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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

e os melhores hambúrgueres de lisboa são... tchan, tchan, tchan...

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No meio de toda esta crise política, Ela, a magnânima Mulher Mistério, decidiu convocar eleições antecipadas. E, como cá em casa, o regime é presidencialista, Ela decide sozinha. Este fim-de-semana, o Hum!Burger, vai reunir na FIL, em Lisboa, algumas das principais hamberguerias da cidade. A entrada é gratuita e, no final, será eleito o melhor hambúrguer. Pois bem, nós não podemos esperar tanto tempo até conhecermos os resultados e, por isso, antecipámos a votação. 

 

o almoço de verão por que todos esperávamos: hambúrguer de salmão com maionese de lima (picado à antiga, claro!)

Sinto-me um bocadinho o Baptista-Bastos a escrever isto, mas há que dizê-lo com alguma frontalidade: um bife raspado não tem nada a ver com um bife picado. Tal como um hambúrguer feito em casa não tem nada a ver com um hambúrguer do McDonald's. Isto tudo para falar de hambúrgueres de salmão. Picados à faca. E feitos em casa, claro. Já está com as mãos agarradas à cabeça a pensar na trabalheira, não é? Pois eu estou mais preocupado com esta minha faceta Baptista-Bastos. É que esta receita do The Kitchn está entre as mais simples que a comunidade anti-fascista alguma vez conheceu.

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mais uma novidade fresquinha: abriu a hamburgueria do bairro em cascais (e nós já lá fomos)

Uma família numerosa como a nossa fica em êxtase cada vez que abre um restaurante como a Hamburgueria do Bairro. Bom, barato e family friendly. Por isso, resolvemos organizar uma excursão familiar até Cascais neste fim-de-semana para vermos, como se fôssemos turistas de sandálias e meias brancas, a última novidade do mundo gastronómico: abriu na semana passada a Hamburgueria do Bairro em Cascais. Os miúdos entraram a saltar e nós entrámos a salivar. 

 

 

bolo do caco hamburgueria gourmet II

 

Já lá estivemos, já lá comemos e até já escrevemos sobre ele. Então porquê voltar ao assunto? Começa a faltar temas, é? A crise atirou-nos para o sofá de casa? Calma... não tire já conclusões precipitadas. Volte lá a olhar para o título. Não vê um "II"? Exactamente, estamos aqui para lhe dar uma novidade bem fresquinha, acabadinha de sair. Depois do sucesso do Bolo do Caco Hamburgueria Gourmet de Oeiras (de facto, é difícil encontrar um restaurante mais cheio desde que o FMI aterrou no aeroporto da Portela), agora vai abrir o Bolo do Caco Hamburgueria Gourmet do Monte Estoril. E quem diz agora, diz dia 5 de Fevereiro. Está interessado? Então aqui ficam mais informações: tudo isto se passará na Avenida Sabóia, 515 C e para marcar, pode ligar o 21 467 20 60. Chega de novidades? Não chega, não. A ementa terá dois pratos novos: o Dragon Burger (com caril, tikka massala e chutney de manga) e o Sabóia Burger (com camarão e ovas de lumpo). Enquanto não vamos lá experimentar tudo isto incógnitos, fica aqui a crítica mistério que fizemos ao restaurante de Oeiras:  

http://casalmisterio.blogs.sapo.pt/5606.html

 

Até lá vá abrindo o apetite,

Ele

bolo do caco hamburgueria gourmet

 

Mesa para dois

 

O ambiente

Imagine um Mini com mesas de jantar lá dentro. Sentir-se-ia confortável? Vai sentir-se. Quando a decoração tem a ver com o espaço, a área é apenas uma questão de perspectiva. E aqui tem de ir preparado para o que vai encontrar. Primeiro, este é um restaurante para almoçar, não é um sítio para jantar - o espaço é minúsculo e as cadeiras não são confortáveis. Depois, este é um restaurante para ir aos pares - se for sozinho vai ficar absorvido pela conversa do lado; se for em grupo arrisca-se a ficar sentado ao colo de uma colega (ou de um colega, o que pode ser ligeiramente mais desagradável, dependendo das perspectivas). Depois, este é um restaurante para marcar mesa - não arrisque porque não vai correr bem.

