Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

5 receitas maravilhosas para transformar chips de batata doce num jantar fácil durante a semana

Tudo começa com uns deliciosos palitos ou rodelas de batata doce no forno. Depois, escolhe qual o acompanhamento que preferir. Mas aqui o ingrediente principal é batata doce. É claro que a minha querida Mulher Mistério já puxou do seu autoritarismo semi-nazi para impedir todo e qualquer tipo de fritos. Por isso cá em casa as batatas doces fritas passaram rapidamente a batatas doces no forno. A grande vantagem é que ficam quase iguais e engordam metade do que deviam. 

Tudo o que é preciso fazer, para seguir este guia semanal da batata doce, é da batata doce propriamente dita. Corte-a em palitos, ou em rodelas muito fininhas, salpique-os com um fio de azeite, flor de sal e pimenta e leve-os ao forno, pré-aquecido a 200º C, durante 20 a 30 minutos, até ficarem tostados e estaladiços (cuidado porque quanto mais fininhos menos tempo podem ficar no forno).

Preparadas as batatas, tem aqui cinco divinais sugestões para transformar a sua batata doce frita num jantar de sonho. É só escolher.

 

Batata Doce com Queijo Brie e Bacon

Brie-and-Brown-Sugar-Bacon-Sweet-Potato-Fries-2.jp

Juntar batata doce frita com queijo no mesmo prato é como juntar o Rambo e o Rocky no mesmo filme. Esta ideia fenomenal é do blog Cooking for Keeps e é tão simpes como isto. Corte a batata doce em rodelas fininhas com a ajuda de um cortador. Pincele um tabuleiro com azeite e espalhe as rodelas de batata doce por cima. Misture numa taça açúcar mascavado com mostarda em pó e pimenta caiena. Envolva seis fatias fininhas de bacon nesta mistura. Coloque o bacon por cima de uma grelha com um tabuleiro por baixo, para onde vai pingar a gordura. Coloque o bacon no terço inferior do forno, pré-aquecido a 200º C, e as rodelas de batata doce no terço superior. Deixe durante 15 minutos. Vire as rodelas de batata doce e retire o bacon. Deixe a batata doce mais cerca de 10 minutos no forno. A ideia é que tanto a batata doce como o bacon fiquem crocantes. Reduza o forno para os 180º C.

Deixe as fatias de bacon arrefecer ligeiramente, depois parta-as em pedaços e espalhe-as por cima da batata doce, juntamente com queijo brie cortado em cubos e com o que sobrou do açúcar mascavado. Leve ao forno durante uns cinco minutos só até o queijo derreter e o açúcar caramelizar. E pode servir. Veja esta receita divinal completa aqui.

 

 

os hambúrgueres do honorato são...

... uma grande desilusão. E as batatas fritas também. E o mata-bixo.

Da primeira vez que fomos ao Honorato, na Rua de Santa Marta, a expectativa era elevadíssima. Com uma óptima comunicação, cartazes a prometerem o melhor hambúrguer de Lisboa e críticas altamente elogiosas, achei que ia jantar à Meca do Hambúrguer. Mas não. 

14063752_1150312395012468_8069407881082945950_n.jp

 

a receita que vai revolucionar a humanidade: batatas fritas douradas e estaladiças feitas no microondas

Há momentos na vida de uma pessoa em que percebemos claramente que estamos a fazer História. Foi o que me aconteceu quando atei sozinho os meus primeiros atacadores dos ténis, foi o que senti quando consegui dar quatro pedaladas seguidas numa bicicleta sem me atirar de cabeça para cima de um buxo de urtigas e foi o que se passou novamente este fim-de-semana na Mansão Mistério.

Não, não plantei a minha primeira árvore já depois dos 40 anos. Mas fiz as minhas primeiras batatas fritas no microondas, o que é quase a mesma sensação de homem realizado. Como é que eu fui capaz de passar tantos anos a cheirar a óleo e a suar do bigode à frente da fritadeira quando estava, mesmo aqui ao meu lado, esta fabulosa e facílima técnica do site The Kitchn que vai revolucionar a Humanidade?

