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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

a melhor sugestão para jantar este fim-de-semana: os divinais e saudáveis petiscos da nova peixaria da esquina, mas... (tem de haver sempre um mas...)

Peixaria da Esquina - vários pratos.jpg

Uma hora e cinco minutos é o tempo que o Carlos Lopes demorou a correr 21 km na maratona, é o tempo que o Manoel de Oliveira demorou a contar um terço da história de Vale Abraão e é o tempo que eu demorei a conseguir sentar-me numa mesa reservada na nova Peixaria da Esquina. Confesso que, perante a catástrofe horária, ainda ponderei refastelar-me numa sala de cinema a ver Non, ou a Vã Glória de Mandar enquanto esperava mas, apesar de tudo, preferi encostar-me a uma das mesas altas que o restaurante tem na rua enquanto saboreava pacientemente um espumante oferecido pelos empregados para compensar o desastre.

O problema estava num casal que tinha ido jantar no primeiro turno do restaurante e teimava em manter-se sentado a passar o tempo. O que vale é que nós telefonámos antes e, ao percebermos que a mesa estava atrasada, resolvemos passar primeiro pelo Gin Corner, no Mercado de Campo de Ourique, ali ao lado, onde bebemos um magnífico London Nº 3 com casca de laranja, canela e tónica Fever Tree Indian (€11). E, com isso, a espera de uma hora e cinco minutos até pareceu passar mais depressa.

 

sabe onde pode comer um bom marisco com a melhor maionese do mundo? na nova cervejaria do bairro

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Chegámos os dois, de GPS em punho, à porta da Cervejaria do Bairro (isto de uma pessoa avançar a caminho de uma certa idade levanta já alguns problemas de orientação no Bairro Alto). Ligeiramente à nossa frente, a relações públicas conversava com um grupo de clientes. Esperámos um pouco. Passados uns segundos, chegou outro grupo de clientes, que esperou ao nosso lado. Finalmente, a relações públicas largou os clientes com que estava a conversar. Olhou na nossa direcção e sorriu. Eu sorri de volta. Ela começou a dirigir-se animadamente para o sítio onde estávamos. Eu comecei a preparar-me para dizer "Boa Noite". Ela deu mais dois passos e abriu os braços. Eu estranhei. Ela continuou. Conhece-me? Não: passou por nós e foi abraçar o grupo de clientes que tinha chegado depois de nós. E foi assim que eu fiquei com o meu sorriso Pepsodent frisado na boca enquanto a relações públicas distribuía beijinhos pelo grupo ao nosso lado.

Esperámos mais um minuto (tempo que Ela dedicou a humilhar-me por ter ficado pendurado) e finalmente fomos atendidos pela jovem senhora, depois de ter sentado os amigos. Simpática e sorridente, só faltou terminar cada frase a dizer "caturreira" para eu a confundir com a Super Tia, do Herman José.