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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

como fazer o ovo estrelado perfeito

É um dos grandes mistérios da Humanidade: o ovo estrelado. Como é que conseguimos aquela clara consistente, tostada e crocante nas pontas e aquela gema líquida e cremosa no meio? Como é que não deixamos a gema cozer? Como é que evitamos que a clara fique com a consistência tão ranhosa como a minha querida Mulher Mistério em dia de ataque de alergia? 

São perguntas que mobilizam a civilização moderna há séculos e que hoje finalmente se deparam com um vigoroso ponto final. Graças ao seu querido Casal Mistério? Não. Graças ao respeitável site de notícias Huffington Post

Foi lá que encontrei a solução que vai inspirar o meu brunch de amanhã. Há uns tempos descobri aqui uma solução: fritar primeiro a clara e só depois acrescentar a gema. O problema é que toda a complexidade à volta dessa ideia nos enfia durante uns largos minutos na cozinha.

Com a dica do Huffington Post, não. Tudo é rápido e eficaz. O segredo está na água.

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o segredo de jamie oliver para fazer um ovo escalfado redondo e perfeitinho num instante

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Jamie Oliver está para a culinária assim como Angela Merkel está para a Europa: quando ele fala, nós limitamo-nos a ouvir e obedecer.

(Bem, isto deveria ser um elogio, se calhar a metáfora não foi muito feliz...)

De qualquer forma, percebe a ideia, não é? Jamie Oliver é um deus da cozinha e é por isso que estou há duas horas e 43 minutos de boca aberta com esta sua dica que, como todas as boas dicas, tem tanto de evidente como de eficaz. O conselho é para fazer um delicioso ovo escalfado, redondo e perfeitinho de uma forma fácil e rápida.

O grande problema do ovo escalfado é mantê-lo com um aspecto minimamente decente. Há quem aconselhe a pôr vinagre na água, a fazer um remoinho ou a segurar o ovo dentro de uma concha de sopa durante a cozedura. Eu devo confessar a minha total incapacidade e falta de jeito: mesmo com todos estes conselhos ao mesmo tempo, nunca consigo ficar com um ovo escalfado que não pareça o Monstro do Loch Ness.

Mas agora, como diria João Pinto, o saudoso jogador do Futebol Clube do Porto, a minha vida vai dar uma volta de 360 graus. Tudo o que precisa de fazer é seguir estes seis passos:

 

6 truques de cozinha dos melhores chefs (ou os segredos que vão mudar a sua vida para sempre)

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É uma das mais úteis contribuições que a Humanidade já produziu para o bem-estar gastronómico de todos nós. Quem é que nunca acabou lavado em lágrimas depois de cortar uma cebola? Ou quem nunca queimou 785 calorias só para tentar espremer um limão? Ou quem nunca ficou com uma camisola à Benfica depois de descascar uma romã?

Quem?

Quem?

Quem?

Pois é, não respondem, porque cada um de nós, comuns mortais, passou, pelo menos, por uma destas constrangedoras etapas da nossa longa caminhada evolutiva desde o australopithecus culinário até ao Homo Sapiens da cozinha. Foi por isso com um enorme sorriso à Manuela Moura Guedes que eu encontrei este maravilhoso artigo do Kitchen Daily: os 10 segredos de cozinha dos melhores chefs americanos. São dicas simples que resolvem problemas irritantes de uma forma estupidamente fácil. Eu escolhi as seis dicas mais úteis. Se quiser ver as outras, clique aqui.

 

 

 

o melhor filme sobre comida (para ver este fim-de-semana)

Olhe bem para esta fotografia: é impressionante, não é? O tostado por fora, o mal passado por dentro, o tamanho, a consistência, o cheiro... Se calhar, cheiro através de fotografia é capaz de ser algum exagero, mas apetece trincar o computador e devorar o ecrã, não apetece? Foi isso que eu senti quando ontem me sentei na sala de cinema para ver O Chef. Não é que seja o novo E Tudo o Vento Levou. Não é. É simplesmente o melhor filme sobre comida desde Ratatouille. E isso, para mim, é quase tão bom como sentar-me à mesa do Tromba Rija com um estômago insuflável.

Muitíssimo bem filmado, O Chef é um filme divertido, com um óptimo elenco (Jon Favreau, Dustin Hoffman, Scarlett Johansson, Sofia Vergara, Robert Downey Jr.) e uma história engraçada. Mas isso é o habitual. O que distingue este filme dos outros é a comida. E o cuidado com que ela é tratada aqui. Desde Favreau a escolher os alimentos no mercado, a cortar os legumes, a preparar a carne, a cozinhar um spaghetti com alho e salsa, a arranjar um prato, a virar cuidadosamente uma tosta, tudo aqui é saboroso. Os planos da câmara são aproximados, os sons são maravilhosos, as luzes são perfeitas. Ouvir o actor a passar uma faca com manteiga por cima de uma tosta e depois trincar delicadamente o pão com o som do estaladiço a ser esmagado pelos dentes é uma experiência única. São 115 minutos de "foodporn": alimentos fantásticos a serem cozinhados de uma forma única.