Para fazer umas finíssimas e ultra-estaladiças batatas fritas, só vai precisar de seis minutos de microondas a rodar. E não há cá óleos nem rios de gordura a transbordarem para o seu prato. É tudo muito mais prático, muito mais higiénico e muito mais fácil. E melhor notícia ainda: pode fazer esta mesma técnica com uma mais deliciosa e mais saudável batata doce.

Tudo o que vai precisar para seguir a maravilhosa receita do The Kitchn é de batata (ou batata doce, como preferir), azeite e flor de sal.

267dc5d88ea63cb39ca68a6633ecdee55fc35fe6.jpeg

 

palitos de abóbora-menina no forno (quem precisa de batatas fritas?)

Não sei porque é que há toda esta polémica a propósito da proibição por parte das autoridades francesas do uso de burkini. Pessoalmente, acho uma ótima ideia. Acho mesmo que vou aderir à moda e assim desisto de vez da minha dieta... Era espetacular!

OK, não era assim tão espetacular porque deve ser um calor infernal debaixo daquilo e, além disso, adoro apanhar sol. Por isso, vou voltar à minha dieta (que interrompi por uns breves 10 minutos) e convencer o meu querido Marido Mistério a fazer estas batatas fritas a fingir.

Como adoro batatas fritas mas, infelizmente, estão totalmente proibidas em qualquer dieta, a solução é fazer substitutos saudáveis, como estas que encontrei no ótimo blog Feed Me Phoebe.

Ele só precisa de uma abóbora-menina, descascada, sem sementes e cortada aos palitos, azeite, sal, sálvia picada e mais algumas folhas para decorar. Para o molho, só precisa de uns filetes de anchova, maionese e sumo de limão fresco.

Se quiser saber as quantidades certas de cada ingrediente, para 4 pessoas, espreite aqui a receita original.

image.jpeg

 

 

as batatas fritas mais saudáveis do planeta não são bem batatas nem sequer fritas

Ok, primeira desilusão do dia: é claro que não são batatas fritas, são deliciosos palitos de abacate estaladiços, crocantes e cozinhados no forno, sem óleos nem outras gorduras exterminadoras de dietas. E por isso é que este delicioso petisco de verão do fantástico site The Kitchn está na shortlist dos petiscos mais saudáveis do mundo. Além disso, tem outra vantagem arrasadora: é suposto usar abacates verdes, o que é uma óptima solução para aqueles dias em que compra abacates rijos como a cabeça do Bruno Alves e não sabe o que é que lhes há-de fazer.

Para fazer esta maravilha só vai precisar de 2 abacates verdes, farinha, flor de sal, pimenta preta moída no momento, 2 ovos, pão ralado e spray de cozinha. Para saber as quantidades certas de cada ingrediente veja a receita original aqui.

faaae84c2321e7b44582a071c2365557e017bf58.jpeg

 

uma grande notícia para quem está de dieta: chegou a batata doce desidratada e saudável

Até estou com arrepios. Não é que no meio deste meu profundo sofrimento com a dieta, encontro uma notícia que me deixa quase tão animada como comer uma pavlova de doce de leite? Vem aí a batata doce desidratada. E promete ser 100% natural.

_0002_Veegs-Batata-Doce-60-frente.jpg 

 

 

5 receitas de batatas fritas que não são batatas nem fritas

São batatas fritas? São. Levam batata? Não. Mas chamam-se batatas fritas? Sim. Mas são fritas? Não. Sinto-me ligeiramente como o Marcelo Rebelo de Sousa, versão comentador, a tentar explicar uma teoria e o seu contrário. No entanto, não é fácil falar destas cinco maravilhosas receitas que vão alegrar os seus dias dietéticos. 

De facto, o fabuloso site The Kitchn chama-lhes batatas fritas. Mas, de facto também, não levam batatas nem são fritas. São feitas com vegetais light e saudáveis e sempre no forno, sem óleos nem outras invenções do Belzebu das Gorduras.

