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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

air lounge bar, um jantar a olhar para a acrópole

O dia foi cansativo. Ela, coitadinha, está esfalfada. Quando chegou lá acima à Acrópole, pensei que ia ter uma apoplexia. Mas não. Aguentou-se. Estoicamente. Morta por dentro, e sorridente por fora. Encarnada que nem um tomate, não deu o braço a torcer. “Subia isto mais duas vezes”, dizia, a encolher os ombros. Pois. Bom, é certo que desceu a uma velocidade estonteante, doida para chegar ao hotel e esparramar-se nas cadeiras do “nosso” terraço.

E assim fizemos. Começámos e acabámos a noite aqui. Eu pedi um gin tónico. Ela pediu um gin tónico. Depois, pedi mais um gin tónico. Ela pediu… um copo de vinho branco. E ali ficámos. Especados a olhar, não para os nossos copos, claro, nem um para o outro, mas para aquela vista fabulosa que é a Acrópole iluminada à noite. Ah, no meio disto tudo jantámos. E não estava nada mau. Mas a comida é um detalhe quando se tem uma vista destas.

Um bom fim de dia para si, onde quer que esteja,

Ele

um dia em atenas

Depois de um bom pequeno-almoço, lá partimos de mapa e máquina fotográfica em punho, quais bons turistas, prontos para ser assaltados. Mas apesar da minha primeira impressão, os gregos são muito simpáticos e acolhedores. Alguns fazem-me lembrar os portugueses. Quase todos arranham cinco ou seis palavras fundamentais em inglês, como: “the way to Acropole”, “Good restaurants in Plaka”, etc. Dez minutos depois estávamos a entrar na Plaka, também conhecido por bairro dos Deuses, dada a sua proximidade com a Acrópole, e é o bairro mais antigo de Atenas. Demasiado turístico talvez, mas pitoresco e encantador. É um labirinto de ruas estreitas, escadas e becos com restaurantes, bares, tascas e tabernas. Também não faltam lojas de roupa e de sapatos mas sobretudo de lembranças turísticas.

Perdemo-nos por ali até que encontrámos um restaurante simpático com uma esplanada com mesas cobertas com toalhas em xadrez e com uma vista fantástica para a Acrópole. Sentámo-nos aqui para almoçar, impressionados com a vista mas aterrorizados com a ementa. Era daquelas de cartolina que abre em três com fotografias dos pratos. Uma lista interminável… em grego. Não arriscámos: Ele pediu um bife com batatas fritas e eu uma salada grega. Também não estávamos ali para comer bem, mas sim para ganhar forças para subir aquela imensa encosta até à Acrópole.

Oh meu Deus. Que pesadelo: um calor insuportável e uma subida interminável. Ele, impecável, parecia que estava a passear nas docas de Lisboa à sombra, já eu, bufava, com os bofes de fora, a rogar pragas aos Deuses do Olimpo. É nesse preciso momento que sou ultrapassada por um clone da Victoria Beckham com uns saltos agulha de dez centímetros no mínimo! Aí, sim, envergonhada e humilhada, ergui-me (porque já me arrastava toda corcunda, qual velhinha) respirei fundo, meti prego a fundo e só parei lá em cima.

Valeu o esforço porque a Acrópole é de facto impressionante. Monumental. Só de pensar que aquelas construções datam de 450 AC? E a vista lá de cima é inexplicável. Parece que Atenas não tem fim, que o mundo começa e acaba nesta cidade. Só é pena que a maior parte das estruturas esteja em ruínas e as que ainda estão de pé estejam em obras, como o Propileu, o portal para a parte sagrada da Acrópole; o Partenon, o templo principal de Atenas; ou o Erecteu. Segundo nos disseram, estão sempre em obras. Talvez por isso, tenha contado mais guindastes do que colunas. Mas mesmo assim vale a pena. Imponente e carregada de simbolismo histórico, é, sem dúvida, o melhor cartão de visita da capital grega. Estafada depois daquela interminável subida, dei por mim à procura - por entre as milhares de construções desordenadas da cidade - do terraço maravilhoso do nosso hotel e a sonhar com um gin tónico.

Boa semana,

Ela      

fresh hotel, uma lufada de ar fresco numa cidade quente e suja

Mal saímos do aeroporto fomos invadidos por um calor indescritível e por dezenas de taxistas a oferecerem-nos uma viagem até ao centro. Vimo-nos gregos para fugir ao assédio e acabámos por nos refugiar na fila oficial dos táxis. Ele lá disse finalmente ao motorista o nome do nosso hotel (porque a mim continua a dizer o mínimo e indispensável): “Fresh”. “Bom, muito apropriado”, pensei eu, “e Deus queira que faça jus ao nome”. À medida que nos íamos aproximando do centro de Atenas, eu tentava convencer-me de que aquilo ainda eram os arredores. Sinceramente, não me causou grande impressão. A capital da Grécia é das cidades mais antigas do mundo e infelizmente isso nota-se: é velha, suja e confusa. O calor e a poluição também não ajudam e as construções ditas modernas são medonhas. Parece um amontoado desorganizado de ruas e contruções. Claramente uma cidade que terá crescido depressa demais. Valha-nos a Acrópole, lá no alto, sempre presente e imponente. O bairro do hotel não destoa do resto mas situa-se apenas a dez minutos da Plaka e da Acrópole, esclareceu-nos o taxista. Ufa! Ainda bem. Mal entrámos na receção suspirei de alívio.

O hotel é giro, moderno, arejado e colorido. Fomos simpaticamente recebidos e levados até ao quarto que, diga-se não é muito grande, mas chega perfeitamente. Confortável e minimalista, convenceu-me no primeiro minuto. Mas o melhor ainda estava para vir. Deixámos as malas e fomos até ao nono andar do hotel. É aqui que se situa o terraço Air Lounge, o ex libris do Fresh. Com uma vista deslumbrante para a Acrópole, marcámos logo mesa para o jantar. Que maravilha. Com dois níveis, tem piscina (pequena é certo), deck, bar e restaurante.

Ficámos deslumbrados. A paisagem é aquela mesma cidade grande, quente e suja a perder de vista (tal é a dimensão) pincelada com monumentos da Grécia antiga. Ah, é verdade. E o hotel tem wifi grátis ;) Fundamental! Amanhã, é dia de explorar a cidade. Talvez me surpreenda. Para já ficamos por aqui, neste terraço deslumbrante, a namorar e a jantar.

 

Um bom resto de domingo,

Ela