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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

socorro, os nossos filhos descobriram o pop cereal no bairro alto e um deles fez uma crítica!

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Já entrámos naquela fase em que são os nossos filhos que nos dão notícias de sítios novos para descobrir. Já não deve faltar muito para nos começarem a dar a sopa ou os próprios dos cereais à boca ou a pôr-nos num lar… Ó Deus, estou a ficar velha! Mas ontem uma das nossas filhas não descansou enquanto não conseguiu ir lanchar ao novíssimo Pop Cereal, na Rua do Norte, número 64, no Bairro Alto.

Foi facílimo de convencer o meu querido Marido Mistério:

- Pai, podemos ir ao Pop Cereal?

- Não.

- É uma coisa nova muito gira e dá um ótimo post.

- OK. Onde é que está a minha carteira?

 

um terraço a não perder de vista

Tínhamos acabado de jantar algures no Chiado e íamos sem pressa para o parque de estacionamento do Largo Camões quando olhei para o relógio. Eram dez e meia da noite. “Acabámos de jantar às dez e meia da noite? É o fundo do poço. Decididamente entrámos nos 'enta'. Está tudo doido! Tenho de corrigir isto. Pensa, pensa, pensa rápido”. Olho para o Bairro Alto. “Nãaaooo. Já não há paciência para percorrer aquelas ruas por entre grupos de jovens com ar decadente a beber minis à porta dos bares.” Olhei para a esquerda e ufa! Respirei fundo. O Bairro Alto Hotel. Estava safa. Já tínhamos lá passado um fim-de-semana e ficámos apaixonados pelo terraço no último piso.

- 'Mor! Embora beber um copo? – perguntei eu com o ar mais cool que consegui fazer, depois de um dia inteiro a trabalhar e de ter ido buscar a equipa de futsal às suas diversas atividades de férias.

- Boa ideia! – respondeu logo Ele, que não consegue evitar um sorriso mal ouve a palavra “copo”. E lá subimos pelo elevador até ao quinto andar e depois a pé pelo último lanço de escadas. Quando se entra naquele terraço, é impossível não ficar de boca aberta. É, sem dúvida, uma das melhores vistas de Lisboa, sobre o rio, sobre os telhados da capital, a ponte, o Cristo-rei. Deslumbrante mesmo. Tivemos sorte: estava cheio mas naquele preciso momento estava um casal a levantar-se de uma das mesas da frente.

Uma simpática empregada veio logo ter connosco e pediu-nos um minuto para preparar a mesa. O serviço, aliás, é impecável: os dois empregados que nos atenderam surgiam prontamente, sempre de sorriso, eram atenciosos e atentos. Eu pedi uma caipiroska, ele, para variar, um gin tónico.

A noite estava agradável mas arrefeceu rapidamente. Pedi uma manta. Trouxeram logo duas. As bebidas chegaram acompanhadas de umas batatas fritas e de milho frito… aperitivos carregadinhos de sal para nos fazer crescer água na boca, que é como quem diz, nos deixar cheios de sede, para bebermos mais e rapidamente. O serviço foi fantástico, a noite aqueceu com as mantas e a vista estava deslumbrante. Tudo perfeito… até chegar a conta: 1 caipiroska + 1 gin tónico = €25,50. Só o gin custa €15 e é servido com água tónica Schweppes daquelas que se compram ao quilo no Continente. Se quiser a bebida com Fever Tree são mais €1,50, o que lhe deixa um gin minimamente decente pela módica quantia de €16,50. OK, as batatas e o milho frito foram oferta da casa. Mas, €25,50???!!! O programa é fantástico mas é caro demais.

O bom 

O serviço

O mau 

A conta

O ótimo 

A vista 

 

Para a próxima, vou beber minis para as ruas do Bairro Alto,

Ela