Tudo o que vai precisar para fazer estas fantásticas batatas fritas sem batata do site The Kitchn é cortar os vegetais em palitos com cerca de 1 centímetro. Depois, tenha à mão um pouco de azeite para pincelar os vegetais antes de cozinhar e sal fino para espalhar por cima. Coloque os vegetais num tabuleiro, por cima de uma folha de papel vegetal, e leve ao forno pré-aquecido a 220º C durante 20 a 25 minutos. E já está.

Bom, já está é força de expressão. O The Kitchn aconselha a misturar queijo parmesão e ervas aromáticas, dependendo dos vegetais usados, para fazer um upgrade de sabor a estas receitas. Por isso, é melhor ver as sugestões uma a uma ou então ver as receitas originais aqui.

 

Cherovia com Alecrim

veggie-fries2.jpg

Transformou-se numa obsessão cá em casa. Já fiz em palitos no forno, em puré ou em sopa e é uma delícia – um sabor que consegue juntar o adocicado da cenoura com um toque de avelã e noz. Coloque no forno com sal e alecrim espalhado por cima. O alecrim vai ficar estaladiço e com um sabor muito mais seco (parecido com o amendoim) do que o do alecrim fresco (que sabe quase a pasta de dentes).

 

 

o que é que faz quando um cozinheiro o recebe com um ar contrariado?

13692_867857769954020_1176810666266472662_n.jpg

Mal entrei no Stash, o restaurante de sanduíches do chef Pedro Lemos, no Porto, a primeira coisa que vi foram dois olhos a revirarem-se num movimento circular que podia indicar uma de duas coisas: ou um manifesto mal-estar associado a um estado de pré-desmaio, ou um manifesto mal-estar associado à nossa presença. Como em vez de desmaiar o cozinheiro suspirou, presumo que o revirar de olhos estivesse associado à nossa presença.

De facto, éramos seis bocas cheias de fome. De facto, chegámos ao Stash – The Sandwich Room para almoçar já perto das 16h. Mas, de facto, só ousámos cometer essa imprudência porque, à porta, diz que a cozinha do restaurante funciona até às 17h e pensámos que simpáticas recepções como esta só teriam lugar a partir das 16h45.

 

 

15 receitas de chips saudáveis e originais para substituir as maléficas batatas fritas

O regresso à rotina significa, sobretudo para mim, o regresso à inevitável dieta. E dieta que se preze ostraciza essa tentação do demo que dá pelo nome de batatas fritas. Por isso, quando descobri no Buzz Feed uma seleção de chips para substituir aquela imensa fonte de calorias, rejubilei, que é como quem diz, fiz um flick flack em frente ao computador. Confesse lá: olhe bem para estas receitas. Não fica com água na boca?

 

1 - Chips de Cenoura e Canela com Molho de Iogurte e Mel

São ou não são uma maravilha? Que aspeto delicioso. A receita original está aqui.

 

 

 

ambrósio, apetece-me algo... IX

Estou a sonhar com estas chips de cebola cheias de maionese:


 

Mas se calhar o melhor é ficar-me por este aperitivo mais light:

Melhor ainda seria ficar de boca fechada, não?

Ela, a sofredora

 

créditos: mybakingaddiction.comnoperfectdayforbananafish

yummi real food, óptimas tostas com pão verdadeiro para fugir do carnaval

Hoje é Carnaval, ontem foram os Óscares... Basicamente, há dois rumos a tomar na sua vida: mascarar-se de Manuel Luís Goucha e ir desfilar no Carnaval da Mealhada ou enfiar-se num cinema, às escuras, para não ser confundido com um suíço por estar vestido de forma normal. Não é uma decisão evidente, pois não? Eu ainda tentei encontrar um fato e gravata de lantejoulas e uns óculos roxos, mas não descobri nada que me servisse. Por isso, contrariado, optei pelo cinema. E, como todos nós sabemos, não é possível ir ao cinema sem jantar qualquer coisa no shopping. E é aí que o Casal Mistério entra com a última descoberta de fast food saudável. Chama-se Yummi e já existe há um ano, mas, para nós, estava perdida no Oeiras Parque.

