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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

está aí a chegar o dia nacional do gin tónico com descontos em 100 bares por todo o país

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Há dois dias fundamentais na vida de qualquer bom pai de família: o Dia do Pai e o Dia Nacional do Gin Tónico. E se o Dia do Pai já passou a 19 de Março, o Dia Nacional do Gin Tónico está aí a chegar a 25 de Junho. Sim, é verdade, é já deste sábado a uma semana e devia ser, com toda a segurança, decretado feriado nacional, com o Parlamento engalanado e o país entornado. 

À falta de feriado, temos, no entanto, algumas boas notícias. Em primeiro lugar, vai haver descontos em cerca de 100 bares por todo o país, o que é sempre motivo para lançar uns foguetes e abrir umas garrafas. Da Gin House ao Gin Signature ou ao Yeatman, no Porto; do Red Frog ao Tabik ou ao Pharmacia, em Lisboa; passando por Cascais, Faro, Óbidos, Vila do Conde ou Aveiro, vai haver cocktails especiais, receitas e – mais importante de tudo – promoções. 

 

 

novidade! novidade! vem aí uma semana com 2 cocktails pelo preço de 1 nos principais bares e restaurantes de lisboa

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Estamos em contagem decrescente para mais uma data histórica e decisiva para o futuro da Humanidade. Pelo menos, da Humanidade que gosta de beber um cocktail. E que vive em Lisboa. A capital do país vai também ser a capital do cocktail entre os próximos dias 22 de Abril e 1 de Maio.

E o que é que isso quer dizer, perguntam os meus sempre atentos e desconfiados amigos mistério? Quer dizer que haverá 54 bares e restaurantes que, durante esse período, terão uma carta especial com cocktails, workshops, degustações, festas e combinações de bebidas e comidas. Mas, mais importante ainda, quer dizer que, durante essa semana, que curiosamente e excepcionalmente dura 10 dias, os tais 54 bares e restaurantes de Lisboa vão oferecer um cocktail na compra de outro. E é aqui que paramos tudo, numa travagem a fundo, para explicar melhor.

 

 

novidade! novidade! abriu em cascais uma esplanada de tapas e saladas que vira bar à noite

Sinto-me cada vez mais um insignificante liliputiano a olhar embasbacado para as maravilhas que estão a abrir à minha volta. E, quando falo de maravilhas, falo de restaurantes, hotéis e bares, claro. A última grande descoberta aconteceu em Cascais, onde este fim-de-semana decorre o Lumina-Festival da Luz, que pode conhecer aqui. E chama-se Magis Placet-The Lounge, Magis para os amigos. Apesar do nome, típico de um alfarrabista especializado em livros de latim, é um bar que também é restaurante que também é museu e que também é uma esplanada fantástica.

 

 

onde ir hoje beber um copo ao fim da tarde? ao bar do altis belém (há dj e tudo)

O rio Tejo de um lado, um bar do outro e o pôr-do-sol ao fundo – o que é que um homem pode querer mais nesta vida? Só mesmo um gin tónico à frente, não? As coordenadas para este sítio de sonho são 38º 41'. Não é que eu ande propriamente feito um maluquinho, com um GPS na mão, a tirar a latitude e a longitude de todos os bares onde vou. Só que aqui as coordenadas são o nome do bar. E vale a pena decorar.

 

 

doca de santo: a sophia loren dos restaurantes

A ementa 

Quando juntam, num prato à minha frente, laranja, abacate, queijo feta e tomate cherry, fico radiante. Não sou muito exigente. Adoro esses ingredientes e, então, juntos numa salada, são como o Duarte e Companhia: complementam-se como ninguém. Se, por cima disto, ainda colocar um pouco de alface, é imaginar o Lúcifer a juntar-se ao grupo. A Salada Doca, na esplanada do restaurante Doca de Santo, em Lisboa, não é nada de imensamente espectacular. É simplesmente boa. E isso é tudo o que se pode exigir aqui.

Não espere comida fabulosa nem um ambiente refinado. Imagine uma esplanada decente, junto ao rio, onde se paga €9,90 por uma salada. Não é um sítio do outro mundo. Mas não é um lugar onde não se queira voltar nunca mais na vida. É um restaurante mais ou menos. E isso, às vezes, dá jeito.

No couvert, vem um pão de passas bom, um pão de sementes razoável e um pão de sementes de sésamo bonzinho. Ao lado, há uma manteiga de pacote decente e umas azeitonas que foram a primeira desilusão da tarde – são tão más como à partida parecem ser.

Ultrapassado isso – afinal de contas, é um detalhe – chegou a segunda desilusão da tarde. E esta não se pode dizer que seja rara: não havia Coca-cola. Só Pepsi. A sério?! Eu adoptei uma nova e inteligente (pelo menos, era o que eu pensava) estratégia neste ponto. Não bebo. Se não tem Coca, não quero Pepsi. Prefiro água. Assim, gasto menos – pode ser que o restaurante aprenda. No entanto, a tremenda inteligência da estratégia barrou na básica inteligência do restaurante: uma água é mais cara do que uma Pepsi. De certa forma, percebo. Afinal de contas, água é muito melhor do que Pepsi...