Jon Favreau é um fanático por comida e cozinha. Está agora até a construir um forno para pizzas em casa. Por isso, deu atenção a todos os detalhes gastronómicos neste filme que ele próprio escreveu, realizou e protagonizou. Para o aconselhar durante as filmagens, contratou um chef profissional, Roy Choi, um dos mais famosos cozinheiros dos Estados Unidos. Choi fez apenas uma exigência: a cozinha que aparecesse no filme tinha de ter todos os pormenores de uma cozinha de restaurante.

A partir daqui, tudo é uma reprodução milimétrica de um ambiente gastronómico, saboroso e delicioso. Começando por aquele naco de carne que está no início deste post e que aparece no filme. Chama-se brisket e é uma parte da vaca próxima do peito que só é cortada assim nos Estados Unidos. Está envolvida em músculo, por isso precisa de ser cozinhada com muito cuidado. No Texas, o brisket é fumado num forno a lenha com os fumos da madeira e do carvão durante 10 a 14 horas. O resultado é uma carne que se desfaz na boca.

Não aguento mais: das duas uma, ou vou para a mesa ou volto para o cinema.

 

Um bom filme para si onde quer que esteja,

Ele 

o pensamento da semana VI

"Deus manda a comida, o diabo manda os cozinheiros".

Thomas Deloney, romancista inglês do século XVI

a melhor chef do mundo é brasileira

Foi arquitecta (o que quer dizer que tem bom gosto), foi modelo (o que quer dizer que é bonita) e foi eleita a melhor chef do Mundo (o que quer dizer que sabe cozinhar) – que mais é que um homem pode querer? Não estamos a falar da mulher perfeita – até porque Ela não autorizaria –, estamos a falar de Helena Rizzo, a chef do Maní, um dos melhores, mais bonitos e mais criativos restaurantes de São Paulo, no Brasil (como, aliás, pode ver pelo espectacular site).

A eleição de Helena foi anunciada esta terça-feira pela revista Restaurant Week que, em Abril, irá anunciar a lista dos 50 melhores restaurantes do Mundo em 2014. No ano passado, o espanhol El Celler de Can Roca, de Girona, ganhou a eleição, considerada a mais prestigiada a nível internacional. 

Helena, que trabalhou também na cozinha do El Celler, é a primeira brasileira a vencer o prémio, depois de Anne-Sophie Pic, do Maison Pic de França, e de Elena Arzak, do Arzak, o três estrelas Michelin de San Sebastián. Helena recria pratos sofisticados e elegantes baseados em alimentos tipicamente brasileiros. Uma das suas mais famosas criações são as mandiocas assadas com espuma de tucupi (o sumo da raiz da mandioca brava), leite de coco e azeite de trufas brancas.

E depois de escrever tudo isto, só tenho uma pergunta a fazer: porque é que Ela nunca me convidou para jantar no Maní?

 

 

Parabéns à Helena, onde quer que ela esteja,

Ele

breaking news: o peixe em lisboa vai voltar em abril

Vai já na sétima edição e está melhor a cada ano que passa. O maior evento gastronómico nacional, inteiramente dedicado aos sabores do mar, vai voltar ao lindíssimo Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, entre os dias 3 e 13 de abril. Imagine os restaurantes de referência juntos no mesmo espaço e os respetivos chefs (e não só) a apresentarem criativas interpretações de peixes e mariscos. 

 

No auditório do Peixe em Lisboa, prestigiados chefs de cozinha - portugueses e estrangeiros - demonstram ao vivo inovadoras criações gastronómicas, sempre sob a temática da cozinha do mar. Já para não falar do mercado gourmet: do peixe à doçaria, do azeite aos vinhos, das compotas aos queijos. Cerca de 500 produtos para provar, comprar, babar e engordar! Conte ainda com aulas de cozinha e provas com os mais diversos especialistas. Já estão confirmados pelo menos 10 restaurantes com a cozinha aberta diariamente e em permanência, das 12h às 24h. Vai ser a loucura. E nós vamos para lá acampar.

Todas as informações no site Peixe em Lisboa.

 

Boa semana,

Ela 

 

workshop de cozinha com o chef kiko do talho

Confesso que não sou grande fã de cursos de cozinha. Em primeiro lugar, não gosto de grupos: férias em grupo, excursões em grupo, visitas a museus em grupo, idas ao cinema em grupo e outras coisas mais íntimas que não vou aqui referir também em grupo. Em segundo lugar, não gosto de reuniões de homens de avental: não sei porquê, mas lembro-me logo de Miguel Relvas e do grupo Ongoing.

No entanto, há alguns chefs com os quais seria capaz de abrir uma excepção, colocar um avental e até - se fosse mesmo preciso - cozinhar com o ombrinho colado ao de Miguel Relvas (a única condição é que os aventais não tenham símbolos maçónicos). E entre esses três ou quatros chefs, está Kiko Martins, pelo seu talento, pela sua capacidade de misturar sabores de culturas completamente diferentes, pela sua tendência para inovar e, especialmente, pela sua simpatia e simplicidade.

