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casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

casal mistério

Ele cozinha, ela viaja. Quando estão fora, testam e avaliam restaurantes, bares e hotéis. Quando se juntam em casa, escrevem sobre o que viram: o bom, o mau e o péssimo.

duplex, o restaurante da moda onde se come muitíssimo bem!

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Quando, na mesma sala, se cruzam por acaso as calças coloridas de uma figura do jet set nacional com o casaco de fato-de-treino de um jovem fashion victim, isso é... o novo restaurante Duplex. Este é provavelmente o espaço mais animado e cosmopolita de Lisboa. Aqui há ícones da moda de hoje e do tempo da Olá!. Aqui há portugueses e estrangeiros. Aqui há novos e velhos. Aqui há restaurante e bar. Aqui há quem vá para jantar ou para dançar. Aqui há Casal Mistério – como é que podíamos resistir a isto?

 

 

station, a óptima esplanada para jantar nestas noites de verão que estão em outubro

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Primeiro foi o corpo da Jessica Athayde, agora é a cara da Renée Zellweger, amanhã será o cabelo do Fernando Ruas. E qual é a melhor maneira de fugir a estes temas de fundo que mobilizam a sociedade portuguesa? Enfiando-me a jantar numa esplanada junto ao rio, para aproveitar o Verão fantástico que aí está em Outubro.

E foi com o calor de Verão no corpo e a imagem de Fernando Ruas na cabeça que entrei na esplanada do Station, no Cais do Sodré, em Lisboa. Mal me sentei, com quase 30 graus, a uns metros de distância da mesa onde Mick Jagger já jantou, pedi um gin tónico Bombay Saphire só com limão (€8). Ela preferiu um mais elaborado Hendricks com pepino (€12). 

 

 

funky, uma sugestão para ir abanar o capacete hoje à noite

Ainda não percebi bem se tenho idade para isto ou não. Mas como não conto partilhar convosco a minha data de nascimento, nem a minha profissão, nem a minha morada e muito menos o meu nome, o melhor é deixar a conversa por aqui. De qualquer forma, sempre que entro numa discoteca e acho que a música está um bocadinho a atirar para o alta demais, começo a pensar se tenho idade para isto. E foi exactamente isso que pensei no fim-de-semana passado no Funky, "o bar/nightclub mais cool de Lisboa". Como tinha visto a página do bar no Facebook e conseguido incrivelmente juntar sozinho todas as palavras que lá estavam escritas, formei uma ideia nesta cabeça que está para o universo da inteligência como o Chipre está para a União Europeia: vamos a um bar, com cadeiras, mesas, um ambiente simpático e música cool em fundo. 

O Funky, de facto, tem um bar, tem cadeiras, tem mesas, tem um ambiente muito simpático, mas não tem música cool em fundo – tem música disco em cima de nós. Pelo menos, para alguém com uma provecta idade como a minha. De resto, o espaço é magnífico: a decoração é vintage e acolhedora, os empregados são prestáveis e simpáticos e o dono é o Hernâni Miguel, que é o mesmo que dizer um dos mais antigos homens da noite do Bairro Alto, onde tinha o famoso Targus. Tal como os outros empregados, Hernâni sorri para os clientes, confirma se já foram atendidos e assegura que tudo está a correr bem. Frequentado por publicitários, jornalistas, escritores e todo o género de pessoas que costumava ir ao Targus, o Funky está dividido em zona de bar, onde pode ficar sentado a conversar, e zona de dança, onde pode ouvir DJs ou concertos ao vivo. 

Problema grave: o gin tónico. Apesar de toda a disponibilidade e boa vontade do barman, não se consegue fazer um gin decente com água tónica Snappy (não tenho bem a certeza se a marca era mesmo esta, mas se não era estava lá perto). Além de ser doce demais, não joga com nada – é mais refrigerante do que tónica. E como eu não pretendo beber um sumo de gin, para a próxima prefiro passar. Nem os copos em balão, nem as folhas de coentros, nem as cascas de limão cuidadosamente cortadas e espremidas para nós conseguem fazer esquecer aquela água tónica que ainda hoje me persegue o paladar. É mau demais para ser verdade. E não joga com o preço: um gin Bombay corrente com uma água tónica destas por 9 euros???

Da próxima vez, experimento a imperial. Aí não há hipótese de falhar, pois não?

 

O bom 

A decoração e o ambiente

O mau 

O volume excessivo da música na zona do bar

O péssimo 

A água tónica

 

Uma boa abanadela de capacete para si, onde quer que esteja,

Ele