O serviço 

Há três tipos de pessoas: os optimistas, que vêem o copo sempre meio cheio; os pessimistas, que vêem o copo sempre meio vazio; e os realistas, que vêem que alguém vai ter de lavar o copo. É claro que eu estou do lado da máquina de lavar. Por isso, depois de olhar para a ementa de saladas, hambúrgueres e afins, preocupei-me apenas com o importante: ser atendido de forma competente. Foi o que encontrei aqui. A empregada não falhou, não demorou mas não deslumbrou. Foi eficaz. Cumpre os mínimos olímpicos.

O bar 

Um fim de tarde de calor e um copo de gin na mão é tudo o que um homem precisa para ser feliz. E aqui isso é possível. O Gin Club, o mesmo do Sushi Avenida, tem aqui um gin corner, que é como quem diz um pequeno bar no meio da esplanada. Nas noites quentes, é o sítio perfeito para vir beber um copo antes de sair para jantar. Os gins são óptimos e o serviço especializado. Quando lá estive, algum tempo antes deste almoço, tinha um ligeiríssimo problema: um acordo de exclusividade com a Schweppes para o fornecimento de águas tónicas. Convenhamos que num bar especializado em gin não é uma grande ideia – especialmente quando a Fever Tree tem tónicas excelentes. É como o problema da Coca-cola e da Pepsi. Mas, neste caso, ainda não arrisquei beber o gin com água Castelo.

 

O ambiente 

O espaço é engraçado e está num sítio óptimo: as docas de Lisboa. Tem alguns detalhes interessantes: colunas de ardósia com sugestões escritas a giz, ventoinhas penduradas no tecto e enormes janelas abertas. Apesar do calor, estava uma temperatura agradável na zona coberta da esplanada. No entanto, há que reconhecer com alguma frontalidade que tudo isto já foi mais surpreendente há uns anos. E isso nota-se: as cadeiras de palha pretas estão um bocadinho a atirar para o velhotas e as outras, que vão alternando nas mesas com diferentes cores ou padrões floridos, vão dando alguma vida ao espaço. No entanto, não se percebe bem se estão ali de propósito, para ajudar a decorar, ou simplesmente para substituir as cadeiras pretas que já estão impróprias para consumo. 

No fundo, o Doca de Santo é um bocadinho a Sophia Loren dos restaurantes: já foi uma bomba, mas os anos passaram e as operações plásticas não resolveram tudo. Qualquer pessoa percebe que já teve o seu tempo.

 

O bom 

A salada Doca

O mau 

A decoração recauchutada

O óptimo 

O bar de gin

 

Um abraço para a Sophia Loren, onde quer que ela esteja,

Ele

a mesa com a melhor vista para um óptimo jantar a dois

Tenho de confessar: levar-me a entrar num restaurante que se chama Paradigma é quase tão difícil como fazer-me correr a ultramaratona Oh Meu Deus, na Covilhã. O problema não está nos 160 quilómetros, está no nome. Gosto de nomes simples e reveladores. Foi por isso que não chamei Acheropita a nenhuma filha nem Nacrotério a nenhum filho. Preferi chamar-lhes simplesmente... bem, é melhor ficar por aqui.

Ultrapassado o problema do nome, entrei no restaurante em Cascais mais ou menos como o Rui Reininho entrou no The Voice no último domingo: abananado e contrariado. Mas, ao contrário do Reininho, só precisei de uns minutos para me recompor.

 

O ambiente 

Infelizmente íamos em família. E digo infelizmente não por estar com qualquer tipo de overdose infantil. Digo porque as melhores mesas do restaurante são mesas para dois. Ficam na varanda, protegidas por uns enormes arcos que transformam cada mesa num pequeno spot privado. E além disso é um spot ao ar livre. E além disso é um spot com uma vista deslumbrante sobre a praia, as casas senhoriais e a baía de Cascais quase até Lisboa. É, sem qualquer hesitação ou margem de dúvidas, uma das melhores mesas da Estremadura portuguesa. 

Foi no momento em que vi estas mesas que apaguei da memória o nome do restaurante e o logótipo estilo Nelita Noivas que está gravado num vidro à entrada.

A decoração é ligeiramente sóbria demais para o meu humilde gosto. No entanto, há outras coisas boas, além das mesas na varanda. O restaurante tem dois andares: em baixo está um bar, com uma simpática lista de gins e cocktails; em cima está o restaurante, com a tal vista para a baía. No meio, há uma mesa de mistura que, aos fins-de-semana, é comandada por um DJ convidado. Por isso, prepare-se: o Paradigma (aiiiiiiii, que até custa a dizer o nome!) não é só um restaurante.