No próximo dia 5 de Março, o responsável pelo restaurante O Talho, em Lisboa, vai dar um workshop de cozinha, dentro da iniciativa Experiências e Sabores, organizada pela Miele. O mini-curso começa às 19h e só não sabemos a duração e o preço da inscrição, porque a Miele ainda não teve tempo de responder ao nosso email. Se quiserem tentar, a ver se têm mais sorte do que nós, aqui vão os contactos e a lista dos cursos:

  • "O talho, chef Kiko Martins (5 de Março)
  •  “O melhor arroz de Portugal”, chef Vítor Adão (12 março)
  • “Novo Douro”, chef Ricardo Costa (19 março)
  • “Pratos com história(s)”, chef Ivo Loureiro (26 março)
  • “Tendência de sabores”, chef Justa Nobre (2 abril)
  • “Engenharia de um prato”, chef Lígia Santos (9 abril)
  • “É só desenformar”, chef Cristina Manso Preto (16 abril)
  • “Receitas de uma Blogger”, formadora Isabel Zibaia Rafael (23 abril)
  • “Sushicafé”, chef Daniel Rent (30 abril)

Tel: 214248100; email: info@miele.pt

 

Um abraço para si, especialmente se gostar de grupos,

Ele

 

 

o exemplo de josé avillez

Há os chefs bons e há os chefs menos bons. Há os chefs convencidos e há os chefs modestos. Há os chefs da alta gastronomia e há os chefs da gastronomia do dia-a-dia. Há os chefs que inventam e há os chefs que copiam. Há os chefs vanguardistas e há os chefs conservadores. E depois há o José Avillez. Já aqui escrevemos sobre a Pizzaria Lisboa, onde pode encontrar coisas muito boas e coisas criticáveis. Mas ninguém é perfeito. E José Avillez é o primeiro a reconhecer isso. Nesta entrevista que dá ao Económico TV, o responsável pelo Belcanto e pelo Cantinho do Avillez demonstra por que é o chef mais especial e mais acarinhado do País.

Ao contrário da maioria dos colegas - portugueses e estrangeiros -, Avillez combina um talento absolutamente invulgar com uma simplicidade incrivelmente genuína, uma paixão contagiante com uma gratidão desconcertante. Recusa ser tratado por chef - prefere que lhe chamem cozinheiro; e fala dos grandes nomes que lhe ensinaram muito, como Ferran Adriá, Bento dos Santos ou Maria de Lourdes Modesto, com o mesmo reconhecimento com que refere os seus colaboradores que puxam por si quando se sente mais desanimado. Nunca cai em autoconvencimentos exacerbados e raramente resvala para falsas modéstias irritantes. Fala da cozinha, da família, das alegrias, das tristezas e do novo restaurante que quer abrir fora de Lisboa. Sempre de uma forma honesta e fascinante.

Uma entrevista simples de um homem genial. Cinco estrelas - que valem muito mais do que as Michelin.

Um abraço ao José Avillez, onde quer que ele esteja,
Ele

novidade! novidade! vá comer pratos internacionais com os melhores chefs ao campo pequeno

Juntar Paulo Morais, Bertílio Gomes, Alexandre Silva, Chakall e Kiko no mesmo sítio a cozinharem para si é um sonho. Juntar Paulo Morais, Bertílio Gomes, Alexandre Silva, Chakall, Kiko e mais cinco chefs no mesmo sítio a cozinharem para si e para mais uns milhares de pessoas é o evento Comidas do Mundo. Esta Arca de Noé dos chefs portugueses começa no próximo dia 20 de Fevereiro no Campo Pequeno e, durante cinco dias, vai ser a minha cantina. Aqui cada chef fará pratos inspirados num país diferente. E você só tem de comer. É bom, não é? Pelo menos, promete... 

 

Se, além de comer, ainda gostar de dançar, poderá rebolar-se ao som de DJs ou numa festa exclusiva no sábado à noite. A entrada custa dez euros e o evento está aberto entre as 12h30 e as 24h, excepto no dia da inauguração, em que só começa às 18h.

Agora, tente lá descobrir: já percebeu porque é que Lisboa é uma das cidades mais cool da Europa?

 

 

 

Um abraço para si, onde quer que esteja,

Ele

  

Lista dos chefs que já confirmaram:

 

Alexandre Silva (Bica do Sapato) - vai cozinhar pratos de Itália

António Alexandre (Lisbon Marriott Hotel) - vai cozinhar receitas da Alemanha

Bertílio Gomes (Chapitô à Mesa) - vai cozinhar pratos de Marrocos

Chakall (Volver) - vai cozinhar os sabores do Peru

Kiko (O Talho) - vai cozinhar pratos da Argentina

Luís Baena (ex-Manifesto) - vai fazer receitas da zona ibérica

Marlene Vieira (Avenue) e João Sá (Assinatura) - vão cozinhar pratos dos EUA

Paulo Morais (Umai) - vai trazer os sabores do Japão

Vítor Esteves (Pingo Doce) - vai cozinhar pratos da Dieta Mediterrânea