A marca nasceu numa micro-loja na Calçada do Combro, em Lisboa, e servia tostas, tartines e sanduíches para comprar e comer enquanto andava pela rua. No ano passado, mudou-se para o Oeiras Parque mas manteve o essencial - e isso é...

 

...A comida

Aqui o pão é especial, os alimentos são frescos e os pormenores são cuidados.

As tostas

As tartines desapareceram com a mudança, mas as tostas são de pão alentejano e têm sempre alguma coisa que marca a diferença: Rosbife com mostarda de Dijon e salada de alface e rúcula temperada com azeite de trufa e vinagre balsâmico; Mozarella e tomate fresco com molho de tomate seco; Salmão fumado com espinafres e cebola salteados e queijo creme; Frango com chutney de manga, salsa e manteiga de alho; Beringela com cogumelos, queijo mozarella e molho pesto; ou uma simples tosta mista, com queijo, fiambre e azeite de orégãos. É difícil escolher, mas eu não hesitei: sempre que na mesma frase estão as palavras azeite e trufa, eu abro a boca. O pão das tostas é óptimo: macio e escuro, estaladiço e bem torrado. O rosbife é bom: fininho, fresco e muito mal passado. E a mostarda é fantástica: picante, saborosa e óptima para desentupir o nariz em dias de frio. Só o azeite de trufas é que passa tão despercebido como um chinês a andar de bicicleta em Pequim. Foi pena, mas foi bom.

 

Os pratos e as sanduíches

Se não quiser tostas, tem duas alternativas: comida no prato - o rosbife (que Ela pediu e que perde um bom bocado em relação à tosta), um hambúrguer com tomate fresco e molho de pepino, ou o salmão fumado e um prato vegetariano que vêm ambos acompanhados com couscous; e sanduíches - são as mesmas opções das tostas, mas em pão de chapata, o que não me pareceu tão entusiasmante.

 

Os acompanhamentos

Primeiro quer as boas ou as más notícias? Pareceu-me ouvi-lo dizer "as más, venham elas!", não foi? Então, aqui vão. A minha extremosa Mulher Mistério entusiasmou-se com um apetitoso arroz de alho a fumegar na fotografia "meramente ilustrativa", claro está. Mas o entusiamo durou dois minutos. Foi o tempo de colocar a primeira garfada na boca e perceber que os bagos estavam colados em pequenos blocos de arroz requentado. Eu entusiasmei-me com a salada de alfaces temperada com vinagrete de limão (também pode ser com vinagrete de amora) e sementes de sésamo. Realmente o vinagrete é interessante e as sementes de sésamo surpreendentes, mas as alfaces, que davam o nome à salada, estavam meio plastificadas e a mistura não se salvou. O que vale é que tínhamos pedido mais alguma coisa: Ela uma deliciosa sopa de beterraba sem batata (cremosa e saborosa, mas em copo descartável) e eu umas óptimas batatas fritas cortadas às rodelas com casca e orégãos (muitíssimo estaladiças mas com um nadinha de óleo a mais).

 

O serviço

Simpático, atencioso, rápido e prestável. Mesmo quando eu pedi para acrescentar um ingrediente ao prato (é melhor não revelar qual para não ser descoberto), o empregado não hesitou um segundo e juntou sem cobrar.

 

O ambiente

A zona de restauração do Oeiras Parque é confusa, cheia de gente, em espaço totalmente aberto (sem os recantos, por exemplo, do Colombo) e com os carrinhos dos tabuleiros sujos por todo o lado. Resumindo: não é um sítio simpático. Mas tem um óptimo cinema, com pouca gente e cadeiras muito confortáveis.

 

A conta

Por toda a refeição, com duas Coca-colas como bebidas, devíamos ter pago €18,40. Pagámos €19,40: o empregado enganou-se e cobrou uma Coca-cola a mais. De qualquer maneira, vale a pena. E assim não tem de se mascarar.