O bar 

Tem uma parte com mesas e cadeiras e outra com bancos altos. Mais uma vez, a decoração não é muito o meu género, mas as janelas gigantes que abrem para a baía são suficientes para me fazer abstrair do resto. As cores e o espaço estão óptimos. Mas é tudo um bocadinho moderno demais (umas molduras sem quadros?!) e artificial demais (uma simulação de lareira a gás?!), o que torna o espaço pouco acolhedor. Mas esse é o único defeito do Paradigma. De resto, o bar é fantástico e serve óptimos cocktails. E mais: tem 35% de desconto em todos os cocktails todos os dias entre as 18h e as 20h e, às terças-feiras, entre as 18h e as 2h da manhã.

É claro que começámos pelo andar de baixo, onde eu bebi um gin tónico e Ela uma caipiroska. Reconheço que eu fiquei melhor do que a minha querida Mulher Mistério – a caipiroska estava forte demais. Ainda tentou juntar-lhe água, mas não resultou.

A ementa 

As entradas

No restaurante, a fasquia subiu como a Apolo 13 a caminho da Lua. Pedimos algumas entradas e dividimos por todos. E, meus senhores, preparem o babete porque a comida aqui é de babar. Já estou aqui com o dicionário de sinónimos para conseguir descrever bem aquilo que provámos. Primeiro, um divinal tártaro de salmão com puré de manjericão e tapenade de azeitona. O que é que é aquela mistura entre o frutado do puré de manjericão e o salgado da tapenade de azeitona, meu Deus?! Perfeito. 

Depois, o ambiente arrefeceu um pouco com uns bons tacos de atum braseado com salteado de legumes. Nesta fase e depois do tártaro, uns tacos de atum simplesmente bons não eram suficientes. Discretamente, tirei bastante mais do prato do tártaro do que do prato do atum. Acho que, até hoje, Ela ainda não percebeu.

Os pratos principais

Aqui fizemos o pleno. Ela optou por um bacalhau delicioso e eu pedi a garoupa escalfada em manteiga de lima com puré de ervilhas e cubos de morcela de arroz. Senhoras e senhores, apresento-lhes um prato maravilhoso. Muitíssimo bem cozinhada, mesmo no ponto, a garoupa separa-se em finas lascas tão brancas como a camisola do homem da Olá. O puré de ervilhas é suave e encantador (e olhem que eu não sou grande fã de ervilhas) e os cubos de morcela de arroz... bem... vale mesmo a pena dizer mais alguma coisa?

As sobremesas

E, quando pensámos que já nada mais era possível, eis que nos chegam à mesa, pedidos pela equipa de futsal uns mini-cornetos de Nutella com Peta Zetas. Não há descrição para a simplicidade e a surpresa deste prato. Só precisa de juntar um cone estaladiço, Nutella e Peta Zetas. Ainda tenho de experimentar fazer isto em casa...

O serviço

Impecável. Como bem notou a minha querida Mulher Mistério, os empregados são novos e "nada de se deitar fora". Simpáticos e sempre atentos, cumpriram a sua missão com distinção.

Por tudo isto, se quer uma sugestão para um destes dias de calor que ainda se encontram por aí, faça o que lhe digo: meta-se no carro, percorra os mais de vinte dolorosos quilómetros de auto-estrada até Cascais e sente-se numa das mesas da varanda em cima da baía, ainda com a luz de fim de tarde, enquanto bebe um gin tónico. Depois jante e acabe com um corneto de Nutella e Peta Zetas. Encontramo-nos lá esta quinta-feira? 

 

O bom 

A comida

O mau 

O nome

O óptimo 

A vista

 

Um bom paradigma para si, onde quer que esteja,

Ele

alguém me explica...

...porque é que restaurantes de topo, como o Sal, na Praia do Pego...  

...que têm apoios de praia em sítios espectaculares...

...servem caipirinhas com gelo em cubos?

E eu que queria tanto aproveitar uma óptima caipirinha com gelo picado enquanto via um pôr-do-sol assim...

Uma boa caipirinha para si, onde quer que o gelo picado esteja,

Ele 

o novo spot cool da comporta: a padaria que não é uma padaria

Eram seis e meia da tarde quando chegámos à Comporta. Tínhamos uma hora e meia de paz entre o início da ventania na paradisíaca praia de Soltroia e o princípio do massacre dos mosquitos na pitoresca aldeia alentejana. Não era muito tempo, mas era o tempo suficiente para experimentar um novo micro spot que abriu no centro da aldeia há menos de dois meses. Dentro de uma daquelas lojas cool onde um biquiní pode facilmente custar tanto quanto a roda de um carro, a Padaria é um balcão e duas mesas. Bem decorada ao estilo hippie chic que tomou conta da Comporta nos últimos anos, serve copos de vinho, tostadas, sumos naturais e umas maravilhosas ostras do Sado.

Na rua tem mais três mesas minúsculas com troncos de árvores a fazerem de bancos, ao lado de uma esplanada de um café/taberna local com mesas e cadeiras da Coca-cola, onde é frequente encontrar um velhinho agarrado a uma cerveja enquanto protesta aos gritos contra o Mundo.

