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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

o delicioso bacalhau do josé avillez e todas as outras maravilhas do café lisboa

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Depois da minha pequena crise de juventude súbita, os meus queridos filhos fizeram o favor de me relembrar daquilo que eu já temia há muito tempo.
Estou velho.
VELHO.
V-E-L-H-O.
Aliás, aproximo-me perigosamente daquele ponto em que um criaturo já não sabe exactamente quanto tempo é que vai viver. Com esta idade, já nem arrisco comprar bananas verdes. Por isso, decidi: não posso perder mais tempo. Há que fazer as três coisas que qualquer homem tem de fazer antes de morrer: plantar uma árvore, escrever um livro e... ir a todos os restaurantes do José Avillez. (Parece-me que, ao quarto filho, já estou dispensado de ter mais um, não?)
E é para cumprir essa epopeica missão que estou aqui hoje. Depois de, no ano passado, termos ido à Pizzaria Lisboa, agora fomos ao Café Lisboa. A seguir, Minibar e Belcanto aí vamos nós!

 

 

o exemplo de josé avillez

Há os chefs bons e há os chefs menos bons. Há os chefs convencidos e há os chefs modestos. Há os chefs da alta gastronomia e há os chefs da gastronomia do dia-a-dia. Há os chefs que inventam e há os chefs que copiam. Há os chefs vanguardistas e há os chefs conservadores. E depois há o José Avillez. Já aqui escrevemos sobre a Pizzaria Lisboa, onde pode encontrar coisas muito boas e coisas criticáveis. Mas ninguém é perfeito. E José Avillez é o primeiro a reconhecer isso. Nesta entrevista que dá ao Económico TV, o responsável pelo Belcanto e pelo Cantinho do Avillez demonstra por que é o chef mais especial e mais acarinhado do País.

Ao contrário da maioria dos colegas - portugueses e estrangeiros -, Avillez combina um talento absolutamente invulgar com uma simplicidade incrivelmente genuína, uma paixão contagiante com uma gratidão desconcertante. Recusa ser tratado por chef - prefere que lhe chamem cozinheiro; e fala dos grandes nomes que lhe ensinaram muito, como Ferran Adriá, Bento dos Santos ou Maria de Lourdes Modesto, com o mesmo reconhecimento com que refere os seus colaboradores que puxam por si quando se sente mais desanimado. Nunca cai em autoconvencimentos exacerbados e raramente resvala para falsas modéstias irritantes. Fala da cozinha, da família, das alegrias, das tristezas e do novo restaurante que quer abrir fora de Lisboa. Sempre de uma forma honesta e fascinante.

Uma entrevista simples de um homem genial. Cinco estrelas - que valem muito mais do que as Michelin.

Um abraço ao José Avillez, onde quer que ele esteja,
Ele