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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

qual é o melhor caldo-verde: o de jamie oliver ou o de maria de lourdes modesto?

É uma das melhores sopas para nos aquecer em dias de frio e de chuva como hoje. A incontornável Maria de Lourdes Modesto diz que é das sopas que mais conservam o calor e que é uma das suas duas preferidas, a par da açorda alentejana. Já o incontestável Jamie Oliver chama-lhe um dos mais tradicionais pratos portugueses, habitualmente servido em casamentos e festas de anos.

Resumindo: estes dois verdadeiros monstros da culinária adoram caldo-verde. Até aqui, tudo bem. O problema é que cada um faz esta delícia da "soparia" nacional à sua maneira. E se Maria de Lourdes Modesto gosta de seguir a receita típica do Norte, em particular de Marco de Canaveses; Jamie Oliver prefere juntar-lhe paprika e cebola. 

E foi assim que nasceu um dos mais relevantes duelos da sociedade moderna: quem faz o melhor caldo-verde? O ideal é comparar as duas receitas e decidir por si.

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sopa de cenoura com leite de coco e açafrão: é um caril ou é a sopa mais surpreendente do ano?

Chegou o mau tempo, começaram as sopas deliciosas. E para abrir a época das sopas de nos deixar a babar como o Cavaco Silva cada vez que come uma fatia de Bolo Rei, não há nada como esta faustosa sopa de cenoura com caril e leite coco. A ideia genial é do respeitadíssimo New York Times – há quem vá lá para saber as novidades geopolíticas do conflito indo-paquistanês, eu abro o jornal para conhecer as receitas mais deliciosas da semana.

E esta semana a clara vencedora é esta sopa que consegue misturar a cremosidade da cenoura e do leite de coco com o toque exótico do açafrão e dos cominhos. E nem sequer leva batata, o que faz a minha querida Mulher Mistério dar flique-flaques de alegria. Perante isto, não há chuva que resista.

Tudo o que vai precisar é de manteiga, cebola picada, cenouras cortadas às rodelas, gengibre fresco ralado no momento, cominhos, açafrão e coentros em pó, pimenta caiena, caldo de vegetais ou de galinha, leite de coco sem açúcar, sumo de meia lima, sal, pimenta preta moída no momento e coentros frescos para enfeitar. Para saber as quantidades certas de cada ingrediente, consulte a receita original aqui.

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o cocktail ideal para aquecer este dia de chuva: gin fizz com pera e especiarias

Com este frio e este vento, só apetece ficar em casa, não é? E isso até podia ser bom se não tivesse aqui mesmo à mão uma garrafa novinha em folha de gin Sul oferecida no Natal pelo meu querido Pai Mistério e umas peras fantásticas que trouxe hoje da praça. É verdade, aquilo que poderia ser um tranquilo dia em casa vai transformar-se num delicioso cocktail de Inverno. E para isso contribuiu esta inesperada receita do fantástico blog Jelly Toast. Tudo o que precisa é de gin, sumo de limão espremido, uma clara de ovo, água com gás, anis estrelado e um xarope de pera com especiarias facílimo de fazer. Para ver as quantidades certas de cada ingrediente, veja a receita completa aqui.

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uma receita saudável e fácil para um dia de chuva como este: lombo de salmão curado caseiro

Vamos lá aqui esclarecer um ponto importante na nossa relação: não gosto de chuva. Por isso, já sabe: em dias de chuva, sou um ser humano ainda mais insuportável do que em dias de sol (se é que isso é possível...). Isto para avisar que não tem de me aturar. Pode perfeitamente mudar para um blog inglês que eles lá adoram este tempo que, ainda por cima, faz tão bem à relva.

O pior da chuva nem é o facto de encharcarmos os pés cada vez que corremos para não nos molharmos, ou ficarmos como o Homem da Atlântida cada vez que um carro passa por cima de uma poça ao nosso lado. Não. O grande drama destes dias de chuva é que o universo se une para nos empurrar para pratos que eu abomino, como guisados, jardineiras, pezinhos de coentrada e outras especialidades que conseguem ter mais de 100 calorias por cada três gramas de peso. É como se ainda vivêssemos na idade das cavernas e precisássemos da gordura para nos aquecer. 

(Estou a ser ligeiramente insuportável com esta conversa, não estou? Eu avisei...)

Mas neste fim-de-semana, dedicado ao nosso grande amigo Joaquim, eu arranjei uma solução para ultrapassar esta minha depressão pluviosa. Fui procurar um prato saudável e indicado para dias de chuva. A solução vem da Suécia e a magnífica receita é do não menos magnífico site Saveur.

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pizza de beterraba e queijo de cabra, a receita ideal para um fim-de-semana de chuva

Sou uma otimista por natureza. Se o fim-de-semana é de chuva, eu sorrio. Para mim, são boas notícias. Aliás, são ótimas notícias. Ufa! Não tenho de ir vestir o biquíni. Agora, só para o ano! Por isso, posso comer sem culpas! E que tal aproveitar o sábado para fazer uma pizza com os miúdos? Mas não estou a falar de uma margarita qualquer! Estou a sugerir uma pizza diferente e original e até ligeiramente saudável, como esta receita do blog heather christo, porque uma pessoa também não quer engordar muito! É que o tempo passa tão depressa que, daqui a nada, amanhã já é verão outra vez. Para fazer esta pizza inacreditavelmente apetitosa, vai precisar de massa de pizza (claro!), 6 beterrabas, 4 dentes de alho, queijo de cabra e rúcula para decorar, além dos temperos óbvios. Mas se quiser saber as doses certas, espreite aqui os ingredientes para 8 pessoas.