O ambiente 

É neste cenário que é fácil encontrar os habitantes hippie chics da Comporta: mulheres descalças a passear-se na rua com um panamá Brent Black de 500 euros na cabeça, homens de chinelos nos pés mas que trocam de óculos escuros três vezes ao longo do dia... É esta a clientela da Padaria: homens e mulheres demasiado preocupados em parecer despreocupados.

Mas, se não se incomodar em ouvir a palavra "Instagram" pronunciada num tom suficientemente alto para se tornar ouvido e suficientemente britânico para se tornar reparado, vale a pena passar por aqui. Preferencialmente durante a semana, especialmente antes da segunda quinzena de Julho.

 

A ementa 

Nada aqui é barato. Antes pelo contrário. Mas é bom. E original.

As tostadas

As tostadas são substancialmente diferentes de uma tosta. Sem uma segunda fatia de pão a cobrir o recheio, são mais leves e têm combinações diferentes: hummus e rúcula, tomate e presunto, queijo feta, mel e orégãos, e pera abacate. Optei pela de tomate e presunto e convenceu-me – feita no momento, tem bom pão, bom presunto, bom tomate e bom azeite, o que, somando todos os bons, dá um fantástico petisco.

As ostras

Eu e a minha querida Mulher Mistério partilhámos um copo de vinho branco estupidamente gelado e duas doses de ostras que é como quem diz: duas ostras para cada um, a cinco euros a dose! Ah, e tal, compensa: estamos num sítio único com vista para o mar. Infelizmente, não. Estamos no meio do passeio, com carros a estacionar à nossa frente, tias a fazer compras e habitantes locais a beber minis. Mas este é o espírito da Comporta.

As ostras estavam óptimas, mas é possível comê-las a um preço mais razoável. Se pegar no carro e for até à Carrasqueira, pode comprá-las directamente no viveiro onde os senhores da Comporta as vão buscar. E, pelo caminho, ainda pode ver o lindo porto palafítico da aldeia.

Os muffins e os sumos 

A nossa equipa de futsal deliciou-se com um muffin de chocolate com pedaços (um pouco doce demais), um muffin de caramelo e nozes (melhor) e um sumo natural de melancia (maravilhoso). 

A Padaria tem ainda carpaccios e uma espécie de piquenique para levar para a praia: o "Faz-te à praia" é um pack de papel, com uma lata de conserva, tomate, pão, ervas, salada de couscous, empada e um muffin.

O serviço 

Há o tal problema da pronúncia britânica e do tom afectado que abre as vogais no fim de cada frase. Mas também é exigência a mais. O casal que gere a Padaria é muito simpático, conversador e preocupado em saber se os clientes gostaram ou não. E isso é o mais importante. Pagámos 30 euros por um lanche, mas senti-me bem ali. E era bem capaz de voltar – num fim-de-semana de calor como este, a uma hora sem mosquitos.

 

Um abraço para as melgas da Comporta, onde quer que elas estejam,

Ele

sábado é o dia nacional do gin tónico e vai haver descontos em todo o país

No domingo, Portugal entra em campo para defrontar os Estados Unidos no Mundial – e, na véspera, nós comemoramos. Como é que é?! Começa a loucura casaleira: comemoram na véspera do jogo?! Sim, senhor. Mas não é por qualquer receio infundado de que Portugal não consiga derrotar um país que começou a jogar futebol já depois de o Pequeno Saul ter aprendido a andar de bicicleta. Não, senhor. Nós comemoramos de véspera porque sábado é o Dia Nacional do Gin Tónico. E faça favor de se levantar da cadeira quando falamos de uma solenidade desta magnitude.

Graças a essa autêntica instituição da República que já é a Gin Lovers, no sábado haverá celebrações de copo na mão por todo o País. E nem sequer o farão passar por esse suplício que é ouvir um discurso de meia hora do Presidente da República. Este é um Dia Nacional como deve ser: com bebidas a preços reduzidos, restaurantes com pratos especiais e um mega-mercado exclusivamente dedicado e esses dois heróis globais: o gin e a água tónica.

Feita a introdução, vamos aos detalhes mais interessantes. Primeiro, o mercado. Entre as 13h e as 18h, decorrerá no Vestigius Wine & Gin, no Cais do Sodré, em Lisboa, uma feira onde pode comprar gins, águas tónicas, folhas e especiarias, copos, utensílios e outras coisas absolutamente essenciais para quem gosta de gin. Em parceria com a garrafeira Delidelux, haverá ainda promoções.

Mas este não é o único motivo para ir ao Vestigius Wine & Gin no sábado. Entre as 13h e as 23h, terá vários gins premium à venda no bar com 50% de desconto.