Se tiver a sua perspectiva acertada nestes pontos, vai gostar. Só precisa de não querer aquilo que este restaurante não é. É como o Mini: é um carro trendy, engraçado, bonito e no qual sabe bem andar - mas não é um carro de luxo, nem um carro para a família. O Bolo do Caco é igual: é um restaurante trendy, engraçado, bonito e no qual sabe bem estar - mas não é um restaurante de topo, nem um restaurante para jantar. A decoração é moderna, o espaço é acolhedor, o ambiente é animado.

Quando nos sentámos, tivemos a sorte de ficar esmagados entre um casal silencioso, mais interessado na nossa conversa do que na deles próprios, e dois amigos empenhados em discutir marcas de artigos desportivos e computadores de última geração. Ou seja, a companhia poderia ter sido pior.

 

 

O serviço

Desde que fui descomposto pelos empregados do English Bar, no Estoril, por ter ousado ir ao restaurante no dia 1 de Janeiro, quando eles estavam estafados da festa na véspera, que dou graças a Deus quando sou bem recebido no dia a seguir ao Natal e ao Ano Novo. E aqui tivemos sorte. No dia 26 de Dezembro, quando metade dos donos dos restaurantes de Lisboa estavam a desintoxicar das filhoses e das rabanadas em excesso, os empregados do Bolo do Caco estavam felizes por estarem abertos. Ou, pelo menos, pareciam. Na quinta-feira, não tínhamos marcado. E, mesmo assim, conseguimos mesa. Com boa vontade e um sorriso - o que, hoje em dia, é raro. O restaurante não tem menu - está tudo escrito a branco nas paredes pretas -, o que acelera logo uma boa parte do serviço. E a comida vem rapidamente e sem erros - o que, hoje em dia, é ainda mais raro. As alterações aos pratos; o "um pouco mais de gelo, se faz favor"; ou o "se não se importa, trazia-me uma Coca-cola enquanto escolhemos" são encarados com naturalidade. Aqui serve-se como deve ser: sem simpatia a mais e sem eficiência a menos. 

 

A ementa

 

Couvert

O pão não é brilhante: está entre o pão de forma Bimbo e o pão de sementes artesanal - é escuro, mas é mole demais; tem côdea, mas é um pouco emburrachada. O azeite vem com um xarope de vinagre balsâmico demasiado espesso e doce. Mas as azeitonas são pequenas, tenras, saborosas e nada ácidas. Resumindo, não é fascinante mas escapa.

 

Os pratos principais

Aqui tudo tem bolo do caco. E quase tudo é elaborado com cuidado. Experimentámos o hambúrguer de salmão e o hambúrguer tártaro. Primeiro, os crus. O tártaro estava bom, mas não é fabuloso. Vem com alcaparras e carne fresca e saborosa, é grande e tem mostarda a acompanhar, mas falta-lhe algum detalhe que o torne especial. E esta é que é a diferença entre um bom restaurante para almoçar, como esta hamburgueria, ou um excelente restaurante para jantar, como o Talho de que falámos há uns dias: os detalhes que surpreendem. A única crítica é em relação às batatas fritas: um pouco grossas demais e moles.

Agora, os cozinhados. O Salmão Burger é a melhor solução para quem passou as últimas 48 horas a comer bacalhau, peru, couves, rabanadas, queijos, mais bacalhau, mais peru e mais tudo. Pelo menos é um prato que finge ser light. Com cebolinho, rúcula e tomate, vem por baixo de um molho tzatziki, de origem grega, à base de iogurte e pepino. É um molho leve e fresco e, juntamente com o cebolinho, ajuda a desenjoar da gordura do salmão. Mas o melhor deste prato - e provavelmente de todo o restaurante - é o acompanhamente: umas chips de batata doce, cortadas à grossura de uma folha de papel, extremamente estaladiças e sem um pingo de gordura a mais. Todos os acompanhamentos são servidos em tachinhos miniatura cinzentos, o que para quem, como eu, já não aguenta a moda das ardósias, representa uma bafurada de ar fresco numa tarde caribenha.

E porque era dia 26 de Dezembro, os doces tiveram de ficar para outro dia - ao almoço, claro.

 

 

Um bom fim-de-semana para si, onde quer que esteja,

 

Ele