanhadas e distribuídas pelos restaurantes. No Bar do Peixe, costuma haver - e é um petisco maravilhoso e surpreendente, que mistura o sabor a mar com o da manteiga e alho. Para além das lapas, vale a pena experimentar as amêijoas (boas, mas piores do que as lapas) e os perceves (óptimos, mas piores do que os da praia da Adraga). Tudo isto vem acompanhado com pão torrado com manteiga - uma maravilha perfeita para quem está de dieta (como deve calcular, não é o meu caso...).

 

 

O peixe

É fresco e muitíssimo bem grelhado. Pescado na zona, é um peixe que se separa em lascas brancas, brilhantes e compactas. Nós comemos um robalo com quase um quilo, escalado e cozinhado no ponto - húmido e com a quantidade ideal de sal. Não é fácil grelhar um peixe de um quilo e este estava perfeito - chamuscado por fora e suculento por dentro.

 

 

As bebidas

É fundamental falar disto antes de nos despedirmos. Se puder não ter de guiar a seguir ao almoço, é o ideal. Porque aqui bebe algumas das melhores caipiroskas do mercado. Não são doces demais nem ácidas de menos - são perfeitas e com gelo picado. Se conseguir, prove também a sangria branca ou de espumante. Sempre ajuda a ver a CMTV com outros olhos.

 

O óptimo

O peixe e as lapas

O bom

As caipiroskas e as sangrias

O mau

O barulho

 

Um bom dia de sol para si, especialmente se estiver junto à praia,

Ele