Se no fim-de-semana não estiver por Lisboa, consulte a lista de restaurantes, bares lojas e garrafeiras de todo o país que aderiram a este dia emblemático (não se percebe porque é que ainda não é feriado...) com descontos especiais. Poderá também procurar quais os chefs que vão preparar pratos especiais inspirados no gin para celebrar a data: do Marmòris de Vila Viçosa ao Porto Palácio, passando pelo Can the Can ou o Eleven, haverá muita escolha.

E se nada disto for suficiente para si, então carregue aqui e veja a lista dos 54 espaços, espalhados por 12 distritos, que aderiram ao Dia Nacional do Gin Tónico. E não aderiram só com bandeirinhas e cartazes, aderiram com descontos a sério que vão até dois gins pelo preço de um.

Agora confesse lá: no 10 de Junho não tivemos nada disto...

Um feliz Dia Nacional do Gin Tónico para si onde quer que esteja,

Ele

lost in: a melhor vista de lisboa para um copo de fim de tarde

Não há nada mais irritante do que este tempo, meio sol meio vento, meio quente meio frio, meio esplanada meio interior. É o tempo em que nunca sabemos para onde ir nem o que vestir quando saímos à rua. Já sei, isto está perigosamente a descambar para uma conversa desinteressante, não é? Vou parar por aqui.

Isto tudo só para contextualizar com que estado de espírito é que eu cheguei à esplanada do Lost In, uma das mais espectaculares vistas de Lisboa. Estamos a falar de um espaço também ele dividido: tem área de restaurante e área de bar, tem área coberta e área descoberta. Do lado de fora, há um jardim lindo, com cadeiras, cadeirões, pufes e enormes almofadas coloridas, onde se pode sentar à mesa ou simplesmente refastelar-se com um cocktail à sua frente e o Castelo de São Jorge por trás.

Do lado de dentro, há uma tenda aquecida, decorada num estilo marroquino, com mesas de jantar e enormes paredes de vidro, que lhe permitem ver a vista ao lado de uma confortável fonte de calor. O problema está quando aqui chegamos depois das 19h e, com este tempo, a área coberta está transformada apenas em restaurante. Sobra-nos o jardim, uma manta para nos enrolarmos e um fim de tarde como se estivéssemos na neve.

E isso é mau? Antes pelo contrário. Pode ser maravilhoso. E foi. Quando entrei no jardim do Lost In, vinha apenas com uma camisa e um casaco fininho. No entanto, consegui evitar a manta para não parecer o Avô Cantigas com menos 30 anos. Aqueci-me antes com um gin tónico London n.3, que está a ser lançado em Portugal e que tem sido vendido nos últimos dias a um preço de promoção. Já o experimentei em copo de balão com casca de lima e aipo (muito bom) e aqui bebi-o em copo alto apenas com lima às rodelas (o que também não é nada mau). Para acompanhar, pedi uma óptima tábua de queijos, com uma mini-taça de queijo da Serra amanteigado, rodelas de chèvre e uns palitos de queijo curado. Tudo isto acompanhado com umas finíssimas torradas que é difícil parar de comer.

Escusado será dizer que o frio passou por mim como o Forrest Gump passou pelo filme do Robert Zemeckis. Uma hora depois estava pronto para mais uma semana de trabalho. Ou, neste caso, para um jantar fora em Lisboa. É um crime ter um bar destes mesmo de frente para o Castelo de São Jorge, a Mouraria e o rio Tejo e não o aproveitar, não é? Confesse lá, de que é que está à espera?

 

O bom 

O pão torrado e a decoração

O mau 

O frio

O óptimo 

A vista

 

Um bom copo de fim de tarde para si onde quer que esteja,

Ele

os restaurantes preferidos de juan carlos em portugal

Um homem acorda e depara com uma notícia destas, assim vinda do nada: Juan Carlos abdica do trono em Espanha. Acabou o melodrama no PS. Acabou o psicodrama no Tribunal Constitucional. O País já tem tema para os próximos dias. Perante isto, resta-nos fazer o nosso trabalho. E esse é responder à pergunta essencial para compreender todo o debate da sucessão na Casa Real Espanhola. Já adivinhou? Exactamente: quais são os restaurantes preferidos de Juan Carlos em Portugal? Nós sabíamos que vocês sabiam que nós sabíamos quais eram. Por isso aqui ficam as mesas e os petiscos do Rei de Espanha enquanto viveu no Estoril, com a ajuda do livro Um Rei no Estoril, de José António Gurriaran. Depois de ler isto, finalmente, sim, está preparado para seguir o tema da sucessão em Espanha. 

O Pescador

Era neste restaurante do centro de Cascais, junto à lota do peixe, que Juan Carlos costumava encontrar-se com os grandes amigos: Babá Espírito Santo, Bernardo Arnoso (Maná) e Jorge Arnoso. Todos o tratavam por Juanito. Mais tarde juntou-se ao grupo Francisco Pinto Balsemão, a quem o Rei costumava chamar Chiquinho ou Paquito. Antigo bar de pescadores, onde o dono (também ele um antigo pescador) costumava atender o clientes descalço, o restaurante foi o escolhido por Juan Carlos para jantar com a futura Rainha Sofia na véspera do casamento da sua irmã, a infanta Margarida, com Carlos Zurita.