O óptimo

A tosta de rosbife com mostarda de Dijon

O bom

As batatas fritas com casca e orégãos

O péssimo

O arroz de alho

 

Um bom ex-feriado para si, onde quer que esteja,

Ele

a meta dos leitões e a visita de estudo do cds

 

Em relação a esta polémica entre o CDS e a Meta dos Leitões, só não percebo um ligeiríssimo detalhe: como é que os donos do restaurante, cheio a um domingo, se aperceberam de que um grupo de pessoas discretas, amáveis e civilizadas, que seguramente falam com o tom de voz da Mafalda Veiga e agem com a veludez de uma bailarina do Bolshoi, eram militantes do CDS? Não quero crer que, num momento de maior excitação, os militantes tenham entrado no restaurante ainda com os cachecóis do CDS ao pescoço, as bandeiras debaixo do braço e o autocolante com a cara do Paulo Portas junto ao coração. Recuso-me a acreditar que tenham falado alto, gritado urros de vitória ou cantado o hino da Dina. Não é que seja crime, mas no mínimo é desconfortável para os outros clientes, sejam eles Portistas ou Leninistas. Nós que já lá estivemos com os nossos quatro filhos, cinco primos e 23 amigos nunca fomos identificados como Casal Mistério, então porque é que os 15 seguidores do culto a Paulo Portas se fizeram notar? Passada a perplexidade inicial, importa ir ao que interessa: vale a pena ir à Meta dos Leitões? Resposta difícil: primeiro ligue para lá a saber se o João Almeida ou qualquer outro pós-adolescente mergulhado em acne se encontra no raio de 100 quilómetros mais próximo. Se lhe garantirem que não, meta-se rapidamente no carro. E, de preferência, não tome o pequeno-almoço.

  

A ementa

Aqui é um sítio onde não se deve perder tempo com couverts ou entradas. É um restaurante de leitão estaladiço, batatas fritas finíssimas e salada saborosa. E é para isso que deve reservar o estômago. Sobretudo se não for obrigado a ouvir as histórias dos ladrões do rendimento mínimo na mesa ao lado.

 

O leitão

O leitão é suculento por dentro e estaladiço por fora. Pode - e deve - pedir essencialmente costelas e deliciar-se com o molho - picante, mas agradável.

  

O vinho

Não hesite. É o Casa Sarmentinho frisante, um Bairrada equilibrado, gaseificado e muito leve. É produzido pelos donos do restaurante e merece todos os elogios que lhe possam ser feitos.

 

As batatas

As batatas fritas estão naquele ponto em que parecem ter sido todas cuidadosamente cortadas à mão até atingirem a espessura de uma folha de papel de 90 gramas. Não têm óleo a mais nem sal a menos. São simplesmente perfeitas.

  

A salada

Este é o ponto em que se nota a preocupação de quem está na cozinha. A salada é normalmente o alimento desprezado pelos cozinheiros - o acompanhamento que leva umas folhas de rúcula para impressionar e um tomate mal cortado para encher. Aqui não. Aqui há alface boa e cebola picante, divinalmente temperada com azeite e vinagre à medida. São produtos da lavoura, meus senhores! Deveriam ser o orgulho discreto dos centristas, não o local onde se prolonga a festa de entronização do líder sem respeito pelos alimentos.

 

O ambiente

Confesso que poderia ser melhor - e não é só por causa da infeliz visita de estudo dos rapazes do CDS. Ao fim-de-semana, já lá encontrei colegas de trabalho que não queremos ver, amigos que não queremos cumprimentar ou conhecidos que preferimos esquecer. É quase como uma estação de serviço dos patos bravos.

  

O serviço

Com uma média de idades que deve rondar os 67 anos, são empregados que têm de ser tratados com cuidado. Se quer ser bem recebido, peça desculpa por estar a chamar, faça um elogio à comida e ouça aquilo de que eles se têm a queixar. Este é um sítio quase familiar, não é definitivamente para festas partidárias.

 

O melhor -  O leitão, as batatas, a salada, o vinho, tudo

 

O razoável - As sobremesas

 

O que é para esquecer - Os amigos do João Almeida

  

Um abraço para si, especialmente se estiver na Mealhada,

Ele