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salada tropical para este clima de chuva e calor

Desde que, na semana passada, Lisboa se transformou na capital do Tahiti que penso na melhor maneira de adaptar a comida cá em casa ao clima tropical. Hoje, levantei-me cedo e fui ao mercado. Esperava encontrar tahitianas com coroas de flores na cabeça, mas o mais exótico que consegui foram umas peças de fruta bem maduras. Cheguei a casa, vesti a minha camisa florida e fui para a cozinha. 

 

 

salada de angulas e pinhões com vinagrete de mel para lidar com a chuva

Acabou. Não dá mais. Ninguém aguenta isto. Que raio de tempo é este? Estamos no princípio de Setembro, meus senhores! Já não bastava Agosto?! E Julho?! E Junho?! Agora também Setembro?! Chuva?! Dilúvio?! Cheias?!

A única forma de sobreviver a esta hecatombe meteorológica é com um prato à frente. E hoje preparei um prato especial. Ela queria salada, eu queria petisco. Perante este cisma do Ocidente, decidi juntar a salada com o petisco. E o resultado não está nada mal. Foi o nosso almoço de hoje.

 

 

a pasta nella forma do italy

Estou com a estranha sensação que me deito com o impermeável vestido e acordo com o chapéu de chuva na cabeça. Parece que passei a viver dentro da Anatomia de Grey, onde as únicas cenas sem chuva são as que se passam dentro do hospital (e mesmo aí já choveu...). Só que infelizmente, apesar dos meus lindos olhos azuis, ainda não sou o Derek Shepherd para acabar com a depressão do mau tempo lá em casa através de um simples sorriso. Eu tenho de me esforçar para animar a família - se é que se pode chamar família a seis bocas constantemente à espera de serem alimentadas. E não basta explicar que em Seattle, em 1953, já choveu durante 33 dias seguidos sem parar. Não. É preciso surpresas, presentes, algumas graças e muitos jantares fora. É assim a minha vida e está a ser assim a minha semana. E a surpresa desta semana foi um restaurante italiano.

O ambiente

O sítio é barulhento, a decoração é de cantina, os desenhos nos pratos são de fugir. Aqui há garrafas gigantes a imitar cristal, jogadores de futebol a comer de boca aberta, concursos de misses Brasil a desfilarem por entre as mesas. Aqui há grupos de homens a falarem aos gritos e grupos de mulheres a gritarem enquanto falam. Aqui tudo foi pensado para correr mal. Mas aqui tudo corre muito bem. Tudo? Sim, tudo. Ou acha que o ambiente numa verdadeira pizzaria italiana tem alguma coisa a ver com bom gosto, sofisticação e tranquilidade? Nada disso existe no Italy. Porque no Italy você está como se estivesse em Itália.

 

O serviço

Os empregados falam italiano entre eles e portiliano consigo. São rápidos e são eficazes, são simpáticos e são efusivos, são italianos e são orgulhosos. Ao entrar na sala do Italy, na Avenida Duque d'Ávila, em Lisboa, parece que está a entrar na sala de casa do Padrinho, na Sicília. Só que, em vez de um assustador Michael Corleone encontra uma maravilhosa Pasta nella Forma. E é isso que transforma este restaurante num sítio obrigatório para quem gosta de comida.

 

A ementa

No Italy, não é importante o couvert, as entradas ou as sobremesas. Guarde cada milímetro cúbico do seu estômago para esta massa. Estamos evidentemente a falar de um spaghetto fresco e especial. Primeiro, a massa é cozida na cozinha e passada por uma frigideira com manteiga e natas. Depois é levada para junto da mesa, onde um empregado pega num enorme queijo Grana Padano original sem a casca de cima e passa a massa quente pelo interior, deixando o queijo derreter um pouco com o calor do spaghetto. Quando a massa está realmente envolvida no Grana Padano, é colocada num prato por cima de uma fatia de presunto de Parma. Leva ainda um molho com cogumelos porcini, cebola, natas e salsa e é temperada com um fio de azeite de trufas brancas e um pouco de pimenta. Tudo isto se passa à nossa frente, enquanto lá fora as ruas alagam e as coberturas dos estádios de futebol voam. É uma mistura perfeita de diferentes sabores típicos italianos - queijo, cogumelos, trufas, presunto e pasta - e a única coisa que me faz sair de casa num dia como este. Só um ultimo conselho: se for ao site do Italy, não se assuste com o aspecto. É tipicamente italiano: kitsch, mas muito bom.

 

O óptimo

A Pasta nella Forma

O bom

O serviço

O mau

A decoração

 

Uma boa molha para si, onde quer que esteja,

Ele