Juan Carlos tornou-se amigo do dono do restaurante, Ramiro, a quem trata por tu. O que o Rei de Espanha mais gosta de comer neste restaurante são os lagostins, o linguado de Cascais, os pastéis de bacalhau e os chocos fritos. A mãe de Juan Carlos, D. Maria de Borbón, era fã do linguado grelhado e o seu pai, D. Juan, tinha como prato preferido a dourada no forno com batatinhas. Cada vez que entrava no restaurante, a primeira coisa que o conde de Barcelona perguntava era:

- Ramiro, tens Barca Velha?

Acompanhava todas as refeições com vinho tinto, um hábito herdado pelo filho que também não gosta de beber vinho branco.


Estalagem do Muchaxo

Era um dos locais mais românticos de Cascais na época em que os Condes de Barcelona viviam no País. Mesmo em frente à, na época deserta praia do Guincho, o Muchaxo era uma pequena barraca onde se chegava normalmente num coche puxado por cavalos. Juan Carlos costumava vir passear para aqui com Maria Gabriela, uma das filhas do Rei de Itália, mais conhecida por (pequena homenagem à minha querida Mulher Mistério...) Ela, entre os amigos mais chegados. O Rei de Espanha começou a frequentar o espaço quando este ainda se chamava apenas A Barraca e era uma simples tasca de marisco fresco apanhado na praia. Ia lá muitas vezes com a família para comer bruxas (também conhecidas como santiaguinhos e um dos pratos preferidos da sua mãe) e amêijoas à espanhola.

O dono do restaurante é Tony Muchaxo, que atendeu o Rei de Espanha várias vezes, e que, mesmo depois de a família se ter mudado novamente para Espanha, enviava bruxas para a mãe de Juan Carlos. Uma vez Tony esteve em Madrid e resolveu ir visitar Juan Carlos ao Palácio da Zarzuela. É claro que foi parado no primeiro controlo de segurança antes de chegar à residência dos Reis de Espanha. Disseram-lhe que, para passar, precisava de uma autorização do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Tony voltou para trás e um tempo depois comentou o caso com a infanta Margarida. A irmã do Rei deu-lhe o telefone particular de Juan Carlos e disse-lhe: 

- Toma o telefone directo do meu irmão, Tony. Telefona-lhe e verás como te recebe logo.

Tony não ligou. 

English Bar 

Foi aqui que Mário Soares e o conde de Barcelona jantaram em 1974, logo a seguir ao 25 de Abril. O pai de Juan Carlos estava com medo das consequências da revolução em Portugal. Nessa altura, havia instabilidade política e a própria embaixada de Espanha em Lisboa já tinha sido assaltada e incendiada. As famílias com quem se davam os condes em Cascais e no Estoril, os Espírito Santo e os Champalimaud, aconselharam-nos a ir para o Canadá. D. Juan não queria. Adorava Portugal e preferia continuar cá.

Raul Morodo, que mais tarde veio a ser embaixador de Espanha em Portugal, organizou um jantar entre D. Juan e Mário Soares, então ministro dos Negócios Estrangeiros. Soares pediu ao conde de Barcelona para não deixar o País – dava má imagem para o exterior. E ofereceu-se para lhe colocar um polícia à porta da Vila Giralda, privilégio de que a família real espanhola nunca tinha beneficiado. 

Depois desse jantar, D. Juan de Borbón decidiu ficar.

Hotel Palácio

Foi aqui que a infanta Pilar celebrou os seus 18 anos, numa enorme festa no jardim do hotel, e era aqui que os pais de Juan Carlos iam para dançar ou para tomar um cocktail de fim de tarde no bar. D. Juan de Borbón bebia sempre um Dry Martini e D. Maria um Old Fashion. Quando o Conde de Barcelona chegava, os empregados pediam sempre "Um Dry Martini tamanho de rei", porque, em vez de uma dose de gin, levava duas. De vez em quando, o pai de Juan Carlos pedia um whisky – e também era duplo.

As doses duplas começaram numa tarde em que a mãe do Rei de Espanha estava com a mulher de Santiago Muguiro, ex-secretário da embaixada de Espanha. D. Maria provou o seu cocktail e reclamou a um empregado do Hotel Palácio:

- Está muito fraco.

O barman comentou o episódio com o próprio Muguiro, que lhe recomendou: 

- Quando preparares cocktails para os senhores, serve sempre duplo.

Juan Carlos e o irmão não costumavam beber bebidas alcoólicas. Normalmente pediam água ou sumos.

Santini

Era em casa de Atilio Santini que o Rei Juan Carlos trocava muitas vezes de roupa quando saía da praia e era na sua geladaria que comia os seus gelados preferidos. Atilio tratava o Rei por Juanito e Juan Carlos ficava muitas vezes à conversa com o fundador do Santini. Foi Atilio quem forneceu os gelados para o casamento da infanta Pilar, em 1967.

