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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

adega velha, o melhor restaurante do país para almoçar enquanto ouve o cante alentejano mesmo ao lado

Captura de ecrã 2016-11-11, às 15.55.03.png

A melhor coisa do cante alentejano é a expressão "cante": não há cá cantos ou cantares, há cantes, assim mesmo entre a pronúncia cantada do Alentejo e a pronúncia poupadinha dos Açores (os 30% finais de cada palavra ficam sempre por dizer).

A segunda melhor coisa do cante alentejano é a comida alentejana: é normalmente à volta de um balcão cheio de copos de vinho, fatias de queijo, tiras de presunto, rodelas de enchidos e maravilhosos nacos de pão ainda quentes e estaladiços que se canta o cante. E, por isso, quando a Unesco eleva o cante alentejano a património imaterial da humanidade, está a elevar com ele, e sem saber, a "comide" alentejana a património material do planeta.

Eu, por mim, já decidi: este fim de semana coloco na cabeça uma boina à Janita Salomé e faço-me à estrada a caminho do melhor sítio do mundo para almoçar enquanto se ouve um grupo de alentejanos a cantar o Eu Ouvi Um Passarinho.