 

Um abraço para o rei onde quer que ele esteja,

Ele

 

 

 

sugestão de fim de tarde: os tremoços com sal e oregãos do quiosque maritaca

Não sou esquisito: gostos de tremoços com sal, gosto de tremoços com coentros, gosto de tremoços com pimentos, gosto de tremoços com salsa, gosto de tremoços. Ponto. No Verão é provavelmente dos melhores e mais agradáveis petiscos. A par dos caracóis. E dos perceves. E das amêijoas. E das... é melhor não me dispersar.

Voltando aos tremoços: uma imperial, um prato de tremoços, uma esplanada e um fim de tarde de Verão é tudo o que um homem pode querer. E foi, por isso, com uma dentadura branca à Paulo Portas a saltar-me da boca que me sentei, no outro dia, no Quiosque da Maritaca, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. À minha esquerda tinha uma imperial tão fresca quanto um glaciar da Gronelândia, à minha direita um prato de tremoços temperados com sal e oregãos – uma receita maravilhosa para esta altura do ano. O sal dá um toque quase picante, os oregãos dão uma frescura quase de salada. Vale a pena experimentar.

Além disso, a Maritaca tem um serviço simpático e atencioso. Quando um golpe de vento atirou ao chão o copo de plástico Dela ainda com meia imperial lá dentro, o empregado saltou de dentro do quiosque com uma nova imperial em copo de vidro na mão para substituir a acidentada.

Ela fez um comentário bem educado:

- Obrigada, não valia a pena...

Ele deu uma resposta competente:

- Era o que faltava, ainda tinha a imperial a meio.

Gosto de tremoços com oregãos. Mas ainda gosto mais de empregados assim.

 

Uma boa imperial de fim de tarde para si onde quer que esteja,

Ele

funky, uma sugestão para ir abanar o capacete hoje à noite

Ainda não percebi bem se tenho idade para isto ou não. Mas como não conto partilhar convosco a minha data de nascimento, nem a minha profissão, nem a minha morada e muito menos o meu nome, o melhor é deixar a conversa por aqui. De qualquer forma, sempre que entro numa discoteca e acho que a música está um bocadinho a atirar para o alta demais, começo a pensar se tenho idade para isto. E foi exactamente isso que pensei no fim-de-semana passado no Funky, "o bar/nightclub mais cool de Lisboa". Como tinha visto a página do bar no Facebook e conseguido incrivelmente juntar sozinho todas as palavras que lá estavam escritas, formei uma ideia nesta cabeça que está para o universo da inteligência como o Chipre está para a União Europeia: vamos a um bar, com cadeiras, mesas, um ambiente simpático e música cool em fundo. 

O Funky, de facto, tem um bar, tem cadeiras, tem mesas, tem um ambiente muito simpático, mas não tem música cool em fundo – tem música disco em cima de nós. Pelo menos, para alguém com uma provecta idade como a minha. De resto, o espaço é magnífico: a decoração é vintage e acolhedora, os empregados são prestáveis e simpáticos e o dono é o Hernâni Miguel, que é o mesmo que dizer um dos mais antigos homens da noite do Bairro Alto, onde tinha o famoso Targus. Tal como os outros empregados, Hernâni sorri para os clientes, confirma se já foram atendidos e assegura que tudo está a correr bem. Frequentado por publicitários, jornalistas, escritores e todo o género de pessoas que costumava ir ao Targus, o Funky está dividido em zona de bar, onde pode ficar sentado a conversar, e zona de dança, onde pode ouvir DJs ou concertos ao vivo. 

Problema grave: o gin tónico. Apesar de toda a disponibilidade e boa vontade do barman, não se consegue fazer um gin decente com água tónica Snappy (não tenho bem a certeza se a marca era mesmo esta, mas se não era estava lá perto). Além de ser doce demais, não joga com nada – é mais refrigerante do que tónica. E como eu não pretendo beber um sumo de gin, para a próxima prefiro passar. Nem os copos em balão, nem as folhas de coentros, nem as cascas de limão cuidadosamente cortadas e espremidas para nós conseguem fazer esquecer aquela água tónica que ainda hoje me persegue o paladar. É mau demais para ser verdade. E não joga com o preço: um gin Bombay corrente com uma água tónica destas por 9 euros???

Da próxima vez, experimento a imperial. Aí não há hipótese de falhar, pois não?

 

O bom 

A decoração e o ambiente

O mau 

O volume excessivo da música na zona do bar

O péssimo 

A água tónica

 

Uma boa abanadela de capacete para si, onde quer que esteja,

Ele

exclusivo mundial: o guincho tem um novo restaurante de saladas com uma vista deslumbrante

Qual SIC Notícias, qual TVI24, qual CNN, qual Al Jazeera! As notícias realmente importantes estão no blog do Casal Mistério. E poucas horas depois de terem acontecido. Neste caso, a notícia realmente importante para o futuro da humanidade é a abertura de um novo bar/cafetaria no sítio que tem uma das vistas mais deslumbrantes de Cascais: o Núcleo de Interpretação da Duna da Cresmina.

Sim, eu sei, o sítio tem nome de projecto de museu em Várzea da Ovelha. Mas não. Até este fim-de-semana era um caixote de madeira quase sempre vazio, no topo da Duna da Cresmina, de onde se pode ver o Guincho, a Serra de Sintra, grande parte da costa quase da Guia até à praia da Adraga, e um magnífico pôr-do-sol no Atlântico. Até este fim-de-semana, tinha apenas uma sala às moscas, uns mapas pendurados nas paredes e uns senhores simpáticos que explicavam quais as cobras que existiam na duna.

Mas isso era até este fim-de-semana. Agora tem também umas mesas, umas cadeiras e uma esplanada com a tal vista deslumbrante. Tem saladas, tostas, caipirinhas, caipiroskas e sumos de fruta. E tem tudo para ser o grande spot deste Verão. Até lá chegar, ainda falta alguma coisa: sombras na esplanada, detalhes de decoração e um horário que permita aos clientes saberem coisas básicas como quando abre e quando fecha. Mas serão seguramente falhas dos primeiros dias. Quando voltarmos a Cascais e experimentarmos a ementa e o serviço, damos notícias. Para já, não deu para tudo. Deu para ver este pôr-do-sol, o que já não foi nada mau.

Um grande pôr-do-sol para si, onde quer que esteja,

Ele

showcooking de tapas e petiscos no porto

Na quinta-feira passada, o Porto foi eleito o melhor destino da Europa para passar férias. Na próxima quinta-feira, você só vai precisar de uma boa desculpa para lá estar - a comer e a beber, que é o mais importante. E é por isso que nós estamos aqui - para lhe arranjar a desculpa ideal. Viva em Lisboa, em Gaia ou em Mafamude, este é o pretexto de que precisava para jantar na baixa da cidade. Chama-se Fé Wine&Club, abriu no Verão do ano passado e já é um dos melhores sítios da cidade para sair à noite.

Decorado com 10 toneladas de livros nas paredes e com uma iluminação surpreendente e variada, pelo designer de interiores Paulo Lobo, o Fé tem quatro espaços distintos, divididos por dois andares e 300 metros quadrados.

No piso de cima, é onde se come: ao balcão, à mesa ou sentado em confortáveis sofás. No piso de baixo, é onde se dança e onde se bebe.

E é nesta fase do texto que você pergunta, e muito bem: então, mas a desculpa que vocês inventaram para um mafamudense ir ao Porto numa quinta-feira à noite é um restaurante/bar/disco? Claro que não, é preciso um pretexto um bocadinho mais elaborado para justificar uma deslocação dessas. A sua desculpa para ir até ao Porto é um evento único de gastronomia e cultura vitivinícola que, só por acaso, vai decorrer no restaurante/bar/disco da moda.

O discurso tem de ser assim: o chef Chakall vai estar no Porto, na próxima quinta-feira, para organizar um showcooking único e imperdível de tapas e petiscos. E porque é que é único e imperdível? Porque, apesar do seu desprendimento em relação aos mais exigentes cuidados de higiene (eu já vi gatos a passearem pela sua cozinha enquanto ele está a preparar a refeição), Chakall é um dos chefs que melhor misturam a tradição culinária portuguesa com o exotismo asiático e a sofisticação europeia. O resultado vê-se em alguns exemplos que vai servir na próxima quinta-feira no Fé Wine&Club: bruschettas de tomate e presunto; lombo de bacalhau lascado acompanhado de puré de grão, cebola caramelizada e amêndoas tostadas; camarões Chakall style (isto parece mais uma maneira criativa de dizer que ainda não decidiu como é que os vai cozinhar...) ou os rolinhos de fruta tropical acompanhados de gelado de baunilha e coulis de manga e gengibre.
Para acompanhar, tem três sugestões dos óptimos vinhos Monte da Ravasqueira (a tal parte da "cultura vitivinícola"): o Monte da Ravasqueira Alvarinho para as entradas, o Monte da Ravasqueira Sangiovese para o prato principal e o Monte da Ravasqueira Late Harvest para a sobremesa.
Tudo isto custa 35 euros por pessoa e vai decorrer entre as 20h e as 23h. Então isso quer dizer que antes da meia-noite está pronto para voltar para casa e dormir as oito horas habituais antes de mais um dia de trabalho? Nem por isso. Às 23h começa outra experiência cultural também muito rica no andar de baixo: Chakall vai juntar-se ao DJ Gonçalo Maria para pôr música até às 4h da manhã. E aí já é capaz de ser um bocado tarde para voltar para Mafamude. O melhor poderá ser dormir no Porto. E, já agora, passar lá o fim-de-semana. Porque não?

Um abraço para todos os mafamudenses, onde quer que eles estejam,
Ele